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Capa do romance Não existe limites para o amor.

Não existe limites para o amor.

Nesta obra de romance poliamoroso contemporâneo, a protagonista desafia a crença comum de que é impossível entregar o coração a dois indivíduos simultaneamente. O que antes parecia improvável torna-se sua realidade absoluta conforme o tempo passa. Ao vivenciar essa conexão múltipla, ela descobre que o afeto não precisa de restrições. É uma jornada sobre a descoberta de que, para os sentimentos verdadeiros, realmente não existem limites impostos.
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Capítulo 2

Noé Miller.

Sexta-Feira.

06:50 ― Casa dos Miller ― Quarto do Noah ― Nova York ― EUA.

― Noah!! Levanta essa bunda da cama agora!!! ― Minha mãe gritou do lado de fora do meu quarto. ― Não me faça te bater garoto, levanta agora!

― Eu já levantei mãe!! ― Falei um pouco alto para ela ouvir.

― Então vá se arrumar logo!

Soltei um suspiro com isso, sempre é assim toda manhã, isso acaba me cansando demais.

Eu sou um garoto de vinte e dois anos e magro, meus pais são bem diferente de mim, eles tem um corpo bem normal, diferente de mim que é magrelo e ainda por cima nerd.  Eu tenho dois irmãos, uma irmã chamada Carol que tem vinte e cinco anos e um irmão chamado Charles que tem vinte e seis anos. ― Eu sou o mais novo da família e sempre sou alguém deixado para trás, minha família é bastante ocupados com os seus trabalhos e mal tem tempo para mim. 

Suspirei mais uma vez e levantei da cama indo para o banheiro, eu faço de faculdade de administração faz dois anos, eu já penso em desistir de tão difícil que é fazer faculdade, mas eu não paro porque eu penso no meu futuro e porque eu quero sair daqui de casa, meus pais são bons, mas querendo ou não eu quero ter meu próprio canto. 

Entrei no banheiro e fui andando para a pia.

― Eu estou um lixo. ― Suspirei e peguei a minha escova de dente e também peguei a pasta.

Coloquei na escova e comecei a escovar os dentes tranquilamente.

Também tem outro motivo que me fez pensar em sair da faculdade, é que os meus colegas de classe são muito idiotas, sempre vivem pegando no meu pé por eu ser um garoto nerd e magrelo, eles ainda não sabem que eu sou gay, mas vivem me chamando de nerd e de gay por eu andar com o meu melhor amigo que é gay. ― Nós sempre ignoramos isso porque não vale a pena tentar rebater, só que isso é algo que mexe muito comigo, mesmo eu tentando ignorar é algo muito irritante. 

Que vida boa eu tenho.

Cuspi na pia e lavei a minha boca e depois o meu rosto, tirei o meu pijama e coloquei em pendurado no cabide do banheiro, eu só o usei ontem para dormir, não está sujo, posso muito bem usá-lo quando eu for dormir hoje de noite. ― Entrei debaixo do chuveiro e liguei, suspirei ao sentir a água gelada cair sobre o meu corpo.

Eu juro, quando eu tiver um emprego e ganhar dinheiro, irei sair dessa casa e conseguir um chuveiro elétrico, não aguento ficar tomando banho o tempo todo gelado, isso é muito ruim. Até em dias de frios eu tenho que tomar banho de água gelada, isso é a pior coisa do mundo, eu quero poder ter as minhas próprias coisinhas e viver em paz.

Minha família não tem muitas condições, meu pai trabalha como porteiro em um prédio que eu não sei o nome até hoje, eu nunca perguntei mesmo. Minha mãe trabalha em uma lanchonete junto com a minha irmã, minha mãe indicou a minha irmã para trabalhar nos dias de sábado e domingo, meu irmão também trabalha, ele é único da casa que ganha bem por trabalhar em um banco.

Eu sou o único que não trabalha, eu queria muito trabalhar mais a minha família disse que agora não, minha mãe disse que eu devo focar nos meus estudos primeiro e depois eu devo trabalhar. ― A minha casa tem três quartos, meu irmão dorme com a minha irmã, ele disse que não gostaria de dividir a cama comigo por eu me mexer muito. 

Idiota.

Desliguei o chuveiro e peguei a toalha que estava em pendurado no outro cabide que fica perto do chuveiro, sai do banheiro me enxugando e fui andando até o guarda-roupa.

― Qual roupa eu devo ir hoje?

Hoje é sexta-feira, acho que vou colocar algo simples, não estou muito a fim de colocar algo caprichoso.

Escolhi uma calça jeans preta, uma camisa social azul, um tênis branco e uma cueca também preta.

Comecei a me vestir tranquilamente e olhei para o relógio na parede e vejo que é sete e quinze, a primeira aula da faculdade começa as oito, ainda tenho tempo, o bom é que a minha casa é perto da faculdade. ― Assim que terminei de me arrumar levei a toalha de volta ao banheiro, pendurei ela direitinho e bem aberto para pode enxugar, sai do banheiro e fui até a minha mochila verificar as coisas.

― Livros, canetas, lápis, caderno... Tudo certo. ― Fechei a bolsa. ― Cadê o meu celular?

Olhei em volta no meu quarto e fui até o travesseiro e levantei o vendo, o peguei e liguei vendo que tinha uma mensagem do Dylan.

Mensagem:

Dylan: Bebê, vamos sair hoje à noite, você pode? >07:00<

Sair para onde? Eu gostaria mesmo de sair hoje, mas conhecendo o Dylan, talvez seja para algum bar ou boate.

Eu: Na faculdade nós conversamos melhor, estou saindo de casa já. >07:17<

Guardei o celular no bolso da calça e fui até a mesinha onde tem pentes e perfumes, peguei um pente e comecei a pentear o meu cabelo o colocando para trás, passei perfume no meu pescoço e um pouco na camisa, coloquei os meus óculos e já fui pegando a minha mochila e saindo do quarto. ― Fui andando tranquilamente pelo corredor e desci as escadas, vejo meu pai dando um beijo na minha mãe.

― Estou indo querida. ― Falou sorrindo para ela.

― Se cuide amor, pegou o seu almoço? ― Perguntou toda preocupada.

― Sim, não precisa se preocupar. ― Ele olhou para mim. ― Deveria ter descido há dez minutos Noah. 

Suspirei com isso.

― Sinto muito pai. ― Ele revirou os olhos.

― Tanto faz. ― Ele olhou para a minha mãe sorriu. ― Estou indo, eu te amo.

― Também te amo querido.

Ele saiu de casa nos deixando sozinhos.

― O que faz ai parado Noah? Vai pegar os seus sanduíches e caia fora daqui garoto, eu tenho que sair para trabalhar também. ― Falou toda grossa, nem parece a mulher carinhosa de agora pouco.

― Sim senhora.

Fui andando para a cozinha e vejo dois sanduíches no prato, peguei os dois e já fui saindo da cozinha, não encontro mais a minha mãe na sala e vou saindo de casa, fecho a porta atrás de mim e vou descendo os degraus que tem na porta de casa.

Espero que pelo menos ninguém tire onda comigo na faculdade, eu não aguento mais isso.

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