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Capa do romance Não existe limites para o amor.

Não existe limites para o amor.

Nesta obra de romance poliamoroso contemporâneo, a protagonista desafia a crença comum de que é impossível entregar o coração a dois indivíduos simultaneamente. O que antes parecia improvável torna-se sua realidade absoluta conforme o tempo passa. Ao vivenciar essa conexão múltipla, ela descobre que o afeto não precisa de restrições. É uma jornada sobre a descoberta de que, para os sentimentos verdadeiros, realmente não existem limites impostos.
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Capítulo 3

Noah Miller.

Sexta-Feira.

O caminho para a faculdade foi bastante tranquila, tirando o fato das pessoas me olharem estranho por eu está comendo dois sanduíches enquanto ando, a única coisa que eu fiz foi ignorar. ― Vejo o Dylan atravessando a rua.

― Dylan!! ― Chamei a sua atenção.

O mesmo olhou para mim e acenou com a mão, fui andando em passos rápidos até ele.

― Noah! ― Ele me abraçou. ― Eu senti sua falta. ― Isso me fez revirar os olhos.

― Você me viu ontem Dylan. ― Ele riu e entrelaçou os nossos braços.

― Qual é? Eu não posso sentir falta do meu melhor amigo não? ― Bufei com isso.

― Tudo bem, eu também senti a sua falta. ― Na verdade eu senti mesmo.

Ficar dentro de casa sendo o tempo todo insultado é algo bastante irritante.

― Então, para onde você quer me levar? ― Perguntei enquanto voltamos andar.

― Podemos ir para uma boate. ― Olhei surpreso para ele. ― O que?

― Você está louco? Deste enquanto eu gosto desse tipo de lugar? ― O mesmo bufou.

― Pare de se colocar para baixo Noah, você é lindo. ― Neguei com a cabeça.

― Eu não me importo com isso Dylan, eu só não me sinto confortável em um lugar daquele.

― Você tem que sair um pouco Noah, vai querer sempre passar o seu final de semana com sua família que só vive trabalhando? Eles são idiotas demais, então vamos sair um pouco, relaxar um pouco.

Soltei um suspiro com isso.

― Mas... Eu tenho vergonha. ― Falei parando de andar e olhei para o chão. ― É muito difícil conseguir ter uma boa autoestima com aqueles idiotas da nossa sala.

― Eu sei como é difícil ficar ouvindo essas coisas sobre você Noah, mas você é um jovem muito lindo, eu não estou falando isso porque eu sou o seu amigo, eu estou falando isso porque é verdade.

Sorrir de lado com isso.

― Eu realmente agradeço por você ser o meu amigo. ― Ele sorriu e me abraçou.

― E sempre pode contar comigo para tudo.

― Valeu.

― Agora vamos para aquele inferno que chamamos de faculdade. ― Isso me fez rir.

Voltamos andar.

― Você viu a noticia daquele casal De Luca? ― Olhei para ele.

― Não, o que aconteceu? ― Perguntei curioso.

― Tem boatos rodando por ai que eles são bissexuais. ― Fiquei muito surpreso com essa informação.

― Mas você acredita mesmo nisso? ― Perguntei e o mesmo deu de ombro.

― Pra falar a verdade não, eu não acredito muito nisso. Deve ser pessoas que querem ficar com eles e criam essa ilusão deles. ― Acenei com a cabeça.

― Isso é de se esperar mesmo, eles são o casal mais famoso dos Estados Unidos, mesmo eles sendo italianos. Deve ter muitas pessoas querendo ter uma chance de poder ter um deles em suas camas. ― Falei e o mesmo concordou.

― Eu até queria. ― Ele falou rindo e isso me fez negar com a cabeça.

08:15 ―  Columbia University ― Nova York ― EUA. 

Soltamos um suspiro quando chegamos à faculdade.

― A nossa felicidade terminou. ― Falei cabisbaixo.

― Sim, vamos entrar.

Seguimos para dentro da faculdade e ignoramos todos no caminho que ficavam sorrindo maliciosamente para nós.

― Você vai sair comigo hoje? ― Perguntou novamente.

― Eu não sei Dylan. ― Falei um pouco inseguro.

― Por favor, Noah. ― Ele juntou suas mãos e me olhou com a sua carinha de pidão.

― Não me olhe assim, por favor. ― Ele continuou olhando e isso me fez suspirar derrotado.

― Tudo bem, nós podemos ir. ― Ele começou a dar um pulinho de animação.

― Nós vamos se divertir bastante. ― Falou muito animado.

O Dylan tem vinte e três anos mais ele nem parece que tem essa idade, o mesmo é muito infantil quando quer ser, ele é baixinho, moreno, a cor dos seus cabelos é roxo, ele pintou recentemente e a cor dos seus olhos é verde claro. ― Nós se conhecemos na biblioteca da faculdade, eu estava lendo um livro de ciências quando ele chegou e se sentou na minha mesa já puxando papo, depois disso nós se tornamos amigos.

― Que hora? ― Perguntei enquanto o mesmo dá ainda pulinhos animados.

― Podemos ir de oito, se estiver tudo bem para você é claro. ― Acenei com a cabeça.

― Tudo bem, a minha família daria glória a Deus por eu está saindo depois de mil anos. ― Falei enquanto entravamos na nossa sala.

― Você pode dormir lá em casa depois da boate. ― Neguei com a cabeça.

― Eles não vão deixar, eles tem medo de me deixar dormir na casa dos outros. ― Falei contragosto.

― Seus pais são protetores demais, mas eles só vivem trabalhando e te deixando de lado ― Falou irritado.

― Não precisa ficar irritado com isso Dylan. ― Sentamos em nossos lugares de sempre. ― Eu já estou até acostumado com isso.

― Você não tem que se acostumar a ser esquecido o tempo todo Noah, se eu pudesse, eu te roubaria da sua família. ― Coloquei a minha mão em cima da dele.

― Eu realmente te agradeço por isso, mas não precisa ficar estressado com isso Dylan. ― Ele suspirou com isso.

― Tudo bem, eu vou tentar me controlar um pouco. ― Sorrir com isso.

― Obrigado.

― Olha pessoal, o casal da sala! ― O Jacob falou alto atraindo atenção das pessoas.

Ele é o garoto mais popular da faculdade, ele já pegou todas as garotas daqui e inclusive até as professoras, bom, é o que dizem os boatos.

Ele é alto, talvez tenha um metro e oitenta e pouco, é branco, a cor dos seus cabelos é preto, tem uma tatuagem no pescoço e a cor dos seus olhos é castanho claro.

― As bichas já vão começar a se pegar tão cedo? ― Falou sorrindo maldoso e isso me fez suspirar.

― E o babaca vai começar implicar tão cedo? ― Dylan perguntou sério.

Ele sorriu de lado.

― Vejo que a bichinha é feroz. ― Ele olhou para mim. ― Deveria controlar melhor o seu animalzinho.

Olhei surpreso para ele.

― Animal? Você me chamou de animal!!? ― Dylan se levantou irritado.

― Dylan. ― Segurei o seu pulso.

― Chamei sim. ― Ele se aproximou ficando cara a cara do Dylan. ― Vai fazer o que?

― Já chega vocês três!! ― Olhamos para trás vendo o professor entrar. ― Vão se sentar agora!

― Você tem sorte. ― Falou dando as costas para nós.

― Esse infeliz do caralho! ― Ele se sentou muito irritado. ― Eu odeio esse puto! Tenho uma enorme vontade de mata-lo, mas infelizmente eu não quero ser preso.

Segurei a sua mão e ele sorriu de leve.

― Eu sei que você prefere ignorar para não arrumar briga, só que eu não consigo ignorar, sinto muito. ― Sorrir para ele.

― Não tem nenhum problema com isso Dylan, pode ficar tranquilo. ― Ele acenou com a cabeça e voltamos a prestar atenção no professor.

Eu me pergunto o porquê dele sempre implicar conosco, eu tenho certeza que não existe somente nós de gays aqui, mas ele gosta muito de pegar no nosso pé. E também eu não sou o único nerd daqui, esse Jacob é um tremendo idiota.

Eu realmente preciso de uma cerveja para afogar as minhas magoas.

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