Capa do romance SECRETARIAMENTE AMADA

SECRETARIAMENTE AMADA

9.6 / 10.0
Em SECRETARIAMENTE AMADA, Luiza enfrenta o preconceito sob a proteção de seu chefe. Neste romance modern, uma explosão de fúria por telefone muda tudo. Descubra como essa billionaire romance novel revela que ninguém está pronto para a transformação de quem cansou de ser silenciado.
Resumo de SECRETARIAMENTE AMADA
Luiza esconde a dor causada por piadas e ofensas sobre seu corpo, mantendo uma fachada de indiferença. No trabalho, seu único refúgio de respeito é o chefe, com quem mantém contato constante, ainda que apenas por telefone. Contudo, um acesso de fúria dele acaba sendo a gota d'água para o emocional dela. Após esse limite ser ultrapassado, Luiza decide mudar, e ninguém ao seu redor está pronto para a transformação impactante que está prestes a surgir.
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SECRETARIAMENTE AMADA Capítulo 1

Luiza:

Sento em minha mesa para começar mais um dia puxado na empresa Moore's Interprise.

Mas eu mal me encosto e meu celular corporativo começa a tocar.

- bom dia, Luiza fontes secretaria do senhor Leonardo Moore, em que posso ajudar?- digo toda a frase e penso antes de respirar fundo sabendo do dia cheio que vou ter.

- Sou eu Luiza.- a voz do meu chefe invade a linha.

Droga, devia ter olhada para ver que era ele.

- Bom dia sr. Moore. Deseja alguma coisa? - pergunto.

Ele dificilmente vem para essa filial da empresa e só liga quando é questão de trabalho.

- Sim, preciso que me envie os contratos com os maiores clientes em potencial, imprima alguns que irei te mandar para encaminhar a alguns setores da empresa. As dez haverá uma reunião importante com alguns acionista, a senhorita deve ir me representar e tomar notas.

Vou anotando todas as ordens que ele me dá.

Meu dia já seria cheio sem falar com ele, agora vou ter que lutar contra o tempo e fazer varias coisas enquanto atendo as ligações.

- Consegue fazer tudo isso antes do almoço?- ele pergunta.

Não.

- claro senhor, precisa de mais alguma coisa?- por favor diga não.

- Por enquanto não, se precisar ligo depois do almoço. -Ele diz e desliga.

Ele parece estranho, por mais que ele seja autoritário e muito profissional, de algum jeito ele parecia encomodado com algo.

Esqueço esse assunto, nem sou próxima do meu chefe.

So o vi duas vezes e por mais que ele tenha sido gentil, nem olhou muito para mim.

Não quando estávamos em um evento cheio de modelos.

Ah esse evento, uma das piores s festas que tive que cobrir.

A humilhação de me pararem na porta e perguntarem oque eu estaria fazendo em um evento onde só tinha modelos foi muito. Mas nada comparado aos cochichos das mulheres lá dentro e os olhares de repulsa de alguns homens.

Esqueço esse assunto e vou fazer oque foi me pedido.

Passo a manha todo imprimindo, enviando email para o chefe e contratos por todo o prédio.

Quando dá a hora da reunião arrumo minhas coisas e o caderno de anotação e vou para a sala no andar de baixo.

Quando chego quase todos ja estão ali.

Ouço risadas de umas das mulheres presentes mas não me importo em saber o motivo de suas risadas.

Me sento ao lado da cadeira que sr. Moore deveria ficar e espero a reunião começar.

- Acho que deveríamos vender, seria menos problemas para nossa cabeca.- um dos acionista diz.

- Oque?- pergunto fazendo com que todos na mesa me olham.

Não costumo opinar nas reuniões, mas meu dever é anotar e defender a visão do meu chefe caso necessário.

- Acho que a senhorita ouviu, quando o sr. Moore ler suas anotações ja estaremos negociando com o vendedor e ele não terá outra opção a não ser vender as ações na qual não vemos quase nenhum dinheiro, ou passar vergonha.- ele diz autoritário.

- Não pode negociar uma coisa que não é sua senhor. O contrato precisa da assinatura do sr. Moore, e ele nao quer vender.

- Se não vendermos, isso só nos trará problemas.- ele diz.

Esses homens.

É sempre assim, quando o sr. Moore nao esta eles acham que manda ma empresa.

- Não sei por que se preocupa, toda a gestão da empresa fica a cargo do sr. Moore, vocês só precisam ficar sentados recebendo os lucros e aparecendo em reuniões idiotas como essa.- digo e percebi que passei do limite.

- Quem pensa que é sua vadia gorda? Eu vou me encontrar com um potencial comprador na hora do almoço e na parte da tarde o contrato ja estará pronto para o sr. Moore assinar. Se ele não quiser que venha pessoalmente me dizer isso antes de me encontrar com o cliente.- ele diz e o sorriso que dá em minha direção diz que ele acha que essa discussão ja esta vencida.

Me levanto da cadeira e vou em direção a porta. Ele ainda sorri achando que ganhou.

- Se insistir nesse assunto, até o final do almoço haverá uma intimação do tribunal direcionada ao senhor. Proponho que pense bem.

- esta ameaçando me processar?- ele pergunta se levantando da mesa exaltado.

Todos na sala continua em silêncio, apenas observando.

- Não estou ameaçando, oque esta querendo fazer é considerado prática abusiva, quer vender algo que não é seu e fazer com que meu chefe seja obrigado a vender para que nao passe vergonha, tudo isso para que voce possa lucrar. E alem do mais um processo de injuria cairia muito bem para o meu chefe caso continue com isso.

- Pratica abusiva? Injuria? Injuria contra quem?- ele grita.

- O senhor me ofendeu enquanto eu estava só fazendo meu trabalho, nao vou discutir sobre isso, vai a esse almoço e consequentemente ira também a um tribunal no proximo mês.- com isso eu saio da sala e deixo todos la.

Droga.

Volto para o andar da presidência e pego o celular corporativo ligando para meu chefe que nao atende nenhuma das 5 vezes que liguei.

Deve estar em alguma reunião.

Ligo para o departamento juridico e um advogado sobe.

Explico tudo oque aconteceu para o advogado que vai tomar as devidas providências para que caso a venda seja fechada haja consequência.

Tento ligar novamente para o sr Moore mas nada dele atender.

Droga, que seja.

Pego minha bolsa para ir almoçar e desço pelo elevador.

Distraída mechendo em minha bolsa pego o elevador comum.

Ele vai parando em vários andares por causa da hora do almoço.

Muitas pessoas vão entrando e vou me expremendo no canto do elevador.

- Ta ficando apertado aqui.- um homem que entrou um alguns andares depois de mim diz.

- outras pessoas tem chance de pegar o elevador privativo, mas veio nesse só pra dificultar nossas vidas.- uma mulher diz depois de me olhar.

Levanto minha sombrancelha mas não digo nada.

- até por que caberia duas pessoas no seu lugar.- o mesmo homem que reclamou diz e as pessoas do elevador começa a rir.

Abaixo a cabeca e me encosto mais ainda na parede fria do elevador.

- Vamos rezar para que os cabos não arrebente.

Isso ja é o fim para mim, assim que as portas se abrem no hall eu empurrou todo mundo e saio do elevador.

Ja estou cansada disso.

Caminho pela calçada ate um restaurante perto da empresa.

Assim que me sento e faço o pedido o celular da empresa começa a tocar com mensagens.

Olho para ver se é algo importante e um dos grupos da empresa está ativo e recebendo muitas mensagens.

É apenas um grupo para funcionários interagirem, ideia dos próprios funcionários.

Quando abro a mensagem meu coração se aperta.

Estão falando da reunião.

Se antes ela não foi demitida, agora vai.

Ja estava na hora, ela nao combina nem um pouco com a estética da empresa.

Se vocês vissem hoje no elevador, quase nao coube ninguém por que ela estava junto.

Eu só acho que o sr. Moore a mantem por perto por que não tem chance de ela distrair ele. Nao que isso seja problema ja que ele quase não vem para a empresa.

E foram essas mensagens que fazem ir ao banheiro chorar.

Não aguento mais os comentários sobre mim.

Deixo que as lagrimas rolem no banheiro e quando acabo jogo uma agua na cara.

Quando estou prestes a sair do banheiro meu celular toca e vejo o numero do sr. Moore.

- Sr. Moore, tentei te...- começo a dizer mais sou interrompida.

- Um processo? Você esta maluca? Oque pensa que estava fazendo?- ele praticamente grita ao fazer as perguntas.

- Eu só estava fazendo meu trabalho.- digo.

- Seu trabalho eu ate entendo, já resolvi com o acionista em questão e ele não ira fazer a venda e eu tambem não o processarei.

- Que bom que tenha dado certo.- digo respirando fundo.

- Não deu nada certo, você também vai retirar seu processo de injuria contra ele.- ele diz como um comando.

- Não mesmo.- digo firme.

- Oque disse?

- Eu disse que não vou retirar meu processo contra ele, ele me ofendeu ao me chamar de vadia gorda.- digo com raiva.

- É, voce não é vadia, algo mais?- ele diz desdenhando.

- Ele também me chamou de gorda, na frente de todos.- Digo e começo a tremer.

Quero socar alguma coisa.

- E você é oque?- Ele grita na outra linha e vejo que esta com raiva.

- Esta no meu horário de almoço, boa tarde sr. Moore.- digo e desligo o telefone.

Estou cansada disso, é essa palhaçada todo dia.

Mas é a primeira vez que esse idiota me trata assim.

Volto para minha mesa puta da vida e nesse meu prato chega.

Olho para a macarronada que eu pedi e nao sinto a minima fome.

- com licença, pode me trazer uma salada?

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