
Pura Tentação
Capítulo 3
_Dança comigo. _ ele segurou em sua mão, guiando-a para a pista de dança.
Darla abriu a boca para negar mas ele já a puxava e encaixava seu corpo no dela.
Ela não sabia como reagir. Pousou as mãos em seu peito largo. Ele era alto, bem alto. Ela observou.
O cheiro amadeirado do perfume dele penetrou em suas narinas fazendo-a fechar os olhos por alguns segundos.
André pousou as palmas das mãos em sua cintura fina, sentindo o calor da pele da moça sob o tecido fino do vestido.
O cheiro do cabelo dela lhe penetrava as narinas, fazendo seu corpo acender imediatamente.
Ele apertou seu corpo ao dela um pouco mais,fazendo com que ela sentisse o que fazia com ele.
Darla sentiu como se eu raio de desejo atravessasse seu corpo ,concentrando em um único ponto do seu corpo.
Nunca antes sentira isso por ninguém, nem mesmo por aquele que era seu noivo.
Por isso ele a chamara de rainha de gelo.
Mas naquela noite, não sabia se era pelo efeito do vinho ou pela aura de sensualidade que emanava daquele homem .
Ela sentiu desejo. Sentiu que nao era de gelo.
_Vamos continuar nossa bebida em outro lugar mais tranquilo. _ ela.ouviu ele dizer em seu ouvido.
Sua voz soava rouca. Pelo visto ele sentia o mesmo que ela estava sentindo.
Agora ela sabia que não era frígida.
Aquela noite era uma novidade pra ela.
Talvez a única que teria. E precisava aproveitar. Mesmo que sua mente a mandasse correr pra longe daquele homem, seu corpo pedia o contrário.
Vendo sua indecisão, André deslizou a mão em sua cintura, sentindo o suspiro trêmulo dela.
_ Você pode escolher onde ir. _ ele disse .
Darla encarou aquele homem nos olhos.
Não teve coragem de falar nada. Então ela apenas assentiu.
Ao mesmo que sua sensatez a mandava virar as costas e ir pra bem longe dele, seu corpo não queria se afastar daquele homem.
Sempre fora muita controlada com tudo que fazia.
Mas hoje seria diferente.
Um pequeno sorriso se formou nos lábios de André, que satisfeito segurou sua mão e a levou em direção ao saguão do hotel.
O recepcionista o cumprimentou ,olhando rapidamente para a bela moça ao lado de André enquanto lhe entregava as chaves.
André pediu que fosse enviada uma garrafa de vinho para o quarto e duas taças.
Darla pensou que ele poderia receber muito bem no trabalho para ter se hospedado naquele hotel e ainda por cima pedir uma garrafa de vinho tão cara.
_ Vamos. _ André chamou com a voz rouca.
Entraram no elevador em silêncio.
Darla começou a ficou nervosa.
Sua mão ainda estava entrelaçada na dele, percebeu surpresa.
Ele a segurança ainda como se com medo dela fugir.
Ela devia fugir.
Mas algo no olhar daquele homem a manteve lá.
O elevador parou no 26 andar.
Darla hesitou alguns segundos antes de sair e acompanhá-lo.
Ao adentrar o apartamento Darla olhou em volta surpresa. O lugar era magnífico.
Um quarto daquele deveria custar mais de mil dólares uma noite, ela pensou.
André retirou a gravata e o terno, ficando mais a vontade.
_Fique a vontade. _ ele disse logo atrás dela, assustando Darla e tirando-a do transe.
_ Oh..._ Ela murmurou, colocando a bolsa em cima da mesa ._ Obrigado.
Um leve som da campainha os fez olhar para a porta.
_ É o nosso vinho. _ ele disse indo atender.
O funcionário do hotel entrou com o carrinho de bebidas. Abriu o vinho e serviu em ambas as taças . Tão logo fez seu trabalho ele saiu novamente, deixando os dois a
_ Venha. _ ele chamou e Darla seguiu até ele. Pegou a taça que ele lhe oferecia e bebeu um pouco do vinho, fitando-o sobre a borda do copo.
Ele era sempre sério! ,ela pensou desviando o olhar e caminhando até a enorme janela que quase ia do chão ao teto.
Lá fora era a escuridão era quase total, quebrada apenas pelas luzes dos prédios.
Dava para ver Boa parte da cidade ali de cima, pensou ela admirada.
_ Gostou da vista? _ ele murmurou perto do seu ouvido, fazendo o coração de Darla falhar uma batida.
Ele ficava tão sedutor quando falava daquele jeito...
André parou atrás dela. Tomou a taça de suas mãos e a colocou ao lado bancada próxima a janela.
Pousou as mãos em seus ombros, deslizando pelos braços de Darla. Ouviu o suspiro trêmulo dela e pelo reflexo da janela viu que ela fechava os olhos.
Ela estava nervosa, pensou ele com surpresa.
As mulheres com quem estava acostumado a sair não agiam assim. Sempre eram elas a dar o primeiro passo tentando seduzí-lo.
Isso fez seu desejo aumentar ainda mais.
Sentou o cheiro dos cabelos de ébano, agora ainda mais próximos dele do que na pista de dança.
Ainda deslizando as mãos pelos braços dela, ele percebeu o quão pequena ela era se comparado a ele. Delicada e frágil...
E ele a queria na cama, embaixo dele e gemendo seu nome...
_ André..._ Darla murmurou baixinho, tentando se afastar dele.
_ Xiii. _ ele pediu perto do seu ouvido, puxando-a para junto do seu corpo.
Darla se sentia encurralada. Devia se afastar agora e ir embora. Aquilo fora um erro, pensou ela.
Mas seu corpo ao envés de se mover para longe daquele homem , queria colar no dele e sentir o peito forte contra suas costas, o desejo dele já protuberante pressionando suas nádegas.
André mordiscou a orelha dela, provocando arrepios por todo o corpo de Darla , o que fez com que ela sentisse as pernas amolecer.
André sorriu.
Pegou a moça nos braços e levou-a para o quarto.
Pousou-a cuidadosamente no centro da cama e observou fascinado o que tanto fantasiara mais cedo assim que a vira.
Os cabelo longos e negros espalhados em seus lençóis, os olhos cor de amêndoas semi abertos olhando para ele. Os lábios formando um O, a respiração sela acelerada.
A rajada de desejo que atravessou seu corpo naquele momento chegou a doer.
Ele precisava entrar naquele corpo curvilineo e sensual agora. Pensou ele desabotoando a blusa sem tirar os olhos dos dela nem por um segundo.
Você pode gostar





