Capa do romance CEOs Em Guerra - Contrato De Casamento

CEOs Em Guerra - Contrato De Casamento

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Os irmãos Legard, Benedict e Tyler, são CEOs poderosos que escondem uma rivalidade explosiva sob a fachada de união familiar. Enquanto comandam impérios distintos, o ódio mútuo dita o ritmo de suas vidas. No epicentro desse conflito, a secretária Hope Lisbon se vê forçada a intervir para evitar o caos. Para restaurar a ordem, ela aceita um contrato de casamento com seu chefe prepotente. Agora, Hope precisa conviver com seu inimigo mortal sem deixar que o ódio destrua tudo.

CEOs Em Guerra - Contrato De Casamento Capítulo 1

"Temos um problema para resolver."

Foi a mensagem que chegou em meu celular às três da manhã. Sim, às três, quando eu deveria estar dormindo mas estava acordada resolvendo outros mil problemas que estávamos tendo.

As coisas na Calisto não iam tão bem quanto queríamos. Benedict era um ótimo diretor, seu pai nunca errou em colocá-lo para conduzir a empresa, no entanto, problemas e processos sempre vinham. Sendo sua secretária e meio que um braço direito há três anos, era eu quem precisava cuidar da maioria desses tais problemas.

"Um enorme, imenso e gigantesco problema."

Ok. Algo estava fugindo do controle.

Meu chefe era calmo, nem um pouco exagerado, então se usou três adjetivos com praticamente o mesmo significado para definir a situação, as coisas não estavam mais correndo em uma linha reta e sim, já haviam capotado em uma curva a duzentos quilômetros por hora.

O celular em minhas mãos era a única coisa que iluminava o quarto. Saí do aplicativo de mensagens e logo digitei o número de Bene. Ao levar o aparelho até o ouvido, o quarto entrou em uma escuridão que quase me fez fechar os olhos e dormir, sem nem ouvir as palavras do homem.

Contudo, no terceiro toque ele atendeu, e então entendi que a situação tinha realmente fugido do controle.

— Tyler Legard entrou com um pedido para mudar o diretor de operações da Calisto. A nossa Calisto. Nosso negócio. Nossa empresa. A porra da única coisa boa que conquistei na vida — soltou, irritado.

Merda.

— Tem certeza disso? — Cocei o olho e quase cedi ao peso do sono que caía sobre eles e sobre todo meu corpo.

Benedict riu com desgosto do outro lado da linha e resmungou algo que não consegui entender.

— Ele quer a diretoria, Hope! Quer tomar o que me pertence por merecimento. Como é que ele pode fazer isso? Que porra! — bramou, e eu simplesmente afastei o celular do ouvido, tendo agora a dor de cabeça mais forte que antes.

— Bene, olha só, ele não pode fazer isso. O Tyler está comandando a Hayans, você sabe que seu pai foi muito específico quanto à distribuição de cargos. Ninguém pode aceitar que ele também seja o CEO das Joalherias. Nem sua mãe, nem qualquer outra pessoa vai concordar com isso — tentei acalmar com fatos.

A Calisto era uma empresa enorme, começou com Kalel Hughes no comando, avô materno dos dois, passou pelas mãos da tia deles, depois se tornou um negócio exclusivo de Chloe Clinton, mãe dos homens que atormentavam os meus dias.

Neste ponto tínhamos a revista Hayans, que sempre foi o negócio principal dos Legards, e depois a Grife que surgiu com os anos, que também seguiu com o logo da Hayans.

Haviam muitas pessoas competentes para assumir os cargos de diretores das três, porém, Paul foi muito específico ao dizer que para comandar cada uma delas, teria que haver merecimento, como Benedict disse, e ele conseguiu isso depois de se esforçar como qualquer outro dos netos.

Era certo que coisas haviam fugido do controle nos últimos meses. O designer de jóias nos traiu próximo à exposição anual, cedendo nossos modelos exclusivos para a concorrência, o que gerou um processo extenso contra ela mas uma dor de cabeça enorme para nós.

Com modelos expostos antes mesmo de estarem conjurados, tivemos que nos virar para arrumar outro designer e modelos suficientemente bons. Mas isso não poderia ser motivo para Tyler tentar tomar o controle total das Joalherias. Isso era só uma gracinha dele, só mais um jeito de provocar, exatamente como sempre fazia.

Um suspiro pesado pôde ser ouvido por mim. Benedict não estava bem e provavelmente não ficaria tão cedo.

— Posso ir para o seu apartamento? — questionou baixinho.

Olhei para o lado e avaliei o corpo deitado na escuridão, em um sono profundo.

Óbvio que estaria exausto depois do que fizemos horas antes, mas isso não vinha ao caso, a questão era que ele continuaria não entendendo e faria o máximo para entrar em uma discussão por conta das exigências e falta de senso do meu chefe.

— Hope...? — chamou, me despertando de quase adormecer pensando demais.

— Você está aonde? Posso ir até você — afirmei, tirando o edredom de cima das minhas pernas, me apressando a sair do quarto sem fazer barulho.

— Na empresa ainda.

Que caralho!

— Às três da manhã, Bene?

Só podia ser brincadeira. Ele estar entrando nessa fossa mais uma vez, apenas por pensar pequeno demais não era nem um pouco bom.

— Eu não quero sair daqui. Não quero perder isso. Não posso deixar ele tomar a Calisto. Simplesmente não posso — justificou, o que não foi tão útil assim.

Acendi a luz ao chegar na cozinha e pensei por mais dois segundos.

— Você por acaso bebeu?

— Não — disse de um jeito que desconfiei.

— Consegue ir para o loft e me esperar lá?

Benedict demorou para responder, uns trinta segundos depois achei que ele havia desligado.

— Não demora? — perguntou manhoso. Bem a cara dele.

— Não... Chego em vinte minutos.

— Ok. Te espero na porta.

Antes que desligasse, precisava evitar um acidente. Por muitas razões inexplicáveis ou nem tanto assim, ele confiava em mim de modo que eu poderia mudar a situação, pelo menos até ele chegar inteiro no loft.

— Bene, nós vamos resolver isso bem rápido e a única coisa que precisaremos nos preocupar depois será em deixar a exposição perfeita a ponto de ter o país inteiro falando sobre ela. Tudo vai entrar nos eixos... E, peça um táxi caso não esteja apto para dirigir. Você precisa estar inteiro para receber sua recompensa.

— Tudo bem, vou chamar o táxi — informou e finalizou a ligação.

Passei as mãos no rosto assim que bloqueei a tela do celular e deixei na bancada da cozinha.

Exausta nem de perto era a palavra que me definia. Eu estava tão esgotada que não sabia se conseguiria passar por tudo aquilo sem pedir arrego. Amava meu serviço e principalmente meu salário, mas aquilo já não era algo natural que eu conseguisse guiar meu corpo e minha mente para executar.

Era difícil.

E conviver tanto tempo com meu chefe, era um tanto quanto complicado para mim. Não que ele fosse um monstro, era só um chefe, que pega no pé e às vezes é folgado, mas nunca havia me maltratado de forma alguma, o que não mudava as dificuldades de estarmos juntos.

Ele e Tyler não cansavam de brigar diariamente, mesmo não se vendo, eles davam o jeitinho deles e isso era super cansativo. E então, mais uma vez estava eu a caminho de tentar ajeitar a situação. Era sempre a mesma coisa, e eu só clamava aos céus para que, dessa vez, não fosse uma situação tão desastrosa.

Amava meu trabalho, mas suportar aqueles dois se tornava uma tarefa bem complicada.

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