Capa do romance O CEO Implacável e O Nosso Acordo

O CEO Implacável e O Nosso Acordo

8.9 / 10.0
Após flagrar a traição do noivo com sua melhor amiga, Maya Rodrigues busca consolo nos braços de Alexander Vance, um estranho misterioso. O destino os reúne quando ela se torna secretária do implacável CEO. Para salvar sua família da falência, Maya aceita um casamento de conveniência com o antigo amante, que precisa garantir seu império contra conspirações. Agora, ela está presa a um contrato e ao controle de um homem que não pretende libertá-la.

O CEO Implacável e O Nosso Acordo Capítulo 1

O vestido de noiva pendurado no closet parecia uma piada de mau gosto.

Maya havia passado os últimos anos trabalhando dezesseis horas por dia para ajudar a erguer a empresa de engenharia de Arthur. Eles se casariam amanhã. Pelo menos, era o que ela achava até abrir a porta do escritório dele.

Os sons que saíram de lá de dentro a paralisaram.

Através da fresta da porta, o mundo que Maya construiu desmoronou. Arthur estava contra a mesa de carvalho. A mulher agarrada ao pescoço dele, gemendo seu nome, era Letícia. A madrinha de casamento. A melhor amiga de Maya.

- Ela não vai desconfiar? - Letícia sussurrou, ofegante.

- Maya é ingênua demais - Arthur riu, aquele sorriso que antes confortava Maya agora parecia veneno puro. - Depois que assinarmos os papéis amanhã, as ações dela passam para o meu nome. Ela continua sendo a secretária perfeita enquanto nós aproveitamos o dinheiro.

O estômago de Maya revirou violentamente. Uma náusea fria subiu por sua garganta.

Ela não gritou. Não chorou. A dor aguda se transformou instantaneamente em um ódio gélido e cortante. Pegou o celular, ligou a câmera e empurreu a porta com força.

O estrondo fez os dois darem um pulo, se afastando em pânico.

- O casamento está cancelado, Arthur - a voz de Maya saiu assustadoramente calma. - E a propósito... acabei de deletar o banco de dados do projeto que eu criei. Boa sorte tentando fechar o contrato amanhã.

Virei as costas antes de ouvir as desculpas.

Duas horas depois, Maya estava sentada no balcão do *Obsidian*, um dos bares mais exclusivos de Manhattan. Ela precisava apagar a sensação de ser uma idiota. Virou o terceiro shot de tequila.

- Outra - ordenou ao barman.

- Acho que você já teve o suficiente por hoje, senhorita.

A voz que ecoou ao seu lado não era do barman. Era uma voz grave, profunda, que carregava uma autoridade natural e perigosa.

Maya virou a cabeça lentamente.

O homem ao lado parecia esculpido em mármore escuro. Um terno sob medida perfeitamente alinhado, cabelos negros desalinhados com elegância e olhos de um cinza tão intenso que pareciam tempestade pura. Ele exalava arrogância e uma frieza cortante.

- Eu não me lembro de ter pedido a sua opinião - Maya retrucou, sustentando o olhar analítico dele.

Um pequeno canto dos lábios dele se elevou. Um sorriso perigoso.

- Uma mulher bonita, bebendo sozinha e claramente querendo se destruir - ele avaliou com um tom clínico e distante. - Problemas no paraíso?

- O paraíso pegou fogo - respondeu ela, puxando o novo copo. Olhou fixamente para os lábios bem desenhados do desconhecido. - E agora eu só quero cometer um erro bem grande.

Os olhos cinzentos dele escureceram instantaneamente. A tensão magnética entre os dois estalou no ar, sufocante. Ele se inclinou ligeiramente. O perfume amadeirado e caro dele invadiu os sentidos de Maya.

- Você tem certeza disso, senhorita...?

- Maya. E sim. Eu nunca tive tanta certeza na minha vida.

O homem se levantou, alto e imponente, deixando algumas notas de cem dólares no balcão sem nem olhar. Estendeu a mão grande e calorosa para ela.

- Alexander - ele se apresentou, a voz baixa. - Vamos sair daqui.

Naquela noite, na cobertura dele, Maya se perdeu nos braços de um homem frio que a tomou com uma intensidade avassaladora. Foi uma entrega ardente que apagou cada traço de Arthur da sua mente.

Às cinco da manhã, Maya acordou. Alexander dormia ao seu lado, a expressão séria, um braço pesado protetoramente ao redor da cintura dela.

Cuidadosamente, ela tirou o braço dele. Não queria complicações. Escreveu um bilhete simples na mesa de cabeceira: *"Obrigada pela noite. Não me procure."* Pegou suas coisas e sumi no elevador.

Semanas se passaram.

Maya bloqueou o ex de tudo, mudou de apartamento e usou sua competência para conseguir uma entrevista na *Vance Holding*, o maior conglomerado financeiro da cidade. Era sua chance de recomeço.

Passou nos testes com louvor. A vaga de secretária executiva da diretoria sênior era sua.

Na segunda-feira de manhã, Maya estava no 45º andar, organizando os primeiros arquivos no computador da recepção.

O elevador executivo bipou.

A atmosfera no andar inteiro mudou instantaneamente. O silêncio se tornou absoluto. Todos os funcionários se ergueram em sincronia, alinhando as posturas com medo visível.

- O CEO supremo chegou - a chefe do RH sussurrou ao lado de Maya, trêmula. - Ele acabou de voltar da Europa e assumiu o controle direto. Não faça contato visual, Maya. Ele odeia que o encarem.

Maya manteve os olhos baixos. Passos firmes e pesados ecoaram pelo corredor.

- Bom dia, Sr. Vance - a equipe inteira saudou em uníssono.

Lentamente, ignorando o aviso, Maya levantou a cabeça.

O homem que vinha caminhando cercado por seguranças usava um terno de três peças cinza-escuro. A mandíbula estava rigidamente marcada.

Alexander. O homem da sua noite de impulsividade.

Como se sentisse o olhar chocado, os olhos cinzentos dele cortaram o salão com precisão cirúrgica. Eles travaram nos de Maya.

Alexander parou abruptamente no meio do corredor. O olhar dele desceu pelo corpo dela, reconhecendo cada curva sob a roupa profissional, e depois subiu de volta para o rosto. Não havia calor ali. Apenas uma promessa fria e possessiva.

Ele caminhou lentamente até a mesa dela. O andar inteiro parecia ter prendido a respiração. Alexander apoiou as duas mãos na borda da mesa, inclinando-se.

- Maya - ele pronunciou o nome dela de um jeito que fez as pernas dela tremerem. Os olhos dele brilharam com uma arrogância cortante. - Fico feliz em ver que conseguiu o emprego. Mas acho que você esqueceu de ler as letras miúdas do seu contrato.

Maya engoliu em seco, tentando manter o profissionalismo.

- Sr. Vance... eu não sabia...

- No meu escritório - ele interrompeu, a voz baixa e perigosamente macia, virando as costas. - Agora. Temos muitas regras para discutir.

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