
Mimada no casamento relâmpago com o magnata
Capítulo 2
Por volta das cinco horas da tarde, Elena fechou seu notebook, retirou o pen drive e saiu.
Ela estava indo para o Clube Enclave, um lugar próximo à Universidade Bramville, que ficava a pouco mais de dez minutos a pé.
No meio do caminho, ela teve uma sensação estranha, como se alguém estivesse a seguindo. Quando ela parou e se virou, dois homens vestidos de preto surgiram atrás dela.
Um deles se inclinou e murmurou: "É ela. Vamos."
Elena lançou um olhar frio. Como a rua estava lotada e os carros passavam sem parar, ela não queria arrumar confusão em público, então acelerou o passo e mudou de direção de repente, entrando num beco estreito ali perto.
Os dois homens foram atrás dela, mas quando chegaram ao beco, pararam. O beco se estendia à frente deles, longo e vazio, sem qualquer vestígio dela.
Eles ficaram paralisados, seus rostos rígidos de incredulidade.
"Para onde ela foi? Como ela conseguiu ser tão rápida?"
"Ela tem suas habilidades. Agora entendo por que nos mandaram. Vamos dar uma olhada lá dentro", disse o outro em voz baixa.
A princípio, eles acharam que seria fácil lidar com Elena, já que ela parecia ser só mais uma estudante universitária. No entanto, do nada, ela desapareceu como mágica, bem diante dos seus olhos.
Para eles, isso foi um grande golpe.
A essa altura, Elena já havia os despistado. Ela deu a volta por uma rua diferente e continuou seu caminho para o Clube Enclave.
Porém, as coisas não estavam indo bem para ela. Pouco depois de se livrar dos homens que a perseguiam, ela se deparou com a família Barnes do lado de fora do local.
Sophia Barnes foi a primeira a notá-la, e sua expressão se fechou imediatamente. "O que está fazendo aqui? Quem te deu permissão para vir?"
As duas estudavam na Universidade Bramville e estavam no mesmo ano, embora fossem de departamentos diferentes.
Sophia nunca gostou de Elena e, ao saber que Elena poderia se casar com seu irmão, essa antipatia se transformou em repulsa. Felizmente, sua família não tinha planos de prosseguir com esse casamento, se não, ela não teria conseguido suportar.
A noite havia sido organizada para comemorar seu aniversário, e sua família e amigos se reuniram para animar a festa, mas ela não esperava que Elena fosse aparecer lá.
Um por um, as pessoas começaram a olhar para Elena. No instante em que reconheceram quem era, suas expressões ficaram claramente desagradadas.
Elena encarou Sophia sem hesitar. "Este lugar pertence à sua família?"
Antes que Sophia pudesse responder, sua mãe, Lise Barnes, se aproximou e falou com firmeza: "Você realmente não se toca, não é? Você até nos seguiu até aqui. Vou deixar claro, Elena. Já demos 500 mil à sua família. Aquele assunto está resolvido. Quanto a qualquer noivado com meu filho, nossa família nunca aceitará. Ele não se casará com alguém como você! Então pare de pensar nisso."
Para ela, a futura esposa do seu filho tinha que vir de uma família poderosa e alguém como Elena nunca estava à altura.
Elena soltou uma risada fraca e fria. "Você está pensando demais. Não tenho interesse no seu filho, principalmente com todos os escândalos envolvendo ele."
Sophia cruzou os braços e a olhou com um sorriso de escárnio. "Se isso é verdade, então por que veio ao meu aniversário?"
O clube era um dos lugares mais exclusivos da cidade, conhecido como um refúgio para os ricos. Alguém com a situação de Elena claramente não se encaixava num lugar como esse, então, para Sophia, só havia um motivo para ela ter vindo até lá.
Com um leve sorriso de escárnio, ela continuou: "Mesmo que você tenha vindo para isso, não há nada que possa fazer. Meu irmão nem está no país. Você não terá a chance de se atirar para ele."
Outra mulher, vestida com elegância, comentou com uma risada suave. "Ou ela não se toca, ou é só interesseira. 500 mil não durarão para sempre. Se ela se casasse com alguém da sua família, tudo mudaria para ela, e ela viveria confortavelmente pelo resto da vida. Por que ela desistiria disso?"
Sophia riu novamente, dessa vez com um desdém explícito. "Nunca aceitaríamos alguém assim."
Richard Barnes, pai de Sophia, olhou para Elena, com uma expressão sombria no rosto. Só de vê-la, ele já ficava irritado, e depois de tudo o que havia acontecido, não esperava que ela fosse aparecer diante deles novamente.
Virando-se para seu pai, Walter Barnes, Richard falou num tom firme: "Pai, é melhor você entrar. Deixe que eu resolvo isso."
Esse dia era para comemorar o aniversário da sua filha. Se as coisas ficassem complicadas por ali, seria sua família que acabaria passando vergonha.
Walter se aproximou e parou bem na frente de Elena. "Elena, seu pai me ajudou quando precisei. Por causa disso, concordei com esse acordo para que ele pudesse descansar em paz. No entanto, há algo que você precisa entender."
Sua voz permanecia calma, embora a frieza nela fosse evidente. "Você não combina com meu neto. Mesmo assim, nossa família não te deixará desamparada. Se algo acontecer com você no futuro, pode nos procurar. Me certificarei de que tudo seja resolvido."
Então, ele baixou o tom: "Mas se você causar problemas aqui e nos fazer passar vergonha, não espere que as coisas acabem bem para você."
Elena foi tomada por uma onda de repulsa. Seus olhos percorreram-nos, penetrantes e inflexíveis. "Vocês têm dificuldade em entender o que estou dizendo ou só ignoram tudo o que não gostam? Já disse que, na última vez, foi para encerrar esse noivado. E encontrar vocês aqui não foi planejado. Não me importo com nenhum de vocês."
Anos atrás, seu pai havia feito um acordo com Walter: quando ela completasse vinte anos, se casaria com seu neto mais velho.
Ela entendia o que seu pai queria. Ele esperava que ela tivesse alguém com quem pudesse contar. Mesmo assim, ela nunca queria se casar e não precisava da proteção da família Barnes. Foi por isso que ela se mantinha afastada deles após chegar em Bramville.
Uma semana atrás, como havia completado vinte anos, ela foi à residência deles com o único objetivo de encerrar o noivado. De alguma forma, eles entenderam errado e presumiram que ela havia ido para reivindicá-lo, por isso, não só se recusaram a recebê-la, como nem sequer permitiram que ela passasse da entrada, e até pediram para uma empregada ir até lá só para zombar dela.
Essa situação lhe mostrou exatamente que tipo de pessoas eles eram.
Quanto aos 500 mil que eles não paravam de mencionar, ela nunca havia recebido nada disso e nem tinha interesse.
Suas palavras fizeram com que todos ali fechassem a cara.
Ninguém acreditou nela. Para eles, ela só estava tentando salvar as aparências após ser rejeitada.
Richard soltou uma risada fria. "É melhor que esteja falando sério. Se agir como se deve, posso garantir que você fique em Bramville. Se não, não espere que eu pegue leve."
Finalmente, a paciência de Walter se esgotou. "Já chega. Vamos entrar."
Não havia mais motivo para Elena discutir com eles. Sem dizer mais nada, foi em direção ao clube.
No momento em que viu Elena continuar em direção à entrada, Sophia correu até ela. "Espere aí. Você ainda pretende entrar? Se olhe no espelho. Acha mesmo que pertence a um lugar como este?"
Elena virou a cabeça ligeiramente, olhou para ela e disse com uma voz fria e incisiva: "Saia do meu caminho."
Sophia abriu a boca, prestes a responder, mas alguém se aproximou antes que ela pudesse falar.
Num tom respeitoso, ele disse: "Senhorita Harvey, estávamos esperando por você."
Elena olhou para ele. "Senhor Wells, desculpe por te fazer esperar."
Com um sorriso educado, Jaycob Wells apontou para dentro. "Tudo está pronto. Por favor, entre."
"Está bem."
Sophia ficou paralisada, sem conseguir reagir. O próprio gerente havia saído para receber Elena!
Ao redor dela, sua família e amigos trocaram olhares, com o choque estampado em seus rostos.
O Enclave não era um lugar qualquer. Suas conexões eram extensas, e até seu gerente ocupava um cargo que a maioria das pessoas não ousaria subestimar.
A família Barnes não tinha influência suficiente para receber esse tipo de atenção. No entanto, de alguma forma, Elena tinha.
O rosto de Sophia ficou pálido, mas logo voltou a ficar vermelho de raiva. "O que diabos está acontecendo?"
Rapidamente, uma das suas amigas comentou: "Ela provavelmente está trabalhando aqui. Ouvi dizer que ela conseguiu um estágio recentemente. Talvez ela precise de dinheiro."
Lise se aproximou da filha e colocou a mão no seu braço. "Deixe ela para lá. É seu aniversário. Não perca seu tempo com alguém insignificante."
Para ela, Elena não passava de uma órfã desamparada e alguém assim só aparecia em lugares como esse para trabalhar ou para se envolver com homens ricos. De qualquer forma, ela só sentia desprezo por isso.
Mesmo assim, Sophia não conseguia deixar isso de lado. Enquanto passava o braço em volta do da mãe, ela falou com clara irritação: "Mãe, não pode fazer com que ela seja expulsa da universidade? Estou cansada de ficar esbarrando nela."
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