Capa do romance A babá do CEO - A filha perdida

A babá do CEO - A filha perdida

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Viviane busca desesperadamente pela filha, levada pelo ex-marido enquanto ela estava em coma. Para encontrá-la, tenta uma vaga de babá na empresa onde ele trabalha, mas acaba invadindo o escritório de Gabriel Welsch. O frio e rigoroso CEO a confronta após um encontro anterior desastroso. Sentindo-se humilhada e temendo ter arruinado suas chances, Viviane precisa lidar com o enigmático magnata para alcançar seu único objetivo: recuperar seu bebê.

A babá do CEO - A filha perdida Capítulo 1

Viviane Bernardi Müller era uma professora que amava o seu trabalho. Apesar de viver cercada por crianças, sempre adiou o sonho de ter filhos. Seu marido sempre dizia que precisavam se estabilizar financeiramente.

Aos vinte e sete anos, já tinha comprado sua casa e finalmente, ela conseguiu mobiliar os cômodos amplos.

O seu marido era um advogado renomado comprometido com o trabalho. Raramente, Pietro chegava a tempo do jantar. Na maioria das vezes, Viviane costumava fazer suas refeições sozinha e logo em seguida, ela ia dormir.

Quando chegava mais cedo, ela sempre o servia. Ficava feliz por ver o esposo em casa. Contudo, essas raras noites acabavam em discussão.

— O que há de mal nisso?

— Ainda não estamos prontos para ter filhos.

— Temos reservas financeiras e ambos trabalhamos.

— Você sabe que eu quero trocar o meu carro, — esbravejou ele. Deixou os talheres cair ao lado do prato. — Além disso, eu usei as nossas economias para comprar ternos novos. Meu chefe detesta quando os empregados andam mal vestidos.

— Você mexeu no nosso dinheiro sem me consultar?

— É o meu dinheiro! — O punho apertado bateu na mesa. — Perdi a fome. Essa comida é horrível! — Pietro jogou o prato no chão.

Resignada, Viviane pegou a pá e a vassoura para limpar a sujeira no chão da cozinha. Segurou firme no balcão da ilha branca quando sentiu uma leve tontura.

O homem egocêntrico, com quem se casou, não dava a mínima para saber como foi o seu dia e nem mesmo a presenteava ou a levava para jantar.

Pietro nem sempre foi tão rude, nos primeiros anos sempre fazia de tudo para agradar à esposa. Sentada na cadeira, ela chegou a conclusão de que sua vida era mais feliz quando ambos moravam num apartamento pequeno onde havia apenas uma geladeira, uma cama e um fogão.

A chama do relacionamento esfriava à medida que seu esposo crescia na empresa. De um simples estagiário, ele passou a ser um dos membros das reuniões do conselho de um dos mais poderosos CEO de redes de hotéis. Pietro costumava se gabar, sempre dizia a todos que era o braço direito do diretor-executivo da Welsch Corporation.

Pouco antes de chegar no quarto, a mulher de cabelos claros subiu as escadas devagar. Estava com receio de ter outra vertigem e cair. Vivian pensou que se contasse a novidade, o marido ficaria mais feliz, mas sua empolgação se desfez ao espiar pela porta entreaberta.

— Claro que vou, meu docinho! — disse ele ao telefone. — Comprei aquela joia que você queria!

Pietro fez uma pausa longa e sentou-se na cama sem saber que a esposa ouvia a conversa pela fresta da porta.

— Já arrumou as suas malas? — perguntou em voz baixa. — Vamos passar uma semana em Los Angeles, — mencionou ele, animado. — Agora me manda aquelas fotos! Preciso dos seus nudes para matar a saudade.

A dor transbordava pelos olhos de esmeralda de Vivian. Aquele era o real motivo de seu casamento ter esfriado. Ela passou a mão na barriga e de repente a porta se abriu.

— O que está fazendo?

— Na, nada! — Ela gaguejou. Vivian se esforçou para controlar as pernas trêmulas. — Quem estava no telefone?

— Meu chefe, — ele a olhou de soslaio. — Vou viajar na próxima segunda, reunião de negócios nos Estados Unidos.

— Pensei que estivesse falando com uma mulher.

Ele saiu da cama e se agigantou diante dela, impedindo que Vivian passasse. Tomando coragem, ela o confrontou:

— Era a sua amante?

— Não mude de assunto! Você estava escutando atrás da porta?

Slapt! A palma da mão aberta chocou contra o rosto anguloso de Vivian. Pietro já havia perdido controle duas vezes, mas disse que não voltaria a fazer isso.

— Você quebrou a sua promessa!

— Ora, sua vagabunda, — segurou-a pelos cabelos.

Ele jogou Vivian sobre a cama. Abriu a fivela do cinto, retirou da cintura e em seguida, dobrou o couro em dois.

— Por favor, não! — Ela ergueu as mãos para se defender. — Estou grávida!

— O quê? — O cinto caiu de sua mão.

Vivian fitou a expressão impassível e achou que o seu marido mudaria diante da situação delicada.

— Dá um jeito nisso! — Apontou para a barriga de Vivian.

— Não pode fazer isso comigo, estou esperando um filho seu…

— Já te disse milhares de vezes que eu não quero!

Pietro foi até o guarda-roupa e pegou um dos seus blazers pretos. Vestiu e saiu batendo a porta com força.

Sem saber o que fazer, Vivian abraçou o travesseiro mais forte que podia e deixou que as lágrimas molhassem a fronha com estampas floridas.

Durante a madrugada, ela sentiu o colchão afundando. Tinha um leve cheiro de bebida destilada no homem de cabelos negros. Os fios lisos de Pietro, que caiam ao lado da testa, estavam molhados.

Ele se apossou de sua boca, beijando-a e sugando seus lábios com força. Olhando para o teto, Viviane mal teve forças para lutar contra o homem musculoso que se colocou sobre ela e a pressionou sobre a cama. Ela balançou as pernas e bateu nas costas dele, ficou tonta quando Pietro socou o seu queixo. Sua vista estava completamente embaçada, ela apenas sentia o peso do homem que se movia bruscamente de cima para baixo sem nem ao menos tirar a roupa. O quadril de Pietro colocava força ao empurrar mais fundo.

— Por favor, pare! — A voz mirrada de Vivian implorou. — Está me machucando! — Apertou os braços do marido.

— Cala essa boca, sua frígida!

Colocando a palma da mão em seus lábios, Pietro sufocou o choro de Vivian. Apoiando em seus pés, ele aumentou a intensidade e cadência de seus quadris, indo mais fundo e mexendo mais rápido do que podia.

Ela se debateu, movimentando as pernas enquanto as mãos de Pietro apertavam o seu pescoço, estava quase sem ar. Vivian arranhou os braços do homem que grunhiu ao ir mais fundo e depois, sair. As lágrimas desciam pelo canto dos olhos, estava dolorida quando ele finalmente urrou e soltou o seu pescoço.

Viviane começou a tossir, mal tinha forças para se levantar.

— Gostou, amorzinho? — Pietro arfou e continuou em cima dela.

— Sai de cima de mim, — disse depois de buscar o ar.

— Qualquer dia, eu quebro esse seu pescocinho. — Jogou-se ao lado de Vivian. — Você precisa se livrar desse bebê. — deitou-se de lado, dando-lhe as costas.

Com a mão na barriga, Viviane esperou até que o Pietro adormecesse para fugir daquela casa e começar uma nova vida. Estava com quinze semanas de gestação quando o marido a violentou.

No banheiro, ela notou um sangramento leve e não pensou duas vezes antes de arrumar uma bolsa e pegar um táxi para o hospital onde fazia o seu acompanhamento pré-natal.

Por sorte, chegou a tempo de ser socorrida. Após ser medicada, ela esticou-se na cama do hospital e acariciou a barriga. Olhando para as gotas do soro que caiam vagarosamente e corriam pelos tubos até sua veia, ela repousou.

— Filha, — sussurrou a voz suave. — Acorde!

— Que faz aqui, mamãe? — Questionou sonolenta.

— Seu marido viajou a negócios e pediu que eu tomasse conta de você.

Respirando aliviada, Vivian abriu os olhos até se acostumar com a luz halógena. Sem Pietro por perto, ela poderia sair de casa com mais tranquilidade.

Depois de alguns dias internada, ela retornou a casa num bairro de classe média alta em Alphaville. Ao sair do carro, ela escutou pacientemente sua mãe que insistia que ela deveria esperar o marido voltar antes de tomar uma decisão tão precipitada.

— Não posso, mamãe!

Subiu as escadas e foi direto para o quarto no segundo piso. Ele tem uma amante.

— Ora, isso não é o fim do mundo, querida! — disse a voz tranquila.

A senhora com mechas grisalhas, e com o rosto marcado pelo tempo, seguia a filha enquanto a aconselhava:

— O seu pai também tinha amantes e isso não destruiu nosso casamento.

— Não posso aceitar isso!

Irredutível, Vivian abriu a mala preta que já estava sobre a cama. Ela estava disposta a recomeçar a vida. Imaginou que sua vida seria bem diferente se Pietro não soubesse de seu paradeiro.

Otávia repetia que a filha estava cometendo um erro terrível. Vivian prometeu que assim que se instalasse, ela avisaria a mãe. Com um nó na garganta, ela deixou para trás tudo o que conquistou nos últimos anos.

Após dirigir por quase seis horas, ela se hospedou em um hotel e fez uma refeição num restaurante no mesmo local. Ela já tinha se desfeito do antigo celular e comprado um novo no meio do caminho.

Viviane fitou o prato de frango com verduras e arroz e saboreou sua refeição, não parava de tocar seu ventre. Ela observou ao redor inspecionando o ambiente.

Os seus olhos pararam num homem elegante, que alterava a voz com o garçom. Com um sotaque pesado, ele reclamava da refeição.

— Why're you staring at me? — O olhar inquisidor do homem rude se concentrou no rosto assustado de Vivian. — Por que está me encarando? — Indagou em português, num tom mais grosseiro.

Negando com a cabeça, ela desviou o olhar para o prato. Já tinha problemas suficientes, não queria mais um.

— Minhas desculpas pelo erro do garçom, senhor Welsch! — O gerente do estabelecimento pediu com voz suave. — Ele é um funcionário novo e acabou trocando os pedidos.

— Deveria contratar funcionários mais competentes.

— Sim, senhor!

Após meia hora, ela estava terminando de comer a sobremesa quando o garçom limpou a garganta e lhe entregou uma flor vermelha com um cartão escrito: “Forgive me!”. Atrás do cartão tinha o número de telefone e a assinatura de Gabe.

Ela conhecia bem aquele tipo. Pietro sempre fazia o mesmo quando a tratava mal. O seu coração não tinha mais espaço para lidar com homens brutos que não sabiam amar.

Viviane usou o cartão de crédito para pagar a conta e jogou a flor e o cartão de apresentação do homem estranho no lixo antes de sair do restaurante.

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