Capa do romance Meu professor pervertido

Meu professor pervertido

8.0 / 10.0
Apaixonar-se por um docente parecia uma loucura impossível, mas a beleza do professor Clark tornou esse sentimento inevitável. O que começou como uma rotina acadêmica comum evoluiu para um desejo proibido que ameaça a estabilidade de ambos. Entre encontros intensos e uma turbulência de emoções, eles mergulham em um romance arriscado que desafia normas. Resta saber se esse laço ardente conseguirá superar os obstáculos e as barreiras impostas pela sociedade.

Meu professor pervertido Capítulo 1

Era o meu primeiro dia na aula de pós-graduação, a literatura tinha me proporcionado um romance direto com cada uma das formas e seus derivados de escrita — o que poderia ser considerado uma obsessão da minha parte. Mas eu realmente não me importava, existiam anos de entre a minha vida adulta e a responsabilidade que meus pais tinham comigo, ninguém tinha poder suficiente sobre mim para que me privasse desses pequenos prazeres da vida.

Jess, era uma garota antipática que não tinha capacidade intelectual suficiente para saber a hora de calar a boca, talvez fosse culpa da idade, a juventude era, na sua maioria, um bando de crianças crescidas e mimadas. E seu falatório durou cerca de vinte minutos, tempo suficiente para meus olhos reviraram algumas centenas de vezes. Minha irritação já estava em seu auge e faltavam poucos minutos para que meu caderno encontrasse a cabeça loura na carteira à minha frente.

— Bom dia, guardem os telefones e os deixem no mudo. Não tolero interrupções e falatórios que não sejam sobre a matéria que estou passando no período. — Sr. Clark, segundo período de aula do dia, e pelo pouco tempo que ele teve para se arrumar em sua mesa, pude perceber que Jess faria da aula uma maratona de exibicionismo e da minha vida um inferno.

As risadas e cochichos corromperam o silêncio imposto pelo professor, era normal para uma turma de jovens adultos, principalmente para os que estão embarcando no começo do fim de suas vidas.

Como eu entrei alguns anos mais tarde que a maioria na faculdade, ao contrário dos demais, eu já tinha capacidade emocional suficiente para controlar minha excitação pela novidade. Então para mim, toda aquela ladainha de estudos, bar e noitada ou a queda infeliz pelo professor de psicologia não faziam a menor diferença para mim e me tiravam a pouca paciência que eu tinha.

— Todos já passaram pela graduação e pressuponho que já conhecem as regras de convivência em sala de aula, não quero precisar trazer uma cesta para que deixem seus celulares desligados e seus outros aparelhos tecnológicos longe do meu olhar. — Ele se levantou após terminar de espalhar o material sobre a mesa. — Mas eu tenho um pouco mais de regras a serem seguidas e levo todas elas à risca. Abram seus cadernos e anotem, não voltarei a falar delas e não avisarei quando precisar aplicar alguma advertência pelo que não se lembrarem de cumprir.

Eu finalmente consegui sorrir, seria um semestre interessante se eu levasse em conta as caras indignadas de Jess e suas amigas à minha frente.

— Não aceito trabalhos fora de data, se esquecerem, perderão a nota. Não dou provas, o conceito de forçar a memória de vocês a esse nível é repugnante, creio que se escolheram essa matéria é porque possuem capacidade para estarem aqui,

— Então será ainda mais fácil passar por sua revisão durante o semestre. — O burburinho retornou cheio de risadinhas de Jess com suas segundas intenções.

Olhei rapidamente da cabeleira loura para o Sr. Clark, os óculos não esconderam a desaprovação dos buchichos a minha frente, mas ele continuou:

— Levantarão a mão para interromper a aula, não responderei qualquer pergunta apressada e sem sentido. Deixarei que o silêncio responda à burrice de vocês. Sem conversa em momentos inoportunos. Não repito explicações, se as perdeu chegando atrasado ou se sua bexiga for solta demais para conseguir deixá-lo mais presente no banheiro do que na sala de aula, não poderei fazer nada a respeito. — Ele não pedia nada demais, era o mínimo para ter um aproveitamento integral da aula. Mas as caretas que surgiram pela classe eram de se admirar, qual era o problema de manter a ordem dentro de uma sala de aula cheia de adultos recém formados?

— Também passa trabalho extra, professor David? — Talvez eu não fosse a única incomodada com o duplo sentido nas palavras de Jess.

O Sr. Clark retirou os óculos e caminhou em direção ao corredor onde sentávamos, Jess jogou os cabelos para trás um pouco antes dele chegar a sua carteira derrubando parte do meu material no chão. Agora não era apenas a inconveniência de Jess que estava me irritando profundamente.

— Primeiramente, Senhorita Wilson, deveria me chamar de Sr. Clark lembrando que não temos intimidade alguma e segundo, não admito falta de modos na minha classe e sugiro que ajude a recolher o material da senhorita Taylor, já que derrubou parte dele no chão. — Jess se calou e o Sr. Clark concluiu antes de vestir os óculos novamente e voltar para a frente da sala: — Também aconselho a tomar cuidado com seus cabelos, está em uma sala de aula e não em um salão. Podemos dar início a nossa aula?

Não, eu definitivamente não precisava de ajuda para recuperar as canetas que Jess derrubou no chão. No entanto, eu pagaria diversas vezes para ver essa cena se repetindo em um loop infinito, apenas para o meu prazer. Nada no mundo foi melhor do que o olhar de desgosto de Jess enquanto recuperava minhas canetas do chão.

A aula seguiu seu curso com um total de zero interrupções, o que me rendeu uma grande paz interior e um caderno cheio de anotações bagunçadas e desordenadas que eu teria que passar a limpo mais tarde. Mas foi uma das melhores aulas que eu tive desde a graduação, o entendimento que Sr. Clark tinha, me fazia querer passar horas e horas ouvindo suas complexas explicações e seus argumentos sobre toda a humanidade, não importava se era de sua matéria ou não.

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