
Meu Peão Bruto
Capítulo 3
Costumo acorda antes mesmo do galo cantar e gostava eu mesmo tirar o leite do dia, mas estava tudo dando errado. A vaca que era para tirar o leite caiu doente noite passada e eu precisava ir na fazendo mais próxima ver se tinha algum remédio para ela até o veterinário vim ver o caso, mas precisa que tudo estava dando errado naquele dia, assim que acordei fui até a fazenda dos Brandão um amigo meu e infelizmente não tinha ninguém e precisei voltar para a minha fazenda.
Decidi resolver umas coisas antes de tornar a voltar na fazenda do meu amigo só que quando voltei da roça Augusto havia saído com a única caminhonete que tínhamos na fazenda.
- Mais que diacho – falo e avisto meu vô sentando na varanda em sua cadeira preferida – onde está Augusto? – pergunto.
- Bom dia para cê também, meu filho - diz.
- Bom dia.
- Ele foi na cidade.
-E porque não me disse? Preciso de remédio para a vaca – falo nervoso.
- Ele foi fazer uma coisa rápida.
- Eu também seria rápido – digo quando ouço o barulho do carro atrás de mim.
Escutei o barulho da porta do motorista abrir e antes que eu ouse me virar escuto a segunda porta bater. Estranhando me viro e dou de cara com uma jovem olhando para a minha bunda. Ora era só o que me faltava, uma pirralha me cobiça.
- Ai está ele – falo desviando o olhar da moça – Por onde andou pirralho?
- Eu avisei que ia da uma saidinha – Augusto responde – Maria Luísa esse mal humorado é o Marcos, meu irmão – diz virando para olhar a moça.
- Malu – ela estica a mão para me cumprimentar, mas eu não cairia nessa de novo.
A moça era muito bonita, tinhas os cabelos pretos como o céu da noite, os olhos claros como o céu de dia, a boca rosada como um morango. Não havia um pingo de maquiagem em seu rosto mas só de olhar para seu tipo de roupa e a mala com certeza era filhinha de papai. Daquelas que tinha tudo.
- Ta achando que aqui é alguma pousada para sair abrigando qualquer pessoa Augusto? – digo assim que vejo o tamanho da mala.
- E-eu não quero incomodar – gagueja – eu posso ir para a cidade Guto – frouxo do meu irmão tinha até apelido. Vejo a moça querer chorar.
- Claro que não Malu – Augusto diz.
- Já não basta o tanto de boca que alimentamos não é mesmo Augusto Avelar – estou apenas me protegendo. Porque foi assim quando Cecília apareceu.
- Já chega Marcos, essa casa é minha e eu autorizei que a moça viesse – seu João branda.
- Ah eu cansei, vocês nunca aprendem – saio pisando duro.
Eu não cairia de novo nessa nem ferrando. Cecília chegou assim como se não quisesse nada e foi ficando, ficando, quando eu vi já estava na minha cama, e o idiota aqui apaixonado.
Quando adentrei a caminhonete senti o cheiro doce da jovem e como não poderíamos dar aquela lavada provavelmente teria que aguentar aquele cheiro por dias.
Cheguei na fazenda De Fred meu amigo e dessa vez ele estava.
- Não é só por causa da vaca esse mal humor todo é? – pergunta assim que adentramos onde ele armazena os medicamentos.
- Não. Augusto trouxe uma amiga da cidade, nem falou nada comigo.
- E você está de mal humor por seu irmão levar uma mulher para o casarão? – ele ergue a sobrancelha.
- Devia ter avisado, da última vez que tivemos uma mulher por lá além de Marta as coisas não ficaram muito bem – respondo.
- Marcos você tem que aprender a deixar o passado no passado, não é porque Cecília fez o que fez que todas farão.
- Melhor não correr o risco.
- É bonita pelo menos?
- Eu lá fiquei olhando para ela Fred? – pego o remédio em suas mãos.
- Depois vou lá fazer uma visita e conhecer moça, vai que ela aceita ir na festa da fazenda de Vicente comigo – reviro os olhos.
- Eu duvido muito que ela vá, se visse as roupas que usava – falo.
- Uai cê não disse que não ficou olhando pra moça?
- Ah me erra Fred – digo e saio caminhando.
- Talvez eu apareça para o jantar – escuto ele dizer enquanto entro na caminhonete.
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