Capa do romance Meu Peão Bruto

Meu Peão Bruto

8.5 / 10.0
Após perder o pai para o câncer e ser expulsa de casa pela madrasta, que bloqueou sua herança, Maria Luísa Montanhês busca refúgio em Minas Gerais. Ela recorre a Marcos Avelar, um peão reservado que jurou fechar seu coração após um trauma passado. No isolamento da fazenda, a convivência entre a jovem urbana e o homem do campo desperta uma paixão avassaladora. Será Maria capaz de derreter o gelo de Marcos e encontrar um novo destino em seus braços?

Meu Peão Bruto Capítulo 1

Prólogo 

Papai morreu há seis meses atrás depois de uma luta contra um câncer de intestino. Paulo Montanhês foi um homem incrível durante toda a sua vida, me criou sozinho até meus dez anos de idade após minha mãe morrer no dia do meu nascimento com uma hemorragia interna.

Nunca me faltou nada em todos esses anos de vida. Paulo era um empresário de sucesso, foi isso que levou nossa fortuna a cada dia ser maior. Me ensinou sobre investimentos e finanças e não é atoa que me formei em finanças para administrar a nossa empresa assim quando chegasse a hora.

Muitas coisas mudou na minha vida depois que Silvia chegou, minha madrasta. No começo ela se mostrou amorosa, carinhosa e sempre gentil comigo, mas depois que a aliança de ouro entrou em seu dedo a verdadeira Silvia apareceu e mostrou sua verdadeira face.  Bastava meu pai sair para a empresa que ela começava a xingar e ser mal comigo. Dizia que no dia que eu falasse qualquer coisa que ela fazia comigo para meu pai eles me mandaria para o orfanato. Por medo passei anos calada.

Quando completei meus dezoito anos fui estudar fora por não aguentar mais aquela vida, ainda mais depois que Luís nasceu, meu irmão. Eu amava meu irmão mas Silvia nunca deixava eu chegar perto dele. Dizia que eu faria mal ao menino, que ele nunca ia ser o meu irmão, que eu ela perigosa. Teve uma vez que inventou para papai que eu havia derrubado Luís de propósito.

 Quando fui para os Estados Unidos Luís tinha oito anos e era o menino mais lindo que eu tinha visto, com seus cabelos loiros e olhos claros iguais ao meu. Foi um chororo daqueles quando me despedi e ele pedia para ir comigo. Nem o menino suportava a mãe que tinha.

Só podia ser carma por Silvia sempre tentar nos afastar e só fazia nós dois ser muito unidos.

Quatro anos depois eu voltei para São Paulo e meu irmão já era um rapaz de doze anos e muito bonito. Pai já havia descoberto sobre o câncer mais não me contou para não atrapalhar meus estudos o que me deixou muito nervosa na época.

- O senhor podia ter me falado, eu teria voltado sem pensar duas vezes – falo assim que ele me conta sobre a situação da sua saúde.

- Malu – ele me chama pelo o apelido que me deu quando era uma bebê – eu jamais atrapalharia sua vida minha filha.

- Não é atrapalhar papai, é sobre a sua saúde – falo sentindo minhas lágrimas escorrer pelo meu rosto.

- Não chore minha menina – ela limpa meu rosto ao se aproximar – já estou velho, você precisava se formar e toma de conta da nossa empresa até Luís crescer e te ajudar.

- Até parece que Silvia deixaria – solto sem pensar.

- Eu sei que vocês não tem uma boa convivência – olho surpresa para ele – mas enquanto eu viver quero que vocês tente se entender e ajude uma a outra quando eu partir – na hora eu concordei com meu pai.

Juro eu tentei de tudo para viver bem com Silvia, não sabia o porque da raiva dela contra mim, quando ela chegou eu era só uma criança e desde então se disponibilizou a me odiar sem motivo algum.

Seis meses depois daquela conversa com meu pai ele nos deixou, foi o pior dia da minha vida. Paulo Montanhês tinha nos deixado e eu sabia o que vinha depois disso tudo.

No testamento papai deixava a empresa para mim e mais cinquenta porcentos do dinheiro, enquanto para Luís quarenta porcentos do dinheiro  e dez porcentos para Silvia mas a casa onde morei toda a minha vida, mas a mulher não ficou contente com a escolha e entrou na justiça pelo seus direito, levando a minha parte a ficar travada enquanto o juíz não determinasse o que fazer.

Tive que aguentar muita coisa até o dia que ela me tocou da casa. Eu não sabia o que fazer nem para onde ir, já que nunca trabalhei e nem podia trabalhar na empresa enquanto minha herança não fosse liberada. Eu não tinha nenhum real no bolso nem para alugar um quanto para dormir.

Foi quando me lembrei de Guto, Augusto Avelar. Uma colega que conheci no Estados Unidos no meu último ano lá, ele era um jovem muito legal e me divertia muito e o único que eu sabia que morava aqui no Brasil, se não me enganava em Minas Gerais, pertinho de SP.

- Guto? – falo assim que ele atende.

- Maria Luiza?

- Ah Guto por favor, me chame de Malu – escuto ele rir.

- O que devo a honra da sua ligação? – ele pergunta.

- Sei que faz tempo que não nos falamos desde que voltamos para o Brasil, mas eu não sei mais o que fazer – falo antes que me arrependo.

- O que aconteceu Malu? – ouço sua voz preocupado.

- Meu pai morreu Guto.

- Ah Malu, eu sinto muito – ouço ele dizer – o que posso fazer por você?

- Lembra da minha madrasta?

- Sim.

- Ela me tocou de casa e enquanto não posso mexe na minha herança não tenho para onde ir Guto – me lamento.

- Sabe que pode vim para a fazenda, se bem que não é muito a sua casa – ele rir.

- Ah Guto. Sério mesmo que posso ir? – pergunto.

- Claro. Aqui o casarão é enorme e só vive eu, Marcos e meu avô – fala.

- Eles não vão ligar por ter uma mulher com vocês?

- Malu temos a dona Marta que cuida da casa mulher – dou risada.

- Sendo assim eu vou aceitar o convite, pelo menos até eu poder mexer na herança e voltar para a empresa.

- Fico feliz por você aceitar. Quando pretende vim?

- Por mim iria hoje mesmo, mas tenho umas coisas ainda para resolver com meu advogado antes de ir – respondo.

- Tudo bem, me avise assim que vim para lhe buscar na cidade pois aqui é muito difícil vim algum tipo de transporte que não seja dos fazendeiros – Guto diz.

- Claro que aviso sim meu amigo e muito obrigado.

- Disponha, será um prazer lhe ter aqui – sorrio para o telefone.

Conversamos mais algumas coisa e logo desligamos. Eu tentaria resolver tudo logo para partir o quanto antes para Minas, não suportaria ficar nem mais um dia debaixo do mesmo teto que aquela mulher.

No dia seguinte meu advogado me ligou para me deixar a par de algumas coisa sobre a herança e disse que não saberia mas quando tempo levaria já que a minha madrasta estava dificultando as coisas.

Eu venceria, poderia passar dias ou mais meses mas eu teria o que era meu seria meu por direito.

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Meu Peão Bruto de Conteúdos

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