Capa do romance SEGUNDA CHANCE PARA O BILIONÁRIO - SÉRIE AMORES DOS BILIONÁRIOS - PARTE FINAL

SEGUNDA CHANCE PARA O BILIONÁRIO - SÉRIE AMORES DOS BILIONÁRIOS - PARTE FINAL

8.0 / 10.0
Em SEGUNDA CHANCE PARA O BILIONÁRIO - SÉRIE AMORES DOS BILIONÁRIOS - PARTE FINAL, Lunna e Adam enfrentam sombras do passado que ameaçam sua união. Neste romance de superação e escolhas difíceis, o casal testa sua lealdade. Leia este e outros billionaire romance books nesta web novel.
Resumo de SEGUNDA CHANCE PARA O BILIONÁRIO - SÉRIE AMORES DOS BILIONÁRIOS - PARTE FINAL
Adam e Lunna enfrentam o ápice de sua jornada nesta conclusão emocionante. Enquanto Lunna brilha na confeitaria, fantasmas do passado retornam para assombrá-la. Paralelamente, Adam luta contra o arrependimento e as pressões de sua rotina. Revelações impactantes e antigas amizades colocam a confiança do casal em xeque, provando que o caminho para o amor é repleto de dilemas. Eles conseguirão proteger o que construíram ou o preço dessa paixão será alto demais?
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SEGUNDA CHANCE PARA O BILIONÁRIO - SÉRIE AMORES DOS BILIONÁRIOS - PARTE FINAL Capítulo 1

Entramos e a mulher se senta em uma cadeira, sorrindo. Lunna diz algo a Hadja, e caminhamos até a mulher.

- Vamos tomar café no térreo. A visão de lá é magnífica.

- Claro! - responde à moça, pegando sua bolsa. Caminhamos para o térreo.

A visão realmente é magnífica: temos uma vista da praça e do pôr do sol sobre as árvores. Sentamo-nos em uma mesa já arrumada, farta de coisas deliciosas. Olho para Lunna, e ela sorri. Então, quer dizer que ela ligou e pediu para Hadja preparar tudo isso para nós? Hadja aparece e coloca uma xícara na frente da mulher. Minha namorada agradece.

- Então, Lunna, o que você fez nesse tempo? Nunca mais te vi - pergunta a mulher, passando a mão em uma mecha de cabelo.

- Fiz muitas coisas, e uma delas foi este café.

- Ele é seu? - pergunta, quase gritando. Alguns clientes nas outras mesas nos olham. Ela olha para os lados, sorrindo. - Não acredito!

- Sim. Graças à minha mãe, a Kim e, é claro, ao meu namorado, não desisti do meu sonho - responde Lunna, fazendo um carinho em minha mão, que está posicionada sobre a mesa.

A mulher observa o gesto de Lunna e, em seguida, nos encara novamente.

- E você? O que fez? - Lunna nos serve o café, e a mulher pega sua xícara, tomando um gole.

- Eu? Ah, eu estudei e abri uma pequena butique que me dá muito dinheiro. Sempre viajo para lugares incríveis - diz ela, colocando a xícara na mesa.

- Que bom. Achei que estava casada.

- Por quê? - pergunta a mulher, mas parece se arrepender imediatamente.

Olho para Lunna, que agora sorri com deboche.

- Primeiro, deixa eu te apresentar ao Adam, amor - diz ela, voltando-se para mim. - Essa é a Yasmim.

- O quê? - olho para a moça e depois para Lunna. Como ela pode tratar essa mulher dessa forma?

- Lembra que falei dela para você? Essa que se dizia minha amiga foi quem me traiu com o Romolo. Por isso, achei que estivesse casada!

- Ah! - Yasmim pega a xícara e toma outro gole de café, desviando o olhar para a paisagem.

- Mas agradeço pelo que você fez.

- Oi? Como assim?

- Você me mostrou que perdi tempo com alguém que eu não amava. Na verdade, ser apaixonada é uma coisa, e amar é completamente diferente. Enfrentamos tudo pela outra pessoa, queremos tê-la por perto e fazemos de tudo para vê-la feliz.

- Então, isso quer dizer que...

- Sim, isso mesmo! Adam me fez renascer e me mostrou o que é amor de verdade. Ele me entende e se esforça para compreender quem sou de verdade, algo que, como nós duas sabemos, o Romolo nunca fez de verdade.

- Você não tem raiva de mim? - pergunta Yasmim, mas o tom parece mais uma zombaria.

- Sim, eu tive! Na verdade, por muito tempo, desejei te matar pelo que você fez - responde Lunna, levando a xícara até a boca e tomando um gole de chá. - Mas, depois de muito pensar, senti pena. Você desejou algo que eu não tinha. Você via algo inventado... uma encenação!

Lunna respira fundo antes de continuar:

- Eu sofria abusos naquele relacionamento. Não era abuso sexual, patrimonial ou violência física, mas psicológico. Abuso emocional, financeiro e tecnológico. Quantas vezes fui proibida de falar com minhas amigas? Quantas vezes ele pegou meu celular, fingindo ser eu, e mandou mensagens dizendo que eu estava dormindo ou indisposta?

Lunna faz uma pausa, toma mais um pouco de chá e olha para o pôr do sol.

Eu não sabia disso. Muitas coisas que sei sobre o relacionamento dela com aquele crápula foram contadas pela Kim. Imagino que Lunna não me revelou nem metade.

- Você viu apenas o que eu queria mostrar para as pessoas, o que eu inventava até mesmo para mim! Não era um mar de rosas como você pensava. Quando eu não conseguia mais sustentar aquele castelo que criei, tudo começou a ruir. E eu sei qual é o real problema que você tem, sei por que realmente começou a fazer terapia.

- Então, por que você me deixou me aproximar? A culpa não é minha, e sim sua!

- Sim, realmente, a culpa também foi minha, mas eu não sabia nada sobre a síndrome - responde Lunna, e Yasmim arregala os olhos. - A culpa foi minha porque confiei em você, abri meu coração. Eu te tinha como minha amiga, minha irmã, e você resolveu me apunhalar pelas costas. Nós três temos culpa, mas a sua e a do Romolo são bem maiores que a minha.

- Então você me chamou para tomar café só para jogar na minha cara que a culpa foi minha? Me poupe, Lunna! - rebate Yasmim, desviando o olhar de nós.

- Na verdade, não! - Lunna responde, e Yasmim volta a encará-la. - Eu quis apenas mostrar a você que cresci e agradecer pelo que fez. Hoje sou quem sou porque, de certa forma, você contribuiu para isso. E sei que estava tentando algo com o meu namorado - assim que Lunna termina, olho para ela, surpreso. - Mas ele não é o Romolo. As pessoas não são todas iguais. Ele tem algo que preza muito, e isso se chama caráter.

Sinto vontade de me gabar e de beijá-la naquele momento.

- Se já terminou de se gabar e de culpar, vou embora - diz Yasmim, levantando-se da cadeira. Lunna também se levanta, e faço o mesmo.

- Foi bom te ver, Yasmim - diz Lunna, sorrindo. Acompanho-a.

- Não posso dizer o mesmo, Lunna. E não se preocupe, conheço a saída.

Yasmim se vira e começa a sair. Lunna a segue. Quando passamos por Hadja, Lunna comenta:

- Jogue aquela xícara fora e desinfete o lugar onde aquela mulher se sentou, por favor.

- Sim, senhorita - responde Hadja, indo para o térreo.

Antes mesmo de Yasmim alcançar a porta, ela se abre, e um homem entra. Está vestido de terno e a encara com uma expressão severa.

- O que faz aqui? Deveria estar trabalhando - diz ele, agarrando-a pelo braço. - Estou perdendo dinheiro. Anda! Preciso ganhar dinheiro com esse seu corpinho.

Ele a arrasta para fora. Lunna se vira para mim, com os olhos arregalados.

Ela pega minha mão e me leva para dentro da confeitaria, indo direto ao escritório. Assim que entramos, ela se senta no sofá e permanece parada, olhando para o nada. Vou até o telefone, digito o ramal da cafeteria e peço um café para nós dois. Desligo e me sento ao lado dela.

Lunna me olha, visivelmente perturbada.

- Eu já vi aquele cara! Quando ainda fazíamos terapia, ele às vezes estava na porta da clínica ou da confeitaria onde estávamos.

- Você sabe quem é ele?

- Acho que sim.

- Ele é dono de algumas casas noturnas aqui em Boston e, como a prostituição é crime por lei, usa esses lugares para promovê-la. Pelo que presenciamos, ela é uma de suas "meninas" - digo, fazendo aspas com os dedos.

- Então, toda aquela história dela ter uma butique e viajar não é totalmente mentira.

- Pode ser verdade sobre a butique, mas acompanhantes de luxo também viajam para diversos lugares.

- Eu até sei como ela veio parar nisso!

- Como?

- Depois que tudo aconteceu, algumas mulheres do nosso grupo de terapia vieram falar comigo e me contaram o real motivo de a Yasmim ter sessões com a psicóloga e fazer terapia.

Ouço bater na porta.

- Pode entrar - digo, e Samira entra com nosso café. Ela coloca a bandeja sobre a mesa, agradecemos e ela sai, fechando a porta.

- Então, descobri que a Yasmim tem a síndrome de Afrodite.

- Que negócio é esse? Nunca ouvi falar.

- É pouco conhecida, e a pessoa só descobre que tem quando procura ajuda psicológica. Afrodite, como conhecemos na mitologia, representa a beleza, a fertilidade, o amor e a sexualidade. Mas, na psicologia junguiana, qualquer mulher e qualquer homem possuem em seu psiquismo uma Afrodite. Ela representa tudo o que é irracional, inconsciente e admirável, mas que pode ser esmagador por não ter nenhuma consciência. A síndrome de Afrodite é mais comum do que pensamos.

Lunna toma um gole de café antes de continuar.

- Quando isso acontece, a pessoa fica viciada em seduzir, porque a sedução é o maior trunfo. Elas podem seduzir pessoas de qualquer sexo, conquistando benefícios no dia a dia e até coisas valiosas. Essas pessoas conseguem tudo o que querem com sedução. Sentirem-se desejadas é o que mais importa, e muitas vezes nem precisam concretizar a conquista. Para elas, o mais importante é despertar o desejo, e isso pode ser feito de forma consciente ou inconsciente. Quem tem essa síndrome não vê problema em olhar, sorrir de maneira sedutora ou até se fazer de donzela em perigo para conquistar homens protetores - explica ela, olhando para mim.

Lunna toma outro gole de café, fecha os olhos, os abre e repousa a xícara na mesa antes de prosseguir.

- Pessoas assim sofrem muito, porque acreditam que outras mulheres estão competindo com elas. Existe uma necessidade constante de serem cuidadas, admiradas e muitas vezes amadas; por isso agem assim. Acredito que o Romolo descobriu isso e a dispensou, porque pessoas assim não conseguem parar.

- Por isso, ela estava sempre me olhando! Eu já estava ficando incomodado.

- Sim. Elas não sabem quando parar. Nossas mãos dadas, o carinho... tudo isso chamou a atenção dela. Ela não está totalmente inconsciente; sabe muito bem o que faz. Acredito que o Romolo quis algo mais com ela. Até porque ele mesmo disse que ela era sua amante preferida. Mas, aparentemente, ela não conseguiu estabelecer um vínculo verdadeiro com ele.

- Existem homens que aceitam isso?

- Sim, existem, e nem ligam! Alguns até se excitam com mulheres que têm essa característica. A Yasmim procurou ajuda porque isso estava se tornando compulsivo e prejudicando sua vida. Ouvi comentários de que ela se envolvia com alguns homens que também faziam terapia. Ela conhece sua "identidade, Afrodite" e sabe como viver com mais qualidade de vida e prazer. Mas, agora, trabalhando em uma casa noturna, tudo isso aflora ainda mais. Muitas vezes, quem tem essa síndrome nem quer sexo; querem apenas a emoção do momento, de se sentirem desejadas.

- Então isso explica muita coisa. Por isso, ela disse que você tinha culpa.

- Sim. Mas, naquela época, eu não sabia de nada. Só sabia do motivo das terapias porque ela mesma contou... e mentiu.

- Tenho pena. Deve ser difícil viver essa vida, ainda mais com a síndrome.

- Sim. Mas ela poderia ter buscado outro caminho. Porém, não sabemos se essa escolha a faz feliz.

- Feliz?

- Sim. Ela está em um lugar onde é desejada por vários homens. Mas, como te disse, muitas vezes elas não querem sexo. Só que, nesse mundo, as coisas não funcionam assim.

- Verdade. Mas agora chega de falar dela - digo, aproximando-me mais. - Quero beijar minha namorada superinteligente, linda, guerreira...

Faço um carinho em seu rosto.

- Eu te amo, Lunna. Sinto muito, de verdade, por tudo o que você passou. Sempre vou me culpar pelo seu sofrimento.

- Por quê?

- Porque eu estava cego e não via que você era a mulher da minha vida.

Ela sorri, meio sem jeito, abaixando a cabeça. Levanto seu rosto e olho em seus olhos incríveis.

- Eu te amo e não vou deixar você ir. Nunca! - digo, e a beijo.

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