Capa do romance Magoada pelo amor, salva pelo sacrifício

Magoada pelo amor, salva pelo sacrifício

9.7 / 10.0
Em Magoada pelo amor, salva pelo sacrifício, a esposa de um herdeiro bilionário enfrenta a traição e o cárcere após descobrir a obsessão dele por outra. Este romance modern explora vingança e sobrevivência em um dos melhores billionaire romance books para ler agora no webnovel.
Resumo de Magoada pelo amor, salva pelo sacrifício
Casada com Julian McGee, o herdeiro de Manhattan, vivi um conto de fadas até ele se obcecar por Katia French. Entre fotos secretas e traições públicas, tentei salvar nosso amor através da minha gravidez. Contudo, a crueldade dele não teve limites: por causa de um confronto com sua amante, Julian me enviou para a prisão grávida. O homem que prometeu me proteger agora me condena ao frio de uma cela, priorizando aquela que destruiu nossa vida e o nosso futuro juntos.
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Magoada pelo amor, salva pelo sacrifício Capítulo 1

Meu marido, Julian McGee, o herdeiro da poderosa dinastia McGee e o garoto de ouro de Manhattan, foi completamente dedicado a mim, um amor que parecia inabalável. Ele enfrentou os pais, com toda sua elite, por nosso relacionamento, prometendo um "para sempre" que, para mim, parecia eterno.

Então, Katia French apareceu. Encontrei uma pasta secreta no laptop dele, cheia de centenas de fotos dela e análises detalhadas sobre sua vida.

Era uma obsessão escancarada.

Ele me prometeu que não era nada, apenas "curiosidade", e eu, agarrada à lembrança do homem que me adorava, escolhi acreditar.

A forma dele de "resolver" foi começar um caso e até levá-la a eventos públicos, me humilhando diante de todos.

Quando descobri que estava grávida, acreditei que nosso bebê nos salvaria. Por algumas semanas, ele pareceu feliz.

Então Katia ligou, dizendo que Julian também queria ter um filho com ela, e que minha "pontuação" no afeto dele estava caindo.

Num momento de frustração crua, eu a esbofeteei.

A punição foi rápida e brutal — ele mandou me prender, grávida de três meses, me deixando em uma cela fria.

Ele ainda se inclinou até minha barriga e sussurrou: "Sua mãe foi malvada. Essa é a punição dela."

O homem que um dia moveu céus e terra por mim agora me abandonava a uma cela, priorizando a amante. Meu conto de fadas tinha se transformado em um pesadelo, e eu não conseguia entender como isso tinha chegado a esse ponto.

...

Capítulo 1

O metal frio das algemas mordia os pulsos de Esther. Ela encarava o marido, Julian McGee, o rosto dele um disfarce de indiferença gelada.

Ao lado dele, Katia French se agarrava ao seu braço, com um leve sorriso triunfante nos lábios.

"Julian, por favor", implorou Esther, a voz falhando. "Eu não toquei nela. Ela caiu sozinha."

O olhar de Julian era puro gelo. Ele, o prodígio do Direito, herdeiro de uma dinastia de Nova York, o homem que deveria amá-la para sempre… agora a encarava como se fosse uma estranha, um lixo a ser descartado.

"Levem-na", ordenou ele aos policiais que tinha chamado pessoalmente. "Ela precisa aprender uma lição."

Ele fazia isso para agradar Katia, sua nova obsessão, enquanto Esther carregava no ventre o filho deles, com três meses de gestação.

Os policiais hesitaram, lançando um olhar rápido para a barriga de Esther. "Senhor, ela está grávida."

"É só uma noite em uma cela", disse Julian, a voz desprovida de qualquer calor. "Um tempo para refletir sobre as ações dela."

Então se inclinou, aproximando o rosto da barriga de Esther, e falou num tom assustadoramente suave: "Ouviu isso, pequenino? Sua mãe foi malvada. Essa é a punição dela. Você precisa ser bonzinho e não dar trabalho para ela."

Uma onda de terror puro tomou conta de Esther. Esse não era o homem com quem havia se casado, mas um monstro usando o rosto dele.

"Julian, é o seu bebê", sussurrou ela, lágrimas escorrendo pelo rosto. "O nosso bebê."

Ele riu com desprezo, um som feio e cruel. "Então por que tentou machucar a Katia? Você pensou em nosso bebê naquela hora?"

Sem esperar resposta, ele se virou, guiando a "abalada" Katia para fora, deixando Esther ser levada para o carro da polícia.

O mundo tinha virado de cabeça para baixo, e Esther despencava em queda livre. Seu conto de fadas tinha virado pesadelo.

Ela não conseguia compreender como tinha chegado a isso.

Julian McGee era o garoto de ouro da elite de Manhattan, o brilhante herdeiro do império corporativo da família McGee. E ele havia escolhido ela, Esther Briggs, uma simples artista têxtil de uma família de classe média.

Estavam casados havia cinco anos, juntos há oito.

Para ficar com ela, ele desafiara os poderosos e elitistas pais, Bert e Caryl McGee, que a viam como uma plebeia, uma adição indigna à dinastia.

Mas Julian, na época, tinha sido seu maior defensor, completamente devoto. Ele viajava de volta de compromissos internacionais apenas para jantar com ela, comprava galerias inteiras por uma única peça de sua arte e até ameaçava cortar laços com a família para não aceitar um casamento arranjado, declarando: "Esther é a única mulher com quem vou me casar. Sem ela, o império McGee pode ruir, não me importo."

Ele havia construído para ela um ateliê particular no alto do prédio com vista para o Central Park, trazendo os melhores materiais do mundo inteiro. Ele se sentava por horas só para vê-la trabalhar, os olhos cheios de um amor tão profundo que parecia palpável.

No dia em que a pediu em casamento, alugou o Metropolitan Museum of Art inteiro por uma noite.

Quando se ajoelhou diante dela no Templo de Dendur, a voz trêmula ao pedir que fosse sua esposa, todos diziam que ela era a mulher mais sortuda do mundo.

E ela também acreditava nisso.

Então, seis meses atrás, Katia French surgiu.

Esther ouviu o nome pela primeira vez através de uma amiga, uma colunista de fofocas da alta sociedade.

"Tem uma nova 'artista performática' na cidade, Katia French", disse a amiga durante um almoço. "Está causando impacto. Apareceu em um evento beneficente e declarou publicamente que iria conquistar o homem mais inalcançável de Nova York, o seu Julian."

A história virou assunto do círculo social deles. Katia era uma influenciadora das redes sociais, uma autoproclamada artista cujo "método" era manipulação psicológica. Astuta, ela mirava homens poderosos e ricos.

Amigos alertaram Esther. "Tome cuidado. Essa mulher é uma predadora."

Ela apenas riu e respondeu com absoluta confiança: "Julian me ama."

Sua confiança não era infundada, mas construída sobre oito anos de devoção inabalável, sobre a lembrança dele a protegendo do desprezo da família, e sobre as noites silenciosas e as declarações apaixonadas.

A seu ver, ela era o mundo dele — nenhuma influenciadora tola poderia mudar isso.

Mas um dia, ela encontrou a pasta secreta no notebook dele.

Era tarde da noite. Julian dormia, e ela usava o computador para procurar uma receita.

A pasta estava nomeada como "K.F. Project". Dentro, além de centenas de fotos de Katia French, algumas profissionais, outras flagrantes tirados de longe, havia notas, análises detalhadas das postagens dela nas redes, suas preferências e desgostos. Era uma obsessão escancarada.

Uma dor aguda atravessou o estômago de Esther, que se sentiu enjoada.

Ela acordou Julian, as mãos trêmulas segurando o notebook. "O que é isso, Julian?"

Ele olhou para a tela e, por um instante, algo indecifrável passou por seu rosto antes que se recompusesse.

Ele a puxou para os braços, a voz suave e tranquilizadora. "Esther, meu amor, não é nada. Ela é… interessante. Um objeto de… curiosidade, só isso."

"Curiosidade?", ela retrucou, a voz tensa.

"A 'marca' dela é fascinante do ponto de vista de marketing", explicou o homem, a desculpa soando frágil até mesmo para ele. "É uma nova fronteira de influência. Estou apenas… estudando os métodos dela. Você sabe como eu sou."

Ele jurou que nunca a trairia, que iria "resolver".

E ela, agarrada à lembrança do homem que a adorava, escolheu acreditar.

A forma dele de "lidar com isso" foi começar um caso e até levá-la a eventos públicos, a apresentando como "associada de negócios". Na primeira vez, em um leilão beneficente, colocou Katia sentada à mesa deles.

Esther sentiu os olhares de todos recaírem sobre si. A humilhação foi um golpe físico.

Ela o confrontou em casa, a voz se elevando a cada palavra de traição.

"Quero o divórcio, Julian."

A expressão dele mudou imediatamente. A fachada charmosa se desfez, substituída por uma frieza cortante. "Não."

"Você não pode fazer isso comigo!"

"Não seja dramática, Esther", disse ele, a voz baixa e perigosa. "Você é minha esposa. Vai continuar sendo minha esposa. Nunca mais ouse dizer essa palavra para mim."

Essas palavras foram como um tapa, a deixando em choque.

No dia seguinte, Katia ligou para Esther.

"Oi, Esther. Só estou ligando para saber como você está." Sua voz soava doce demais, quase insuportável. "Julian está tão mal por causa do que aconteceu ontem à noite."

"Qual é o seu objetivo?", perguntou Esther, a voz seca e sem paciência.

"Estou apenas ligando para que você entenda qual é a sua posição. Tenho um sistema que uso para medir o afeto das pessoas, uma espécie de 'pontuação de simpatia', se preferir assim. No momento, minha pontuação com o Julian está em 75%. A sua... bem, está caindo."

Esther desligou a ligação com um golpe brusco.

Alguns dias depois, ela descobriu que estava grávida. Era a única coisa em que ela realmente acreditava ser capaz de salvá-los — um bebê, o bebê deles. Esse bebê tinha que trazer de volta o Julian que ela conheceu, aquele homem que a amava de verdade.

Quando ela contou a novidade, Julian parecia radiante. Durante algumas semanas, as coisas pareciam voltar quase ao normal, e ele estava atencioso e carinhoso, falando sobre nomes e o quarto do bebê.

Uma esperança frágil e desesperada começou a brotar no coração de Esther até que, novamente, Katia ligou.

"Parabéns", disse Katia, sua voz transbordando de uma sinceridade falsa que parecia quase ensaiada. "Mas um bebê não vai mudar nada. Na verdade, o Julian acabou de me dizer que também quer ter um filho comigo. Ele acha que nosso bebê será uma verdadeira obra de arte. Minha pontuação com ele já chegou a 85%. Logo ele será totalmente meu. Você, sua casa, seu bebê... tudo será meu."

Algo dentro de Esther se partiu, como vidro quebrando. Meses de manipulação psicológica, humilhação e dor explodiram de uma vez só.

Nessa tarde, quando Katia apareceu no apartamento deles sem ser convidada, Esther a esbofeteou.

Não foi um tapa forte — mais um desabafo, uma explosão de frustração. Mas Katia, como uma predadora, viu sua chance.

A punição de Julian foi rápida e brutal.

Ele mandou prender sua esposa.

Agora, sentada na cela fria e estéril, sob a luz trêmula de uma lâmpada que zumbia incessantemente, Esther sentiu os últimos resquícios de amor por ele morrerem.

As humilhações, as ameaças, o caso público — ela suportara tudo isso, mas ser trancada em uma cela enquanto carregava o filho dele... isso era algo novo, uma crueldade imensurável.

Ela colocou a mão na barriga, sentindo o pequeno ser ali dentro. Essa vida era a única coisa que ainda a ligava ao homem que um dia amou.

E, com uma clareza que a assustava e, ao mesmo tempo, a libertava, ela percebeu que precisava cortar até essa última ligação.

Ela olhou ao redor da cela suja e viu os rostos de outras mulheres, cujas expressões eram uma mistura de desespero e resignação.

Algumas horas depois, quando saiu, o ar pesado e poluído da cidade parecia sufocante, como se cada respiração fosse um esforço. O porteiro do prédio a observou com pena.

Ela entrou no apartamento, onde o silêncio a envolveu. Julian não estava lá. Claro que não. Ele provavelmente estava com Katia.

O celular de Esther vibrava.

Uma foto de um número desconhecido apareceu na tela — Julian e Katia estavam sorrindo, abraçados em um jatinho particular.

A legenda dizia: "Ele está me levando para Paris no fim de semana. Uma artista de verdade precisa de inspiração."

Logo em seguida, outra mensagem. "Desista, Esther. Você já perdeu. Assine os papéis de divórcio e vá embora com alguma dignidade."

Esther encarou a foto. Os olhos de Julian, que antes a observavam com tanto amor, agora brilhavam frios e possessivos, voltados para outra mulher.

O amor que ela nutriu por ele havia desaparecido por completo, substituído por uma determinação gelada e implacável.

Ela não iria embora assim, não sem deixar sua marca.

Ela enviou um e-mail ao advogado, com a cópia digitalizada da petição de divórcio. "Protocole imediatamente."

Logo depois, enviou outra mensagem, desta vez para Katia. "Quer a fortuna dos McGee? Me ajude a finalizar esse divórcio e estará um passo mais perto de ser sua."

Então, ela comprou uma passagem só de ida para Londres, um lugar onde tinha vivido por um tempo e uma amiga a esperava, um lugar para desaparecer.

A última parada foi uma clínica particular, escondida em uma área discreta da cidade.

Sentada diante do médico, as mãos apoiadas no colo, ela disse com firmeza:

"Quero um aborto. E quero que o feto seja preservado."

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