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Capa do romance Grávida do Chefe da Máfia.

Grávida do Chefe da Máfia.

Alina Petrov anseia por liberdade ao completar vinte e dois anos. Após focar nos estudos longe de casa, ela se vê forçada a retornar para a mansão de seu pai, Yuri, por não conseguir um emprego. Enquanto tenta aproveitar o verão na piscina, ela confronta a superproteção paterna, que ainda a enxerga como uma criança. Determinada a deixar de ser a pequena princesa obediente, Alina busca independência, desafiando as expectativas conservadoras de sua família russa.
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Capítulo 2

Capítulo Dois

Havia momentos em que Alina nem sabia o que estava acontecendo ao seu redor. Às vezes o

tempo parava, e outras vezes o dia corria sem que ela percebesse. Ela se levantava, ia para a

cama, e não tinha ideia do que tinha acontecido naquele intervalo de tempo.

Kristof e Timur não a perdiam de vista. Ela vagava sem rumo pelo local seguro, um

apartamento pequeno, mas bem mobiliado nos arredores da cidade e tentou se concentrar no que

faria em seguida.

Uma pequena mala de roupas a esperava no apartamento. Quando a polícia finalmente

liberou a cena do crime, ela conseguiu voltar para buscar mais coisas, mas seus guarda-costas não

a deixaram ficar, e ela realmente não queria.

O céu estava nublado no dia do funeral. Alina se sentou no banco, espremida entre Timur e

Kristof; seu tio Vadik, o gêmeo de seu pai e seu único parente vivo, sentou-se no banco atrás deles.

Ela não tinha ouvido falar dele desde o assassinato.

Um tiro de 38 na têmpora. Alina tinha estado perto de armas toda a sua vida. Ela podia

facilmente imaginar a arma que acabou com a vida de seu pai. As autoridades disseram que o

assassino provavelmente usou um silenciador e atirou em seu pai poucos minutos antes de ela entrar

na área da piscina. Ele estava morto antes mesmo de cair na água.

Ela tentou se confortar no fato de que ele não sofreu, mas isso não aliviava sua dor. Seu pai

estava morto. Sua última conversa com ele tinha sido cheia de raiva.

"Por quê? Por que você quer se mudar? Por que você quer me deixar?"

"Papai, eu sou adulta. Você acha que eu iria viver aqui para sempre? A faculdade terminou. Eu

quero explorar o mundo. Eu quero ter a minha própria casa."

"Eu não vou impedi-la."

"Mas você está! Você está impedindo que alguém aceite minhas propostas! Eu sei que você está!

Você está me deixando louca! Você está me tratando como uma prisioneira!"

Um nó apertou em sua garganta, e ela tentou engoli-lo. Agora não era o momento de

desmoronar.

"Alina?", sussurrou Timur. "Você quer sair e tomar um pouco de ar?"

"Já está quase acabando?", perguntou. "Eu não consigo respirar."

Ele a envolveu com um braço e a apertou suavemente. "Sim, quase. Aguente firme."

Timur e Kristof estavam com seu pai desde que ela era criança. Na época, eles eram

adolescentes arrogantes procurando crescer dentro da máfia, mas agora eram praticamente da

família. Saber que eles estavam cuidando dela era o único conforto que ela tinha. Eram como seus

dois irmãos mais velhos. Ela confiava neles.

Finalmente, uma oração silenciosa terminou o funeral, e ela se levantou. Agora ela só tinha

que suportar o enterro no cemitério, e ela finalmente seria capaz de deitar em sua cama com uma

garrafa de vinho e tentar afogar suas dores.

Alina se voltou para olhar a congregação. O lugar estava lotado. O território de seu pai

era grande, e embora o seu negócio estivesse encharcado de violência e sangue, ele protegia

aqueles que precisavam. Metade da cidade tinha aparecido para prestar homenagem, e parecia

que todos os olhos estavam sobre ela.

"Você acha que ele está aqui?" Ela murmurou, sem expressão. "Acha que o homem que

assassinou meu pai está me observando?"

"Vamos," Timur disse enquanto indicou para que ela andasse. "Esse momento não é sobre o

assassino. É sobre o seu pai, certo? Concentre-se nisso."

Assentindo com a cabeça, ela engoliu seco e entrou no corredor. Todos inclinaram a cabeça

e esperaram até ela chegar na porta. Todos menos um. Ela parou quando alguém passou em sua

frente para abrir a porta.

"Senhorita Petrov", disse ele com a voz grave.

Alina ergueu os olhos e o observou. Alto. Cabelo escuro. Olhos de um azul cristalino

devastador e um corpo que a distraiu momentaneamente. Ela o via ocasionalmente saindo de

reuniões fechadas com seu pai, mas nunca prestou atenção nele. Ela nem sabia o seu nome.

Aqueles olhos penetrantes nunca deixaram os dela enquanto ele segurava a porta aberta e

esperava que ela passasse.

"Obrigada", disse ela suavemente.

Ele assentiu solenemente, mas não disse mais nada. Kristof continuava a pressioná-la para a

frente, mas Timur parou para falar com o estranho em voz baixa. Por um momento fugaz, ela se

perguntou se aquele lindo homem teria matado seu pai. Ele estaria brincando com ela agora?

"Quem é ele?", perguntou ela, parando e virando a cabeça. Timur já estava se juntando a

eles.

"Seu nome é Nikolai Sokolov", resmungou Kristof em voz baixa. "Vamos, Alina. Temos de ir.

Todo mundo está esperando por você."

Obedientemente, ela baixou a cabeça e seguiu seus guarda-costas para fora. Eles a

acompanharam em ambos os lados, e ela observava com curiosidade a multidão em busca de

possíveis ameaças.

"Você realmente não acha que alguém me atacaria aqui, no enterro do meu pai, não é?"

"É sua primeira vez ao ar livre em dias", lembrou Timur. "Se eles tiverem pressa, sim, não há

dúvida de que eles irão atrás de você no funeral de seu pai."

As palavras a fizeram estremecer, e ela voltou a se recolher. Um sentimento mais intenso—

raiva—rapidamente anulou sua dor e seu medo. Ela deveria ser livre para chorar a morte de seu

pai, mas em vez disso, ela tinha que temer pela própria vida.

Poucos carros seguiram da igreja ortodoxa até o túmulo. A descida do caixão na sepultura

era somente para aqueles mais próximos de Yuri. Além de Vadik, todos eram sócios dos negócios.

Ao crescer, Alina passava boa parte do tempo se comportando mal porque achava que seu pai

amava mais seus homens do que ela. Era estranho ter que compartilhar aquele momento com eles.

O sol aqueceu sua pele quando ela se aproximou do túmulo, e ela franziu a testa. As nuvens

tinham desaparecido. Aquilo não parecia certo. O vento deveria uivar e os trovões ressoarem, mas

em vez disso, o dia estava rapidamente se tornando agradável. Até mesmo bonito.

Apenas mais um lembrete de que a vida não parou simplesmente porque ela estava

perdida.

"Vou dar uma olhada no local", disse Kristof em voz baixa.

Timur assentiu, e Alina percebeu que ele estava inquieto. Ela tomou seu braço, mais por

conforto do que por necessidade, e o deixou levá-la até as cadeiras metálicas dobráveis que

estavam alinhadas em frente ao túmulo aberto. Mais uma vez, ela seria forçada a se sentar na

frente e no centro.

Puxando seus óculos escuros para fora de sua bolsa, ela os colocou em seu rosto e olhou ao

redor. Pelo menos agora ela se sentia um pouco mais escondida. Um pouco mais segura.

A maioria das pessoas que saíam dos carros estacionados atrás dela era um tanto

familiares. Guardas. Sócios de negócios, suas esposas. Ela ouvia seus sussurros silenciosos e virava

a cabeça para ver quem estava ali. Um homem se destacou, e ela inalou bruscamente.

Nikolai Sokolov. O que ele estava fazendo aqui? Um par de homens seguiram atrás dele.

Seu olhar a provocou enquanto vagava pelo seu corpo, e Alina sentiu algum alívio por ele não

poder ver seus olhos.

Seu rosto endureceu, e ele franziu a testa e virou a cabeça. Alina olhou fixamente quando

Kristof fez um sinal para o homem e sussurrou algo em seu ouvido. Nikolai assentiu e Kristof dirigiu-

se para a parte de trás do cemitério.

"Alina?" Timur perguntou suavemente.

"Quem é esse homem?" Alina perguntou enquanto o deixava guiá-la até as cadeiras.

Sentada, ela nunca tirou sua atenção de Nikolai.

"Já lhe dissemos. O nome dele é—"

"Não o nome dele", ela cortou rapidamente. "Ele é importante. Por quê?"

Antes que Timur pudesse responder, uma sombra caiu sobre eles, e Alina olhou para cima.

Vadik Petrov se sentou ao lado dela e pegou sua mão.

"Minha doce Alina", ele sussurrou enquanto beijava sua mão.

"Tio," Alina reconheceu desconfortavelmente. Houve uma época em que seu tio sempre

estava por perto, mas quanto mais velha ela ficava, mais ela percebia que havia um

desentendimento entre Vadik e seu pai. Yuri nunca falou sobre isso, e Vadik sempre participava das

atividades da família, mas eles nunca eram muito amigáveis um com o outro.

"Sinto muito por não estar muito perto, mas tenho observado você", disse Vadik em voz

baixa. "Eu vou me assegurar de que você fique segura."

Com o que aconteceu com Yuri, e nenhum filho para assumir, Vadik deveria ter sido o

próximo na fila como novo líder, mas pelo que ela tinha visto ele nunca tinha mostrado muito

interesse nisso. Ela não tinha realmente notado sua ausência, já que não estava acostumada à sua

presença. Provavelmente ele tinha muitas coisas a fazer.

"Tudo bem, tio. Eu entendo", disse ela com um sorriso trêmulo. Vadik era o irmão mais novo

de seu pai, mas apenas por alguns minutos. Eram gêmeos fraternos, mas não havia como confundir

a semelhança. Embora seu pai estivesse grisalho nas laterais da cabeça e enrugado ao redor dos

olhos e Vadik pintasse o cabelo, Alina podia ver Yuri quando olhava para Vadik.

Isso fez seu coração doer.

Uma vez que todos estavam sentados, o padre avançou para fazer as declarações finais.

Sua voz parecia distante, muda, e só quando todos se levantaram que Alina percebeu que o

homem tinha terminado de falar. Parecia que ela tinha tijolos amarrados a seus pés ao avançar até

um monte de rosas posicionadas em um pequeno móvel ao lado do caixão. Tomando uma

cautelosamente pelo caule, ela ficou na beira do túmulo e respirou fundo.

"Eu apagaria cada briga se pudesse," ela sussurrou para o caixão. "Eu abraçaria cada

segundo que tivemos juntos. Nunca me ocorreu que eu teria que viver sem você. Sinto sua falta,

papai."

Lançando a rosa sobre o caixão, ela enxugou as lágrimas que escorriam por seus olhos e se

virou para caminhar lentamente de volta para os carros.

"Alina! Pare," Timur chamou de repente. Ela ouviu o pânico em sua voz e congelou. Ele

imediatamente a agarrou pelo braço e a puxou para trás.

"O quê?" Ela perguntou freneticamente. Os homens já estavam alcançando as armas

escondidas sob seus paletós. "O que foi?"

Olhando por trás dele, ela observou conforme um Bentley preto passava lentamente pelos

carros. Suas janelas escuras tornavam impossível ver o interior, mas ela podia sentir o perigo e a

tensão no ar. Quaisquer que fossem as intenções do motorista, elas não eram boas.

Quando finalmente se afastou de vista, Alina relaxou. "Como você soube?" Ela sussurrou.

"É meu trabalho cuidar de você", disse ele em voz baixa. "Não é seguro para você".

"Você continua dizendo isso".

Ele sorriu indulgentemente e balançou a cabeça. "Quero dizer, não é seguro você ficar sob

meus cuidados. Não mais. Você precisa de mais proteção do que nós podemos fornecer. Alina, eu

acho que você precisa ficar próxima do novo líder até que possamos resolver as coisas. Já

falamos com ele, e ele concordou.

"Tio Vadik?" Alina disse com uma careta. "Quer dizer, acho que tudo bem."

"Não o Vadik," uma nova voz disse grosseiramente. "Você vai ficar comigo."

Seus olhos se arregalaram ao ver Nikolai. Ele ficou quase perto demais, e ela sentiu o calor

irradiando dele. Ele era intimidador. Irresistível.

Intoxicante.

"Timur?", ela perguntou hesitante. "Eu não entendo."

"Seu pai nomeou Nikolai como seu sucessor há dois meses. Tudo está em seu nome agora. Ele

assumirá a máfia, e ele será capaz de protegê-la."

Ela franziu o a testa e olhou para seu tio. "Por que meu pai não faria o meu tio seu

sucessor?"

"Vadik vê algo muito diferente para o próprio futuro", disse Timur em uma voz neutra.

"Timur e Kristof têm feito bem protegendo você, mas até que o assassino de seu pai seja

pego, você ainda está em grave perigo. Você deveria ficar comigo", disse Nikolai em voz baixa.

"Eu não te conheço," ela disse hesitantemente.

"Você não precisa," ele respondeu grosseiramente. "Mas é importante que você fique viva.

Se essa transição der certo, preciso provar que posso proteger o que é meu."

Ela estreitou os olhos. "Eu não sou sua."

Um pequeno sorriso puxou os lábios dele. "Você é filha do meu antecessor. Isso

automaticamente faz de você minha. Ficar comigo ou não é escolha sua, mas isso não me fará ir

embora. Sua segurança é minha prioridade número um."

"Manter-me viva e ganhar a lealdade dos seguidores do meu pai", murmurou ela. "Isso é um

pouco de frio, você não acha?"

"As minhas intenções importam?"

Timur pôs uma mão em seu braço. "Por favor, Alina. Eu imploro que você aceite sua proteção.

Eu ainda estarei cuidando de você."

Alina podia ver os sinais de cansaço no rosto de Timur. Ele provavelmente tinha dormido

muito pouco nos últimos dias. Ele e Kristof estavam constantemente em alerta. Seria ridículo não

concordar com um pouco mais de ajuda, mas Nikolai a fazia se sentir tão pequena. Ela

instintivamente queria fugir dele.

"Você vai se mudar para a minha casa?", ela perguntou em voz baixa. Por alguma razão,

ela odiava a ideia de ele estar no mesmo lugar onde ela cresceu.

"Não. Essa casa pertence a você. Você pode fazer com ela o que quiser".

As pessoas lhes davam olhares curiosos enquanto saíam do cemitério. Se ela permanecesse

muito mais tempo, logo seriam os únicos por lá.

"Tudo bem," ela disse finalmente. A palavra fez com que seu coração saltasse no peito, mas

ela não sabia se era porque ela estava confiando sua vida a um estranho ou se era o pensamento

de estar tão perto dele.

"Que bom. Timur, Kristof e dois dos meus homens vão escoltá-la de volta para a sua casa

para que possa pegar suas coisas. Espero você em minha casa ao pôr-do-sol.

Com essa observação, ele voltou para os carros e a deixou sozinha. Alina de repente teve a

sensação de que ele a via como nada além de uma ferramenta.

E ele parecia frio e calculista o suficiente para usá-la.

Você tem um coração tão grande, princesa. Seu primeiro instinto é confiar em todos. Eu

gostaria que as coisas pudessem ser assim. Eu gostaria que você levasse uma vida na qual a única

coisa em perigo fosse o seu coração, mas você deve ter cuidado. Essa é sua primeira lição, minha

querida. Você deve cuidar em quem confia.

"O que eu faço, papai? Você confiou nele. Eu devo confiar também?"

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