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Capa do romance Grávida do Chefe da Máfia.

Grávida do Chefe da Máfia.

Alina Petrov anseia por liberdade ao completar vinte e dois anos. Após focar nos estudos longe de casa, ela se vê forçada a retornar para a mansão de seu pai, Yuri, por não conseguir um emprego. Enquanto tenta aproveitar o verão na piscina, ela confronta a superproteção paterna, que ainda a enxerga como uma criança. Determinada a deixar de ser a pequena princesa obediente, Alina busca independência, desafiando as expectativas conservadoras de sua família russa.
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Capítulo 3

Capítulo Três

Timur atravessou os portões de ferro exatamente quando o sol estava se pondo. Matizes

suaves de dourado e rosa pintaram o céu, mas ela não conseguia desfrutar da beleza. Se ela

pudesse fazer o que quisesse, ela ainda estaria em sua casa fazendo as malas. Havia algo terrível

em deixar sua própria casa. Irônico, considerando que ela lutou muito com seu pai para sair de lá

nos últimos meses. Agora ela foi ordenada a sair, e sentia como se seus pés estivessem enterrados

no cimento.

Quando não puderam demorar mais, Timur agarrou suas malas e ameaçou levá-la ao carro

se ela não seguisse em frente. Seus olhos eram simpáticos, mas seu tom era sério. Eles estacionaram

na frente da casa de Nikolai vinte minutos depois

"Ele cuidará de você, Alina", disse Timur suavemente.

"Como você sabe disso?" Ela exigiu. "Há quanto tempo você o conhece? Você o conhece

bem?"

"Conheço Nikolai desde que ele tinha quinze anos", disse Timur suavemente. "Ele respeitava

seu pai, e acho que seu pai o via como um filho. Eu confiaria a minha vida a esse homem, estão eu

certamente confio nele para cuidar da sua."

Olhando pela janela, ela estudou a casa dele. Era menor que o de seu pai, mas não menos

guardada. Onde seu pai tinha plantas caras importadas de todo o país, a propriedade de Nikolai

era bem mantida, mas não tão elaborada.

"Se ele conhecia meu pai por tanto tempo, como é que eu não o conheço? Eu só o vi algumas

vezes," ela resmungou enquanto escorava suas costas no assento. Ela sabia que ela estava agindo

como uma criança mimada, mas ela estava começando a ver sombras ameaçadoras em tudo.

Timur ficou inquieto, e Alina lançou a ele um olhar de suspeita. "O quê? O que você não está

me dizendo?" Ela perguntou ansiosamente.

"Alina, você pode pensar que sabe tudo sobre os negócios de seu pai, mas ele o protegeu

das piores atividades da máfia. Ele fez com que você não fosse contaminada".

"Do que você está falando? Pensei que ele queria que eu soubesse mais sobre o negócio.

Para me envolver? Achei que era por isso que ele não me deixava ir embora".

Balançando a cabeça, Timur lhe deu um sorriso triste. "Seu pai era duro com você às vezes,

mas nunca foi porque ele queria você envolvida nos negócios. Eu não acho que ele alguma vez

pensou seriamente na ideia."

Alina estava sem palavras. "Eu não entendo," ela sussurrou. "Ele perguntou…"

"Claro que sim. Era o seu legado, e se você quisesse, ele teria feito tudo em seu poder para

ajeitar as coisas para você. Mas estava claro que você não queria, então ele preparou alguém.

Nikolai Sokolov. Yuri te protegeu desde o momento em que você nasceu, e não tenho dúvidas de

que Nikolai fará o mesmo.

A dor de ouvir sobre seu pai tirou o ar de seus pulmões, e ela lutou para respirar. Houve

momentos em que ela pensou que superaria a sua morte, e então havia outros, como agora,

quando ela temia que seu coração simplesmente parasse de bater com o peso de tudo aquilo.

Lutando para encontrar uma âncora antes que a dor a afastasse do momento, ela olhou para a

casa novamente. "Ele é casado? Ele tem filhos? O que eles pensam de eu me mudar? E se eu os

colocar em perigo?"

"Essa é a minha garota", disse Timur com um sorriso. Sempre pensando nos outros. Com

exceção de sua equipe, Nikolai vive sozinho."

Era uma casa muito grande para apenas um homem, mas, novamente, sua própria casa era

muito expansiva para ela e seu pai. Nikolai era um homem importante. Ele teria que se apresentar

como tal.

Agora que seu pai estava morto.

"Como você sabe que ele não matou o meu pai?" Ela sussurrou.

"Ele não fez isso. Eu sei."

Seu olhar pousou em uma janela no segundo andar, e ela ofegou. Nikolai estava do outro

lado, olhando para eles. Por um momento, ela poderia ter jurado que eles fizeram contato visual,

mas isso era ridículo. Não havia jeito de vê-la quando ainda estava no carro.

Timur seguiu seu olhar e franziu a testa. "É melhor irmos", ele murmurou. Saindo do carro, ele

pegou suas malas e esperou pacientemente que ela se juntasse a ele.

Enquanto subiam os degraus que levavam à varanda, Alina escolheu automaticamente os

lugares onde ela veria guardas. Um em cada canto da casa de três andares. Não haveria dúvida

de encontrar o mesmo número atrás da casa, mais câmeras nas árvores e um sensor ao longo da

calçada.

Quando adolescente, Alina aprendeu os hábitos dos homens de seu pai, e quando via uma

abertura, ela se abaixava em sua janela, descia por uma árvore e saia em direção à rua. Foi

quando ela descobriu o sensor ao longo da calçada. Quando ela chegou ao portão, havia três

homens apontando suas armas para ela.

Seu pai estava furioso. Ele mandou cortarem a árvore que dava em sua janela naquela

mesma noite, e ela sempre se sentiu muito culpada por causa disso. Se não tivesse desobedecido as

ordens, a árvore poderia ter ficado mais alta e florescido. Ela chorou por causa disso, e Yuri tinha

acabado de dizer a ela que da próxima vez que ela quisesse desobedecer suas ordens, ela

deveria pensar sobre a árvore.

Isso funcionou por cerca de um ano. Então Alina completou dezesseis anos, e a única coisa

que uma adolescente queria era a sua liberdade. A rebeldia se tornou algo diário.

As portas da frente se abriram, e um cavalheiro mais velho acenou com a cabeça. "Senhorita

Petrov. Eu sou Danik, assistente do Sr. Sokolov. Seria um prazer acomodar a senhorita em seu

quarto.

Assistente? Ele parecia mais um mordomo, mas Alina não comentou. Ela forçou um sorriso e

assentiu com a cabeça. "Obrigada, mas você não precisa me chamar de senhorita Petrov. Alina

está bom.

"É claro." Danik pegou uma das malas das mãos de Timur e subiu a grande escada em

espiral. Alina se apressou atrás dele, mas seu pescoço se esticou para captar todos os detalhes que

podia. Estruturalmente falando, a casa de Nikolai era magnífica. Belíssimos acabamentos em

madeira, sancas refinadas, corrimão lindamente esculpido. Um imponente lustre pendia do teto.

Decorativamente falando, a entrada era apagada. Era minimamente decorada com algumas

pinturas, mas nada feito por artistas que ela reconhecia, e nada que tenha falado emocionalmente

com ela. Uma mesa lateral logo ao lado da porta, e um espelho estava pendurado acima dela,

mas o lugar não apresentava nenhum livro ou estátuas. Os tapetes eram simples e nenhum dos

lustres eram ornamentados.

Tirando o tamanho enorme, o lugar parecia normal.

Era uma casa onde ele poderia viver com alguém que ele amava e criar alguns filhos. Não

era a casa de um homem que acabava de assumir uma das mais perigosas organizações

criminosas do país.

Casamento e filhos? Alina piscou e sacudiu a cabeça. De onde tinha vindo esse pensamento?

Arrastando o olhar para longe, ela se apressou atrás de Danik. Embora o homem fosse velho, ele

andava rapidamente.

"Temos uma suíte separada para hóspedes, mas o Sr. Sokolov pensou que você poderia se

sentir mais confortável perto dele. Seu quarto é anexo à suíte dele. Há dois outros quartos neste

andar, mas eles geralmente estão vazios."

"Anexo? O que você quer dizer?", ela perguntou apressadamente enquanto entrava no

quarto. Antes que ele pudesse responder, ela parou e ficou boquiaberta. A cama com dossel

estava coberta por um tecido fino e transparente. O cobertor era branco com bordado em

dourado, e deslumbrantes almofadas amontoadas na cabeceira da cama. Tudo no quarto, da

espreguiçadeira à parede até os detalhes da janela, era branco com detalhes em dourado. Era

tão feminino.

Era onde uma mulher íntima dele ficaria.

Danik abriu a porta para exibir um banheiro deslumbrante com pedras escuras. Uma imensa

banheira adornava o canto, e ao lado dela ficava a abertura para o que só poderia ser um

grande chuveiro. Com um piso de azulejos, não precisava de porta ou cortina. Do outro lado havia

um espelho de parede e duas pias. O banheiro parecia novo, como se não tivesse sido utilizado.

"A porta do outro lado se conecta ao quarto do Sr. Sokolov. Ela é trancada em ambos os

lados, mas o Sr. Sokolov tem uma chave, por isso, se houver uma emergência, ele ainda será capaz

de chegar até você.

"Uma chave," Alina resmungou. "Espere um minuto, eu devo partilhar um chuveiro com ele? Eu

nem o conheço!"

O velho olhou calmamente para ela. "Sua segurança é uma alta prioridade aqui, e Sokolov

quer que você se sinta segura. Há um banheiro no corredor se você quiser usá-lo em vez deste."

O alívio tomou conta dela, e ela assentiu. Ela definitivamente iria usar o banheiro do

corredor. Nikolai não era o tipo de homem que ela gostaria de ter por perto quando estivesse nua.

Só de pensar nisso suas bochechas se aqueceram.

De repente, lembrando-se de vê-lo na janela, ela olhou fixamente para a porta fechada. Ele

estaria lá agora? Por que ele não saiu para recebê-la?

"O jantar será servido em uma hora, se você deseja desfazer as malas e descansar. Você é

bem-vinda a explorar a casa como quiser, mas você não pode sair sem uma escolta."

"Espere, eu não posso andar no quintal?" Ela perguntou com uma careta. Ela estava presa lá

dentro?

"Não sem uma escolta, repetiu ele. "Tenho certeza que se você pedir com antecedência, será

fornecida uma para você. Há uma carta sobre o criado-mudo para você. Vou deixar você se

acomodar.

Antes que ela pudesse lhe perguntar qualquer outra coisa, ele saiu pela porta. Ela notou que

Timur também não estava por lá.

"Excelente. Me deixar na casa de algum estranho e me abandonar no momento em que eu

chegar aqui. Que adorável recepção. Eu me sinto tão segura aqui", ela murmurou sarcasticamente

enquanto pegava o envelope. Ele tinha seu nome e sobrenome escritos, fazendo-a parecer tão

formal como o assistente que a tinha acompanhado até ali. "E haveria uma outra Alina?"

Abrindo-a, ela tirou os sapatos e se sentou desajeitadamente no sofá. A mobília era tão

bonita que ela tinha medo de que fosse estragar só de olhar. Chutando seus sapatos, ela deitou a

cabeça para os lados para aliviar a tensão e olhou para a carta.

Em poucos segundos, ela estava no banheiro e batendo na porta dele com raiva.

* * *

Nikolai não pôde deixar de sorrir quando ouviu o bater da porta. Ele não sabia se era a

acomodação ou a carta que a perturbava, mas ele estava preparado para ambos.

Abrindo a porta totalmente, ele olhou para ela. "Da próxima vez que você bater na minha

porta assim, é melhor você estar em sério perigo", ele a ameaçou com a voz grave.

Ele esperava que seus olhos se arregalassem de medo, mas, em vez disso, apertaram-se de

raiva. Ela empurrou a carta contra o seu peito e o empurrou para dentro. Tomado de surpresa, ele

tropeçou para trás.

"Que diabos é isso?", ela gritou enquanto caminhava para seu quarto. "Uma lista de regras?

Eu não sou adolescente em um internato, Sr. Sokolov. Eu sou uma mulher adulta, e eu não quero

saber de me submeter a regras. Primeiro me dizem que eu não posso sair sem uma escolta. Agora

eu tenho um horário e um toque de recolher? Se essa é a sua ideia de hospitalidade, você pode

enfiá-la no seu..."

Antes que ela terminasse a frase, ele a agarrou pelos braços. A carta voou para o chão, e

ele a empurrou até que suas costas bateram em sua cômoda e efetivamente a prendesse entre ela

e seu corpo. Ele imediatamente reagiu à forma como suas curvas se moldaram contra ele, e ele

teve que engolir uma série de palavrões. Ainda assim, ele não estava prestes a soltá-la até que

ela soubesse muito bem o que era esperado dela.

"Senhorita Petrov, posso lhe assegurar que ninguém nesta casa a confundirá com nada além

de uma mulher adulta," disse ele com voz sedosa. Os olhos dela se arregalaram, e ele sorriu

friamente para ela. Bom. Talvez agora ela pudesse entender. "Os homens desta casa são

assassinos treinados. Eles têm um trabalho: protegê-la. Essas regras tornam mais fácil para eles

fazerem exatamente isso. Você tem um horário porque eu não estou sempre aqui em casa, e meus

homens estão ocupados. Você vai fazer as suas refeições quando eu quiser, e você será capaz de

andar pelo terreno nos horários designados, porque é quando eu tenho homens o suficiente ao

redor para protegê-la. E você tem um toque de recolher porque eu quero que erros sejam

cometidos porque você está andando por aí às duas horas da manhã. Erros causariam mortes. Eu

fui claro?

Havia fogo em seus olhos quando finalmente encontraram os dele. "Eu acho que eu prefiro

não ter a sua proteção", ela rosnou.

"Então você vai morrer. Soltando-a, ele recuou e cruzou os braços. "Você é mais do que

bem-vinda para sair. Você não é uma prisioneira aqui. Mas se você quebrar qualquer dessas

regras e colocar meus homens em perigo, você será expulsa."

Alina engoliu seco e virou a cabeça para a porta. Nikolai podia ver a tentação em seus

olhos, mas também havia medo e algo que ele entendia muito bem.

Dor.

Naquele momento, ele amaldiçoou a própria pressa. A mulher tinha acabado de enterrar seu

pai e teve seu mundo inteiro virado de cabeça para baixo. Se ele pelo menos um pouco

cavalheiro, ele teria pegado um pouco mais leve com ela.

Mas ninguém jamais havia chamado Nikolai Sokolov de cavalheiro.

"Estamos de acordo?" Ele perguntou, com a voz ainda fria.

Ela não vacilou, e ele ficou surpreso e aliviado. Ele nunca seria capaz de lidar com isso se

ela fosse fraca.

"Eu trouxe dois dos meus guarda-costas," ela disse rigidamente. "Isso deve ser o suficiente

para me deixar sair da casa mais de uma vez por semana."

"Timur e Kristof não trabalham para você. Eles trabalham para mim".

A mandíbula dela se contraiu, e ela endireitou os ombros. "Com licença," ela murmurou.

"Diga as palavras, Alina. Estamos de acordo?", ele perguntou.

Ela congelou. Por um momento, ele não pensou que ela cumpriria. "De acordo", disse ela

finalmente.

"Estas são as mesmas regras que Kristof e Timur teriam, e você não pensaria duas vezes em

seguir suas ordens", ele lembrou. "A única razão pela qual você está se ofendendo com isso é

porque você não confia em mim. Eu sugiro que você supere isso, Alina. Podemos ficar juntos por um

tempo".

Ela saiu do quarto e fechou a porta.

Com ela segura do outro lado da porta fechada, o desejo o atingiu com toda a força, e ele

quase desabotoou suas calças e aliviou a si mesmo bem ali. Que diabos ele estava pensando,

deixando-a ficar tão perto dele? As suítes do outro lado da casa eram tão seguras quanto. Era

impossível que alguém penetrasse sua segurança externa, e mais ainda que subisse as escadas e

entrasse em seu quarto. Saber que todas aquelas curvas macias estavam descansando do outro

lado da parede seria um tormento.

"Droga, Yuri", ele sussurrou. "Por que diabos você teve que ser morto? Por que você me

colocou nesta posição?"

Não houve resposta.

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