
Esposa Comprada - Reconquistando minha Ex
Capítulo 2
Nathan apoiou as mãos ao lado de seu rosto e se curvou, inclinando-se ainda mais sobre o corpo coberto pelo tecido fino da camisola preta. Puxou o lóbulo de sua orelha entre os dentes e rosnou perto de seu ouvido. O carinho era um pouco diferente, mas o contato despertava um calor que se alastrava por cada centímetro de seu corpo. Ela estremeceu e permitiu que o esposo seguisse em frente.
Ele baixou o rosto e colou a boca ao de sua esposa. Puxava os lábios inferiores de Evelyn entre os dentes, sugava e aprofundava ainda mais o beijo. Evelyn deslizou os dedos pelos cabelos escuros de seu marido. Há alguns meses, estava certa que Nathan não queria nada com ela e que nunca teria chance de beijar o marido, mas lá estava ele, sugando a sua língua e tocando-a com luxúria. Estava tão perdida nas carícias ousadas que não se recordou do momento em que ele removeu a sua camisola e jogou-a no chão.
— Serei gentil. — A rouquidão da voz de Nathan reverberou pelo quarto.
Ela concordou com a cabeça e esperou pelo que estava para acontecer. As bocas se uniram, e Nathan afastou as suas pernas, sentindo a entrada apertada. Nathan recuou um pouco e arremeteu novamente. Evelyn cerrou os olhos com outro movimento, e ela murmurou com o ardor. A mandíbula dele estava trincada quando finalmente a possuiu.
— Você está bem? — Ele parou de repente e avaliou.
Engolindo em seco, ela assentiu com a cabeça, escondendo o incômodo inicial. Nathan tornou a beijá-la, moveu-se vagarosamente.
Evelyn tocou os músculos rígidos dos ombros largos, e traçou um caminho pelas costas molhadas pelo suor. Não estava doendo tanto como antes, ele a beijava de um jeito que acendia uma chama em seu corpo. Sentia-se feliz pelo marido finalmente desposá-la. Em algum momento, a combinação dos beijos com os movimentos se tornaram mais perfeitos. Evelyn ergueu o quadril para acompanhar a cadência do corpo do marido.
— Oh, céus! — Ela afundou a cabeça no travesseiro, apreciando a sensação que não havia experimentado antes.
Nathan jogou a cabeça para trás, cada músculo do corpo estava rijo enquanto se derramava. Evelyn ainda estava ofegante quando ele abriu os olhos e saiu devagar. Deitou-se ao lado da mulher que ainda estava com os olhos fechados e de repente, ele se afastou e se levantou.
— Não vai dormir aqui? — Evelyn abriu os olhos.
— Não! — respondeu rudemente enquanto vestia o robe de seda negro.
— Estamos casados há meses e nunca dormimos no mesmo quarto.
— Escute, não vou discutir sobre isso com você.
— Para que se casou comigo?
— Porque o seu irmão te vendeu e eu precisava de uma esposa.
— Não sou uma mercadoria, — ela puxou os lençóis e cobriu o corpo ao se sentar.
— Comprei você! — A voz grave exclamou.
Nathan já estava a caminho da porta quando girou para dar uma última olhada na mulher com o rosto corado de vergonha.
Conseguira humilhar a filha do homem que destruiu a sua família. Anos atrás, era o pai de Evelyn quem dirigia o carro que bateu contra o automóvel de Nathan e causou a morte de sua esposa e de sua filhinha. Em cada noite que esteve internado no hospital, ele lutou pela vida e jurou que destruiria os únicos sobreviventes da família Lee. O plano era perfeito, adquirir todas as terras da família da esposa e expulsar a família Lee de suas terras após humilhar Evelyn. Ele bateu a porta do quarto com toda a força, ignorando o choro angustiado da esposa.
Por uma fração de segundos, parou. Ainda estava segurando a maçaneta dourada enquanto suprimia a vontade de voltar para aquele quarto, mas o mal já estava feito. Evelyn deveria suportar a dor da humilhação, assim como ele teve de aguentar a falta que sentia de sua família.
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Certo dia, ela estava escovando os dentes enquanto as pupilas de esmeralda avaliavam o seu rosto no espelho. Ela sentiu a necessidade de abandonar aquele visual e se desfazer daquelas tranças que lhe davam um ar jovial. As belas mulheres que eram fotografadas com Nathan tinham uma aparência impecável e sexy. Evelyn tentou imitar a expressão sensual de uma modelo americana, mordeu os lábios e fez biquinho. Por mais que aquilo fosse um tanto ridículo, os homens pareciam gostar.
Quando estava viva, a sua mãe tinha lhe falado sobre o instinto primitivo dos homens. Segundo ela, o homem era um ser visual. A maioria se atraía pela boa aparência ou por alguma parte do corpo feminino. Era raro ver homens que gostavam de mulher com personalidade, humor e inteligência. Sem ter quem a aconselhasse, Evelyn buscou uma forma de ganhar os olhares do marido.
Dias depois, ela pesquisou algumas dicas na internet. Usando um cartão que lhe foi dado para as suas despesas pessoais, Evelyn comprou perfumes, camisolas e vestidos com decotes exagerados, além de sapatos. Nunca tinha andando sobre um daqueles elegantes saltos, mas enquanto o marido viajava, ela aproveitaria para aprender.
Após escovar os dentes e realizar sua assepsia, ela arrumou os cabelos num rabo de cavalo e saiu do quarto. Passando pelo corredor, foi até a cozinha onde encontrou a governanta:
— Deseja alguma coisa?
— Corte o meu cabelo, por favor!
— O quê? — A funcionária ergueu uma sobrancelha.
— Quero cortar o cabelo.
— Essa não é a minha função, senhora! — Pôs a jarra de suco na mesa de café da manhã.
Evelyn abaixou a cabeça, escondendo o rosto sobre os braços.
— A senhora ainda tem o cartão para as despesas que seu marido lhe deu?
— Sim!
— Vou pedir ao motorista que a leve ao cabeleireiro.
A jovem animadamente se levantou e abraçou a mulher que ficou rija como uma pedra dura. Não estava habituada a receber aquele tipo de agradecimentos dos patrões.
Após a visita ao salão de beleza, Evelyn passou a tarde animada com a mudança. O corte repicado valorizou o seu rosto anguloso com queixo pequeno. Suas bochechas ganharam cor e a sombra de tom pêssego ressaltou ainda mais os olhos esverdeados. O novo visual agradou. Ela já estava ansiosa pelo retorno de seu marido.
Em casa, Evelyn recebeu as encomendas e foi direto para o quarto. Os vestidos eram um pouco mais curtos e mais justos do que esperava. O decote revelou ainda mais o contorno de seus seios. Ela passou o dia experimentando os sapatos e caminhando de um lado para o outro com um livro na cabeça. Estava animada com a possibilidade do marido aprovar sua nova aparência e levá-la para os eventos e festas como fazia com aquelas modelos e atrizes.
Os dias se transformaram em semanas até que passou o primeiro e logo veio o segundo mês. Evelyn se esforçava para não se deixar abater, mas tinha dias que mal conseguia dar um passo sem que tudo a sua volta girasse.
Numa tarde, ela sentiu o estômago embrulhar enquanto fazia sua refeição na cozinha. A governanta espremeu os olhos quando Evelyn correu e agachou-se perto da lixeira.
— Há quanto tempo a sua regra não vem? — Joana perguntou quando a garota se levantou. — O Senhor Relish já sabe?
Evelyn se limitou a negar com a cabeça.
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