
Esposa Comprada - Reconquistando minha Ex
Capítulo 3
— Já fez exame? — A governanta questionou.
— Eu não sei onde fazer.
— Quer que eu avise a sua mãe?
— Meus pais morreram.
Evelyn pegou o guardanapo que a funcionária lhe deu e então, limpou a boca.
— Lamento! — Joana continuou dirigindo um olhar complacente. — Como se sente?
— Estou melhor.
— Vou chamar um médico.
— Não precisa, Joana.
— É óbvio que precisa. Não quero que o patrão ache que eu não cuidei bem de você.
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Numa madrugada, Evelyn estava caminhando para a cozinha quando ouviu a voz rouca do marido vindo da porta entreaberta. Ela espiou por um tempo, esperando o momento certo para entrar, mas desistiu ao ver que Nathan discutia acaloradamente por telefone.
— Acabou, Richard, não farei mais negócios com você!
“Que tipo de negócio ele tem com o meu irmão?” Questionou-se em seus pensamentos.
Apesar do mau-humor do marido, ela foi até o quarto e colocou a camisola de renda vermelha. Pegou o batom de cor rubi da sua penteadeira, deslizou pelos lábios curvos e passou um pouco nas bochechas para lhe dar um ar de viço.
O som dos passos pesados anunciavam a chegada do marido. Evelyn soltou os cabelos, puxou o vestido, ajeitou o decote e então, endireitou os ombros pouco antes da porta se abrir.
Nathan fixou as pupilas dilatadas na mulher mais madura que encontrou no seu quarto. Evelyn estava mais sexy, contudo, ele tratou de conter o desejo. Ela estava mais ousada, tentando seduzi-lo. Tinha que se livrar daquela mulher antes que caísse na própria armadilha. Não permitiria que ela tomasse o lugar de sua falecida esposa.
— Que porra é essa? — Esbravejou a pergunta.
— Não gostou? — Os olhos caídos ainda fitavam o marido.
— Você está ridícula. — Nathan balançou a cabeça, reprovando a transformação.
Dando-lhe as costas, escondeu o corpo que a reagia e rapidamente saiu de seu quarto. Tentando se equilibrar no salto alto, Evelyn caminhava às pressas para alcançá-lo. Estava farta da indiferença de seu marido.
— Nathan, espere!
Já no corredor, tirou os saltos e correu atrás dele.
— Vá dormir, Evelyn! — Cerrou os olhos.
Sua vingança já tinha passado dos limites, a garota já estava apaixonada.
No meio do corredor, ela tropeçou nos próprios pés. Nathan virou-se ao ouvir o barulho da mulher tombando no chão. As lágrimas já tinham borrado toda a maquiagem de Evelyn. Apesar de odiar todos os membros da família Lee, não tinha como não sentir pena da garota vendida pelo próprio irmão. Ele respirou profundamente, julgando a si por ser um fraco. Voltou em passos lentos e agachou-se. Os olhos cruzaram por poucos segundos, mas o suficiente para ele ver o erro que cometera.
— Se você não me quer, então, eu prefiro o divórcio.
— Vá para o seu quarto! — Puxando-a pelos braços, ele a tirou do chão.
Desta vez, não olhou para trás. Era hora de terminar com aquilo.
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Nos meses em que esteve fora de casa, ele fez questão de ser fotografado com belas mulheres durante o tempo em que esteve casado.
Mesmo distante, ele sabia tudo o que Evelyn realizava no computador. Estava ciente de cada compra, cada pesquisa na internet e de cada um dos passos que ela deu enquanto esteve fora de casa. A câmera escondida na parede no canto do quarto mostrou até os tombos que ela levou durante o treinamento sobre o salto alto.
Sozinho no escritório, Nathan pegou o porta-retratos com a foto de sua falecida esposa. Ainda se lamentava pela perda e agarrava-se à dor.
— Richard está desesperado porque a mulher dele o abandonou, — disse rindo enquanto olhava a foto da mulher de cabelos platinados. — Ela abandonou ele por dinheiro, casa e algumas joias, — continuou conversando com a fotografia. — Em breve, eu vou me livrar da Evelyn Lee! Ela nunca substituirá você, meu amor.
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Nos últimos dias, Nathan estava pronto para dar um fim ao falso casamento. Após almoço, ele iria a um encontro, e no fim do dia, voltaria a casa com os papéis do divórcio.
— Desculpe a demora, senhor, — disse Joana, a governanta. — Estava ocupada com os afazeres da cozinha.
— Onde ela está? — Os olhos inquisidores se fixaram na funcionária.
Era difícil de encontrá-la, já que Evelyn sempre comia com os empregados ou fazia as refeições escondida em seu quarto desde que o senhor Relish a desprezou.
— Ela foi ao jardim colher flores… — a governanta uniu as mãos na frente da barriga. — Quer que eu a chame?
— Não será necessário. Assim que eu voltar, falarei com ela.
— Sim, senhor!
Com as mãos enfiadas no bolso lateral de sua calça de linho azul-escuro, Nathan virou-se para a janela. Estava vigiando a garota que passeava pela estradinha de pedras brancas no meio do jardim. Não havia tempo para arrependimentos e nem mesmo piedade, tinha que expulsá-la de sua vida.
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Naquela tarde, Evelyn estava aproveitando o clima ameno para saborear a brisa fresca.
Teve uma breve sensação de ser observada enquanto colhia algumas rosas. Ela se levantou, passou a mão na testa para enxugar o suor e viu o homem que fechou as cortinas rapidamente.
Ela sabia que o senhor Relish não tinha viajado naquela semana e depois do vexame que deu no corredor, decidiu não incomodá-lo. Era melhor assim. Segurando o ramalhete de rosas, Evelyn foi direto para a porta dos fundos da mansão que dava para a cozinha.
Colocou as rosas no jarro com água e arrumou no centro da mesa. Ela encheu um copo com o suco de laranja e sentou-se. Abriu o jornal que ainda estava sobre a mesa e viu a foto do marido ao lado da mulher de cabelos flamejantes. As pupilas arregalaram quando ela leu o título da reportagem: “O Magnata do petróleo vai se casar com uma famosa modelo!”.
As mãos começaram a tremer. O copo quebrou-se em vários pedaços quando caiu ao chão. O suco se espalhou por todo o piso de madeira.
“Como ele vai se casar com outra mulher se continua casado comigo?” Evelyn suspirou, pensativa.
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