
Atrás de você!
Capítulo 2
Não olhei mais para trás quando o carro me levou para a Ilha mandei mais duas mensagens para Mia repetindo que estava indo para sua casa ficar com ela até que nossa mãe fosse encontrada. Desejava que não demorasse tanto para que ela voltasse para casa, mas no fundo sentia que não séria tão rápido como imaginava. O motorista me deixou na entrada de um morro sentia aquela brisa fresca vindo do mar a distância, mas que estava tão próximo que podia sentir aquela areia atravessando meus pés.
Voltei para encarar o local a princípio não me parecia ser um local tão perigoso como pareciam me dizer inúmeras vezes. Passei pela padaria sentindo o cheiro de pão quentinho desviei minha atenção não sabendo para onde devia começar a andar a seguir olhei para o primeiro beco a minha frente, então segurando a bolsa nas costas com mais força e a mala na mão caminhei para o beco ingrime e escuro com aquele vento gelido vindo de encontro a sua pele. Descia o morro com velocidade não olhando nem para a direita e nem para a esquerda.
Peguei o celular de meu bolso, então liguei para Mia novamente parei ainda naquele mesmo beco procurando por alguma mensagem sua. Um longo suspiro foi o que dei quando percebi que ela havia olhado minhas inúmeras mensagens e não respondido nenhuma delas. A raiva subiu pelas minhas veias e não duvidava que minha pele estava vermelha queria causar e fazer um escândalo naquele lugar, mas não fiz nada além de segurar o celular com mais força e ligar para ela novamente.
-- Vamos -- disse ouvindo o telefone chamar por ela -- atende. A primeira coisa que senti foi um movimento forte em meu ombro a bolsa a minha frente rolou três escadas a baixo o menino que corria parou pegando a bolsa e esticando em minha direção.
-- Cuidado com a rua, patroa.
Levantei as sobrancelhas quando o garoto aparetemente da mesma idade que eu pegava a minha bolsa no chão e devolvia para mim. A pele morenada era deslubrante alguns pedaços de suas tatuagens estava amostras na camisa preta e a calça jeans meio larga o cabelo negro liso era um aspecto diferente, pois era mais liso que o meu que era um cacheado meio andulado. Ele era tão grande que nem precisou subir um degrau para me dar a bolsa foi preciso apenas esticar o braço em minha direção.
-- Obrigada. Então, ele me analisou de cima para baixo sem ao menos disfarçar a careta que ele fez a seguir a roupa que usava me cobria por inteiro uma blusa leve preta de algodão que cobria meus braços por interio e uma calça jenas meio branca com um tÊnis grande preto um colar com um pigete brata era meu assessório para fazer com que o look estivesse de certa forma combinando.
-- Está perdida garota ? A pergunta era um tanto agresssiva ao mesmo tempo que parecia achar estranho que uma garota como eu estivesse realmente neste lugar. Peguei a bolsa de sua mão e tive que descer dois degraus para pegar dele um tanto incomodada por ser tão pequena naquele momento dei uma rápida olhada para o celular e com um rosto desconcertado tive que ceder a ajuda do estranho.
-- Estou procurando a casa de minha irmã -- expliquei para o desconhecido que cruzou os braços no peito analisando me por completo mantendo um rosto desconfiado com minha resposta -- Mia -- dissse eu rápidamente -- Mia Albergue. Ele riu por alguns minutos colocando a mão na boca de forma surpresa o que me deixou bastante incomodada com a forma que ele havia reagido a minha resposta.
-- Não se parece nada com ela garota -- disse ele matendo os braços cruzados -- mas está indo pelo caminho errado -- ele apontou para trás de mim -- siga de volta e vire para a esquerda uma casa rosa que provavelmente vai estar aberta.
-- Aberta ? Indaguei fazendo o apontar para o lado esquerdo segui seu dedo uma casa estava com a porta escancarada podendo se observar tudo que estava dentro o sofá e a Tv que estava ligado em um programada da sessão da tarde que já fazia um tempo que ela não via.
-- Aberta -- disse ele dando de ombros -- é volte logo para casa não é bom andar por aqui em determinados horários, patroa.
Pensei em responder, mas antes que pudesse dizer algumas coisa o garoto já havia desaparecido por um beco e mais nada pude ver dele. Segurei com força a bolsa e coloquei o celular em meu bolso e caminhei lentamente para o lugar que havia me indicado. A casa rosa estava aberta, mas não era um rosa forte estava mais para algo branco com cores rosas e riscos nem bati na porta gritei o nome de Mia entrando em seguida vendo na mesa coisas que sabia que mamãe usava para vir me ver. Joguei no chão a mochila pesada e a bolsa no sofá virei - me para o lado de fora e pude ver o corredor que comecei a chamar da morte, então fechei a porta.
-- Ei -- me virei para ver Mia de cabelos bagunçados usando um pijama de dormir com cores de estampas diferente -- deixe a porta aberta.
A ignorei sentando no sofá esticando as pernas e olhando para o quadro em que estava minha mãe e Mia juntas com um sorriso selvagem das duas. Mia revirou os olhos, mas não ousou sentar do meu lado ficou em pé encostando o ombro na parede da sala que era mais pequeno que meu próprio quarto.
-- Por que não atendeu minha ligação ? Perguntei em seguida olhando para o tapete velho e empoerado na sala era possível sentir o cheiro de mofo vindo dele e a poeira levantar quando o tênis tocava no chão.
-- Não achei que vinha mesmo. Disse ela de ombros não indo para perto de mim eu mantive onde eu estava segurando a minha mão na minha prórpia mão.
-- Eu disse que vinha. Disse de repente com mais firmeza ela saiu de perto da parede virando o rosto para mais dentro da pequena casa.
-- Vai que mudava de ideia no caminho.
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-- Ei -- eu disse pegando a arma de sua mão olhando para o garoto ajoelhado implorando por perdão -- disse para esperar. Falei dando um chute na canela de Iago, ele olhou para mim, mas afastou -se me dando espaço outros dois estavam fazendo um circulo em volta do homem que permanecia tremendo e olhando para baixo ele miava e chorava baixnho. Abaixei em sua direção colocando o cano da arma gelada em seu queixo fazendo ele levantar a cabeça em minha direção.
-- Por favor -- implorou ele tentando fugir para trás dois dos meus o seguraram mantendo o seu queixo em minha arma -- David não vou fazer de novo.
-- Regras são regras, amigo -- disse eu em um suspiro longo -- quebrou uma das regras.
Apontei a arma para a sua cabeça um dos meus segurou a boca dele para que o grito não circulasse pelo local, então a imagem dela apareceu em meu rosto de novo aqueles olhos me analisando, aquela boca avermelhada fazendo um beicinho em minha direção. Balancei minha cabeça e me concentrei para atirar, mas minha mão falhava sentia os olhares de todos em minha direção esperando que eu desse o tiro final, mas ela estava na minha frente de novo perguntando docilmente o caminho que devia seguir.
-- Merda.
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