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Capa do romance Atrás de você!

Atrás de você!

O mundo de Kattie desmorona após o desaparecimento misterioso de sua mãe em uma favela carioca. Determinada a resgatá-la, ela deixa o conforto da casa paterna para se unir à irmã caçula em uma rotina de perigos constantes. Em meio ao caos dessa busca, seus caminhos se cruzam com os de um influente traficante local. Entre conflitos e sentimentos intensos, nasce uma paixão proibida que desafia a realidade violenta e questiona se é possível transformar um destino perdido.
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Capítulo 1

A notícia atingiu meu pai primeiro que olhou para o policial Jom que contava toda a situação com uma rápidez que não pode compreender por complero as suas palavras, mas entendi o caso quando a palavra "desaparecida" pegou - me desprevenida por um longo tempo fiquei sem chão. Por mais que meus pais estivessem longe um do outro eu ainda mantinha um contato regular com minha mãe ela sempre vinha em minha casa já que eu não era permitida ir até ela.

A desculpa que meu pai dava era que o lugar era perigoso, então quieta e em silêncio obedecia a cada ordem dada por ele. Tive que sentar no sofá e manter a calma o copo de água foi colocado sobre a mesa enquanto meu pai sentava do meu lado e o policial Jom sentava de frente para nós. Ele olhou rápidamente em minha direção certificando que eu estava bem e voltando para o meu pai terminando de contar toda a situação.

Ela desapareceu por volta das 18h da noite de uma segunda - feira, por este motivo pensava eu comigo mesma ela não havia vindo me ver na quarta - feira sendo hoje sexta- feira. Estiquei meu braço com dificuldade pegando o copo em cima da mesa encarando o policial e desviando o rosto para baixo tudo que eu esperava é que ele confirmasse que ela estava em segurança e que apenas estava falando sobre o acorrido, mas pelo seu aspecto cansado é um olhar indiferente indicava que ela ainda estava desaparecida.

-- Onde está Samantha ? Foi tudo que consigui perguntar a minha irmã mais nova havia ficado com minha mãe enquanto eu ao lado de meu pai. Mantive contato com ela, mas sentia que algo havia afastado nós duas com o tempo ela já não vinh fazer visitas ao meu pai e a mim, apenas a minha mãe vinha com um sorriso envergonhado. Mantinha tanta distância que eu só podia abaixar a cabeça e aceitar as desculpas de minha mãe por ela não comparecer.

Mia era muito unida a mim quando crianças e faziamos tudo juntas, mas o tempo parecia cada vez nos afastar uma da outra. Já não nós estediamos como ante e quando ela falava de B eu estava gesticulando sobre C de alguma forma sabia que era inevitável que fosse acontecer, mas jamais esperei que fosse ser abandonado aos poucos como fui por ela. Por mais que não tivessemos o mesmo pensamento, falas e atitudes ela ainda era a minha irmã, então não passava por minha cabeça ela estar distante daquela forma.

-- Ela está em casa -- disse Jom -- pedi para que ficasse com o Senhor -- disse ele apontando para o meu pai -- mas se recusou. Olhei para o meu pai que virou seu rosto para baixo com um pequeno sorriso involuntário correndo pelos seus lábios, ele estava bravo, mas fingia que não estava com raiva do ocorrido.

-- Ela nunca quiz ficar comigo, Senhor. Jom balançou a cabeça pegou uma espécie de bloco de anotações preenchendo algo que não pude olhar de longe, ele olhou para mim fazendo um gesto de cabeça novamente, mas não demorou muito para desviar o rosto de minha direção.

-- Entendo -- disse ele -- então, terei que colocar ela em um abrigo.

-- Posso ficar com ela.

As palavras surgiram ferozes e rápidas meu pai virou o rosto em minha direção, mas mantive o olhar sobre Jom, não queria de maneira nenhuma que Mia ficasse em um lugar que já não fosse seu lar, assim como eu mesma queria poder encontrar a minha mãe. Jom tentou, assim como meu pai intervir, mas eu era maior de idade e estava na faculdade é tinha um emprego de meio período se eu estivesse decidida e ir embora nenhum dos dois homens poderia me impedir de tomar tal decisão.

Jom repedia que estava fazendo tudo ao seu alcance para encontrar a mulher perdida que nenhum vez ele ousou falar seu nome. Pediu calma e paciência exigindo prudência de meu pai, por mais que a situação fosse complicado não vi uma única vez meu pai paracer aflito ou até mesmo perdido com o ocorrido. Ele parecia estar ciente que um dia isso pudesse vir a acontecer ele desviou o rosto de minha direção, assim como eu mesma fiz sentando de novo no sofá olhando para minha mão em cima do colo.

-- Pode ficar um tempo com a sua irmã -- disse ele depois do silêncio -- mas deve voltar para casa depois.

-- Vou voltar -- respondi virando meu rosto para a sua direção -- depois que ela for encontrada. Ele contorceu o rosto e com os punhos cerrados mantinha um controle de si mesmo e por mais que eu tentasse mostrar um olhar decidido não pude deixar de notar um medo em seus olhos.

-- Aquele lugar não é para garotas como você. A resposta era rispida e fria quase que uma luta contra ele mesmo em me dizer tais palavras. Levantei de meu lugar meio nervosa, mas não com medo de minha escolha cruzei os braços como sempre fazia quando sentia que alguém estava indo longe demias.

-- É por acaso é lugar para Mia ? A pergunta o pegou desprevinido e por um tempo ele ficou em silêncio até que desviou o rosto de minha direção percebendo, talvez, o erro que fizeram em falar daquela forma. Balancei a cabeça indo em direção ao meu quarto pronta para levar minhas coisas e partir para a Ilha do Governador o lugar amedrontador que meu pai jamais deixaria eu ir se não estivessemos em tais circunstâncias.

-- Não entende o que estou fazendo -- disse ele em sussurros -- mas espero que não precise jamais saber.

Não pude perguntar o que ele me escondia meu pai saiu de minha reta indo para o seu escritório bem longe de minha presença ele não veio até mim quando arrumei as minhas coisas para partir. Não se despediu quando já estava tudo arrumando um aceno da porta foi tudo que consegui dele, ams havia algo perdido em seu rosto e parecia pensar na possibilidad de me trancar dentro de casa até que tudo voltasse ao normal.

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