
Angel Volume 1
Capítulo 2
No dia seguinte, ele a acordou com um beijo. Ficaram deitados preguiçosamente por um tempo, depois ele a levou para comer em uma padaria, sendo muito gentil e simpático. Ele a levou para casa e, mais tarde, a convidou para ir à casa dele novamente. Angélica não deixou que ele a buscasse em casa, mas foi. Assim que chegou, eles se beijaram. Ela conheceu o primo dele, que morava lá e estava de saída. Os dois conversaram em segredo, em voz baixa, e Angélica, sem conseguir ouvir, ficou super curiosa. Foram para o quarto, e Angélica, que já havia comentado sobre seu sono devido à noite anterior e o cansaço do corpo por não ter dormido direito, deitou-se. Guto a acariciou até que ela adormeceu. Com ele, tudo era natural, espontâneo, e Angélica não precisava se preocupar em como agir, pois ele era muito tranquilo, do tipo "foda-se o mundo". Dormiram quase a tarde toda. Ele a acordou passando a mão por baixo de sua roupa, começou a beijar seu pescoço e foi tirando seu short e sua blusa. Começaram a se beijar, e Angélica adorava o modo como ele a tocava. Suas mãos deslizavam por todo o corpo dela, não apenas nas áreas de maior interesse, diferente dos outros com quem ela já estivera. Guto parecia estar realmente presente, curtindo o momento e a tendo por inteiro, como se fossem íntimos e houvesse um afeto entre eles, o que era impossível, pelo menos por enquanto.
Angélica estava deitada de lingerie, relaxada. Ele foi beijando-a, descendo, e começou a beijar sua virilha. Angélica riu e tirou a calcinha. — É claro que você pode!
Ele riu também, ajudando-a a tirar. — Posso mesmo? Então pede!
Angélica o acariciou. — Por favor!
Ele não disse mais nada, olhou para ela com aquela expressão de quem ia aprontar e começou a beijá-la lentamente. Angélica confessa que no começo se sentiu um pouco incomodada, mas logo entendeu. Obviamente, eles não tinham pressa, e o orgasmo dela foi muito intenso, embora tenha demorado mais para chegar. Angélica mal respirou. Ele subiu em cima dela, deu-lhe um beijo apaixonado e disse que ela era uma delícia. Angélica sorriu e eles se beijaram. Sem nem perguntar, ele já pegou a camisinha, o que pareceu muito responsável e agradou Angélica. Começaram a fazer amor, e ele não beijava apenas a boca dela, mas também o rosto, chupando e beijando onde alcançava, como um cachorrinho. Às vezes fazia cócegas, e Angélica ria, se contorcendo toda. Ele disse com deboche: — Tá achando graça? Olha que eu vou parar, hein!
Angélica o abraçou, acariciando seu rosto, contornando as tatuagens sutilmente com a ponta dos dedos. — Não pare, por favor, eu ainda estou cheia de vontades de você.
Ele sorriu carinhosamente, afastando-se para trocar de posição. — É, eu nem imagino, porque foi bem difícil te encontrar. Vem aqui sentar para mim, me mostra o quanto você está com vontade. Por favor!
Angélica fez o que ele pediu e falou, sem se mexer, beijando o pescoço dele: — Você está me deixando muito excitada, sabia?!
Ele puxou seus cabelos de leve e disse, abraçando-a: — Que bom, então meu plano está dando certo?
Angélica começou a rebolar lentamente e disse que sim, muito certo. Ficaram muito tempo na mesma posição até terminarem. A química era tão forte que Angélica só conseguia pensar em quando aconteceria de novo. Ela sempre fora um pouco insegura, mas com ele estava se sentindo confiante e acreditava que ele estava adorando. Foi diferente para ela ficar com ele sem ter bebido nada, e o que mais o diferenciava dos outros para Angélica era que ele curtia o momento, se entregava na cama, não fazia por fazer, não ficava trocando de posição toda hora, não tinha pressa para acabar. Foi muito diferente para ela estar com alguém como ele, as músicas eram diferentes, o estilo, o vocabulário. Na verdade, ele era um pouco diferente do seu tipo de homem ideal. Dessa vez, Angélica não ficou para dormir, já era noite. Tomou banho e se vestiu, enquanto ele mexia muito no celular. Ele tomou banho, trocou de roupa e a levou para casa.
Ao se aproximarem do bairro de Angélica, Guto disse que eles não poderiam mais se ver. Sem entender, ela perguntou o porquê.
— Não está dando muito certo, Angélica. Se eu fico com você, só fico pensando quando vai ser a próxima vez! — ele falou sério.
Surpresa, Angélica respondeu: — O quê? Como assim, Guto? O problema é você estar gostando demais? Porque eu também estou!
Ele riu e respondeu, segurando a mão dela: — Meninas como você não ficam com caras como eu. Não dou um mês para você me dispensar.
Ele parou no semáforo, olhou para ela, e Angélica lhe deu um beijinho. — Se você for legal comigo, pode passar um mês ou um ano, não vou te dispensar por você ser diferente de mim. Para de bobeira. E você nem me conhece direito ainda, julgando o livro pela capa? Que feio, malandro!
Ele respondeu: — Ah, para de caô. Você não sabe do que está falando!
Angélica riu. — Você me mostra? Eu vou pagar para ver!
Ele deu risada e disse: — Você que manda, morena!
Angélica pediu para ele a chamar de Angel. Ele a deixou na esquina, e eles se despediram com um beijo e um abraço. Guto ficou olhando de longe até ela entrar em casa. Antes de dormir, Angélica recebeu uma mensagem dele:
"Boa noite, dorminhoca"
"Me fez dormir tanto de dia, que vai me fazer ter insônia à noite"
Angélica respondeu que já estava quase dormindo de novo e deu boa noite. Depois desse dia, eles começaram a conversar bastante por mensagem. No fim de semana, Angélica tomou a iniciativa de convidá-lo para sair, mandando mensagem na sexta-feira:
"A gente vai para onde hoje?"
Ele respondeu que não daria para se verem porque ele tinha trabalho até tarde. Angélica disse que tudo bem, mas não acreditou muito. No sábado de manhã, ele não respondeu sua mensagem de bom dia. Ela sentiu que estava sendo boba correndo atrás e não mandou mais nada. Suas amigas a convidaram para sair, e Angélica ficou indecisa se ia e se falava com ele, pois queria ficar com ele de novo, mas não queria sair à toa sem nem saber se ele queria algo sério com ela. Esperou a tarde toda, mas ele não respondeu seu bom dia. Resolveu sair, e à noite, quando estava com as amigas, ele ligou, perguntando o que ela estava fazendo e onde estava. Angélica disse a verdade e perguntou o que ele tinha feito o dia todo. Ele disse que estava trabalhando e que ficou sem bateria. Perguntou se dava para eles se verem. Angélica não queria, pois nunca gostou de ser segunda opção e tinha certeza de que era desculpa dele. Disse que não dava porque estava com as amigas.
— Você está brava comigo? — ele perguntou.
— Por que eu deveria estar? Você não me fez nada! — respondeu Angélica.
Ele respondeu irônico: — Sei lá, eu não fui te ver ontem e não te respondi hoje.
Angélica falou tranquilamente: — Mas a gente não tem nada, né, Guto? Você não me deve satisfação, relaxa, eu tô de boa.
Ele perguntou novamente se Angélica não queria encontrá-lo. Ela respondeu que não, já tinham se despedido e desligaram a ligação.
Angélica teve oportunidades de ficar com outros rapazes, mas não conseguiu. Até quase tentou, mas percebeu que não estava interessada. Chegou a se arrepender de ter saído, estava irritadiça e amarga.
No dia seguinte, domingo, Angélica acordou com uma mensagem de Guto. Logo cedo, ele disse que a levaria para sair. Ele não perguntou se ela queria, apenas deu bom dia e a intimou a sair com ele, pedindo para ela levar biquíni, toalha e filtro solar, para ir preparada. Angélica perguntou preparada para quê, e ele respondeu que era para ela levar umas coisas.
"Kkkkk"
"Caiu da cama?? Que disposição, hein!" ela respondeu.
Ele disse que já estava pronto, esperando por ela. O pai e a madrasta de Angélica tinham saído. Ela pediu para ele a buscar no portão de casa, dizendo que estava sozinha. Quando ele chegou, abaixou o som, Angélica entrou no carro, e eles se beijaram.
— Vou me desculpar com você. Gosta de surpresas? — ele perguntou.
— Se eu não gostar da surpresa, posso falar? — Angélica respondeu, curiosa.
Ele disse que sim e fez piada sobre o tamanho da bolsa dela, que era grande. Eles foram para longe, em outra cidade, e Angélica não tinha a menor ideia de onde ele a estava levando. Ele a levou a um clube enorme com parque aquático, pousada e várias atrações. Assim que chegaram, Angélica adorou o lugar. Disse que amava aquele tipo de ambiente. Guto pagou tudo, e não era nada barato. Pegou um quarto, e eles foram guardar as coisas e se trocar. Ele ajudou Angélica a amarrar o biquíni, deu-lhe alguns beijinhos carinhosos e ficou a encarando com um olhar safado sentado na cama. Angélica riu.
— A gente vai descer, né? Agora?
— Vamos, né? Aproveitar que está sol, você está precisando de uma cor, um bronze — ele respondeu com graça.
Foram para o parque de mãos dadas, conversando. Guto estava falando sobre suas tatuagens, dizendo que Angélica passaria horas só passando protetor nele. Eles aproveitaram bastante o passeio, conversando muito sobre eles, se conhecendo de verdade. Ele disse que já tinha "amigado" duas vezes e que não queria nada sério com ninguém tão cedo, mas que se encontrasse alguém que valesse a pena, investiria todas as fichas. Angélica disse que nunca tinha tido um relacionamento muito sério, comentou que não tinha mãe e que seu pai pegava muito no seu pé. Ele fez várias perguntas sobre ela, falou da família dele, mãe e irmãs. Eles trocaram muito carinho o tempo todo. No fim do dia, quando foram para o quarto, Angélica disse que estava cansada de tanto ficar na água. Ele riu, debochando.
— Vai dormir?
Angélica riu, abraçando-o por trás. — Não, né? Dormir eu durmo em casa depois. Vou fazer outras coisas!
Ele perguntou que tipo de coisas. Angélica disse que ia mostrar, depois de tomar banho. Assim que entraram no quarto, ele disse que precisava de uma massagem. Angélica foi tomar banho primeiro, e ele foi em seguida. Ela ficou esperando usando uma camiseta dele e fez massagem no corpo todo de Guto com seu creme, deu vários beijinhos por todo o corpo dele, e ele cochilou deitado de bruços. Angélica deitou ao lado dele e ficou admirando-o dormir. Ele falou sonolento:
— Amanda, por que parou?
— É Angélica! Você está de brincadeira, né?! — Angélica falou indignada.
Ele deu risada e disse que estava brincando. Perguntou o que ela estava fazendo olhando-o daquele jeito. Angélica respondeu, deitando-se ao lado dele: — Contando suas tatuagens e imaginando com quais tipos de coisas você sonha.
Ele se aproximou, deitou-se abraçado a ela e disse que sonhava com várias coisas malucas e com ela. Angélica perguntou rindo: — Está me chamando de maluca?
Ele respondeu, acariciando-a por baixo da camiseta: — Olha, você é meio surtada, não sei se já notou. Estou cansadão, bora cuidar de mim um pouco?
Angélica guiou a mão dele até seus seios. — Cuidar mais ainda? Você até dormiu com a massagem. Malandro, hein!
Ele disse que não estava tão cansado assim. Começaram a se beijar. Angélica tirou a camiseta e ficou nua, puxando-o para ficar por cima dela. Fizeram amor mais uma vez, e foi bom e demorado. Ela arrumou suas coisas, e ele disse que não ia àquele lugar há muito tempo e que precisava voltar mais vezes. Angélica falou irônica: — Comigo, espero!
Ele disse que ia pensar no caso dela. Foi um dia muito bom. Angélica dormiu no caminho para casa. Ele a acordou quando estavam chegando no bairro e perguntou se podia deixá-la bem perto ou na rua de trás. Para evitar problemas, ela pediu para ficar três casas abaixo da sua. Despediu-se rápido e desceu do carro. Seu pai estava em casa, e ela mentiu como sempre. Ele não acreditou, mas estava de bom humor e apenas a ameaçou dizendo que ia começar a segui-la na rua e na casa de Fernanda. Angélica ficou sorrindo à toa e mal conseguiu dormir de tão radiante que estava. Guto não mandou mensagem, mas ela nem ligou muito, começou a achar que aquele era o jeito dele mesmo, mais tranquilo, sem muita melosidade.
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