Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance Aluga-se um padrinho (Livro 1)

Aluga-se um padrinho (Livro 1)

Dedicada ao trabalho, Helena vê sua rotina pacata ruir ao ser convidada para ser madrinha de casamento da prima. Sem poder recusar, ela enfrenta um dilema: encontrar um acompanhante em três meses para evitar humilhações familiares após uma traição dolorosa. No entanto, o destino a coloca diante de um CEO arrogante e mesquinho. Entre o trauma do passado e o temperamento difícil desse homem, a vida de Helena se torna um verdadeiro e emocionante caos.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 3

Acordo assustada com uma movimentação estranha ao meu redor, demoro um pouco para me localizar antes de ver minha mãe e meu pai ao meu lado.

-Helena. -Eles se levam e me abraçam apertado enquanto um filme do que aconteceu se passa em minha cabeça.

-Mãe eu matei um homem. -Grito em desespero deixando que as lágrimas rolem por meus olhos.

A dor em minha cabeça era tanto que a qualquer momento parecia que iria explodir.

-Ele está bem minha filha, só tem um corte na cabeça e uma torção no tornozelo. –Minha mãe passa a mão no meu rosto e aproveito para abraça-la e apoiar a cabeça em seu peito sentindo-me acolhida nos braços calorosos daquela senhora baixinha, de cabelos ondulados chocolate e olhos amorosos castanhos claros.

-Se acalme filha, você desmaiou devido ao susto. -Meu pai afaga minhas costas com carinho e meus olhos preocupados se volta para o senhor alto de cabelos grisalhos e cavanhaque bem feito ao meu lado.

-E Brenda? Como ela está? -Pergunto preocupada.

-Já foi para casa descansar. Os médicos a liberam primeiro já que estava bem. Brenda não queria ir embora e te deixar por nada, mas garantimos que ficaríamos aqui com você. –Meu pai sorri enxugando minhas lágrimas.

-O meu Deus. -Apoio as mãos no rosto ainda tremulas. -Ele entrou na frente do meu carro e quando vi tudo já tinha acontecido pai, ele rolou por cima do capô. –Aperto as mãos nos olhos balançando a cabeça na tentativa de retirar aquela cena dos meus pensamentos.

-Fique tranquila querida, você não estava errada, o sinal estava verde e ele não viu seu carro. As pessoas da rua explicaram o que aconteceu para os policiais. -Meu pai garante.

-Onde ele está? Queria ao menos me desculpar e oferecer a ajuda necessária. -Suspiro.

-Está terceiro andar, quarto trezentos e oito, os médicos deixaram ele em observação. Pelo que fiquei sabendo irá ficar aqui até terem certeza que ele está bem devido a pancada na cabeça.

Suspiro chateada.

Seu eu estivesse prestando um pouco mais atenção teria visto ele, mas o infeliz do André ocupava toda a minha mente enchendo meu coração de raiva.

-Ele tem alguns ralados e escoriações pelo corpo, mas ficará bem em breve. O médico afirmou que foram ferimentos leves e a única coisa que os preocupam é a pancada na cabeça, de resto algumas semanas ele estará novinho em folha. -Meu pai garante, mas aquilo não me deixa melhor.

-Mesmo assim quero pedir desculpas e perguntar se ele precisa de algo. -Afirmo levantando pronta para sair, mas minha mãe impede minha passagem.

-Antes você precisa conversar com o médico. –Obriga-me a deitar novamente. -Seu pai irá chama-lo.

-Tudo bem. –Suspiro sabendo que não teria como ir contra as palavras de Nilva, afinal se ela havia dado o veredito, estava dado e ponto final.

Não demora muito e meu pai como um bom marido retorna com o médico que faz exoradas de perguntas para ter a certeza de que eu estava bem.

Respondo seus questionamentos com calma o convencendo de que não havia nada de errado comigo, afinal aquilo não era mentira, quem sofre os maiores danos foi o homem que rolou por cima do carro, quanto eu e Brenda só nos assustamos com tudo o que aconteceu.

Satisfeito prescreve alta e explica que o motivo do desmaio foi o susto e o choque causados pelo acidente.

Agradeço e sigo para o terceiro andar ao lado dos meus pais que insistiram em me acompanhar.

-Mãe acho que é bom vocês me esperarem aqui. -Paro em frente a porta receosa com a reação do homem, afinal mesmo que estava errado fui em quem o atropelou.

-Tudo bem. -Eles concordam.

-Qualquer coisa estamos aqui minha filha. -Minha mãe sorri.

Dou um toquinho na porta e uma voz grossa libera minha passagem, abro a porta com calma entrando no quarto e me sinto ainda pior ao ver o homem deitado sobre a maca com o pé inchado e elevado sobre travesseiros e vários ralados espalhados pelo seu braço. Sua cabeça careca tinha um grande curativo na lateral e seus olhos caramelo escuro curiosos e entediados se voltam para mim.

Uma senhora muito bem arrumada está sentada ao lado do homem em uma poltrona e seus cabelos de um vermelho escuro escorrem por seus ombros enquanto seus olhos castanhos se voltam para mim por cima dos óculos de grau desviando a atenção do livro que segurava em mãos.

-Desculpe incomodar, me chamo Helena e bom... -Encolho os ombros constrangida pela situação. -Fui eu quem te atropelei. -Suspiro chateada.

-Olá Helena, nós sabemos quem você é. -A senhora fala e eu faço uma careta.

Ela poderia ter avisado antes evitando o constrangimento que acabei de passar.

-Desculpe moço eu... -Respiro profundamente e gaguejo um pouco antes de termino a frase. -Achei que tinha te matado. -Um calafrio passa por meu corpo e ele só me encara com cara de poucos amigos.

-Meu filho é osso duro de roer. -A senhora ri. -A culpa nem foi sua minha jovem, talvez assim ele aprende a prestar a atenção no que faz e saia um pouco do celular que vive em sua orelha.

-Mãe... -O homem suspiro fechando os olhos. -Se fico no celular é para resolver os problemas da empresa e ficar preso a essa cama só está me atrasando, já avisei que estou bem, mas vocês insistem em me segurar aqui. -Rosna cheio de irritação e eu apenas observo tudo calada. Que eu não me meteria entre uma discussão de mãe e filho ainda existe sensatez em minha vida.

-Eu só queria me desculpar com você.... -Espero ele falar o nome dele, mas ele continua me encarando com cara de poucos amigos.

-Jonathan querida. Ele se chama Jonathan. -Sua mãe lhe acerta um tapa no braço e ele faz uma careta.

-Aí. -Resmunga.

-Tenha bom modos pelo menos uma vez Jonathan.

-Ela me atropela e eu tenho que ter bons modos? -Bufa irritado.

Ainda estava atordoada pelo o que havia acontecido, então nem me importo com falta de educação ou modos do homem a minha frente.

Só o alivio de saber que ele estava vivo retira uma tonelada de cima dos meus ombros.

-O culpado foi você que não olhou por onde andava. -Ela o repreende o calando.

-Bom, Jonathan, não quero lhe atrapalhar. Estou feliz em saber que está bem na medida do possível, só vim pedir desculpas pelo ocorrido e afirmar que pagarei os custos dos medicamentos e tudo que você precisar.

-Obrigado! -Agradece e me viro para sair do quarto abrindo a porta.

-Jonathan... -Sua mãe suspira com voz de repreensão.

-O que foi? Estou sendo educado como me pediu, agradeci pela hospitalidade. -Ele se defende.

-Você sabe que não precisa do dinheiro da garota, pare de ser carrasco. -Diz brava e eu apenas fecho a porta atrás de mim evitando ouvir algo mais daquela conversa.

Minha cabeça estava explodindo e a única coisa que eu precisava no momento era tomar um banho e relaxar. Como sabia que ele não teria alta até pelo menos amanhã de tarde, resolvo que passaria daqui novamente em um outro horário e momento. Ele gostando ou não eu viria, afinal isso era algo pessoal, entre eu e minha consciência que poderia dormir em paz sabendo que fez tudo que estava ao meu alcance.

-Gustavo, vamos querido. -Mamãe chama meu pai que já havia se entrosado em uma conversa com alguns conhecidos.

-Já vou Nilva. -Ele afirma se despedindo dos homens e assim podemos retornar para casa.

Papai me deixa em minha casa e agradeço por eles não insistirem que eu ficasse na deles. Já fazia mais de dois anos que havia mudado da casa dos meus pais e gostava do meu cantinho por mais simples que fosse.

Despeço-me dos dois me arrastando para dentro no automático, ao abrir a porta suspiro sentindo cheiro de macarrona.

-Brenda você deveria ir para sua casa. –Grito da porta sabendo que só poderia ser ela.

Antes de esperar sua resposta arrasto meu corpo dolorido e pesado para o banheiro que ficava no corredor próximo ao meu quarto.

Minha casa era simples, nada muito grande ou extravagante, mas havia sido conquistada com o suor do meu trabalho. Um terreno pequeno com um quintal na frente, no interior reservava um quarto, um banheiro, cozinha e sala, nos fundos fiz uma pequena lavanderia e dispensa e só aqui havia ido todas as minhas economias, mas amava meu pequeno espaço e não trocaria por nada.

-É assim que me agradece? Eu fiquei aqui preocupada com você e ainda trouxe seu carro de volta. -Aponta a colher de pau suja de molho em minha direção após aparecer na porta da cozinha com meu avental do MasterChef Brasil.

-Eu amo esse avental, trate de cuidar dele com sua vida. –Afirmo e ela ri.

-Eu sei bem do seu amor por ele, foi presente de Rafael por que você ama o Fogaça, a Paola e Jacquin. Cuidarei dele com a minha vida. –Ela promete fazendo um x com os dedos beijando os dedos.

-Exatamente, mas agora nem tenho ânimos para brigar com você, só preciso de um banho, um remédio para dor cabeça e a minha cama. -Afirmo batendo a porta do banheiro.

Ignoro os protesto e resmungos de Brenda e entro embaixo do chuveiro após retirar minhas roupas. Deixo a água morna escorrer por meu corpo enquanto tento tirar as imagens do corpo do homem rolando por cima do meu carro o que acredito que não seria tão fácil quanto eu queria.

Depois de longos minutos saio do banho, me enxugo e sigo para o quarto colocando o primeiro pijama que encontro pela frente. Volto até a cozinha e Brenda já havia posto a mesa e estava em minha espera para jantarmos enquanto mexia no celular.

-Você é a melhor amiga que alguém poderia ter. -Afirmo e ela ri.

-Eu sei. - Se gaba.

Puxo a cadeira para me sentar e ela faz o mesmo pegando um prato para se servir. Faço o mesmo me servindo de uma generosa quantia de macarrão e somente agora percebo que estava com mais fome do que poderia imagina, após o jantar ajudo minha amiga a lavar a louça e como iriamos para o trabalho juntas ela acaba dormindo em minha casa, o que era bem normal de acontecer.

Continue assistindo!
A história está ficando intensa! Mude para o App para continuar
Desbloquear Todos os Episódios
Abrir o Site Oficial

Você pode gostar

Capa do romance Casei com um CEO
8.5
Luca Bertolini é um CEO pragmático que sempre evitou depender de terceiros. Contudo, a morte de seu pai o obriga a buscar apoio em Carina Leone, sua secretária, a quem ele sempre tratou com desdém. Carina superou um passado árduo e agora enfrenta um novo dilema que exige um milagre. Apesar da mútua antipatia e do histórico de grosserias, eles precisam decidir se superam as diferenças por uma necessidade comum. Em meio ao conflito, ambos podem encontrar o amor que ignoravam buscar.
Capa do romance Entrando no coração do CEO
8.2
Vítima de abusos familiares, Lindsey acaba em um casamento forçado com o CEO Kyle Pratt após uma confusão de quartos orquestrada por sua irmã. Entre calúnias e descobertas, o ódio vira amor, mas uma traição de Kyle causa o divórcio e a fuga dela. Cinco anos depois, Lindsey retorna poderosa para se vingar e recuperar seu legado. Kyle quer reconquistá-la, mas terá que enfrentar a resistência de sua ex-esposa e de três crianças travessas.
Capa do romance Entre folhas e suspiros
8.0
Jéssica Torres luta para superar crises financeiras e desilusões amorosas enquanto busca um sentimento real. Sua vida muda ao conhecer o enigmático magnata Henry Morales, que lhe apresenta uma proposta capaz de balançar suas convicções. Marcados por traumas passados, ambos enfrentam a dificuldade de se entregar novamente. Entre a responsabilidade e o desejo, Jéssica mergulha em uma jornada de descobertas e paixão, revelando emoções há muito tempo ocultas.
Capa do romance Gaiola de Ouro, Alma Livre
8.0
Casada com o herdeiro Liam Gordon, vivi em uma gaiola de ouro até a chegada de Raegan. De musa a objeto descartável, sofri a indiferença de Liam após um aborto e o vi assassinar meu irmão ao desligar seu ventilador apenas para me punir. Diante de tamanha crueldade e da alma estilhaçada, decidi que não há volta. Usarei o dinheiro do divórcio para financiar minha fuga definitiva, desaparecendo para sempre do controle do homem que se tornou meu maior carrasco.
Capa do romance Mãe por contrato
8.7
Catrina levava uma vida simples até receber uma oferta inesperada de um magnata influente: assumir o papel de mãe de seus filhos. Assombrado pelo luto e convencido de que nunca mais amaria, ele aceita o desafio da jovem para conquistar o afeto dela. Agora, o bilionário enfrenta um dilema complexo, tentando despertar o amor em Catrina sem ceder à tentação de entregar o próprio coração, enquanto lutam contra a forte atração que surge entre eles.
Capa do romance O amor perdido do CEO
8.7
Expulsa de casa grávida de um herdeiro rico, Luma foi acolhida sob a dura condição de trabalhar em um bordel. Anos depois, o destino a reencontra com Gabriel, seu antigo amor. Ele, amargurado por acreditar ter sido traído no passado, jurou fechar seu coração. Ao vê-la novamente, sem reconhecê-la e intrigado por sua indiferença à sua fortuna, ele inicia uma sedução persistente. Entre flores e segredos, será que as mágoas de uma vida inteira podem ser curadas?