Capa do romance O amor perdido do CEO

O amor perdido do CEO

8.7 / 10.0
Em O amor perdido do CEO, Luma criou seu filho sozinha após ser expulsa de casa. Anos depois, o bilionário Gabriel a reencontra em uma casa de prazeres, sem saber a verdade sobre o passado. Este billionaire romance traz segredos e superação para quem busca ler livros online de qualidade.
Resumo de O amor perdido do CEO
Expulsa de casa grávida de um herdeiro rico, Luma foi acolhida sob a dura condição de trabalhar em um bordel. Anos depois, o destino a reencontra com Gabriel, seu antigo amor. Ele, amargurado por acreditar ter sido traído no passado, jurou fechar seu coração. Ao vê-la novamente, sem reconhecê-la e intrigado por sua indiferença à sua fortuna, ele inicia uma sedução persistente. Entre flores e segredos, será que as mágoas de uma vida inteira podem ser curadas?
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O amor perdido do CEO Capítulo 1

Luma

A chuva caía e se misturava com minhas lágrimas, molhava meu corpo enquanto soluçava com as mãos sobre meu ventre levemente inchado.

“— Sai da minha casa agora, sua vagabunda”

As palavras duras de meu pai rondavam minhas lembranças. Nunca imaginei que amar pudesse doer tanto.

“— Eu te amo, Gabriel.

— Também te amo, meu amor.

— E se seus pais não concordarem como nosso namoro? - pergunto insegura.

— Então nós fugiremos. Tenho algumas cabeças de gado. Eu sou jovem, mas meu pai já me ensinou muito, posso começar com o que tenho.

— Então você me ama de verdade?

— É claro que te amo. Jamais permitirei que nossa diferença de classe social nos separe.

Meu coração idiota deu um pulo de felicidade e me entreguei a ele.”

Gabriel era um rapaz bonito, tinha acabado de fazer dezoito anos e eu uma jovem imbecil e romântica de dezessete anos.

Acreditei que tudo o que ele queria era o meu amor.

Há dois meses quando descobri o resultado de nossa noite de amor, ele pareceu feliz.

“— Gabriel, eu preciso te contar algo.

Estávamos no celeiro da fazendo do pai dele, onde costumávamos nos encontrar e nos amar. Mas naquele dia eu tinha algo mais para falar.

— Não vai me dizer que desistiu de fugir. Já está tudo certo, Luma.

— Não, meu amor, não é isso. Quero muito fugir com você, mas antes preciso te contar uma novidade. - Sorri nervosa para ele. Confesso que mesmo insegura me senti feliz por acreditar que havia engravidado do amor da minha vida. Que uma vida crescia dentro de mim e que isso era resultado da nossa noite de amor.

Ele se aproximou de mim e me abraçou, passando a mão em meus cabelos loiros e lisos.

— Então me conte, meu amor.

— Eu estava me sentindo mal. Tive tonturas e enjoo, perdi a fome e comecei a ter ânsias de vômito principalmente na parte da manhã. Aí fui ao médico e descobri que estou grávida de dois meses.

Ele arregalou os olhos e eu tive medo. Mas os olhos assustados logo foram substituídos por um largo sorriso.

Gabriel me tomou em seus braços, me ergueu e rodopiou comigo em seus braços fortes. Fui beijada uma dezena de vezes e então a promessa foi feita, porém, não foi cumprida.

— Não tenha medo, meu amor, vamos começar nossa família bem longe daqui. Longe das pessoas que querem nos separar. Vamos ter um filho!”

Quanta inocência a minha.

Acreditei em sua promessa e então dois dias depois fico sabendo que Gabriel viajou com os pais. Nem mesmo um recado ele deixou.

Como uma boa idiota, achei que ele voltaria. Não contei nada a meus pais, fiquei esperando Gabriel voltar para que enfim pudéssemos fugir e seguir nossa vida, criar nosso filho e construir a nossa família.

Porém, os dias se tornaram semanas e então se tornaram meses e minha barriga se tornou impossível de esconder.

Como eu era uma jovem magra, a barriga não tardou em aparecer. E meu pai questionou a minha mãe o motivo pelo qual eu começara a usar roupas tão largas, e então ela veio falar comigo.

“— Luma, venha cá. - segui minha mãe pelo corredor estreito que nos levava ao seu quarto. Entramos no cômodo sem porta e nos sentamos em sua cama.

— O que foi, mamãe. - Perguntei já com medo da resposta da minha mãe.

— Por que tem usado roupas tão largas?

— Ah, mãe, eu só estou cansada de roupas curtas e apertadas.

Ela me olhou desconfiada.

— Luma, não me engane. Tire o vestido.

Gelei na hora.

— Mas mãe, o quarto não tem porta. João pode entrar a qualquer momento ou o papai.

— Seu pai e seu irmão foram trabalhar na roça. Não vão chegar agora, e se chegar, eles fazem muito barulho. Vamos, tire.

Sendo obrigada a fazer o que ela me pediu, retirei o vestido e então vi seus olhos arregalarem.

— Santa mãe de Deus - ouço-a e a vejo colocar as mãos sobre a boca.

Dos olhos, algumas lágrimas começaram a rolar.

— Mãe, eu...

— Cale-se, Luma. Não há outra explicação para isso que não seja o óbvio. Quem é o pai da criança?

— Mãe... - suspiro derotada. - É o Gabriel.

— Gabriel... o filho do fazendeiro?

Balanço a cabeça sem ter coragem de colocar a resposta em palavras.

— Chame o irresponsável, pois quando seu pai chegar ele vai querer que se casem o mais rápido possível.

— Ele viajou, mãe. - As lágrimas ameaçavam a transbordar, pois eu sabia que com meu pai seria mil vezes pior.

— Ele sabe?

— Sabe.

— Então, ele não viajou. Ele fugiu.

Meus olhos estavam focados no chão, mas com suas palavras eu volto meu olhar assustado para ela.

— Mas... ele me prometeu, mãe.

Minha mãe balançou a cabeça.

— Já tem muito tempo que ele viajou?

— Dois meses - respondo, vestindo a roupa de antes.

Vejo minha mãe passar a mão pela face avermelhada.

— Então deixa de ser idiota e veja o que está bem diante de seus olhos, Luma. Você acha que se ele tivesse a intenção de cumprir seja lá qual for a promessa que ele te fez, ele iria sumir por dois meses?

Não consigo segurar as lágrimas, pois a verdade me toma como um soco no meio do meu estômago.”

Se com minha mãe foi ruim, eu era incapaz de imaginar como seria com meu pai. O homem que me pegou no colo, que disse inúmeras vezes que eu era seu raio de sol... bastou um erro para que tudo o que ele disse virasse poeira. Será que isso é amor de verdade? O amor de verdade se importa com o que os outros vão falar? Se importa com a vergonha de uma filha grávida antes do casamento? Começo a achar que meu pai jamais me amou.

“— Grávida do filho do porco velho? - Meu pai não gostava do homem por um motivo qualquer que nunca ficamos sabendo, mas sempre disse que o velho não prestava.

— Pai, o Gabriel viajou, mas ele vai voltar...

— Cala sua boca, Luma. - Abaixei a minha cabeça - Você só me traz vergonha.

— Me desculpe, pai. - Ele me olhou com seus olhos injetados de ódio.

— Você pode consertar isso? Hum? Não, você não pode. Então não peça desculpas.

Ele esfrega os cabelos arrepiados, o rosto ruborizado e ronda a sala. Quando ele volta a me olhar meu coração se parte.

— Pegue suas coisas.

— O quê?

— Além de puta é surda? Pegue as suas coisas, minha casa não é lugar de pouca vergonha. É casa de respeito.

— Mário, o que vai fazer? - ouço a voz trêmula de minha mãe ao compreender o que eu também já havia compreendido.

— Ele quer que eu vá embora, mãe.

Me coloco de pé e vou até meu quarto, com tanto ódio dele quanto eu podia dizer que havia amor até um segundo atrás.

Embora estivesse arrumando minhas coisas para ir embora, dentro do meu coração havia uma esperança de que ele desistisse da decisão, mas isso não aconteceu.

Ao chegar na sala com uma mochila cheia de roupa e uma bolsa com outros pertences, minha mãe estava chorando ajoelhada aos pés do meu pai, com a cabeça apoiada em seus joelhos.

— Eu te emploro, Mário, não faz isso. Ela errou, mas é nossa filha. Quem nunca errou na vida?

— Isso não é errar, Nádia, isso é safadeza.

Ele se pôs de pé e apontou para a porta da sala que estava aberta.

— Sai.

— Não tenho para onde ir - falo em um fiapo de voz.

— Não me importo com isso.

Olho para minha mãe que chorava desolada ao chão da sala, sem forças até mesmo para erguer a cabeça e me olhar.

— Sai da minha casa agora, sua vagabunda.

Com sua ordem eu me viro e atravesso a porta com a maior incerteza da minha vida. Não sabia para onde ir, não sabia o que fazer.

Segui pensativa e pensei em passar pela fazenda do Gabriel, mas me lembrei das palavras de minha mãe. Ele não foi viajar, ele fugiu. E fugiu sabendo do nosso filho e do que poderia acontecer comigo. Então, simplesmente segui sem destino. Caminhei por horas até que escureceu e eu não sabia para onde ir.

Já estava em um outro bairro, me sentei no banco observando a noite chegar e com ela todo o peso do que seria de mim e do meu filho. Como um sinal de que as coisas ainda poderiam piorar, a chuva cai molhando a mim e tudo o que eu possuía. Tudo que me resta são as lágrimas. Nada mais.

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