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Capa do romance A secretaria do CEO

A secretaria do CEO

Jennifer vive um pesadelo sob o domínio de Henry e seu filho Charlie. Mantida refém em um ciclo de agressões e abusos, ela se vê no centro de um plano de vingança cruel. Enquanto Henry quer usá-la como peça de um ataque contra duas mulheres, Charlie demonstra uma possessividade doentia, fingindo protegê-la enquanto a sufoca. Encurralada entre a violência física e o controle psicológico, Jennifer só deseja escapar viva antes de ser forçada a cometer um crime terrível.
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Capítulo 2

Bom dia. — olho para cima e sorrio. — Quero falar com Christopher. — Bom dia. Qual o seu nome? — pergunto. O homem me olha com uma carranca. — Você não sabe quem eu sou? — pergunta com raiva. — Como assim você não sabe quem eu sou? — Desculpe, senhor. — trato de redimir o meu erro. — Esse é o meu primeiro dia aqui. — Jesus! Christopher deveria escolher melhor suas secretárias. — olha para mim, fazendo cara de poucos amigos. — Eu sou Pierre Beaumont, um dos melhores e maiores estilistas do mundo. Conhece? Não! — Claro! Senhor Beaumont, desculpe-me, estou um pouco nervosa com meu primeiro dia. — tento parecer simpática, mas ele não muda a carranca. — Eu já te vi em várias revistas. — minto. — Revistas? — cruza os braços. — Eu revolucionei a moda e você me viu em revistas? — isso não é bom? — Será que Christopher pode me receber? — Um minuto, por favor. — continuo com a minha tentativa de parecer simpática, por dentro sou pura raiva. Pego o telefone e ligo para a sala do senhor Dalgliesh, que me atende rapidamente. — O que é? — ele pergunta. Educação não é muito o seu forte. — O senhor Pierre Beaumont está aqui. — Peça para ele esperar um pouco, estou em uma teleconferência. — Tudo... — ele desliga na minha cara. Ignorante! — Ele está em uma teleconferência e pediu para o senhor esperar um pouco. — ele apenas balança cabeça. — O senhor gostaria de um café, um chá... — Café. — interrompe-me mais uma vez e senta na poltrona. — Já estou indo pegar. — sorrio, mas, na verdade, quero esganá-lo. Vou para a cozinha, que fica no mesmo andar onde trabalho, mas é um pouco afastado das outras salas. Provavelmente não sou eu que pego o café, no entanto, para tentar me acalmar, preferi sair do mesmo ambiente que ele. — Aturar esse Pierre é para poucos. — olho para o lado, encontrando a moça que trabalha na cozinha. — Que bom que não sou a única que pensa assim. — sorrio, enquanto pego o café. — Ele falou que é um dos maiores estilistas do mundo? — pergunta, soando com brincadeira. — Sim. Eu não o conhecia e ele falou exatamente isso. — Muitos estilistas são assim, se prepare para as modelos. — Elas vêm até aqui? Pensei que esses assuntos fossem resolvidos na agência. — Alguns vêm até aqui e esses são as piores, se acham melhores que todo mundo. Acho melhor você aprender o nome de todos os modelos da agência do senhor Dalgliesh, o ego deles conseguem ser maiores do que o do nosso chefe. — São tão ruins assim? — Uma vez, Cíntia teve dificuldade de pronunciar o nome de uma das modelos, a mulher deu um chilique e disse que Cíntia havia a desrespeitado. — Deus,​um​ótimo​trabalho,​repleto​de​pessoas​educadas.​— murmuro para mim mesma. — Pelo menos, o senhor Dalgliesh entendeu o motivo da confusão, o nome da modelo realmente é estranho. — E como é? — pergunto, apenas por curiosidade. — Nem eu mesma sei, é ucraniano. — dá de ombros. — Qual o seu nome? — Jessica e o seu? — Mariane. — aponta para o café em minha mão. — Acho melhor você levar o café, antes que o senhor "melhor estilista do mundo" dê um ataque. — Acho melhor mesmo. — coloco o café na bandeja. — Obrigada. — De nada. Ando de volta para a minha mesa. Chego à minha mesa e me assusto ao perceber que o senhor Beaumont não está mais aqui. Será que ele foi embora? Se eu entrar na sala do senhor Daligliesh e Pierre estiver, eu posso entregar o café, mas se ele foi embora, eu atrapalharei a teleconferência. O que eu faço? Resolvo perguntar a Cíntia: — Com licença. — Cíntia sorri para mim. — Onde o senhor Beaumont está? — Ele entrou na sala do senhor Dalgliesh. Bem, o seu telefone estava tocando e Pierre atendeu. — encolhe os ombros. — Desculpe, eu poderia ter feito algo, mas o senhor Beaumont estava perto da sua mesa e foi primeiro. Oh, merda! — Obrigada. Seguro a bandeja do café com mais força. Estou tremendo por conta do pavor que toma conta de mim. Senhor Beaumont está na sala do meu chefe e, com certeza, está falando de mim. Respiro fundo e caminho até a porta do senhor Dalgliesh. Respiro fundo mais uma vez e bato na porta. — Entre! — o senhor Dalgliesh ordena. Entro pela primeira vez em sua sala. Vejo o senhor Dalgliesh sentado atrás de sua mesa e o senhor Beaumont logo à frente. — Fiquei muito feliz por ter feito o seu trabalho. — olho para o senhor Beaumont, que tem um ar de superioridade. — Desculpe, senhor. Fui buscar o seu café e acabei demorando um pouco. — minha voz vacila um pouco. Estou muito nervosa. — Espero que esteja quente. — experimenta o café. — Christopher, você deveria escolher melhor suas funcionárias, ela não faz a menor ideia de quem eu seja. — Eu disse ao senhor que te conheço, só estava um pouco nervosa e acabei esquecendo. Agora percebi meu erro, eu acabo de chamar o "melhor estilista do mundo" de mentiroso. Pierre me dá um olhar de advertência. — Esse é o primeiro dia da senhorita Montserrat, ela está um pouco nervosa. — o senhor Dalgliesh responde, para a minha surpresa. — Pode voltar a sua mesa. Viro-me e percebo que da sua sala dá para ver tudo o que acontece do lado de fora. Pensei que o vidro fosse escuro, mas isso é apenas por fora. Tenho que lembrar para não fazer nada de constrangedor e nem mexer no celular. Continuo fazendo o meu trabalho. Depois de alguns minutos, o senhor Beaumont sai e nem ao menos olha em minha direção. Paro de prestar atenção nisso quando o telefone da minha mesa toca. — Escritório de Christopher Dalgliesh. Jessica Mon... — Venha na minha sala, agora! — desliga. Levanto imediatamente e vou para a sua sala. Pelo o tom de voz do meu chefe, eu tenho que ir imediatamente, ou cabeças vão rolar. O que será que aquele Pierre Beaumont falou de mim? Entro em sua sala. Senhor Dalgliesh me encara sem demonstrar nada. — O que o senhor deseja? — pergunto, tentando não fazer muito contato visual. — Pierre falou de você. — ele aponta para a cadeira a sua frente. — Você não o conhece? Minto ou falo a verdade? — Não, senhor. — sento na cadeira. — Eu não o conheço. — Como minha secretária, você tem que saber o nome de todos que trabalham para mim, falo sobre modelos, estilistas... Empresários. Ele está calmo, mas eu tenho certeza que, por dentro, está irritado por ter essa conversa. — Eu sei... — Então, por que você não sabia quem é Pierre? — me interrompe. — Ele é o meu melhor estilista e você não o conhece. Que tipo de secretária você é? Senhor Dalgliesh está certo. Ele lida com vários estilistas e modelos, eu, como sua secretária, tenho que saber o nome de todos que trabalham para ele. — Ele ainda teve que atender ao telefone. — continua, mas agora eu noto um ar... Como eu posso dizer? Parece que está zombando de mim. — Eu acho que você está sendo paga para isso. — Eu fui buscar o café dele... — O que tinha na cabeça quando te contratei como minha secretária? — Eu prometo que vou pesquisar sobre todos os estilistas, modelos... — Acho bom. — me interrompe novamente, dirigindo um olhar furioso para mim. — Se no seu primeiro dia de trabalho você já está assim, eu não quero nem imaginar como será depois. — Eu prometo que isso não acontecerá novamente. — Espero que esteja certa. — aponta para a porta. — Pode sair. Saio rapidamente da sala. Vou ter que estudar sobre a sua vida e os negócios do meu chefe. Já aprendi que os estilistas e modelos são arrogantes e dão chilique por qualquer coisa e que meu chefe é insuportável. Entro no Google e dou uma pesquisada sobre os negócios da Dalgliesh Enterprises Holdings Inc. Olho principalmente os estilistas e os modelos, que trabalham para ele, todos são conhecidos, muitos são considerados como os melhores do mundo. Encontro à modelo que deve ser a que deu um chilique quando Cíntia errou o seu nome, não a culpo, definitivamente, é muito complicado. — Estou saindo para um almoço de negócios. — o senhor Dalgliesh avisa, porém, não olha em minha direção. — Pode sair para o seu almoço, volto daqui à uma hora. — ele sai. Pego meu celular e mando uma mensagem para Britt:

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