
A secretaria do CEO
Capítulo 3
Já vai almoçar? Arrumo minhas coisas e penso sobre meu primeiro dia. Foi péssimo! Não tão péssimo como o outro, mesmo assim foi ruim. A resposta de Britt chega: Já estou passando aí. Pego o elevador e desço. E logo encontro Britt na entrada. — Como foi com seu chefe gato? — ela pergunta assim que me vê. — Foi horrível. — conto tudo o que aconteceu enquanto vamos até o restaurante. — Que cara escroto. — resmunga, quando entramos no restaurante. — Mas você também, como não conhece o Pierre Beaumont? — Você sabe que eu não ligo pra esse mundo da moda. — olho o cardápio. — E agora vai ter que pesquisar tudo sobre isso. Incrível como foi trabalhar naquilo que detesta. — Nem imaginei que um dia seria escolhida. — olho para Britt. — Não sou qualificada, você disse para jogar na sorte, fui à empresa para a entrevista e fui selecionada. Definitivamente, eu não imaginei que estaria nesse emprego. O garçom vem para a nossa mesa e anota o nosso pedido. — Será que esse Christopher não sabe das suas qualificações? — Britt pergunta. — Afinal, seu maior cargo de secretária foi em uma empresa de enlatados, enlatados de péssima qualidade. — Não sei, às vezes penso que a mulher da seleção odeia o Christopher e quer castiga-lo, por isso fui aceita. Mas o salário é bom, então tenho que me habituar e aprender minha nova função de secretária de CEO. Continuamos o almoço conversando. Tive que sair logo para não chegar atrasada. Quando chego aos elevadores, vejo várias pessoas paradas em volta. — O que aconteceu? — pergunto a uma mulher no meu lado. — O elevador parou. Os técnicos já estão consertando. — ela responde. Ótimo! Se demorar mais 12 minutos eu estarei atrasada, se bem que meu chefe disse que demoraria uma hora, ele também deve chegar atrasado. Depois de quase 30 minutos, o elevador finalmente foi consertado. Entro e aperto o 20° andar. O lugar está cheio de pessoas, a cada andar o elevador para e alguém sai. Finalmente consigo chegar ao meu destino. Cíntia libera a minha entrada. — O senhor Dalgliesh quer falar com você. — ela avisa. Como assim ele chegou primeiro do que eu? Não o vi lá embaixo, só se o almoço terminou antes. — Ok. — assinto e me preparo para a outra bronca que está por vir. Passo na minha mesa e coloco a minha bolsa. Vou para a sala do Senhor Dalgliesh. Bato na porta. — Entre! — grita a sua ordem. Respiro fundo e entro preparada para a bronca. — Cíntia disse que o senhor quer falar comigo. — falo. — Por que demorou tanto? — grunhe. — O elevador quebrou e estava sendo consertado. O senhor disse que o almoço demoraria uma hora. — Entãovocêdeveriaestaraquicomquinzeminutosde antecedência. — Eu estava, mas o elevador demorou mais de meia hora para ficar pronto. — Por que não subiu as escadas? — Mas são vinte andares. Ele olha as minhas pernas. — Pelo o que vejo, as suas pernas são boas, não teria nenhum problema de subir as escadas. Não retruque! — Pode ir para casa. — ele ordena. Aproximo-me da sua mesa. — Não, por favor, eu preciso desse emprego! — devo parecer uma desesperada. — Eu prometo que não me atrasarei mais, melhor ainda, eu almoço na cozinha, mas, por favor, não me demita! — Não estou te demitindo, deveria, mas não estou. — alisa o seu terno. — Não vou precisar de você por hoje. — Ah... — me recomponho. — Ok. Desculpe-me pelo meu desespero. — Já perdi as contas de quantas promessas você já fez hoje e quantas desculpas já pediu. Espero que amanhã você se saia melhor do que hoje. Agora, pode ir embora. Saio imediatamente. Pego minha bolsa e vou para o elevador. Definitivamente, esse é o chefe mais arrogante que existe na face da terra. Capítulo 3 JESSICA Arrogante! Imbecil! Babaca! Mal educado! Verme! Escroto! — A comida está queimando, sua louca! — Brittany entra correndo e desliga o fogo. — O que aconteceu? Estava fazendo macarrão, mas meus pensamentos só estavam no meu chefe imbecil. — Estou um pouco aérea hoje. — respondo evitando a verdade. — Percebi. — vem para o meu lado. — Um batalhão vem jantar com conosco? Olho para baixo e vejo que cortei muito tomate e cebola. É isso o que acontece quando se está xingando o chefe. — Desisto. — solto a faca e o tomate que estão em minhas mãos. — Aquele insuportável do senhor Dalgliesh está me consumindo. — Esqueceu o nome de mais alguém importante? — pergunta, se referindo ao estilista Pierre Beaumont, eu não fazia a menor ideia de quem era. — Não apareceu mais ninguém. Prometi estudar o nome de cada estilista e modelo que trabalha para ele. — sento exausta no sofá. — Você acredita que hoje o elevador quebrou e ele falou que era pra eu ter subido os vinte andares? — O que ele tem de bonito tem de babaca. — Não sei como fui aceita nesse emprego. — Por que está falando isso? — Britt senta ao meu lado. — Vinte e um anos, só trabalhei como secretária uma vez na vida e não fiz faculdade, nem mesmo um curso, no máximo sei espanhol além do português, por que me escolheram? — Talvez escolheram por rosto, vai saber. — Tinham que ter escolhido pela paciência, aturar esse cara não é para qualquer uma. — levanto e vou para a cozinha. — Daqui a pouco o jantar estará pronto. — Não queime a comida novamente, nós não temos dinheiro para pagar o prejuízo de um incêndio. (...) Depois do jantar vou para o Google, dar mais uma pesquisada nos estilistas e modelos. Minha curiosidade fala mais alto e clico na pesquisa sugerida ''Christopher Dalgliesh e namorada''. Vários sites apontam modelos como seu affair, algumas são da agência dele, outras são mulheres desconhecidas ou herdeiras de alguém muito importante. Não tem nenhum artigo confirmando o namoro dele com alguém, mas todos destacam a sua preferência por mulheres do tipo ''modelo''. — Você não vai dormir? — Britt entra no meu quarto. — Que horas são? — olho a hora no notebook e vejo que já passa de meia noite. — Perdi a noção do tempo. — É melhor dormir, se não quiser irritar mais o seu chefe. — olha o notebook. — Stalkeando a vida do patrão? — Preciso conhecê-lo melhor. — Só não se apaixone. — Jamais me apaixonaria por ele, você sabe que não estou aberta para relacionamentos. — Você tem que esquecer o que... — Já está tarde para esse papo de autoajuda. — fecho o notebook. — Boa noite. — Só quis ajudar. — Britt vira as costas para mim. — E continuo falando que precisa seguir em frente. — Britt... — Ok, Jess, não está mais aqui quem falou. Suspiro com cansaço. É melhor dormir, assim não preciso lidar com mais uma reclamação do senhor Dalgliesh. (...) Meu celular não para de tocar. Olho no despertador e vejo que nem são duas da madrugada. Não conheço ninguém que me ligaria a essa hora. Espero que não seja um trote, meu sonho é muito sagrado para ser interrompido. Atendo a ligação com muita raiva: — Que tipo de pessoa liga essa hora para o celular de alguém? — O seu chefe. Oh merda! — Desculpe, eu não... — Você é minha secretária e não tem meu número? — pergunta, como se isso fosse uma piada. Eu acho que é ele quem deve me passar o número. Falar isso só pioraria a situação. — Desculpe, senhor. — sinto-me como uma criança falando isso. — Preciso que você vá agora ao meu escritório e pegue um relatório que esqueci. — Agora? — Qual a parte do agora você não entendeu? A parte que é de madrugada? — Mas está tarde e... Ele me interrompe. — Você é minha secretária, se eu falo agora é agora! Estúpido! Imbecil de merda! — E como vou entrar na sua sala? — Meu motorista vai estar lá e te entregará a chave, depois que você pegar o relatório, entregará a ele e pronto. — Certo. Eu es... — ele desliga. Ninguém merece ter que sair agora para fazer algo que ele mesmo poderia fazer. Levanto da cama e vou para o quarto de Britt, não vou até a empresa sozinha de forma alguma. — Acorda! por aí. Ela não se mexe. — Britt, acorda! — grito. — Não quero. — fala sonolenta. — Brittany, acorda! — sacudo o braço dela. — Não! Faço a minha última tentativa: — Você não sabe o que aconteceu com Demi Lovato! — O que aconteceu com a minha diva? — Britt levanta assustada. — Ela está muito bem curtindo os seus milhões de dólares e militando — Por que você fez isso? — ela vem pra cima de mim. — Estou te chamando e você não levantou, você só levanta quando alguém fala algo de divas pop. — desvio de seus tapas. — Temos que ir ao meu trabalho. — Agora? —
Você pode gostar





