Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance Vingança da Viúva Grávida

Vingança da Viúva Grávida

Maria Eduarda perdeu Pedro, seu amor e surfista talentoso, para o mar. Grávida e em luto, ela enfrenta Ana Clara, que alega esperar um filho de Pedro e rouba sua reputação. Ao descobrir o diário de Pedro, Maria vê a farsa, mas é traída por ele, que apoia a rival. Ana rouba seu dom místico e mata sua única aliada. Desonrada e exilada, Maria escreve uma declaração de guerra com sangue antes de se lançar em um abismo, deixando Pedro em desespero total.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 1

Meu amor por Pedro era tão vasto quanto o oceano que nos unia, um surfista talentoso e uma artista sonhadora, nosso futuro parecia tão certo quanto o nascer do sol.

Mas o mar, que lhe deu a glória, também o levou, deixando um vazio devastador e um segredo crescendo dentro de mim.

Em meio à minha dor, Ana Clara, uma suposta "amiga de infância", surgiu com um sorriso frio e palavras venenosas, afirmando que Pedro nunca me amou e que a verdadeira alma gêmea dele sempre foi ela.

E o golpe mais cruel: ela também estava grávida de Pedro.

Minha reputação foi destruída. Fui pintada como uma golpista interesseira, o alvo de fofocas e acusações que me transformaram em uma pária na minha própria casa.

Senti o chão sumir sob meus pés, a dor da traição ofuscando até mesmo o luto pela perda de Pedro.

"Ele nunca te amou de verdade," ela sussurrava, e cada palavra era um veneno que se espalhava em minha alma.

Como ele pôde esconder isso? Como eu não percebi a verdade em seu olhar antes?

Desesperada, encontrei o diário secreto de Pedro.

Página após página, ele descrevia seu amor por mim, a ansiedade pela chegada de nosso filho e seu maior sonho: um projeto social para crianças carentes, usando o surf como ferramenta de inclusão.

Não eram apenas anotações sobre ondas, mas um plano de vida para nós.

Minhas lágrimas molhavam a tinta, mas não eram mais de desespero, e sim de uma fúria e determinação que jamais imaginei possuir.

Ana Clara podia tentar roubar meu passado e manchar meu presente, mas não podia apagar a verdade escrita naquelas páginas; não podia destruir a memória do verdadeiro Pedro.

Eu lutaria. Pela memória dele. Pela verdade. E pelo futuro do nosso filho.

Com o diário em mãos, fui atrás dos amigos de Pedro e revelei a eles a verdade, a dor da desconfiança se transformando em um apoio inabalável.

Juntos, iríamos realizar o sonho de Pedro.

No dia do evento memorial, Ana Clara usou sua influência para embargá-lo, humilhando-me publicamente e espalhando boatos ainda mais venenosos.

A dor emocional manifestou-se fisicamente, e uma pontada aguda atravessou meu ventre.

Em seguida, ela apareceu, exibindo um colar de concha – um tesouro da família de Pedro, um símbolo do nosso amor – como um troféu profano.

Aquele gesto roubou não apenas um objeto, mas um pedaço da minha história e identidade.

De volta ao ateliê, enquanto rascunhava uma carta de rendição, Ana Clara invadiu meu espaço.

Ela me chamou de "ratinha" e zombou da minha arte.

"Pedro nunca quis nada disso. Ele queria poder, sucesso. Coisas que só a minha família poderia dar. Coisas que eu daria a ele."

Então, ela lançou o golpe final: "Pedro me contou sobre seu verdadeiro dom. Aquele que você mal sabe usar. Aquela empatia estranha, aquela capacidade de sentir o mar, de acalmar as ondas… É poder. E esse poder deveria ser meu."

Com um movimento brutal, ela agarrou meus pulsos.

Uma energia fria e cortante fluiu de suas mãos, e senti uma dor excruciante em minha alma; minha conexão com o mar, minha intuição artística, tudo se esvaía.

Gritei, um som rouco de dor, e desabei inconsciente, a última imagem o sorriso vitorioso dela, a ladra da minha vida e da minha essência.

Pedro chegou e não olhou para mim, mas para Ana Clara, perguntando sobre ela e "nosso bebê" .

Quando acordei, ele me acusou de atacar Ana Clara, de colocar 'o filho deles' em risco.

Ele me sentenciou a ficar trancada no ateliê, sem julgamento, sem ouvir minhas palavras sobre o 'dom roubado' .

"Meu dom... ela o levou...", sussurrei, mas ele zombou da minha "sensibilidade excessiva" e da minha "fraqueza".

Os boatos me transformaram em vilã.

A humilhação final: fui convocada a um tribunal informal, onde Ana Clara, com lágrimas de crocodilo, mentiu sobre minha suposta renúncia ao dom.

Cai de joelhos, fraca, mas a raiva acendeu um fogo dentro de mim.

"É mentira!" , gritei, exigindo o Ritual da Verdade.

Pedro, em vez de me apoiar, mentiu novamente para proteger Ana Clara, dizendo que o dom a aceitou, e que eu era instável.

Ele estava ativamente participando da minha destruição.

Naquela noite, ele me pediu para assumir a culpa, para "proteger Ana e o bebê" .

Ele estava usando a minha compaixão como arma.

"Não", respondi com firmeza. "Nunca."

Fui considerada culpada, condenada à exposição pública e ao exílio.

A casa que construí com Pedro, meu lar dos sonhos, foi entregue a Ana Clara.

Naqueles longos dias de vergonha, minha amiga leal permaneceu ao meu lado, um bálsamo em minha ferida aberta.

Ana Clara veio buscar o documento de divórcio, desejando a estocada final.

Minha amiga tentou me defender e Ana Clara, com um desprezo gélido, a atacou.

Não foi um simples empurrão. Foi um golpe de energia pura, letal.

Minha única aliada, morta a meus pés, despedaçou algo em mim; a culpa me consumia.

"NÃO!", gritei, e o chão tremeu levemente enquanto uma energia nova e primal borbulhava, mais selvagem do que meu antigo dom.

Peguei o papel de divórcio e o punhal do escrivão, fiz um corte na palma da mão e com meu próprio sangue, escrevi uma declaração de guerra, uma renúncia ao meu passado.

Ana Clara zombou, jogou o colar de concha partido no chão, e foi embora com o documento.

Mas ao partir, a força que me mantinha de pé se esvaiu; eu estava morrendo.

Com minhas últimas forças, arrastei-me em direção ao penhasco, ao Abismo das Almas Perdidas, buscando a única liberdade que me restava.

"Adeus, Pedro," sussurrei, e me joguei.

Pedro chegou tarde demais, apenas vendo a névoa engolir meu vestido.

"MARIA EDUARDA!", seu grito de horror ecoou no vazio.

Você pode gostar

Capa do romance A última Bruxa
9.4
Sofia, atriz marcada por traumas familiares, retorna à sua cidade natal e descobre ser herdeira de uma linhagem mágica. Lá, o híbrido Rair a ajuda a dominar dons latentes em um local sob maldição, onde seres sobrenaturais vivem aprisionados. Como a única capaz de romper esse feitiço através de um sacrifício fatal, ela enfrenta um dilema devastador. Entre o dever de libertar a todos e sua conexão com Rair, Sofia deve decidir se aceita seu destino ou desafia as sombras.
Capa do romance Amor e Ódio na Tempestade
8.3
Após morrer em um incêndio que ela mesma causou para punir sua filha adotiva traidora e os pais biológicos gananciosos dela, Maria desperta no passado. Ela retorna ao dia em que a nevasca mortal começou, antes de perder o marido e a filha biológica para a crueldade dos Silva. Com memórias nítidas da tragédia e do porão onde foi trancada, Maria agora encara Ana. Diante do pedido para abrigar os vilões, ela decide mudar o destino e buscar vingança.
Capa do romance Kendra - O Nascer da Fênix
9.7
Irina finge ser uma caçadora implacável de bruxas para o reino, mas esconde um segredo: ela é a rainha das feiticeiras. Em vez de matá-las, ela as resgata e envia para um refúgio seguro. Sua missão é ameaçada por um príncipe humano que desperta sentimentos intensos. Apesar da rivalidade inicial, uma jornada revela que ele não segue a tirania do pai. Juntos, esses amantes improváveis enfrentam o rei e descobrem verdades sombrias que mudarão tudo.
Capa do romance Meu companheiro vampiro
9.5
Após drenar meu sangue, Bruce me abandonou para a morte, mas seu veneno iniciou uma transformação indesejada. Agora, como uma vampira recém-criada e solitária, enfrento uma nova realidade sombria. O destino, contudo, reserva surpresas intensas: encontro o amor justamente nos braços do irmão do meu maior inimigo. Entre a sede por vingança e a paixão proibida, minha vida se entrelaça irremediavelmente ao clã daquele que me destruiu.
Capa do romance Minha Esposa Fantástica
8.4
Após cinco séculos presa em um incensário, a demônia Anita é libertada por Zac. Como gratidão, ela assume o corpo da noiva dele, mas o reencontro desperta memórias brutais. Ela descobre que Zac é o traidor que assassinou seu filho no passado. Consumida pelo desejo de vingança, ela planeja uma morte terrível para ele. Agora, Anita enfrenta o dilema entre punir seu antigo carrasco ou sucumbir a um amor que parece renascer das cinzas.
Capa do romance O Alfa Renunciou à Sua Companheira Destinada
8.1
Humilhada publicamente enquanto o Alfa Supremo, Dante, protegia sua amante, decidi partir. Aproveitando seu desleixo, fiz com que ele assinasse um documento de repúdio sem ler. Fugindo para os Alpes, escondi minha gravidez até que, um ano depois, a linhagem poderosa de Dante começou a consumir o corpo de nossa filha. Sem saída, chamei o homem que me desprezou. Agora, ele cruza o mundo não para me dominar, mas para implorar por nosso perdão de joelhos.