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Capa do romance Substituta Perfeita

Substituta Perfeita

Após fingir ser sua gêmea para acobertar um romance proibido, Sabrina Becker vê o plano ruir no altar. Com a fuga da irmã, o noivo traído, Aaron, exige vingança de forma implacável. Sob os olhares de uma elite chocada e de sua família decepcionada, ela é coagida a assumir o lugar da noiva. Aaron não aceita recusas e a obriga a dizer sim diante de todos. Agora, Sabrina enfrentará as duras consequências de seus atos como a substituta perfeita em um casamento forçado.
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Capítulo 3

Sabrina Becker.

Era bem cedinho, já havia acordado faz um tempo. Só estava e ainda estou com preguiça de levantar dessa cama macia.

Às coisas que Aaron haviam me dito ontém não haviam saído da minha cabeça.

Minha irmã não é uma traidora.

Ela nunca trairia a própria família.

O jeito que ele falou comigo...

Eu nunca havia me importado com comentários sobre mim por ser diferente da minha irmã mas Aaron conseguiu me atingir de uma maneira devastadora.

Doeu e muito.

Tá! Sabrina fugiu. Foi por amor! Vão dizer que não fariam isso? Eu faria.

Mas né...

Tudo me faz lembrar que eu estou sozinha! somente Aaron e eu.

Meu telefone vibra encima do travesseiro ao lado e estico o braço apalpando o próprio em busca do maldito celular que me tirou dos meus pensamentos.

E NÃO PARA DE FAZER BARULHO!

Finalmente o acho aparelho e observo a tela com os olhos semicerrados observando o número privado então atendo.

-SEJA LÁ QUEM FOR...

-Eu preciso falar com você, cunhadinha.

-Aaron é filho único...- resmungo fechando os olhos.

-Ok! Eu sou a irmã do Kléber que é marido, por assim dizer, da sua irmã.- Ela rir. -Então sim! Automaticamente sou sua cunhada ou não??

Respiro fundo abrindo os olhos e expulso o ar dos meus pulmões fazendo bico encarando o teto forrado por gesso perfeitamente branco.

-O que quer Elisa?

-Já que tocou no assunto, eu preciso te ver com urgência, gatinha. Precisamos conversar.

-Sobre?- levanto o tronco ainda segurando o celular próximo ao ouvido. -Eu não quero mais me envolver em problemas, distância.

-Aaron.- Resmungo ao ouvir o nome do meu marido.

Jogo meu corpo de volta na cama, o mundo gira em torno dele agora?

-Não tô afim, Elisa.

-Mais é importante, essa história ainda não acabou e preciso da sua ajuda.

-Tá legal! Onde?

-Irei passar o endereço por mensagem.

Desligo o aparelho e finalmente levanto encarando o meu quarto com o cabelo totalmente bagunçado e alguns fios impedido minha visão e minha boca aparentemente inchada.

-Isso dará muita merda.

[...]

Depois de um bom banho relaxante e um rabo de cavalo bem feito um gloss e um vestido florido bem soltinho caminho em passos leves pelo o extenso corredor com um tapete aveludado até o final dele.

Eu não sei se é azar ou algo do tipo mais o meu quarto fica antes do quarto do Aaron.

A merda da porta está aberta!

Se meus passos estavam suaves agora pareço que ando nas nuvens.

Continuo a caminhar na ponta dos pés tentando fazer o máximo de silêncio possível.

Então, ouço um pigarreio.

Droga!

-Onde a senhorita pensa que vai?- A voz rouca e meio sonolenta quebra o silêncio me fazendo parar na mesma hora.

Aperto os olhos com força enquanto mordo a lábio inferior pensando em uma bela desculpa, abro os olhos e encaro o final do corredor e logo me viro lentamente e sorrio para ele.

-Bom dia, amor!- falo com sarcasmo dando o passa a frente. -Vim saber se...

-Irei pergunta mais uma vez.- Ele fecha o livro que lia o deixando de lado. -Onde pensa que vai, Sabrina?

-Sair ué!- dou de ombros me apoiando na parede. -Não posso?

Aaron me avalia de cima a baixo com seu olhar questionador.

Seu corpo está coberto por um lençol até a altura do quadril deixando seu peitoral bem definido amostra.

Posso contar os gominhos daqui.

6 gominhos no total.

O desgraçado é bonito até quando acorda?

Eu pareço um espantalho quando acordo.

-Não.- Ele diz seco voltando a atenção para seu livro idiota.

Ele vai me manter em cárcere de privado? Não é assim que a banda toca.

-Escute Aaron.- Ele me olha severamente mas se acha que vou parar está muito enganado. -Eu vou sair por essa porta agora. Se você acha que vai me manter em cativeiro como nesses livros que existe por aí você está muito enganado.

-Sabrina! Não ouse me desobedecer, estou sendo bem paciente e tolerante com você.- ele fala em seu tom calmo, mas pela a veia saltada em sua testa sei muito bem que não está.

Olho para uma instante próxima a mim e ando até ela vendo uma chave aparentemente de um veículo.

-Bela chave.- a pego jogando no ar. -É da sua Lamborghini?- o olho com divertimento.

-Sabrina...- ele rosna em aviso tentando se levantar.

Jogo a chave mais uma vez e aceno um tchau com minha outra mão livre.

-Tchauzinho Aaron. Se comporte.- jogo um beijinho no ar vendo o mesmo ficar agitado na cama.

Caminho em passos lentos em direção a porta ouvindo o seus xingamentos.

-Desgraçada! SABRINA.- Aaron grita mas o ignoro totalmente.

Desço as escadas vendo Mari enxugando as mãos em um pano de prato totalmente agitada e assustada.

-Senhora? Aconteceu alguma coisa?- seu olhar de preocupação é nítido em sua face e apenas suspiro passando por ela.

-Leve o café para Aaron, Mari.- se bem que acho ou melhor tenho certeza que ele perdeu o apetite.

-Sim senhora.

-Aliás.- Abro a porta devagar e a olho por cima dos ombros. -O mande tomar um calmante.

Pisco para ela que me olha confusa e saiu batendo a porta.

Caminho até a garagem observando a queridinha do Aaron.

Deslizo o dedo indicador no capo enquanto caminho até o lugar do motorista.

-Que gracinha.

[...]

Eu aposto que Aaron podia ouvir o rancor dessa gracinha a quilômetros e quilômetros de distância.

Samos casados! O que é dele é nosso e o que é meu é meu.

Saio do veículo fechando a porta com cuidado.

Um veículo preto diminuí a velocidade quando passa por mim logo em seguida acelerando.

Apenas ignoro e atravesso a rua pouca movimentada, entro em um estabelecimento ouvindo o sino acima da porta tocar.

Não foi difícil encontra a mulher de fios castanhos sentada em uma das várias mesas vazias.

O lugar estava vazio em julgar pelo horário, havia uma garçonete atendendo uma moça vestida socialmente e um homem bem ao fundo do estabelecimento lendo jornal .

-Oi Elisa.- Me sento em sua frente e ela finalmente nota minha presença. -Quanto tempo, alias obrigado por se livrar da Karla.

Ela sorrir pondo a xícara de porcelana encima da mesa simples de madeira.

-Então, na verdade faz duas semana. Você quer alguma coisa ou podemos começar?- Ela entrelaça os dedos sobre a mesa enquanto me encara.

-Vamos começar.

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