Capa do romance Substituta Perfeita

Substituta Perfeita

9.3 / 10.0
Após fingir ser sua gêmea para acobertar um romance proibido, Sabrina Becker vê o plano ruir no altar. Com a fuga da irmã, o noivo traído, Aaron, exige vingança de forma implacável. Sob os olhares de uma elite chocada e de sua família decepcionada, ela é coagida a assumir o lugar da noiva. Aaron não aceita recusas e a obriga a dizer sim diante de todos. Agora, Sabrina enfrentará as duras consequências de seus atos como a substituta perfeita em um casamento forçado.

Substituta Perfeita Capítulo 1

Sabrina Becker.

2 semanas...são exatamente 14 dias.

Há exatos 14 dias que tudo aquilo havia acontecido. Desde a fuga da minha amada irmã até o horário do maldito casamento e o momento exato que Aaron levou um tiro em seu peito...

Ok! Quando eu disse que o queria morto, eu estava me referindo pelas minhas mãos e não pelas mãos daquela vadia encubada.

Que descanse em paz e queime nas chamas do inferno.

Sim! Karla meio que acabou morrendo "Não que faça falta" é claro. Aquele festa foi um vexame total para o nome de ambas famílias! Melissa ficou desapontada e a minha mãe nem se fala.

Soube que o caixão da querida ex do meu cunhadinho nem tinha sido aberto e Dimitri estava lá, para minha total surpresa.

O "Noivo" Baleado, uma mulher atingida com um tiro certeiro que atravessou seu peito e a noiva que fugiu com outro.

E claro! A irmã gêmea substituta.

A substituta perfeita.

Casamento perfeito não é?

Enfim, a lua de mel foi cancelada por causa do chefão internado em estado grave. Aaron foi tão desgraçado que não permitiu minha entrada no hospital para vê-lo assim quando se recuperou do seu ocidente.

Isso mesmo! ele me privou de ir visitá-lo no hospital.

Sabe quando dizem que vaso ruim não quebra? Podem acreditar.

Eu estava preocupada! De certa forma ele salvou a minha vida quando se pós a minha frete e tomou aquela bala por mim.

Eu deveria ter levado aquela bala e não ele.

Na verdade...A Sabina.

Mas isso não importa! Ele não tinha o direito de me proibir de vê-lo! Eu tenho sentimentos e sou sua esposa agora.

O mandarei para o inferno quando estiver melhor.

Depois do casamento e do Aaron ter sido socorrido as pressas, vim para minha nova casa a mando do Adam. Já até me acostumei com o silêncio e a falta das garotas que foram embora no mesmo dia...

Por mim, eu estaria bem plena na casa dos meus pais.

-Obrigado Mari.- Agradeci a cozinheira pela bebida fervente já que fazia um frio intenso em Berlim.

Inalei o vapor do líquido quente sentindo minhas narinas esquentarem por conta do calor que emanava ali.

-De nada garota.- Ela sorri voltando sua concentração para a comida que preparava. -Aaron saíra hoje do hospital.

Olho para Mari por cima da xícara e ela sorri sem tirar os olhos do conteúdo que tanto mexe.

-Como?

-Ele volta hoje, querida.- Ela me olha de relance sem perder seu belo sorriso.

Se recuperou rápido...

Ótimo! Essa casa será pequena demais para nós dois.

-Sabe que horas ele chegará Mari?- Deixo a xícara por cima do balcão sentindo minhas mãos esfriarem e esfrego as palmas.

-Em breve, senhorita.

-Me chame de Sabrina, Mari, já conversamos sobre isso.- Ela assenti concentrada no preparo do jantar.

-Deve ter sido difícil pra você né?- Ela desliga uma das bocas do fogão. -Assumir o lugar da sua irmã da noite pro dia e casar com o líder.

Enquanto o casamento não chegava confesso que era interessante está no lugar da minha irmã. Foi tão interessante que agora tô presa aquele homem aos meus 20 anos de idade.

Isso aconteceria mais cedo ou mais tarde.

Mas tinha que ser o Aaron??

-Nem tanto Mari.- Sorri de lado.

-Aaron era legal as vêzes e outras ele era insuportável. Sabe? acho que ele estava me usando.

-No fundo ele sabia que era você.- A mulher com aparentemente 38 anos dá de ombros focada em seu trabalho.

-Tá dizendo que ele sabia o tempo todo que era eu?- Arqueio uma sobrancelha dando um pequeno gole no chá já morno. -Impossível, então...

-Isso mesmo, Senho...Sabrina.- Ela desliga a outra boca do fogão e se vira para mim. -Acredite, Aaron é inteligente. Se ele não quisesse casar-se com você, ele não casava.

Faço uma careta confusa e Mari segui em direção a geladeira pegando uma caixinha de creme de leite.

Então ele queria se casar comigo?

Eu estou confusa, essa conversa só bagunçou completamente a minha cabeça.

-E Seus pais Sabrina?- desvio a atenção que antes estava nela e encaro o conteúdo da xícara que emanava pouca fumaça.

-Eu não os vejo desde o dia do casamento.- A olho. -Eu vi o desgosto nítido na face do meu pai e a decepção nos olhos da minha mãe.- Suspiro cansada. -Eu não tenho coragem de vê-los, Mari. Não agora.

-Eu entendo senhorita, talvez se vocês conversarem isso se resolva.- ela despeja o creme de leite em umas das panelas e volta a mexer.

-Bom talvez um dia e enquanto esse dia não chega, vou está por aqui.- Me levanto pronta para subir as escadas, não queria ver Aaron mais acho que isso será impossível....

-Sabrina?- Me viro lentamente para encará-la. -Tenha paciência querida, ele está magoado com isso tudo, não fica legal pra fama dele.

-Qual fama? O homem que consegue tudo que quer? Que tem tudo sobre o seu controle?- solto uma risada nasal debochada enquanto nego com a cabeça.

Ela me olha apreensiva.

-Eu cheguei Mari! As coisas vão mudar, será tudo do meu jeito.

A dou as costas e sigo em direção a escadaria de mármore branca.

A palhaçada acabou!

Eu me recuso a dormir no mesmo quarto que aquele homem.

De certa forma, eu me sinto uma traidora por ter me casado com a marido da minha irmã.

Noivo na verdade...

O prometido da minha irmã.

Ou namorado?

Tá! O plano não era esse, era para ele ter desistido.

Mas não, ele teve que levar isso pra frente.

Pois bem! Que seja.

As coisas serão do meu jeito agora.

Agora eu sou uma Duckworth.

Sabrina Duckworth Becker.

Até que eu gostei.

Escuto um carro estacionar em frente a porta da casa o que me leva até a varanda do meu quarto.

E para a minha surpresa era uma ambulância e atrás o carro do Gustavo ele desce do veículo e auxilia alguns profissionais com uma cadeira de roda.

Me afasto da varanda fechando as cortinas que estavam abertas.

Em passos largos, caminho até porta a trancando na chave.

Me escoro na porta apoiando a cabeça na mesma suspirando pesadamente.

-Que comece o inferno.

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