Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance Sua Noite é Nossa

Sua Noite é Nossa

Noah, Ravi e Lucca são irmãos marcados por um passado obscuro que os forçou a uma rotina de isolamento e vigilância. No entanto, a vida solitária desses justiceiros muda drasticamente ao conhecerem Larissa, uma jovem que tenta desesperadamente escapar de sua própria realidade sombria. Unidos pelo destino em meio a perigos urbanos, o encontro inesperado transforma a dor em esperança, onde cada um deles acaba se tornando a única salvação possível para o outro.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 1

RAVI

Dizem que os gatos saem para caçar à noite. Nós poderíamos ser considerados gatos, pois é apenas à noite que saímos para caçar os ratos imundos espalhados por todo este maldito lugar.

Tudo era tão podre neste mundo que, mesmo nós, não conseguíamos livrar nem um terço da podridão que o assola.

- Silas Gomes! - eu falei, apontando o meu bastão de baseball que mandei fazer exatamente do meu gosto.

Era todo de prata e o cabo vermelho e, na ponta, um gato selvagem desenhado. O homem a nossa frente se tremia inteiro, ajeitei minha máscara.

- Eu não... não sou... Silas Gomes...- o sujeito falou se tremendo inteiro.

- Você não é ele, você o estuprou e matou, um garoto de doze anos, seu verme nojento! - meu irmão falou extremamente irritado.

Quando ele tentou correr, peguei meu bastão e golpeei com toda minha força, acertando sua perna, fazendo-o urrar de dor ao cair no chão.

- Eu já fui preso, paguei por isso... - o homem falou se arrastando para longe de nós

- Não ficou preso nem dois meses, seu verme... - falo chutando-o.

- Mas como somos bonzinhos, vamos te dar a chance de correr, tem cinco minutos de vantagens. Aposto que para o garoto, você não deu chance alguma! - meu outro irmão falou.

O homem se levantou e saiu correndo, mancando e pulando com a perna ferida.

Meu irmão girou seu machado no ar, jogando na direção o verme, nós só vimos a cabeça do maldito rolar pela rua, e o corpo dele cair um tempo depois ao seu lado.

- Mira perfeita, irmão! - falei e ele riu.

- Ando treinando muito, esse verme não nos fez nem suar!

- Verdade, vamos mandar a cabeça dele para a mãe do menino!

Nós fomos em direção ao corpo do nojento caído no chão, os funcionários responsáveis pela limpeza da pequena bagunça teriam trabalho, o maldito sangrou por todo lugar.

LARISSA

Puta merda, primeiro dia de aula e vou me atrasar. Por que tenho que morar tão longe? Amanhã sairei mais cedo de casa ainda.

Corri pelos corredores da escola, nem sabia onde era minha sala, mas estava correndo mesmo assim.

A porta de uma sala se abriu e um homem todo de preto saiu. Não houve tempo de parar e colidi com força no homem, fazendo com que ambos caíssemos, eu acabei ficando por cima dele.

O homem deu um grunhido alto, como se eu o tivesse espancado, e me jogou longe com tanta força que acabei batendo minha boca na porta.

- Está louca menina?! - ele grita se levantando e limpando, como se eu tivesse uma doença contagiosa que poderia ter passado para ele.

Só conseguia pensar na dor que senti, estava com as minhas mãos na boca e com os olhos arregalados cheios de lágrimas. Que cara idiota.

- Não olha por onde anda? - ele falou furioso.

- O que está acontecendo aqui? - Outro homem apareceu, falando com uma voz grossa e bem sério.

- Essa maluca correndo nos corredores, caiu em mim, quase me toca! - o que esbarrei falou, ou melhor, praticamente gritou.

- Correndo pelos corredores menina, vai levar uma advertência! - o outro falou. - Se levanta vamos para a diretoria! - Eu me levantei imediatamente do chão.

- Tira a mão do rosto e vai logo garota irresponsável! - o que me atingiu falou.

Eu tirei a mão da boca e o sangue escorreu por ela, sujando o chão!

- Merda, Ravi, você machucou a menina! - O homem que chegou a pouco parecia irritado.

- Desculpa, eu só estava procurando minha sala, eu corri porque não queria me atrasar! Desculpa cair em cima de você senhor! - Comecei a chorar.

Logo no primeiro dia, eu estava causando aquela confusão toda.

- Vem, vamos para a enfermaria! - O homem se aproximou de mim e ficou me olhando. Ele literalmente parou na minha frente e ficou parado me olhando sem falar nada, ou desviar o olhar.

- Seus olhos... - ele falou num murmúrio. - São da cor violeta! - Parecia hipnotizado com meus olhos.

- Sim são!

Fico sem graça, todos achavam meus olhos diferentes, mas ninguém me encarava como esse homem está fazendo agora.

- Olhe só esses olhos, Ravi! - ele falou e o homem que me jogou longe se aproximou de mim, fui para trás com medo.

Tropecei na minha própria mochila e acabei caindo de novo, Ravi se abaixou perto de mim se aproximou e olhou meus olhos.

- É a coisinha mais linda que já vi na minha vida, Noah! - ele falou me olhando e eu fiquei seriamente em dúvida se ele falava dos meus olhos.

Eu fui me levantar, encostei em seu joelho involuntariamente, fui empurrada de novo.

Não encosta em mim! - ele falou e fui me arrastando para trás com medo dele, encostei na parede, aquele homem era assustador.

Deixa de ser grosso, Ravi, está todo coberto, e de luvas, o que acha que vai acontecer? - Noah falou. - Todos voltem para sala ou levarão suspensão.

Ele se vira para a multidão de curiosos que se formou ao nosso redor.

- Ah qual é diretor... - Alguns alunos que nos assistiam, ao pequeno show, protestaram. "Meu Deus esse era o diretor, só tem pessoas assustadoras nessa escola?"

Eu pensei, enquanto, me levantava do chão, ajeitei meu uniforme.

- Venha, me acompanhe! - o diretor falou. - Qual seu nome, pequenas olhos de violeta? - ele perguntou sorrindo, aquele sorriso fez minhas pernas bambearem na hora, que sorriso lindo.

- La... Larissa Andrade! - eu falo tentando ficar séria.

- Larissa eu sou Noah Navarro sou o diretor esse é o professor de matemática Ravi Navarro! - ele apresentou

Eu olhei para o homem que me machucou, ele era muito lindo, passado toda aquela confusão, podia observá-lo melhor, ele era bem alto e porte atlético, dava para ver perfeitamente seus músculos pela camisa social preta e bem colada, a calça social lhe caia perfeitamente também, ele tinha os cabelos pretos e bem penteados os olhos eram pequenos e bem pretos e a boca era um pouco fina, combinação perfeita com o rosto bonito dele.

- Vamos srta. Andrade, sua boca está inchando muito! - o diretor falou, ele era tão bonito quanto o professor assustador. Ele também era tão alto quanto, os cabelos negros também bem penteados, eles eram bem parecidos, mas o diretor tinha uma barba maior, bem desenhada e bonita, também tinha uma tatuagem no rosto.

"Que escola de homens lindos," pensei enquanto acompanhava o diretor bonito. Olhei para trás e percebi que o professor me observava atentamente. Virei o rosto, constrangida. Era meu primeiro dia na escola e eu já estava envolvida em uma confusão.

Queria que surgisse um buraco no chão para que eu pudesse pular e me esconder por um bom tempo.

Você pode gostar

Capa do romance A Dona de Máfia
9.0
Criada no violento cenário da máfia de Chicago, Dakota Drummond tornou-se uma mulher fria e marcada por traumas. Sua vida muda ao cruzar o caminho de um agente da narcóticos enviado para prendê-la. Entre perigos e salvamentos mútuos, surge uma paixão proibida. Enquanto lutam contra sentimentos que violam suas próprias regras, segredos obscuros sobre a família de Dakota emergem. Em um mundo onde matar ou morrer é a única lei, esse amor poderá sobreviver?
Capa do romance Ascensão da Imperatriz
8.7
A umidade fria do templo budista costumava ser um refúgio para Elena, a Imperatriz Viúva, um lugar para meditar sobre o braço que sacrificou para salvar seu filho, o Imperador. Mas hoje, gritos e a voz estridente de arrogância da Concubina Chu, a favorita de seu filho, quebravam a paz do palácio. Ela presenciou a concubina chutando uma jovem criada, com uma crueldade que Elena não podia ignorar. Ao intervir, esperando que sua presença dissipasse o tirania, Elena foi recebida com desdém. A Concubina Chu, cega por seu poder e pela crença de que Elena era apenas uma velha serva sem títulos, zombou de sua aparência humilde e de sua manga vazia. Um tapa estalou no ar, virando o rosto de Elena, um choque físico que a deixou sem palavras, algo que ninguém ousaria fazer. A violência da Concubina Chu só aumentou. Ela não apenas esbofeteou Elena, mas também empurrou e chutou cruelmente sua leal serva Ava, ordenando que seus guardas a espancassem. Enquanto Ava gemia de dor, a Concubina Chu zombava, revelando que o Imperador, seu próprio filho, lhe dera permissão para limpar o harém "de ervas daninhas" como Elena. O coração de Elena se gelou. Seu braço havia sido sacrificado por um filho que, agora, dava poder a um monstro. Em um último esforço para revelar a verdade, Elena proclamou sua identidade: "EU SOU ELENA, A IMPERATRIZ VIÚVA! MÃE DO IMPERADOR!". A resposta foi uma gargalhada histérica. A Concubina Chu a viu como uma impostora, uma "velha aleijada feia" que se atrevia a usar o nome sagrado da verdadeira imperatriz. Em sua loucura, a concubina ordenou que raspassem a cabeça de Elena, quebrassem seus membros e costurassem sua boca, ridicularizando sua dignidade. Com os lábios costurados e o corpo quebrado, Elena foi jogada em um saco e levada para a coroação de seu próprio filho. Lá, a Concubina o manipulou com mentiras, acusando Elena de traição e de ter um caso. Seu filho, o Imperador, cegado pela raiva e pelo engano, desembainhou sua espada. Um golpe gelado em seu peito, e a vida de Elena se esvaiu, seu último pensamento a imagem distorcida de um filho que a esfaqueou, tudo sob os olhos triunfantes da concubina. No entanto, o destino tinha outros planos.
Capa do romance Contrato de casamento com o rei
8.8
Khaled, líder de uma comunidade árabe, carrega o peso de guiar seu povo enquanto lida com um amor do passado que se transformou. Pressionado a escolher uma rainha por tradição, ele resiste ao matrimônio imposto. No entanto, seu caminho cruza com o de Sathara, a Afrodite, que rejeita veementemente o trono. Apaixonada pelo pior inimigo de Hashimi, ela desafiará o destino de Khaled. Entre dever real e desejos proibidos, que fim levará esse conflito?
Capa do romance Coração rendido ao mafioso
9.8
Lilian Reed sonha em ser enfermeira, mas sua madrasta a vende para o temido mafioso Cassian Moore. Presa a um acordo sombrio no submundo do crime, a jovem tenta trabalhar para quitar sua dívida e recuperar a liberdade. No entanto, Cassian exige submissão total, despertando nela uma tensão sexual avassaladora e perigosa. Entre beijos brutais e segredos do passado, Lilian luta contra o domínio dele, sem saber se seu coração se renderá antes da fuga.
Capa do romance Incomplacência
9.4
Após três anos de cárcere, as irmãs Júlia e Janet Jackson escapam e recebem a proteção do investigador Bertiolli Matarazzo. No entanto, a liberdade é frágil: o líder da máfia que as sequestrou iniciou uma caçada implacável para silenciá-las, temendo que seus segredos criminosos sejam revelados. Para sobreviverem e garantirem um futuro, elas enfrentarão perigos extremos em uma trama repleta de mistérios, ação intensa e romances inesperados.
Capa do romance KHAZAR Legado de Sangue
7.9
Na máfia Khazar, o erro é punido com a morte e a lealdade é eterna. O Don da Calábria falhou ao poupar um inimigo, quase dizimando sua linhagem. Contudo, três herdeiros sobreviveram ao massacre de seus pais. Após duas décadas de espera e preparação, o protagonista retorna com suas irmãs para retomar o poder. O tempo de aguardar acabou; agora, eles buscam vingança sangrenta para reivindicar o legado roubado e restaurar a honra da família Khazar.