Capa do romance Sua Noite é Nossa

Sua Noite é Nossa

7.9 / 10.0
Noah, Ravi e Lucca são irmãos marcados por um passado obscuro que os forçou a uma rotina de isolamento e vigilância. No entanto, a vida solitária desses justiceiros muda drasticamente ao conhecerem Larissa, uma jovem que tenta desesperadamente escapar de sua própria realidade sombria. Unidos pelo destino em meio a perigos urbanos, o encontro inesperado transforma a dor em esperança, onde cada um deles acaba se tornando a única salvação possível para o outro.

Sua Noite é Nossa Capítulo 1

RAVI

Dizem que os gatos saem para caçar à noite. Nós poderíamos ser considerados gatos, pois é apenas à noite que saímos para caçar os ratos imundos espalhados por todo este maldito lugar.

Tudo era tão podre neste mundo que, mesmo nós, não conseguíamos livrar nem um terço da podridão que o assola.

- Silas Gomes! - eu falei, apontando o meu bastão de baseball que mandei fazer exatamente do meu gosto.

Era todo de prata e o cabo vermelho e, na ponta, um gato selvagem desenhado. O homem a nossa frente se tremia inteiro, ajeitei minha máscara.

- Eu não... não sou... Silas Gomes...- o sujeito falou se tremendo inteiro.

- Você não é ele, você o estuprou e matou, um garoto de doze anos, seu verme nojento! - meu irmão falou extremamente irritado.

Quando ele tentou correr, peguei meu bastão e golpeei com toda minha força, acertando sua perna, fazendo-o urrar de dor ao cair no chão.

- Eu já fui preso, paguei por isso... - o homem falou se arrastando para longe de nós

- Não ficou preso nem dois meses, seu verme... - falo chutando-o.

- Mas como somos bonzinhos, vamos te dar a chance de correr, tem cinco minutos de vantagens. Aposto que para o garoto, você não deu chance alguma! - meu outro irmão falou.

O homem se levantou e saiu correndo, mancando e pulando com a perna ferida.

Meu irmão girou seu machado no ar, jogando na direção o verme, nós só vimos a cabeça do maldito rolar pela rua, e o corpo dele cair um tempo depois ao seu lado.

- Mira perfeita, irmão! - falei e ele riu.

- Ando treinando muito, esse verme não nos fez nem suar!

- Verdade, vamos mandar a cabeça dele para a mãe do menino!

Nós fomos em direção ao corpo do nojento caído no chão, os funcionários responsáveis pela limpeza da pequena bagunça teriam trabalho, o maldito sangrou por todo lugar.

LARISSA

Puta merda, primeiro dia de aula e vou me atrasar. Por que tenho que morar tão longe? Amanhã sairei mais cedo de casa ainda.

Corri pelos corredores da escola, nem sabia onde era minha sala, mas estava correndo mesmo assim.

A porta de uma sala se abriu e um homem todo de preto saiu. Não houve tempo de parar e colidi com força no homem, fazendo com que ambos caíssemos, eu acabei ficando por cima dele.

O homem deu um grunhido alto, como se eu o tivesse espancado, e me jogou longe com tanta força que acabei batendo minha boca na porta.

- Está louca menina?! - ele grita se levantando e limpando, como se eu tivesse uma doença contagiosa que poderia ter passado para ele.

Só conseguia pensar na dor que senti, estava com as minhas mãos na boca e com os olhos arregalados cheios de lágrimas. Que cara idiota.

- Não olha por onde anda? - ele falou furioso.

- O que está acontecendo aqui? - Outro homem apareceu, falando com uma voz grossa e bem sério.

- Essa maluca correndo nos corredores, caiu em mim, quase me toca! - o que esbarrei falou, ou melhor, praticamente gritou.

- Correndo pelos corredores menina, vai levar uma advertência! - o outro falou. - Se levanta vamos para a diretoria! - Eu me levantei imediatamente do chão.

- Tira a mão do rosto e vai logo garota irresponsável! - o que me atingiu falou.

Eu tirei a mão da boca e o sangue escorreu por ela, sujando o chão!

- Merda, Ravi, você machucou a menina! - O homem que chegou a pouco parecia irritado.

- Desculpa, eu só estava procurando minha sala, eu corri porque não queria me atrasar! Desculpa cair em cima de você senhor! - Comecei a chorar.

Logo no primeiro dia, eu estava causando aquela confusão toda.

- Vem, vamos para a enfermaria! - O homem se aproximou de mim e ficou me olhando. Ele literalmente parou na minha frente e ficou parado me olhando sem falar nada, ou desviar o olhar.

- Seus olhos... - ele falou num murmúrio. - São da cor violeta! - Parecia hipnotizado com meus olhos.

- Sim são!

Fico sem graça, todos achavam meus olhos diferentes, mas ninguém me encarava como esse homem está fazendo agora.

- Olhe só esses olhos, Ravi! - ele falou e o homem que me jogou longe se aproximou de mim, fui para trás com medo.

Tropecei na minha própria mochila e acabei caindo de novo, Ravi se abaixou perto de mim se aproximou e olhou meus olhos.

- É a coisinha mais linda que já vi na minha vida, Noah! - ele falou me olhando e eu fiquei seriamente em dúvida se ele falava dos meus olhos.

Eu fui me levantar, encostei em seu joelho involuntariamente, fui empurrada de novo.

Não encosta em mim! - ele falou e fui me arrastando para trás com medo dele, encostei na parede, aquele homem era assustador.

Deixa de ser grosso, Ravi, está todo coberto, e de luvas, o que acha que vai acontecer? - Noah falou. - Todos voltem para sala ou levarão suspensão.

Ele se vira para a multidão de curiosos que se formou ao nosso redor.

- Ah qual é diretor... - Alguns alunos que nos assistiam, ao pequeno show, protestaram. "Meu Deus esse era o diretor, só tem pessoas assustadoras nessa escola?"

Eu pensei, enquanto, me levantava do chão, ajeitei meu uniforme.

- Venha, me acompanhe! - o diretor falou. - Qual seu nome, pequenas olhos de violeta? - ele perguntou sorrindo, aquele sorriso fez minhas pernas bambearem na hora, que sorriso lindo.

- La... Larissa Andrade! - eu falo tentando ficar séria.

- Larissa eu sou Noah Navarro sou o diretor esse é o professor de matemática Ravi Navarro! - ele apresentou

Eu olhei para o homem que me machucou, ele era muito lindo, passado toda aquela confusão, podia observá-lo melhor, ele era bem alto e porte atlético, dava para ver perfeitamente seus músculos pela camisa social preta e bem colada, a calça social lhe caia perfeitamente também, ele tinha os cabelos pretos e bem penteados os olhos eram pequenos e bem pretos e a boca era um pouco fina, combinação perfeita com o rosto bonito dele.

- Vamos srta. Andrade, sua boca está inchando muito! - o diretor falou, ele era tão bonito quanto o professor assustador. Ele também era tão alto quanto, os cabelos negros também bem penteados, eles eram bem parecidos, mas o diretor tinha uma barba maior, bem desenhada e bonita, também tinha uma tatuagem no rosto.

"Que escola de homens lindos," pensei enquanto acompanhava o diretor bonito. Olhei para trás e percebi que o professor me observava atentamente. Virei o rosto, constrangida. Era meu primeiro dia na escola e eu já estava envolvida em uma confusão.

Queria que surgisse um buraco no chão para que eu pudesse pular e me esconder por um bom tempo.

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