Capa do romance Sexy e Possessivo

Sexy e Possessivo

8.0 / 10.0
Fiel à memória da esposa, Chance Müller limita seus desejos à observação na Private Pleasure. Tudo muda ao conhecer Cherry, uma mulher misteriosa que desperta nele uma obsessão incontrolável. A surpresa surge quando ele descobre que ela é Phoebe Morris, sua nova advogada em um caso de assédio. Determinado a possuí-la, Chance propõe um acordo de prazer em troca de um desejo, impondo uma regra crucial: sentimentos e paixão estão estritamente proibidos.

Sexy e Possessivo Capítulo 1

Chance

Respirei fundo antes de me inclinar e apoiar as mãos na parede, deixando com que o peso do meu corpo se apoiasse em meus braços. Estreitei os olhos e vi uma mulher sentada na cama, de costas para frente do espelho semitransparente, de modo que somente eu pudesse ver o que acontecia no quarto.

Prometi a mim mesmo nunca participar, mas aquela mulher despertava algo dentro de mim, e era quase impossível deixar meu pau dentro das calças desde o minuto em que a via. Era só um jogo, eu sabia, mas não deixava de ser real. Ela realmente me fazia desejar, e eu sei… era um babaca por fazer isso.

Eu não podia desejá-la.

Não podia me imaginar fodendo ela.

Mas era algo extremamente difícil. E eu sabia que deveria ser a porra de um masoquista por gostar disso, porque, fala sério, quem iria querer se auto provocar dessa forma?

O quarto era como uma cabine numa sala maior, na qual outros homens poderiam observar quem estivesse lá dentro e, de vez em quando, um entrava e a satisfazia. Havia seis paredes, todas permitiam que pervertidos como eu pudessem ver através delas, enquanto um de nós fodia a mulher.

Cherry.

Esse era o seu nome.

Eu juro que vou para o inferno por fazer isso. Deslizei a mão pela parede de vidro e abri o zíper, enfiando minha mão dentro da cueca. Um cara entrou, tirou as calças e se colocou na frente de Cherry, que permanecia de costas para mim, as mãos amarradas atrás das costas.

— Quer brincar? — Perguntou ele — eu sei que quer. — Ela fez que sim, gemendo baixinho. O homem não havia tirado a máscara, que protegia sua identidade, e quando ele inclinou Cherry para enfiar o pau na sua boca, mordi o lábio inferior.

Eu era a porra de um pervertido, mas por alguma razão, adorava tudo isso. Desde que Lauren sofrera um acidente há seis meses, minha vida sexual passou de monótona à escassa, e não me julgue, eu a amo, mas ninguém consegue viver muito tempo sem fazer algo de que goste. Sexo era um vício até virar rotina. Eu fodia minha esposa todos os dias, e adorava perceber que lhe dava prazer, mas tudo parecia ser repetitivo, até que o acidente aconteceu, e meu casamento praticamente acabou. Eu prometi a ela e a mim mesmo que nunca encostaria em outra mulher, algo que havia conseguido cumprir com dedicação até encontrar Cherry.

Cherry, como todos, devia ter uma vida sem graça e particularmente broxante, por isso precisava de que alguns caras com tesão e alguns milhões na conta bancária — como eu — a tocasse e fizesse sentir desejada. O que, puta merda, ela conseguia sem se esforçar muito. Todas as quintas frequentava o Private Pleasure, onde podia colocar em prática minhas fantasias sem precisar tocar em ninguém, isso até encontrar a maldita boceta mágica de Cherry.

Ela abriu bem a boca, e o cara segurou sua cabeça, colocando uma perna sobre a cama. Eu vi a língua de Cherry deslizando pelo pau do cara, e quando ele perguntou se estava gostando, ela fez que sim, então ele tirou o membro e ergueu o queixo dela, inclinou a cabeça e capturou seus lábios rosa e carnudos.

Imaginei sua boca em volta do meu pau, e um gemido escapou de minha garganta.

Porra.

Cherry era uma mulher linda; cabelos castanhos avermelhados, pele lisa e macia, além de seios pequenos e delicados, e eu apostava que conseguia manter seus mamilos arrebitados, duros como meu pau. Era presunçoso, mas eu sabia que, de alguma forma, era de mim que ela precisava.

O homem subiu na cama, desabotoou a camisa e deu uma risadinha, encarando os seios lindos de Cherry.

— Me deixe ver seu rosto, linda — pediu ele.

Ela nunca deixava nenhum dos homens com quem tinha relações verem seu rosto, que era coberto por uma máscara acinzentada que cobria o rosto até o fim do nariz. Todos ali se protegiam com apelidos, além de toda a informação sobre a identidade ser levada à sério.

— Não. — Disse ela.

Ele não insistiu, mas pareceu ficar aborrecido com sua resposta. Ele se inclinou sobre ela, e sem aviso prévio, enterrou-se dentro dela. Cherry gemeu, e tirando meu pau para fora da cueca, grunhi baixinho. Enquanto começava a me acariciar, o cara saía e entrava nela. Cherry não se mexia, e permitia que ele fizesse o que quisesse com seu corpo.

Ela era submissa às vontades alheias, e isso me deixava louco.

O homem começou a chupar os mamilos arrebitados de Cherry, e arrancando-lhe gemidos baixinhos, ele sorriu. Alguns minutos depois, ele retirou-se de dentro dela e gozou em sua barriga. Seu esperma derramou-se pela lateral de Cherry, e percebi, pela primeira vez, que estava incendiado de desejo.

Ainda me masturbava quando o homem saiu. Meu coração batia forte dentro da caixa torácica, reverberando uma sensação extasiante por todo o corpo.

Cherry ficou sozinha novamente, e eu conseguia ver que seu peito subia e descia. Ela estava excitada, mas nem um homem foi capaz de lhe dar um orgasmo. Ela se virou, e pediu para o próximo entrar.

Silêncio.

Eu engoli em seco, e tomando coragem, entrei no quarto bem iluminado. Cada parede funcionava, também, como uma porta. Fechei-a devagar, para não bater. O reflexo no espelho mostrava a mim e a Cherry, deitada na cama. Inclinei-me, tirei as calças e a cueca e me aproximei da cama, desfazendo o nó da gravata. Meu pau ficou ainda mais duro, latejando loucamente.

Cherry levantou os olhos, e quando me viu, reparei que disse silenciosamente: "Sou toda sua". Eu ri, tirando o terno.

Em mais de seis meses eu não havia tocado em outra mulher. Em mais de seis meses me enterrei no trabalho e deixei o prazer de lado, mas tudo isso agora parecia perder o sentido. Cherry estava ali, e eu sabia o que ela queria. Porque eu queria o mesmo. Queria encontrar o prazer que me neguei por tanto tempo, e o que havia de errado nisso? Éramos dois adultos dispostos a se usarem única e exclusivamente para obter prazer.

Nu, subi na cama.

— Pensei que nunca fosse senti-lo dentro de mim — ela disse, sorrindo maliciosamente.

Eu costumava apenas assisti-la, mas hoje queria mais que isso. Queria muito mais.

A queria para mim.

— Qual é o seu nome, Coelhinho? — Perguntou, se referindo à minha máscara. Meu sorriso distendeu, e percebendo, ela disse: — perdeu a língua?

— Talvez eu possa tê-la perdido — eu disse. — É Andrew. Me chame de Andrew. — Ela assentiu e mordeu o lábio inferior. Cherry se remexeu na cama, e vi as marcas vermelhas em sua pele lisa e macia feitas pela corda.

— Coelhinho, o que vai fazer comigo? — Perguntou. Eu levei a mão até seu quadril despido e o massageei.

Cada participante tinha vinte minutos. Eu tinha que ser rápido e criativo para fazê-la gozar. Não tinha muito tempo para conversar.

— Vou fazê-la gritar por meu nome — eu disse, puxando-a para mim.

— É meio pretensioso da sua parte — ela disse. Eu a encarei e notei seu sorriso enorme. — E o que mais? O que mais vai fazer comigo, Coelhinho?

— Cala a porra da boca e veja.

Ela assentiu, e eu escorreguei por seu corpo, minhas mãos percorrendo a pele nua e lisa. Agarrei os seios deliciosos, inclinei a cabeça e capturei um de seus mamilos, apalpando delicadamente o seio esquerdo. Ela me encarou enquanto o fazia, e quando girei a língua por seu mamilo, ela mordeu o lábio inferior. Eu apertei seu mamilo com o indicador e o polegar, e ela gemeu.

Gemeu pra caralho.

Parecia que a Cherry gostava de um pouco de sado, afinal.

Eu percorri seu seio com a língua, e satisfeito, desci até sua boceta, aplicando beijos pela região molhada. Eu adorava ver as reações de uma mulher enquanto mergulhava minha língua dentro dela, e por mais que aquela fosse minha primeira e única vez com Cherry, não podia me negar sentir seu gosto, ainda que também experimentasse o esperma de outros caras.

Era um preço pequeno.

Eu lambi o clitóris inchado de Cherry, e suas pernas tremeram. Deitado sobre ela, a agarrei com possessividade e enterrei minha cara entre suas pernas. Usei uma das mãos para massagear seu ponto de prazer, e desci com a língua pelos grandes lábios, dando um beijo molhado e dizendo olá. Eu invadi sua vulva, e ela inclinou os quadris para cima, de modo que eu pudesse chupá-la com mais liberdade.

Apoiei-me nos braços e comecei a roçar meu corpo no dela. Cherry ofegava abaixo de mim, e eu encostei a testa na dela, encaixando meu membro em sua feminilidade. Penetrei-a lentamente, me enterrando aos poucos dentro de Cherry. Ela gemia baixinho, e quando a invadi por completo, ela abriu a boca, me encarando com espanto.

— Ainda acha que não vou fazê-la implorar por mim? — Perguntei, levando a boca ao seu ouvido.

— Prove — ela desafiou.

Eu gostava de suas provocações.

Tomei seu pescoço e aspirei o cheiro bom e delicado de seu perfume. Ela gemeu de dor, provavelmente porque a corda a deixara numa posição desconfortável, então a coloquei de bruços, mandei empinar a bunda e dei uma palmada. Eu comecei a estocar lentamente, sentindo sua boceta me apertando aos poucos. Aumentei a velocidade, segurei suas nádegas e Inclinei-me sobre ela, penetrando-a com firmeza, então desci a mão até a junção entre as coxas e massageei seu clitóris, movimentando lentamente, em círculos, e depois, aplicando batidinhas. Ela reagia empinando a bunda, me permitindo invadi-la com mais facilidade. Meu pênis se tornara tão inchado dentro de si, que estávamos conectados. Segurei sua cintura com força e estoquei com brutalidade, como um selvagem.

Ela gemia, alucinada.

Sorrindo convencido, eu sussurrei:

— Diga meu nome.

Por orgulho, ela disse:

— Não.

— Quer que eu pare? — Eu beijei seu ombro e ela respondeu:

— Não.

Cherry era uma garota gulosa e orgulhosa. Isso me deixaria irritado se eu não estivesse tão excitado.

— Porra, Cherry — eu disse. — Diga o meu nome.

— Não é o seu verdadeiro nome. — Disse ela. — Me diga o seu nome — continuou entre um gemido.

Eu a fiz sentar em meu colo, segurei sua barriga e pedi para cavalgar meu pau.

— Eu não posso.

— Coelhinho — ela disse — vou chamá-lo de Andrew.

— Me chame do que quiser.

Senti-a deslizando por meu pau, e descontrolado, tomei sua boca, engolindo seus gemidos de prazer. Segurei seu cabelo com força e desci a língua pelo pescoço, onde deixei pequenas marcas em sua pele.

Minhas marcas.

— Andrew — gemeu ela — me fode. Mais forte. — Pediu.

A coloquei de lado, levantei sua perna e encaixei meu membro em sua abertura apertada. Eu mergulhei dentro dela, esfregando meu corpo contra o dela. Segurei um seio e o tomei em minha boca, sugando-o com a língua.

— Você é gostosa pra caralho.

Deixei meu sotaque escapar. Era algo que provava que ela me deixava louco.

— Verdammt. — Sussurrei. A palavra bruta, que significava "porra" em inglês, fez com que ela me encarasse. Senti seu corpo um pouco mole em meus braços. — Goza pra mim. — Mordi o lóbulo de sua orelha e acariciei seu clitóris, estimulando-a enquanto a penetrava freneticamente. — Caralho, Cherry.

Meu peito disparara, e pensava que estava perto da morte, porque meus músculos pareciam doer. Todo o meu corpo vibrava.

Por fim, Cherry começou a se contorcer, tentando conter seu orgasmo, e eu continuei a fodendo com força e necessidade, até ela gritar meu nome. Eu sorri, entrando e saindo de dentro dela, até gozar.

Mole sob o meu corpo, ela sussurrou:

— Vielen Dank. — Surpreso por perceber que falava alemão, retruquei:

— Freut mich.

Eu beijei seus lábios uma última vez antes de sair da cama e me vestir.

Aquilo não poderia acontecer de novo, principalmente porque havia prometido para Lauren que nunca a trairia. Mas também porque eu não sabia ao certo me controlar quando estava perto de Cherry.

Foi assim antes, e seria assim para sempre.

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