Capa do romance Casada com o Turco

Casada com o Turco

8.2 / 10.0
Criada na Inglaterra, Sila Yilmaz vive distante das tradições turcas até que o último desejo de seu pai muda seu destino: ela deve se casar com alguém de sua própria linhagem. Do outro lado está Murat Arslan, um poderoso barão do petróleo amargurado pela viuvez, cujo único afeto é dedicado ao filho Ali. Pressionado por negócios a um novo matrimônio, ele se une a Sila, mas a vivacidade da jovem esposa testará a frieza do arrogante bilionário.

Casada com o Turco Capítulo 1

Sila

— Sila, em nome de Deus, onde você estava? — Marli minha melhor amiga desde sempre questiona assim que entro no nosso apartamento.

— Estava vivendo um sonho acordada, Marli — ralho exalando felicidade e sorrio, deixo-me cair no sofá da sala.

— Sonho acordado, o que você fez, garota?

Muitas perguntas e eu tenho as respostas para todas elas. A verdade, é que Marli veio para os EUA para me acompanhar na faculdade e para isso ela escolheu o mesmo curso que eu. Um meio que os meus irmãos Deniz, Sinan e Hakan encontraram de me controlar longe de casa, mas eles não faziam ideia de que Marli seria a minha cúmplice de cada dia.

— Lembra do moreno alto e de semblante marcante do outro lado do balcão? — Ela resfolega, levando uma mão para a sua boca. Meu sorriso se amplia.

— Você não fez o que eu estou pensando que fez?

— Se estiver se referindo a minha virgindade. não, eu não fiz.

— Nossa, que alívio! — Ela leva uma mão para o seu peito, soltando o ar pela boca. Rio do seu alvoroço.

— Mas foi por pouco, porque ele é realmente um homem muito envolvente.

— Espera, você sumiu por três dias com um desconhecido e está me dizendo que não rolou nada?

— Taylor, o nome dele é Taylor Miller e ele é americano. Portanto, ele não era nenhum estranho. E não, não fizemos nada que comprometa a pureza dessa turca aqui. Que coisa mais idiota! — resmungo, soltando uma lufada de ar.

— E eu posso saber como você conseguiu isso? Quer dizer, ele é homem, certo? E você é uma garota linda…

— É bem simples, querida Marli. Eu contei para o Taylor sobre a minha origem e sobre os nossos costumes, e ele respeitou isso. — Ela ergue as sobrancelhas, abrindo a boca completamente surpresa.

— Simples assim?

— Ah, Marli acho que estou apaixonada! — cantarolo completamente fascinada a fazendo abrir um sorriso languido.

— Como pode estar apaixonada se só o conheceu há três dias? — retruca achando graça.

— Eu não sei, só sei que estou perdidamente apaixonada por ele. Quer dizer, o Taylor é atencioso e compreensivo. É claro que rolou alguns carinhos meio salientes e que ele soube despertar o fogo dentro de mim.

— Mas?

— Eu vou dizer uma coisa. Só não me entreguei porque conheço bem o Deniz, ele me faria pagar uma penitência por dias a fio.

— Bom, agora que a sua aventura se acabou, temos que ir para o aeroporto — avisa me deixando frustrada.

— Ah, precisa ser agora?

— Sila, o Deniz está me ligando desde ontem e eu já não tenho mais desculpas para lhe dar!

Bufo audivelmente.

— Dei o meu endereço para o Taylor — aviso abruptamente a fazendo frear os seus movimentos.

— Você fez o que?! — A garota praticamente grita.

— Ele quer conhecer a minha família e quer pedir permissão para me namorar. — Outra vez os seus olhos se abrem demasiadamente.

— Está brincando comigo, não está?

— Não, o Taylor entendeu a minha condição e está disposto a conversar com os meus irmãos.

— Quer saber, eu só acredito vendo. Esse Taylor deve mesmo estar muito apaixonado por você para enfrentar os seus irmãos assim. — Meu sorriso se amplia.

— Ele deve mesmo

***

Algumas horas depois...

— Ora vamos, arrumem logo essa mesa, elas devem chegar a qualquer momento! — Escuto a voz da Senhora Eda Yilmaz, minha querida mãe dando ordens para os empregados da casa e só então percebo o quanto estou cheia de saudades suas e de todos nessa casa. Portanto, largo as minhas malas em qualquer lugar da sala e vou imediatamente ao seu encontro.

— Advinha quem é? — cantarolo, levando as minhas mãos para os seus olhos e logo sinto o seu toque suave nelas.

— Sila?! — Mamãe resfolega com comoção, virando-se no mesmo instante para me olhar. — Sila, filha! — Resfolega outra vez, abraçando-me forte e aconchegante e aproveito para me acomodar nos seus braços e receber os seus carinhos exagerados. — Que saudades, minha menina! — Ela chora e devo dizer que não seria a Senhora Eda se ela não chorasse.

— Também estava com tantas saudades, mamãe! De você, dos meus irmãos, dessa casa, do meu quarto… de tudo isso aqui. — Seco as suas lágrimas — E falando nos meus irmãos, onde eles estão?

— Você sabe, estão reunidos na plantação de café.

— Estou ansiosa para vê-los.

— Ótimo, então me faça uma gentileza e leve essa bandeja de café para eles. — Fito as quatro xícaras dispostas na bandeja e encaro especulativa.

— Temos visitas? — Eda parece pensar em uma resposta para me dar. Contudo, ela dá de ombros.

— Apenas negócios, filhas. — Sorrio, mas devo dizer que a sua resposta não me convenceu.

— Ok, eu vou levar o café, minha mãezinha do coração! — cantarolo, ansiosa por vê-los.

Andar por essas terras me faz lembrar do dia chegamos a esse lugar. A família Yilmaz era composta de seis membros: o meu pai Osmar Yilmaz, a minha mãe, os meus três irmãos e eu. Nascemos em Antália na Turquia e desde que o meu pai foi transferido para Liverpool na Inglaterra estamos vivendo aqui desde então.

Continue Lendo

Casada com o Turco de Conteúdos

Ch. 1 Ch. 2 Ch. 3
Ch. 4
Ch. 5
Ch. 6
Ch. 7
Ch. 8
Ch. 9
Ch. 10
Ch. 11
all

Você pode gostar

Romances Recém-Lançados

Capa do romance A Herdeira Oculta
9.8
Sofia vê seu mundo ruir quando o noivo, Pedro, revela que engravidou a chefe, Juliana, por puro interesse financeiro. Expulsa de casa e humilhada pela amante, a assistente administrativa é tratada como uma órfã insignificante. No entanto, eles ignoram seu maior segredo: ela é a herdeira do império Luxus Group. Cansada da traição e das falsas acusações, Sofia decide abandonar a simplicidade para assumir seu poder e destruir aqueles que a subestimaram.
Capa do romance Casualidades da vida
9.2
Após perder a mãe adotiva, Cassandra Hall invade a mansão do bilionário Isaac Jhonson. Capturada, ela enfrenta um dilema: a prisão ou ser babá do filho dele. Pietro, a criança, encanta-se por ela imediatamente, forçando-a a aceitar o contrato. O que começou como um erro desesperado transforma-se em uma jornada de amadurecimento e descobertas. Entre o dever e o amor, essa órfã perdida encontrará na família de Isaac a felicidade que o destino sempre lhe negou.
Capa do romance Desejo Pegando Fogo
8.8
No perigoso jogo da sedução, Kate dita uma regra clara: jamais se apaixonar. Porém, seu adversário Elliot Hollman desperta nela uma atração avassaladora que ameaça seu controle. Enquanto as chamas do desejo crescem, ela se vê confusa e envolvida por um sentimento que jurou evitar. Determinada a não se entregar, Kate usará todas as suas armas para vencer Elliot, embora a vitória pareça incerta. Ela jogará até o fim, mesmo que seu coração esteja em risco.
Capa do romance Noivado Rompido, Fuga para Berlim
9.7
Viajei a Londres para celebrar meu noivado, mas flagrei meu namorado com sua amiga Bianca. Após ser abandonada no jantar, decidi fugir para Berlim. Gabriel me perseguiu e tentou me sequestrar usando substâncias dopantes. No momento em que minhas forças sumiram, Henrique Medeiros, o poderoso tio de Bianca e meu novo professor, me amparou. Ele confrontou meu ex, reivindicando-me para si e impedindo que eu fosse levada contra minha vontade para o Brasil.
Capa do romance O terapeuta - Livro 1
8.1
O Dr. Graham é um terapeuta polêmico que utiliza métodos práticos e desapegados para tratar disfunções sexuais femininas. Sua nova paciente é Nina Gold, uma atriz famosa casada que busca recuperar o prazer no sexo convencional após se perder em fantasias intensas. Após um encontro frio e técnico, Graham decide encerrar o tratamento, ignorando o desespero da mulher por mais sessões. Para ele, o sexo foi entediante e as regras de seu consultório são absolutas e finais.
Capa do romance Pecadora
9.4
Eu ri, deitada ao lado da minha irmã, ambas apertadas na minha cama de solteiro, como costumávamos fazer nas manhãs de domingo. Era engraçado como Rebeca sempre me fazia sentir livre e solta como normalmente eu não era. Eu sempre tinha sido tímida e quieta; ela, extrovertida e espalhafatosa. - Você​ri?​-​Ela​me​empurrou​com​o​ombro, pressionando-me contra a parede. Empurrei-a de volta, e ela quase caiu. Gargalhamos. Então ela envolveu minha cintura com um braço e ergueu o rosto, olhando para mim e dizendo, inesperadamente: - Estou grávida. Gelei, muda. Virei minha cabeça sobre o travesseiro e busquei os olhos dela, pensando ser mais uma brincadeira. Mas ela estava séria. Deixou a cabeça cair no meu travesseiro e ficamos nos encarando. Senti medo por ela. Minha irmã é quase dois anos mais velha do que eu, mas ainda assim tinha só dezoito anos. Ameacei chorar, mas me segurei. Murmurei, angustiada: - Meu Deus... - Deus não tem nada a ver com isso, Isabel. Ou talvez tenha... - Ela deu de ombros. - Você vai ser titia. - Rebeca, você sabe que isso vai ser uma tragédia aqui em casa. - Eu me ergui e me sentei, tensa. - Papai e mamãe... - Vão querer me matar. Ou melhor, me casar - brincou ela, de novo. Ela se sentou também, passando a mão pelo cabelo curto, na altura do pescoço, em cachos desconexos. Era totalmente diferente do meu, que passava da cintura, como fora o dela um dia, antes de se revoltar e cortar tudo, episódio que quase lhe custara uma surra do nosso pai. - Casar com quem? Quem é o pai do bebê? - Como vou saber, Isa? - debochou ela. - Pode ser qualquer um dos dez ou vinte com quem transei nos últimos tempos. - Ah, Rebeca! - Segurei suas mãos, nervosa. Não concordava com muitas das loucuras dela, mas, no fundo, eu a entendia. E me preocupava, por sua causa e por nossos pais. - Você faz isso só para confrontar os dois! - Faço porque quero! Sou livre! Sou maior de idade e trabalho. Vou contar a eles sobre a gravidez, alugar um quarto e sair daqui. Vou me livrar dessa loucura toda! - Não é loucura. - Tentei justificar. - Papai é pastor e... - Loucura! - repetiu, irritada. - Opressão! É isso o que ele faz com essa igreja que ele criou. Isso não é religião, Isabel. Deus não é essa infelicidade toda que somos obrigadas a suportar. Conheço muita, muita gente cristã que está longe de viver oprimida como nós. Uma parte de mim pensava como ela. Mas, criada desde pequena de maneira rígida, eu tinha medo daqueles pensamentos. Temia também pela salvação da minha irmã, que eu amava mais do que tudo. - Escute... - Coloquei a mão em seu rosto, com carinho e preocupação. - Não precisa dessa revolta toda. Você se machuca e magoa nossos pais, Rebeca. Pode falar o que quiser sem... - Falar o que quero? Desde quando? Não me faça rir, Isa! - Ela suspirou, mas não se afastou. - Sabe que eles não aceitam! É aquela religião maldita deles. - Não diga isso - briguei com ela. - É a nossa religião!
Capítulos
Leia agora
Compartilhar