Capa do romance A assistente virgem do CEO bilionário

A assistente virgem do CEO bilionário

8.1 / 10.0
Megan, uma assistente tímida, é contratada por Caroline para vigiar seu irmão, o polêmico CEO Thomas Thompson. Caroline acredita que a moça é o oposto do tipo de Thomas, que evita virgens por medo de se apaixonar. No entanto, ao agir como babá do chefe, Megan cria um laço inesperado com ele. Tudo muda quando ela pede que o bilionário a ensine a ser irresistível. Thomas aceita o desafio, mas acaba rendido por sentimentos que desafiam todas as suas regras.

A assistente virgem do CEO bilionário Capítulo 1

Thomas pegou o copo de uísque e o bebeu de uma só vez, encarando mais uma mulher que logo estaria em sua cama. Ele sabia que estava com a corda no pescoço. Sua irmã, chata, vivia no seu pé. Ele entendia que estar em mais uma polêmica o prejudicaria na empresa e com os investidores, contudo, era mais forte que ele. Simplesmente não conseguia resistir.

Nem sempre Thomas foi um verdadeiro babaca. Desde muito cedo ele foi ensinado a ser um homem de negócios; assim que seu pai morreu, ele ficou responsável pelas mulheres da família, contudo, ao perder sua mãe alguns anos atrás, tudo em sua vida mudou. Parecia não fazer mais sentido.

O cafajeste ainda tinha a sua irmã. Ele a amava muito, a protegia, porém, parecia estar sempre sozinho e nada do que fazia era o certo, então ele acabou preenchendo essa grande parte em sua vida com álcool e mulheres.

Então, suas polêmicas começaram a surtir efeito nele. Mesmo sendo bom no trabalho, ele começou a estampar capas de fofocas e sites que o descreviam como cretino, safado e cafajeste.

Muitas vezes foi parado pela polícia, por estar dirigindo bêbado, ou recebeu processos de mulheres que achou ter lesado ou simplesmente foram magoadas por ele.

Isso o afetava mais do que demonstrava. O tornava um homem amargo e infeliz.

Em Los Angeles, a cidade dos anjos, quase tudo era uma farsa, inclusive a felicidade das pessoas que viviam lá.

O homem entendia que precisava mudar. Álcool e mulheres estavam o afundando. Ele precisava de uma saída, uma mudança total, e era isso que a sua irmã queria, pois estava começando a prejudicar a empresa da família, pela qual seu pai se dedicou por anos.

Caroline, sua irmã dois anos mais nova, estava desesperada. Ela precisava dar um jeito nesse cafajeste, nem que tivesse que o prender em uma coleira.

A solução que ela encontrou desagradava Thom. Ele tinha que casar. Só assim passaria uma imagem de confiança e seriedade, como todos queriam. Um relacionamento estável, sem álcool, ou outros tipos de substância que o deixava fora de si.

- Nem pensar. – Ela chegou, ficando em sua frente, o impedindo de continuar fitando a loira que já participava de suas fantasias pervertidas.

- Qual é, você vai me perseguir agora? – Ele se enfureceu, falando entre os dentes e baixo, pois não queria ser ouvido.

Uma das coisas que o homem mais odiava era ser rude e arrogante com sua irmã, contudo, sua raiva aumentava gradativamente, com todos, até mesmo no trabalho.

Seria humilhante um homem de quarenta e um anos ser colocado de castigo. E pensar que outras pessoas estão os observando, o deixava em uma péssima posição, pois haviam conhecidos ali.

- Thomas, você tem que parar com isso. Com os vícios ou vai acabar estragando tudo para nós.

Ele a encarou com muita raiva. O homem já tinha tomado algumas doses, e como não estava dormindo direito, ele transformava tudo o que sentia em fúria e destilava em todos ao seu redor.

- Sinceramente, isso me cansa. Eu não tenho paz, e você assumindo o papel de minha babá não está facilitando as coisas.

Ele sentou-se novamente no banco do bar e pediu outro drink.

- Não, ele não vai tomar mais nada.

O olhar assassino que ele a lançou nem fez cócegas na sua consciência.

- Vai se fuder, Caroline.

Ela deu um sorriso amargo.

- Quer se afundar? – Ela bateu no vidro onde as bebidas eram servidas, tentando chamar atenção dele, porém, corria o risco de outros saberem. – Pode se afundar. Se aposentar cedo, tem muita grana, mas não vai me levar junto, nem a empresa.

Thom encarou a irmã, sabendo que passou dos limites. Não conseguia pensar antes de agir.

- Me desculpe. – Baixou a cabeça, se sentindo mal. – Mas sabe que me tira do sério quando finge ser minha mãe.

Carol sabia o porquê dele fazer tudo isso. Também a afetava. Sua mãe era a pessoa mais doce e engraçada que ela já conheceu. E Thomas era apegado a ela de uma forma única.

- Me importo com você, irmão. – Pegou em sua mão. – Amo muito. Mas às vezes, tenho que ser dura. Acha que gosto de fazer isso? – Thom respirou fundo, fechando os olhos, sentindo o peso da culpa cair sobre seus ombros. – Tenho medo do que pode acontecer com você. A empresa também corre sérios riscos, acho que deve se afastar.

- O que? – Ficou chocado. – Quer me jogar para fora.

Ele a encarou com surpresa misturada com raiva.

- Vai tirar férias. – Corrigiu. – Para você descansar. Eu nunca poderia te demitir.

- Férias? – Deu um sorriso. – Achei que isso era impossível.

- Vai se recuperar. Voltará como um homem responsável.

- O que fará para isso acontecer? – Desceu do banco, e riu em sua cara. Puro deboche. Ele já nem se importava mais.

Mesmo tentando ser a irmã compreensiva, ela odiava quando ele agia como uma adolescente displicente.

Ela entendia que seu estado mental, depois de tudo, foi bastante afetado. Os vícios eram só mais um sintoma de que nada estava bem.

- Ainda vou pensar, mas preciso achar uma nova assistente.

- Disso eu gostei. – Debochou. – Dessa vez quero uma ruiva.

- Vou arranjar alguém que nunca vai cair na sua, Thomas.

A gargalhada foi ouvida por todos ao seu redor.

- Vai contratar uma senhora? – O pouco álcool que bebeu já fazia efeito no seu comportamento. – Vou logo dizer que ela tem que ter peitos bonitos. Belas pernas.

- Estou falando sério, Thom, você vai tomar jeito. – Ela se encostou no vidro, tentando pensar. – Tem que arranjar uma namorada. Noiva. Filhos.

- Não vai rolar.

- Veremos.

- Caroline, acha que por algum milagre vou me apaixonar e decidirei, em algum momento, me casar e ter filhos? – Ele não acreditava que isso pudesse acontecer. Na verdade, não achava que nenhuma mulher o levaria a sério. Não encontraria um amor e se casar. Ele já tinha perdido esse desejo. Talvez fosse sua cabeça sem esperança. Seus olhos que não enxergavam que, talvez, isso poderia acontecer. – Ou pensa em contratar alguém? Por que, se for o caso, acho melhor você me matar. Não quero que alguém fique comigo por conta de um acordo. Seria humilhante.

- Olha, pelo menos você não disse que não queria.

- Essa era a última parte que deixei de fora.

- Thomas – ela tocou em seu ombro, carinhosamente. – Você é meu irmão mais velho. O conheço e sei o porquê faz tudo isso. – Ele evitou olhar para a agente. – Mas não justifica.

- O que? – Franziu o cenho. – Não justifica eu estragar a minha vida e a reputação da empresa?

- Sim.

- Não quero seus conselhos, Caroline. – Se irritou.

- É durão e teimoso, mas no fundo, se importa com tudo o que conquistou. Por isso vai aceitar a minha ajuda.

- Quero sair desse lugar. – Deu passos para longe dela.

- Certo, mas eu deixo você em casa.

- Não preciso que faça isso.

- Não, porém é uma forma de garantia de que você vai chegar lá, sem dirigir bêbado ou com alguma mulher.

- Não me diga que você é meu novo cinto de castidade?

- Vou ser a pessoa que vai cuidar melhor de você.

- Sério, se você fosse uma funcionária qualquer, e não a minha irmã que tem quase a metade das ações da empresa, eu te demitiria.

- Vai me agradecer.

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