Capa do romance Esposa por Contrato do CEO

Esposa por Contrato do CEO

9.2 / 10.0
Em Esposa por Contrato do CEO, Eun-woo busca uma herdeira para cumprir o desejo final de seu pai. Neste romance sobre segredos e superação, ele propõe um acordo à batalhadora Soo-ah. Leia este billionaire romance e descubra se o amor nasce em meio ao dever nesta web novel emocionante.
Resumo de Esposa por Contrato do CEO
Eun-woo, herdeiro de um império, precisa cumprir o último desejo de seu pai terminal: casar-se e gerar um sucessor. Sem crer no amor, ele propõe um casamento por contrato à Soo-ah, uma funcionária batalhadora que esconde um passado de dor. O que começa como um acordo comercial entre chefe e subordinada evolui para uma conexão profunda após uma gravidez inesperada. Em meio a segredos, essa união forçada floresce, provando que o amor pode curar até os corações mais cínicos.
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Esposa por Contrato do CEO Capítulo 1

Pouco depois dos últimos raios do sol desaparecerem no horizonte, os primeiros flocos de neve começaram a cair em Seul.

Pessoas abriram seus guarda-chuvas, outras preferiram, com o rosto iluminado de alegria, deixar que os flocos de neve caíssem sobre suas cabeças.

Eu tinha acabado de sair do restaurante. Sentia um frio que não vinha apenas do clima - era algo mais profundo, uma solidão que insistia em me acompanhar. O jantar havia sido apenas comigo mesmo. A comida estava boa, o ambiente agradável, mas nada disso parecia preencher o vazio que me acompanhava naquela noite.

As ruas começavam a se cobrir de branco, e o som abafado dos passos na neve dava à cidade um ar de sonho, como se tudo estivesse suspenso no tempo. Caminhei sem rumo por alguns minutos, as mãos enfiadas nos bolsos do sobretudo, observando vitrines iluminadas e casais rindo juntos em cafés aconchegantes.

Lá fora, o mundo parecia celebrar algo - talvez o simples milagre da primeira neve. Lá dentro, no meu peito, havia um silêncio pesado, como se eu esperasse por algo que não sabia nomear. Mas mesmo assim, continuei andando, deixando que os flocos de neve caíssem sobre mim também, como se, aos poucos, eles pudessem levar embora a tristeza e me lembrar de que, mesmo nas noites mais solitárias, a beleza ainda encontra um jeito de cair do céu.

A minha tristeza devia-se ao fato do meu pai ter sido diagnosticado com câncer, e tal notícia me arrasou profundamente. Meu pai e minha mãe sempre foram tudo para mim - meu alicerce, meu exemplo, minha casa.

Antes desse diagnóstico horrível, eu estava feliz. Sentia que finalmente minha vida começava a tomar forma. Meu pai havia me colocado à frente dos negócios da família, e isso para mim significava mais do que confiança profissional - era uma espécie de reconhecimento, uma passagem de bastão. Ele me disse que confiava em mim, afinal, meus trinta anos haviam chegado, e ele via em mim o homem que ele havia moldado com tanto esforço e carinho.

Mas tudo mudou naquele dia. Havia outra coisa que me assombrava além da doença. Era a lembrança vívida da conversa que tivemos. Ainda ecoava em minha mente, como um filme que se repete todas as noites antes de dormir.

- Eu tenho câncer - ele disse, direto, sem rodeios, ali no escritório de casa, com a calma de quem fala sobre o tempo.

- Tá de brincadeira comigo? Você é o coroa mais saudável que eu conheço. Gosta de pregar peças, não é? Pois saiba que eu não gostei dessa brincadeira.

- Não é brincadeira, filho - ele respondeu, sério.

Senti um nó se formando na garganta, uma dor surda que eu não sabia onde começava nem como conter.

- Sério?

- Sério.

- Não pode ser... - minha voz falhou, e antes que eu percebesse, as lágrimas já escorriam pelo meu rosto.

- Não vai chorar - ele disse, com a firmeza de quem sempre tentou me ensinar a ser forte, mesmo quando tudo parecia ruir.

- Pai...

- Com quimioterapia, posso ter mais uns três anos... talvez quatro.

- A mãe sabe?

- Claro que sabe. Eu e sua mãe não escondemos nada um do outro. Somos parceiros em tudo. Nos amamos. E antes de partir, Eun-woo... - ele fez uma pausa - antes de partir, eu gostaria de ver você com uma esposa como a sua mãe. Não só uma esposa, filho. Eu quero segurar um neto nos braços. Quero deixar este mundo sabendo que o nosso nome continuará através de você e do seu filho.

Eu o abracei com força, desmoronando em seus braços. Chorei tudo o que estava preso dentro de mim, como se pudesse, com cada lágrima, lavar a dor que nascia em silêncio.

Depois de um tempo, ele me afastou levemente, segurando meus ombros com firmeza.

- Ouviu o que eu disse, Eun-woo? Antes de morrer, quero que você se case com uma boa mulher. Quero ver você formar uma família.

- Pai... você sabe que eu nunca pensei em me casar. Um casamento perfeito como o de vocês é uma exceção. As mulheres hoje em dia... elas só querem dinheiro, status. Eu prefiro usá-las sem compromisso. Sem me envolver.

- Nem se fosse para realizar o último desejo do seu pai?

Aquilo me calou. Seu olhar estava firme, determinado, mas com uma ternura que me desmontava. Ele ainda parecia tão forte. Quem o visse, não imaginaria que uma doença silenciosa e impiedosa já trabalhava dentro dele, pouco a pouco...

Cinquenta e quatro anos. Ele só tinha cinquenta e quatro anos. Ainda jovem. Ainda com tanto a viver...

Por isso saí para jantar sozinho naquela noite. Precisava de silêncio. De um tempo longe de todos, de tudo. Não me atrevi a beber nem uma garrafa de soju. Eu queria estar sóbrio - lúcido - para pensar com clareza sobre o que faria.

Eu podia simplesmente seguir minha vida como estava, continuar evitando compromissos, aproveitando minha liberdade. Mas e o desejo do meu pai? O último pedido de um homem que me deu tudo, que sacrificou sua vida por mim, que me moldou e acreditou em mim?

Naquela noite, sob a neve que caía em silêncio sobre Seul, pensei que talvez... talvez fosse hora de mudar. Talvez fosse hora de amar. Não por obrigação, mas por esperança. Por ele. Por mim. Por aquilo que ainda poderia nascer, mesmo em meio ao inverno.

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