Capa do romance Sete dias para me esquecer

Sete dias para me esquecer

8.0 / 10.0
Informamos a todos os nossos leitores que esta obra de romance moderno está passando por um processo completo de revisão editorial. Agradecemos imensamente pela paciência e pela colaboração contínua de cada um de vocês durante este período de aprimoramento do texto. Em breve, os capítulos revisados estarão disponíveis para proporcionar uma experiência de leitura ainda mais envolvente e refinada. Fiquem atentos às próximas atualizações deste título.

Sete dias para me esquecer Capítulo 1

Era uma tarde de 27 de maio, Débora estava na janela da sala olhando para o imenso jardim, quando uma voz cansada e baixa lhe tirou de seus devaneios.

- Senhorita Débora, com sua permissão.

- Sim Andrade.

-Hoje a noite o Senhor Carlos chegará de sua viagem para os preparativos do vosso casamento, acabei de ser informado que ele estará acompanhado pela família, a senhorita planeja fazer algo diferente para recebê-los.

Débora respirou fundo por alguns segundos, seu olhar ainda estava perdido pelo imenso jardim afora, em seus pensamentos ela procurava uma resposta para tudo o que estava acontecendo.

- Bom, ele realmente está vindo!

Débora murmurou para si mesma, uma dor aguda invadiu sua alma, um traço de rancor brilhou em seu olhar.

- Senhor Andrade o senhor conhece a família do meu futuro esposo melhor do que eu, então sendo assim, deixo tudo em suas mãos, prepare tudo como o senhor achar melhor!

Andrade olhou para os olhos da mulher, não havia sentimentos de felicidade, apenas traços de decepção.

- Sim senhorita, também devo informá-la que eles chegaram às oitos da noite.

- Obrigada Andrade, não se preocupe eu estarei esperando!

Andrade era mordomo da família Park a anos, e nos últimos cinco anos logo após a morte da avó de Débora, ele ficou encarregado de cuidar da jovem até o dia do seu casamento com Carlos.

Débora se mudou para uma das casas que era de seu futuro esposo e morou ali desde então.

Ela era criada como uma filha, apesar de toda a dor do luto, Débora ainda sorria e brincava com Andrade, ela era a luz da casa, uma jovem bonita e alegre.

Mas com a aproximação do casamento essa luz se apagou, e Andrade se sentiu desamparado.

Andrade se retirou da sala com o fardo de lamentação...

- Que garota tola!

O que ele poderia fazer para Débora entender que seu futuro noivo, não era um monstro como diziam?

Débora voltou sua visão para o jardim, uma pequena lágrima desceu pelo seu pequeno rosto, dali uma semana ela estaria casada, o seu coração apertava a cada segundo, quanto mais pensava mais sofria sua alma.

Ela guardava sentimentos por outro homem, um homem nobre e destinto, honrado e amoroso, um homem que a soube conquistar muito bem. Mas agora estava tudo perdido, como esquecer Damon como deixar para trás as juras de amor eternas que eles fizeram, graças a um contrato ela estava presa e destinada a ser de outro, um homem que ela não amava e nem o conhecia pessoalmente.

A noite se aproximava cada vez mais depressa, parecia que Deus queria que aqueles dois par de olhos se encontrassem!

Como seria?

Como o coração reagiria a isso?

Débora estava arruinada!

No andar de cima da casa, em um quarto com belas cortinas e uma decoração quase intacta estava ela.

Em frente a um espelho a moça tentava esconder sua insatisfação...

Uma maquiagem, um par de brincos banhado a ouro ou até mesmo um belo penteado, disfarçaria com graça e estilo seu descontentamento.

Ela lembrava das últimas palavras de sua avó, que sempre falava a ela sobre o futuro casamento e como ela seria feliz fazendo parte da família Park.

- Você será feliz minha filha confie nessa velha que só quer o teu bem, ame para ser amada e perdoe para ser perdoada!

No leito de morte sua vó deu as últimas instruções a ela e pediu para que jurasse que iria cumprir o acordo.

- É para o seu bem minha filha, hoje você não entende as decisões exageradas do seu velho avô mais um dia entenderá, Carlos e você seram uma família perfeita, a família que você nunca teve terá ao lado dele... Me prometa que você vai se casar e viver uma vida boa, escute as palavras dessa velha, me ouça só mais uma vez.

Essas foram as últimas palavras de sua avó, a velha chorava enquanto pronunciava cada palavra, como Débora rejeitaria esse pedido.

...

Segurando um vestido vermelho ela sorriu...

"Decidi tentar o meu melhor vovó por você!"

...

Débora desceu as escadas, o vestido vermelho que ela usava destacava as curvas do seu corpo com elegância e suavidade, a calda do seu vestido se arrastava pelos degraus enquanto cada passo era dado por ela, as pedras vermelhas espalhadas pelo vestido valorizavam seu busto e cintura, o rodado ao longo de suas pernas a deixava mais alta e atraente.

Seus longos cabelos negros ondulados valorizavam a formosura do seu rosto, seus olhos negros foram destacados pela maquiagem que a tornava radiante e mais jovem.

Ela estava belíssima!

...

Tomando uma taça de vinho uma mulher cujo os olhos estavam serenos esperava pacientemente.

Ela manteve a calma, depois de duas semanas desespero...

Agora era hora de encarar a realidade...

A sua realidade!

Algumas horas daquela noite, barulhos foram ouvidos do lado de fora.

Ele havia chegado!

"É ele, ele realmente chegou."

Enquanto pensava, seu coração acelerava, e enquanto seu coração acelerava a porta foi aberta...

Em um, dois, três segundos a família Park entrou.

Lia foi a primeira a entrar, ela era mãe de Carlos, conhecia Débora desde que ela era pequena, e para ela era uma honra receber Débora como sua nora.

Quando Lia viu Débora ela andou apressadamente até ela de braços abertos, fazia doze anos que Débora não a via, todas as vezes que Lia ia ao país, ela visitava Débora e sua mãe, porém depois da morte de seu país ela nunca mais compareceu apenas ligava para a avó de Débora para saber como Débora estava.

- Débora querida, que linda mulher você se tornou, vi suas fotos mas não acreditei, na verdade você é mais adorável pessoalmente!

Sua mão acariciava o rosto da pequena jovem mulher, Lia lhe deu um abraço apertado, e esse abraço trouxe um sentimento incomum a Débora.

-Amor olha que moça encantadora!

Senhora Lia se sentia feliz, Débora se sentiu feliz, não era tão ruim como ela imaginou.

Um senhor de meia idade se aproximou de Débora, o sorriso do homem era invejável, o abraço do futuro sogro a pegou de surpresa, mas na verdade foi uma surpresa boa!

- Seja bem vinda a família Débora, estou feliz em revê-la!

- Obrigada senhor...

- Não, não sem senhor me chame de pai!

O Senhor Álvaro era alegre, e isso deixou o ambiente da casa mais alegre.

Logo após foi a vez das irmãs de Carlos, Valéria e Vanuza, as moças eram novas e belas cada uma com sua beleza própria, o abraço também foi forte e as risadas eram altas e aconchegantes.

Débora estava tão ocupada dando atenção a família que ela esqueceu completamente de Carlos, que estava parado perto a entrada observando a cena.

Naquela noite um homem com trages elegantes observava de perto a alegria de sua família...

Mas seus olhos castanhos claros paravam mesmo em uma certa moça com um belo vestido vermelho...

O quão encantadora ela era pessoalmente.

Ele observava cada detalhe feito por Deus, o vestido valorizava as curvas do seu corpo, seus cabelos longos e ondulado negros como a noite brilhavam, qualquer traço no rosto de Débora era perfeito...

Realmente ela era linda.

Carlos era um homem bem sucedido, era do tipo que poderia ter a mulher que quisesse a hora que quisesse. Por onde ele passava arrastava corações, mas ele nunca se envolveu muito tempo com ninguém seu encontro duravam no máximo duas semana, ele sabia do seu compromisso com Débora e estava disposto a honra-lo.

Depois de minutos de conversa com a família, os olhos de Débora encontraram os olhos de Carlos.

Débora ficou séria, ele estava ali olhando para ela a quanto tempo?

Os pais de Carlos subiram para o andar de cima...

Agora naquela imensa sala só havia os dois.

- Olá Senhor Carlos.

Senhor???

Carlos levantou a sombrancelha lentamente, com as mãos no bolso, o homem pareceu meio distante, mas não perdeu a elegância e o charme que possuía.

- Olá!

Carlos entrou e se sentou em uma pequena poutrona, seus olhos olharam para o rosto da mulher que estavam avermelhados.

- Me parece constrangida?

A voz do homem era profunda com um toque de preocupação.

- Não, não está tudo bem Senhor.

???

Senhor? Ele era apenas cinco anos mais velho do que ela, o que essa mulher estava pensando?

Carlos moveu-se confortavelmente na poutrona, antes de falar:

- Venha.

A mulher andou apressadamente, se sentou em uma poutrona a frente, e olhou para o homem bonito bem próximo dela.

Ele sorriu ao olhar o seu belo rosto, e isso a deixou desconfortável.

Seu coração batia...

Ela não o controlava.

Porque seu coração estava batendo tão rápido?

- O que deseja.

- Conhecê-la melhor.

- Do que está falando?

A mente de Débora viajou longe nesse momento, cruzando seus braços ela se sentou mais para trás.

Talvez o sorriso do homem, a levasse a luxúria.

- Você será minha esposa em alguns dias, quero te conhecer melhor até lá.

- Ham.

Débora suspirou, mas o que essa garota está pensando?

Carlos sorriu, pegou uma pequena caixinha em seu palito, e revelou um anel...

Algumas pedrinhas de diamante havia nele...

Que bonito.

- Obrigada Senhor, mas não precisava se incomodar comigo.

- Não me chame assim, não serei seu chefe ou algo parecido, serei seu marido.

Havia um tom de brincadeira na voz do homem, Débora sorriu.

- Desculpe é o costume.

- Então desacostume.

- Está certo.

O anel foi posto no seu dedo, e ela sorriu...

Parece bom.

Olhando para a jovem em sua frente Carlos se sentiu bem, ela era realmente fofa.

- Haa... Posso lhe fazer uma pergunta?

Débora se lembrou de algo, algo muito importante.

- Sim, você pode.

- A empresa de papai, quando posso voltar e cuidar desses assuntos.

- Você quer Isso?

- Sim!

- Ela é sua, não há com que se preocupar.

Débora ficou aliviada com suas palavras, a empresa iria mesmo ficar com ela, ele não iria fazer igual seu avô, que achava as mulheres da família insignificantes.

Para ele ela não era insignificante?

Ela estava errada sobre ele, ele não é um cara mal.

- Obrigada.

A jovem estava feliz, mas o homem estava pensativo.

- Vou subir.

- Eu pedirei para servirem o jantar.

O homem sorriu e subiu as escadas, sua figura era boa, que homem bonito.

Débora ficou sozinha com seus pensamentos:

" Damon o julgou errado, preciso investigar isso melhor, e se eu lhe der uma chance poderei conhecê-lo, e se eu o conhecê-lo saberei quem ele é de verdade."

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