Capa do romance Fortemente quebrados

Fortemente quebrados

9.6 / 10.0
Sophie vive conectada às redes sociais e nutre uma paixão antiga por Bratt Watson, que se considera inalcançável. O cenário muda quando ele demonstra interesse, mas logo se afasta de forma misteriosa. Determinada a entender esse recuo, Sophie investiga os segredos dele, mergulhando em uma jornada dolorosa que a destrói emocionalmente. Mesmo perdida em seu próprio sofrimento, ela precisa encontrar forças para resgatar Bratt de seu inferno pessoal.

Fortemente quebrados Capítulo 1

Bratt

       — Você tem certeza que quer fazer parte dos красная пантера? (krasnaya pantera - panteras vermelhas) — Jacob pergunta. Olho para os três homens, incluindo Jacob,  vestidos de preto fazendo uma roda, me colocando no meio.

        — Eu tenho. — Digo.

        — Você tem de provar sua lealdade antes de levar a nossa marca no seu sangue. Vamos pedir que faça algumas coisas antes de ser oficialmente um pantera vermelha.

      — Entendido. — Respondo.

      — Não pode se relacionar com ninguém que não pertença aqui. Se não cumprir com as regras será castigado, se nos trair será morto. — Eles giram, mas eu continuo no meio deles.

      — Entendido. 

      — Tem de estar disposto a roubar e até matar pelos seus novos irmãos. Não há limites quando se trata dos panteras vermelhas.

      — Entendo.

      — Se entrar, não sairá. A única saída é a morte.

      — Entendo.

      — Vamos agora beber o sangue de pantera. — Ele me entrega um cálice, e eu franzo a testa para o líquido vermelho. Será mesmo sangue de pantera? Os russos são estranhos!

       Eu bebo e fico feliz por saber que não é sangue. É doce e parece ser uma fruta. Só não faço ideia qual seja.

      Todos bebemos e Jacob apaga as vinte velas. — Terminamos a nossa reunião. — Ele diz e os outros homens nos deixam sozinhos.

      — Esse ritual acontece sempre que têm um novo membro? — Pergunto quando estamos sós. — Pensei que éramos mais.

      — Você ainda não é bem um pantera vermelha. Sim, fazemos sempre esse ritual e somos mais de duzentos.

      — Claro! — Uau!

      — Você vai conseguir seguir as regras? Tem de esquecer das mulheres que fazem parte do seu antigo mundo e olhar para as mulheres do seu novo mundo.

      — Eu acho que não consigo fazer isso por qualquer mulher que seja. Depois de Elisa, eu não quero mais ninguém.

       — Você não sabe o que vai acontecer. Cuidado para não se ferrar. Aqui não perdoamos!

      — Não se preocupe! Posso ir para casa? Eu tenho que ir para a universidade amanhã.

      — Esteja à vontade! — Ele abre a porta para mim e eu saio.

      Sento no bar e peço uma cerveja. Felizmente Liam não trabalha mais aqui senão quebrava a cara dele. Eu nunca vou perdoar o que ele fez.

       Olho para trás e vejo algumas mulheres olhando para mim. Eu não posso me relacionar com ninguém. Não fiquei com ninguém depois de Elisa. A última pessoa que beijei foi Blaire e antes dela, foi Sophie. Obviamente, pessoas que não ficariam comigo mesmo que não tivesse me metido nessa merda que acabei de me meter.

       Uma garota de vestido preto me chama atenção quando começa a caminhar com seus saltos altos em minha direção. É Sophie. A melhor amiga da Jolene e da Blaire. E ela está bêbada.

        — BRATT! — Ela grita e cai nos meus braços.

        — O que você faz aqui?

        — Eu não sei. Blaire está em Massachusetts com Lambert, Jolene também está com Paul e eu estou sozinha. — Ela diz.

        — Eu vou levar você para casa! — Eu coloco ela no meu colo e saímos para fora. Sophie começa a rir e me abraça.

      — Eu sempre sonhei ser levada assim. — Ela coloca o nariz no meu pescoço.

      — Você está bêbada.

      — Meus pais não podem me ver assim. — Ela fecha os olhos. — Posso dormir com você?

       Suspiro. — Não quero que seja expulsa também. Tudo bem.

       Eu coloco ela no chão para abrir a porta do carro e deixo ela entrar primeiro. Sophie coloca o cinto e eu reviro os olhos. Mesmo bêbada é certinha.

      Conduzo até o meu novo apartamento e levo Sophie para dentro. O único problema é que ela não pára de falar. Estou cansado das suas conversas.

        — ...foi a primeira vez que bebi. Você acredita? — Pergunta.

        — Sim, eu acredito. — Coloco ela na minha cama, mas ela levanta. Que bêbada mais estranha!

       — O que você quer, Sophie? Durma! — Eu digo. — Eu trago um café bem forte para você.

       Ela se aproxima rindo e me beija. Não vou mentir que gosto do beijo e que não a afasto, mas também estou aliviado por ela estar bêbada. Se ela sentisse alguma coisa por mim, ambos estaríamos além de quebrados. Estaríamos mortos.

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