Capa do romance Sempre Minha

Sempre Minha

8.3 / 10.0
Aos 19 anos, Lara vive uma realidade perfeita como estudante de jornalismo, sob a rigidez de pais que exigem sua pureza. No entanto, sua segurança desmorona ao descobrir que a família integra a máfia. Como punição por um desvio cometido pelo pai, ela é entregue como pagamento a Conrado, o cruel herdeiro da organização. Enquanto ela encara o medo, ele revela que sempre a vigiou, aguardando o momento de reivindicar a noiva prometida desde o nascimento para saciar seu fascínio.

Sempre Minha Capítulo 1

O dia amanheceu perfeito, Lara amava aquele clima frio, o vento balançando as folhas e o cheiro de terra molhada, já era quase 8 horas da manhã, mas as nuvens estavam cobrindo o sol.

Sol e chuva travavam uma batalha, no fim o sol foi derrotado dando-se por vencido recolheu-se dando lugar para que a gotas de chuva caíssem, Lara acreditava que a chuva era uma forma de limpar toda a maldade que o homem causava a natureza. O dia ainda estava com uma leve penumbra o que demostrava que cairia um pouco mais de chuva, o cheiro de terra molhada que na verdade para ela era apenas cheiro de chuva, a fascinava, sua mãe dizia que ela tinha uma aura triste, porque esses dias demonstrava tristeza, mas a Lara não, ela simplesmente amava.

Lara cursava jornalismo estava no final do primeiro ano da faculdade, estava feliz, sempre sonhou em estudar jornalismo, mas não se imaginava fazendo entrevista, queria ser editora, amava ler e escrever, gostava de ouvir histórias e transcreve-las, acreditava que assim nada se perderia, o fato de colocar no papel todos os detalhes fazia com que os personagens da história se tornassem eternos.

Lara tinha a pele clara, não era muito alta tinha enormes olhos azuis como o oceano, cabelos pretos e liso de uma forma que ela não gostava muito mas Lara sempre acreditou que deveríamos amar cada detalhe de nosso corpo, ela tinha uma cicatriz da parte lateral da barriga de quando era criança, e estava comendo goiaba diretamente do pé, caiu e se arranhou em um arame, sua mãe vivia lhe dizendo para ela usar cremes para disfarça a cicatriz mas ela se negava veemente, dizia que aquela marca a lembrava da infância feliz que tivera, toda vez que olhava para a cicatriz podia afirmar que ainda se lembrava do gosto da goiaba se misturando ao amargo da dor. Seu corpo era magro, mas com curvas na medida certa, nunca foi muito de fazer exercícios gostava mesmo de correr, mas corria apenas em dias frescos não gostava muito do calor e por ter a pele muito clara todas as vezes que exagerava no sol ficava parecendo um pimentão.

Nesse dia especifico, vestiu uma calça jeans sem detalhes uma camiseta cinza com o desenho da deusa tríplice, que representava todos os ciclos da natureza, a Virgem, a Mãe e a Anciã.

Para Lara, todas as energias viam da natureza, onde tudo nascia, morria e novamente nascia, tornando assim o ciclo perfeito, ela acreditava em deuses e suas mitologias. Calçou seu allstar preto e partiu rumo a cozinha.

- Bom dia - Lara deu um beijo em cada um a mesa.

- Bom dia minha menina- pai de Lara sempre era extremamente amoroso com ela.

- Come logo ou vai chegar atrasada na aula- já a mãe de Lara era uma senhora mais rígida, não a tratava mal, mas era extremamente rígida com a sua criação, Lara acredita que sua mãe era assim pelo fato de ser mulher já que com seu irmão as coisas eram mais leves.

- Vamos pirralha come logo, hoje vou te levar- o irmão de Lara é um jovem de 25 anos extremamente bonito, sua pele bronzeada, era como ima para os olhares femininos, ao contrário de Lara, Henrique amava sol, calor e praia. Seus olhos verdes, tão grandes e chamativos como de Lara e ela podia jurar que de acordo com a luz do ambiente ou a alteração de humor, seus olhos adquiriam um tom mais escuro, as amigas de Lara ficavam babado em Henrique, o que as vezes era terrível, porque várias meninas se aproximavam dela apenas para chamar a atenção de Henrique.

- O que houve com Carlos? – Questionou Lara. Carlos era o motorista seu motorista a anos, ela se lembra dele desde de que era criança e adorava aquele senhor, Carlos a chamava de Blue por conta de seus olhos azuis e ela amava esse apelido carinhoso.

- Carlos está resolvendo alguns assuntos da empresa- disse seu pai

- Não quer minha companhia maninha? – Henrique a questionou rindo, pois sabia que Lara odiava chegar na faculdade com ele. Ele fazia questão de espantar todos os caras que se arriscavam perto dela, além que todas as vezes que ele a levava suas amigas ficavam em cima dele, exceto uma e Lara tinha quase certeza que isso abalava o grande e excessivo ego de Henrique.

Lara apenas deu língua a ele, fazendo sua mãe a recriminar e seu pai rir, afirmando que ainda tinha dois adolescentes em casa. O café da manhã sempre era feito os quatro juntos, era uma das poucas refeições que os homens estavam em casa, e depois que Lara começou a fazer faculdade almoçava pelo campos mesmo.

Lara e Henrique seguiram para a faculdade, iam conversando sobre assuntos aleatórios, Henrique além de um ótimo irmão era um grande amigo, seu defeito era ser possessivo demais quando se tratava de rapazes, mas como isso era um assunto que não estava muito nos planos de Lara ela e o irmão não tinham grandes problemas.

Assim que chegaram na faculdade, Lara viu Jessica conversando com um dos colegas de turma, Jessica era uma mulher muito linda, pele morena, olhos negros cabelo cacheado que chegava até a baixo da cintura e um corpo escultural, devido as várias horas de exercício na academia.

- Quem é esse rapaz conversando com a Jessica, Lara? – Henrique a questionou fazendo Lara ter certeza que o irmão tinha uma quedinha pela amiga.

- É um garoto da nossa sala, ele vivi atrás da Jessica tentando convence-la a sair com ele - Lara confessou tirando um suspiro de Henrique, Lara ria internamente da cara que o irmão fazia. Desceram os dois do carro, Lara tentou fazer com que Henrique a deixasse seguir sozinha mais foi impossível.

- Bom dia Jéssica, algum problema por aqui? - Henrique questionou dirigindo um olhar mortal ao rapaz ao lado de Jessica.

- Bom dia, claro que não- Jessica disse seria, abraçando a amiga.

-Vamos então meninas a aula já vai começar- Lara deu um beijo no irmão e seguiu os dois até a sala.

O dia passou rápido, quando se deram conta já estavam na última aula, Lara e Jessica faziam todas as matérias juntas eram inseparáveis.

- Jessica, acho que meu irmão está a fim de você. - Jessica se engasgou com a agua que bebia.

- De onde tirou essa ideia? Esta doida? – Questionou Lara com os olhos arregalados e Lara gargalhou da sua reação.

- Amiga olha a forma que ele olha para você, e hoje mais cedo ele parecia querer bater no Danilo.

- Para, ele só age assim, porque não fico correndo atrás dele, como todas as outras. – Lara acreditava nisso também, mas sabia que Jessica mexia de uma forma diferente com o irmão, mas resolveu deixar esse assunto pra lá, Jessica era extremamente reservada, ela havia tido um namorado quando ainda tinha 17 anos e ele foi um canalha com ela, Lara não sabia o que de fato havia acontecido, mas sabia que sua amiga tinha um trauma grande quando o assunto era rapazes e namoro.

As duas foram para saída e Henrique já estava esperando Lara, na porta do carro com toda sua posse de playboy, ele conversa com três garotas, quando viu as duas indo em direção ao estacionamento fixou seu olhar em Jessica, mas Jessica nem ao menos lhe cumprimentou se despediu de Lara e seguiu para seu carro.

- Vamos ou está muito ocupado? – Lara o questionou seria, ignorando a presença das garotas, entrou no carro e ficou esperando Henrique. O caminho foi feito em silencio Henrique estava sério, Lara o questionou mais ele disse que estava com problemas na empresa, como Lara se mantinha longe dos negócios da família resolveu deixar pra lá, já que não saberia como ajuda-los.

Chegando em casa, seus pais estavam em uma discussão bem seria, sua mãe estava com os olhos vermelho, provavelmente de tanto chorar e seu pai com uma feição nada boa, Lara não se lembrava de ver os pais brigando, assim que eles a viram pararam a discussão, sua mãe foi para o quarto e Henrique se trancou no escritório com o pai.

Na hora do jantar, sua mãe não estava presente, mas Lara achou de bom tom não questionar, sabia a hora certa de falar e com certeza aquele não era o momento.

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