
Rainha da Máfia
Capítulo 2
VALENTINA GUERRA
____Roma ____
Uma semana depois de ter assumido meu lugar por direito, vejo o tamanho do peso que meu pai carregava nas costas. Mas não vou desistir agora, não antes de saciar a fome de vingança que crescia em meio às minhas feridas abertas em minha alma.
Estava disposta a tudo para ter minha vingança até mesmo me submeter aos testes que o conselho exigiu para eu mostrar meu valor para organização. Ou morrer tentando.
Não sou mulher desistir sempre lutei pelo meu ideal, meu papa me ensinou que não devo temer a nada nem a ninguém, não devo ter medo de me arriscar, pois a vida é muito curta o tempo que passei no mar me fez amadurecer, me deu propósito e me fez conhecer meus demônios interiores que se alimentava de minha raiva com sede igual ou maior a minha.
Termino de passar o batom vermelho nos lábios, essa será minha cor por diante. Vermelho seja a cor ou sangue que vou derramar.
Avalio o vestido que estou vestido por mais alguns segundos na cor vermelha também, ele tem um decote na frente, e segura minha cintura com destreza fazendo mostras as curvas que tenho me deixando satisfeita.
Não posso fraquejar em nenhum sentido, para todos serei a rainha da máfia, símbolo de poder, seja para os homens como para as mulheres. Saio do meu quarto com passos calmos sobre meu salto vermelho.
Sabia que não seria fácil dobrar o conselho aos meus pés mas não vou desistir. Hoje vou fazer minha primeira prova.
( ... )
Seguro minha taça de vinho esperando que conselho chegue, sinto o sabor do líquido vermelho divagar saboreado lentamente, não era tola para saber que seria testada diversas vezes pelo conselho e os homens sob meu comando.
Respirou fundo pensando e calculando cada passo, cada palavra que iria dar ou falar, sei que eles iriam me avaliar dos pés a cabeça e como filha de um dos homens mais respeitados da máfia eu deveria ter a mesma força que meu papa teve ou mais.
Eles entram na sala me avaliando, mantenho minha postura, se eles acham que vão me amedrontar com seus rostos severos estão enganados.
— Valentina Guerra compreende que você não poderá ser um Dom pois é composto só ocupado por homens, mas Dama da máfia é título que foi cedido para mulheres que assumem papel do homem no comando. — Stefan é o primeiro a falar.
Sorrio fria para ele, não vou deixar ser humilhada por eles com seu título.
Ser dama da máfia é como uma professora substituta que a qualquer momento pode perder o cargo. Se não posso ser o Don série a rainha. Mas nunca uma dama.
— Não! Não Compreendo , pelo que sei as mulheres hoje em dia estamos ganhando a liberdade escolher e assumir o cargo que bem entendemos. Seja na máfia ou fora dela. — pronuncio me levantando e me inclinado sobre a mesa deixando a mostra o decote que dava para meus seios, vejo o olhar de todos sobre eles me deixando satisfeita.
— Mas assumir o posto de Don sem passar pelos testes é um absurdo — um gritou enfurecido.
Sorri de canto colocando minhas mãos na cintura.
- Eu vou fazer os testes malditos. Não tenho medo de nada e de ninguém. — falei com frieza na voz vendo eles sorriem achando que vou desistir no primeiro teste.
— Seu primeiro teste é a marca da máfia. — Stefan falou fazendo sinal para os soldados entrarem. — Três testes esse é o primeiro.
Engolir em seco mais me mantive firme.
Lentamente o homem vem em minha direção, com ferro em brasa com símbolo da máfia uma rosa com faca atravessada, mas em nenhum momento exime ou recuei se era para mostrar de quem sou filha assim farei.
Me ajoelho no chão como mandando a tradição, estendo minha mão direita onde o anel de meu pai estava.
— juro pelo meu sangue proteger e honra a máfia — minhas palavras saíram firmes de minha boca.
Depois de jurar fidelidade à organização, minhas mãos vão para o fecho do vestido abrindo, deixando minhas costas expostas.
O homem vem em minha direção com a marca na mão, ele se coloca por trás de mim e toca o ferro em brasa em minha pele me fazendo quase soltar um grito de dor, mordo meu lábios para não gritar com tamanha dor.
Sinto gosto do meu sangue em minha boca, minhas costas doíam.
Só uma dor no meio de várias.
Repetir tentando me manter firme na frente deles.
— Amanhã terá segundo teste se ainda for querer ser Dono da máfia — Stefan falou com deboche.
Me levantei sentindo ainda mais dor, mas manteve a firmeza em meu corpo.
— Eu sou a rainha da máfia.... — minha voz ecoou no lugar.
Eles me olham com seu eu não fossem um nada aos olhos de cada mafioso neste lugar mas estou disposta a mostrar quem irá tomar as rédeas por aqui.
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