
Rainha da Máfia
Capítulo 3
VALENTINA GUERRA
O líquido quente do whisky alivia a dor em minhas costas.
— Não deveria desafiar o conselho assim Valentina — minha tia fala trazendo chá para nós, mas assim que ver meu corpo com bebida faz uma careta. — Não é adequado uma mulher beber.
Olho para ela com certa ironia, minha tia e uma mulher sábia a única da minha família que tenho total confiança.
Levo o copo para perto da boca e sinto os aromas de frutas cítricas, leite e chocolate entorpecem o olfato. De cor dourada, como se pronunciasse que ali dentro há ouro em sua forma líquida, ele deixa qualquer que seja o connoisseur de olhos vidrados. Meu paladar entra em estado de excitação ao primeiro gole, quando os suaves sabores de laranja e de maçã, que se dissolvem em uma textura licorosa e levemente gaseificada, são percebidos sobre minha língua, me fazendo relaxar.
— O'Que possui dizer tia o whisky é algo que não abro mão ainda mais do Whisky Chivas Regal Royal Salute! Um dos mais caros do mundo e mais apreciados, ainda mas era o favorito do meu papá.
— péssimo hábito para mulher jovem como você. Mas vou fingir que não estou vendo. — ela serviu o chá para nós.
— A senhora sabe me dizer o que será a próxima prova? — perguntei à queima roupa.
— Não querida mais tenho certeza que conseguirá. — ela bebeu um pouco do chá.
Ela falou as últimas novidades que aconteceram na Cecília, passamos a tarde conversando banalidades.
( ...)
A chuva caia lá fora, encosto meu rosto no vidro frio, como meu ser que antes era quente como Sol no verão.
— Deveria dormir. Amanhã é um grande dia, senhora — O soldado do cemitério falou.
Me viro para ele tentando lembrar seu nome.
— Sou uma senhora. Iam Perder seu segurança particular desde os seus 15 anos. — ele cruzou os braços.
Olho para ele com cautela de uma pantera, analiso suas vestes ele está com uma blusa social branca por dentro com finas linhas de ouro, por cima da camisa está com terno preto impecavelmente passado, sua causa e da mesma cor que o terno o sapato não fica de fora.
— Então Iam Perder eu não preciso de ninguém além de mim. — Olhei de forma atrevida.
Ele sorriu debochado para mim.
— A senhora deseja ser rainha de organização, mas não haja como tal. Sempre desafiando, nunca planejando. Se quer que a rainha do jogo escute mais, observe mais e saiba onde tem traidores e soldados — ele se virou para sair e me deixou muda.
— Você não está sozinha, Valentina Guerra. Você é uma Guerra carregar nas veias o sangue do seu pai escute seu coração em vez da vingança e sairá vitoriosa. — ele saiu.
Peguei o primeiro objeto que vi jogar na porta com raiva das palavras dele que lembrava de meu pai.
Mas ele me fez abrir meus olhos querendo ou não admitir. Tinha traidores ao meu lado só me restava saber quais eram leais a mim.
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