Capa do romance Contrato Com o Sheik

Contrato Com o Sheik

8.3 / 10.0
Em Contrato Com o Sheik, Cecília aceita um dote milionário para salvar a filha doente. Neste romance de billionaire romance novels, ela enfrenta tradições árabes e um casamento forjado para garantir o herdeiro do sheik, dividida entre o Brasil e uma nova forma de amar nesta web novel.
Resumo de Contrato Com o Sheik
Desesperada para salvar sua filha doente e sem recursos após o divórcio, Cecília aceita uma proposta extrema: casar-se com um árabe para que ele assuma seu posto de Sheik. O acordo exige que ela forje sua virgindade e deixe as crianças no Brasil em troca de um dote milionário. O dilema surge ao saber que deverá abandonar um novo herdeiro no exterior para retornar. Diante da tragédia iminente, ela parte para um mundo desconhecido e descobre um amor inesperado.
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Contrato Com o Sheik Capítulo 1

Meu nome é Cecília, tenho 24 anos e sou uma fodida na vida! Essa é a minha realidade! Acabei de me divorciar, tenho um filho de 5 anos e uma recém nascida de um mês.

Quando me casei com Henrique, aos 18 anos, foi pra fugir de uma relação tóxica com minha mãe. Sou a única menina e a do meio. Gustavo saiu de casa também com 18 anos, mas não casou, foi só morar com a namorada, tenho um sobrinho dele, Jair, um ano mais velho do que Matheus. Meu irmão caçula, Gabriel, tinha 13 anos quando eu comecei a namorar com o Henrique, eu 17, e ele era meu terror. Mimado, cheio de frescuras, aprontava e colocava a culpa em mim.

Minha mãe não era ruim, só não sabia educar filhos! Ela mesma era machista e achava que eu tinha que fazer tudo em casa, porque era tarefa de mulher e homem não tinha que lavar as próprias meias fedidas! Eu achava um absurdo todos os machismos que ouvia dela, então quando terminei o ensino médio, meti o pé!

Pelo meu pai, me casei. Ele era legal me tratava bem, desconstruía algumas coisas que ela dizia, mas enfrentar, não enfrentava! Eu nunca achei que ele fosse culpado de alguma coisa. Ele trabalhava demais pra manter o padrão que a gente tinha. Minha mãe quis construir uma casa enorme, com 5 quartos, um salão maior ainda nos fundos. Ela gostava de luxos e meu pai bancava todos!

Quando avisei que ia embora morar com Henrique, ele disse que não gostaria que a única filha saísse de casa assim, como se tivesse escorraçada. Então aceitei me casar, se ele aceitasse pegar o dinheiro da festa, vestido de noiva e todas essas frescuras e me dar para mobiliar a casa. Ele fez mais, e acabamos reformando três cômodos no quintal da dona Josefa, mãe do Henrique. Nem banheiro tinha, tivemos que construir, meu pai bancou tudo, eu escolhi meus móveis e lá fui eu, com a cara e a coragem, casada aos 18 anos! Engravidei logo, nem faculdade fiz, pra alegria da minha mãe que achava que papel da mulher era ficar em casa cuidando de tudo e o marido saindo pra buscar o sustento.

As coisas não aconteceram bem assim. Quando estava perto de Matheus nascer, foi a primeira briga séria que tive com Henrique, já que o menino não tinha nada, as contas da casa estavam tudo atrasadas e a dispensa vazia.

Henrique se acomodou que meus pais sempre socorriam financeiramente, e nossas brigas começaram a partir daí. Porque eu não casei para meu pai continuar me sustentando! Quando Matheus fez quatro anos, eu resolvi dar um basta, disse que ia trabalhar, que não ia mais passar fome com meu filho. E então ele chamou minha mãe pra tirar as “besteiras” da minha cabeça!

E nessa conversa eu descobri que mais da metade do dinheiro que ele me dava para as despesas da casa, que eu tinha que rebolar e decidir o que pagar, vinha dos meus pais. Minha mãe disse que meu papel era apoiar meu marido naquela fase ruim, em que ele estava desempregado.

Desempregado? Eu decidi então seguir Henrique e descobrir onde ele passava o dia inteiro, dizendo que estava trabalhando. Pedi pra dona Josefa ficar com Matheus pra mim e ela se recusou:

— Desculpa, Cecília. Mas não acho que no seu estado, você precise estar passando por esse papel!

— Meu estado, do que a senhora está falando?

— O minha filha! Você está tão magrinha que nem percebeu que está grávida?

Levei um tempo pra processar aquilo, e meu primeiro ultrassom, descobri que já estava de cinco meses e desnutrida. Todo o dinheiro que eu podia dispôr, eu cuidava da alimentação do Matheus, passando dias sem comer para não faltar nada pra ele. Meu médico do pré natal disse que a desnutrição poderia ser um problema fatal para minha bebê, prejudicando órgãos linfáticos, fígado, intestino e cérebro. A bebê estava abaixo do peso e se estivesse desnutrida também, os danos seriam irreversíveis.

Quando fui conversar com Henrique, ele me disse pra fazer um aborto, porque não queria filho deficiente. Que não sabia nem como eu engravidei de novo:

— Eu só não te deixei ainda, Cecília, porque minha mãe não vai permitir eu trazer outra mulher pra cá, mas essa casa é minha! Faz parte da herança que meu pai deixou quando morreu, e assim que você for embora, vou trazer minha mulher pra morar aqui.

— Essa casa é tão minha quanto sua, Henrique. Somos casados em comunhão parcial de bens! E sua mulher sou eu.

— Já me informei! Como somos casados em comunhão parcial, você não tem direito a nada, porque herança não entra na divisão. E minha mulher tá grávida também, então eu sugiro que você pegue suas porras e vá embora! Você está feia, relaxada, cabelos ressecados. Faça um favor pra nós dois e se manda!

— Você não pode fazer isso comigo!

Tentei segurar o braço dele, que puxou com força e me empurrou, me fazendo cair e Matheus veio chorando me ajudar. Enquanto via ele sair pela porta, tentei manter a calma para Matheus se acalmar também. Quando consegui fazer ele dormir, liguei pro meu pai…

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Contrato Com o Sheik de Conteúdos

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