Capa do romance A Vinha Do Destino

A Vinha Do Destino

8.6 / 10.0
Em A Vinha Do Destino, uma sommelier retorna à Borgonha após o divórcio. Neste romance moderno, ela enfrenta a diferença de idade com um jovem enólogo e o medo do julgamento social. Leia livros online grátis e descubra se ela revelará a verdade ao pai nesta cativante fiction fantasy romance books.
Resumo de A Vinha Do Destino
Ji-Hye, sommelier de 38 anos, abandona sua carreira em Londres após o fim de seu casamento. Ao retornar à Borgonha, sua terra natal, ela conhece Ha-Jun, um enólogo onze anos mais jovem que se apaixona por ela. Enquanto lida com a atração mútua, Ji-Hye enfrenta o medo do julgamento social devido à idade dele. Além disso, ela precisa criar coragem para contar sobre o divórcio ao seu pai, que ainda possui uma enorme admiração pelo seu antigo genro.
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A Vinha Do Destino Capítulo 1

Ji-Hye caminhava pelas vinhas douradas da Borgonha, o aroma doce das uvas maduras misturando-se com a nostalgia do lar. Ela havia deixado para trás uma vida de glamour e sucesso, onde seu nome era sussurrado com reverência nos círculos de sommeliers. Mas agora, Ji-Hye estava de volta, não como a filha pródiga, mas como uma mulher em busca de refúgio.

Seu pai, um homem de poucas palavras e muitas expectativas, acreditava que a visita era apenas um interlúdio em sua vida agitada. Ele não sabia da separação, não sabia que o casamento de Ji-Hye com Marcel, um empresário que parecia ter saído diretamente de um conto de fadas moderno, havia desmoronado.

A cada dia que passava, Ji-Hye percorria os mesmos caminhos que seu bisavô havia trilhado décadas atrás. Ele havia sido um pioneiro, deixando a Coreia para plantar suas raízes na França, e agora ela se perguntava se também poderia fazer história, mas de uma forma diferente. Enquanto cortava cachos de uvas sob o sol de outono, Ji-Hye refletia sobre sua vida, sobre as escolhas que fizera e as que ainda estavam por vir.

Ela sabia que não poderia manter a verdade escondida para sempre. Cedo ou tarde, teria que enfrentar seu pai e contar-lhe sobre o fim de seu casamento. Mas até lá, Ji-Hye se permitiria ser apenas uma sommelier entre as videiras, encontrando paz na simplicidade da terra e na esperança de um novo começo.

Após o jantar, o aroma do charuto do pai de Ji-Hye se entrelaçava com o silêncio cômodo da sala. Ele, sentado em sua poltrona favorita, olhava para Ji-Hye com um olhar que misturava curiosidade e preocupação.

— E então, Ji-Hye, como estão os negócios do Marcel? — perguntou ele, a fumaça desenhando arabescos no ar.

Ji-Hye hesitou por um instante, mas sua resposta veio rápida e firme.

— Está tudo bem, Appa. Ele teve que viajar a negócios, e eu decidi aproveitar a oportunidade para descansar um pouco aqui com vocês — disse ela, esboçando um sorriso que esperava ser convincente.

O pai assentiu, mas o leve franzir de sua testa entregava sua desconfiança. Ele nunca fora homem de pressionar com perguntas; preferia observar e esperar. Ji-Hye sabia que ele tinha seus palpites, mas agradecia internamente por ele respeitar seu espaço.

— Bom, é sempre bom ter você aqui, minha filha. Os vinhedos parecem mais vivos com sua presença — ele comentou, voltando sua atenção para o charuto entre seus dedos.

Ji-Hye sentiu uma pontada de gratidão e tristeza. Ela queria contar tudo, mas ainda não era o momento. Por enquanto, ela se contentaria com a companhia silenciosa do pai e o conforto da casa que sempre seria seu porto seguro.

O quarto de Ji-Hye era um santuário de tranquilidade, com paredes pintadas em tons suaves de creme e azul pastel. A penteadeira de madeira escura, herança de sua avó, estava meticulosamente organizada com frascos de perfume e pincéis de maquiagem. O espelho antigo refletia a luz suave do abajur, criando um halo dourado ao redor de sua figura.

Sentada diante do espelho, Ji-Hye deslizava a escova pelos cabelos negros e sedosos, que caíam graciosamente até os ombros. Sua pele branca contrastava com a escuridão de suas madeixas, e seus olhos, normalmente cheios de determinação, agora pareciam distantes, perdidos em reflexões sombrias.

— Entre, Omma — disse Ji-Hye suavemente, ao ouvir a batida na porta.

A mãe entrou, uma presença reconfortante em meio à tempestade de emoções de Ji-Hye. Ela se posicionou atrás da filha, pousando as mãos sobre os ombros tensos de Ji-Hye, transmitindo-lhe um silêncio apoio.

— Ji-Hye-ya, talvez seja melhor esperar um pouco mais para contar ao seu pai sobre o divórcio — sussurrou a mãe, com uma voz que carregava tanto a sabedoria dos anos quanto o peso do amor materno. — Eu quero prepará-lo primeiro, para que ele possa receber a notícia da melhor maneira possível.

Ji-Hye encontrou o olhar da mãe no espelho e assentiu. Ela sabia que sua mãe tinha razão; a notícia precisava ser dada com cuidado, para não despedaçar o coração já frágil do pai.

— Eu confio em você, Omma — respondeu Ji-Hye, permitindo-se, por um momento, ser a filha que precisava do consolo da mãe, e não a sommelier renomada que o mundo conhecia.

A luz da manhã banhava os vinhedos com uma suavidade que só a região de Borgonha poderia ostentar. Ji-Hye, com passos leves, percorria a propriedade que se estendia diante dela como um tapete verdejante e meticulosamente cuidado. Ela não pôde deixar de sentir um orgulho imenso pelo trabalho de seu pai, que mantinha a tradição e a excelência dos vinhedos da família.

Ao meio-dia, o aroma de comida caseira preenchia o ar e chamava Ji-Hye para a mesa de almoço. Foi então que seus olhos capturaram a presença de um jovem à mesa. Ele era a personificação da juventude e do vigor, com cabelos tão negros quanto os dela e uma pele que lembrava a porcelana. Seu rosto tinha uma inocência quase celestial, mas seu corpo revelava a força de alguém acostumado ao trabalho árduo.

Por um momento, Ji-Hye se permitiu observá-lo, mas quando seus olhares se cruzaram, ela desviou rapidamente, uma onda de calor subindo por seu rosto.

— Ji-Hye, deixe-me apresentar Sang Ha-Jun — disse seu pai, interrompendo o silêncio. — Ele é o enólogo da nossa propriedade. Graças a ele, nossos vinhos têm florescido.

Ha-Jun se levantou e estendeu a mão, um sorriso gentil em seus lábios.

— É um prazer conhecê-la, Ji-Hye-ssi — disse ele, com uma voz que carregava a confiança de alguém que conhecia bem seu ofício.

Quando Ji-Hye tocou sua mão, sentiu uma corrente elétrica percorrer seu corpo, um choque de realidade que a fez questionar o que realmente estava buscando nesse retorno às origens. Seria apenas o conforto da família ou a chance de redescobrir a si mesma? 

A mesa de almoço estava posta com a mesma meticulosidade e carinho que marcavam a vinícola. Toalhas de linho branco cobriam a longa mesa de madeira, e sobre elas, pratos de porcelana fina exibiam uma variedade de iguarias locais. Taças de cristal cintilavam à luz do dia, refletindo o verde dos vinhedos que se vislumbravam pela janela aberta.

Ji-Hye observava a cena com um misto de alegria e melancolia. Seu pai, ao lado do jovem enólogo, parecia revigorado, seus olhos brilhando com um entusiasmo que ela não via há anos. A conversa entre eles era leve e cheia de risadas, pontuada pelo tilintar das taças e o som suave da música clássica ao fundo.

— Ha-Jun, você tem feito um trabalho excepcional — disse o pai, servindo-lhe uma taça do vinho que era o orgulho da propriedade. — É um talento raro, e estamos honrados em tê-lo conosco.

— Muito obrigado, senhor. É uma honra aprender com o melhor — respondeu Ha-Jun, com um respeito genuíno na voz.

Ji-Hye sentia-se como uma espectadora, testemunhando a relação quase paternal que se formava diante de seus olhos. Talvez seu pai realmente visse em Ha-Jun o filho que nunca teve, alguém para continuar seu legado. Ela sorriu discretamente, reconhecendo que, apesar de tudo, aquele jovem trazia uma nova esperança para a família e para os vinhedos que contavam a história de várias gerações.

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A Vinha Do Destino de Conteúdos

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