Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance Prometida ao Duque "Lordes Apaixonados - 2"

Prometida ao Duque "Lordes Apaixonados - 2"

Maximiliano Giuseppe Cavalieri, duque e exímio jogador de cartas, vive para a solteirice, ignorando as cobranças do pai por um herdeiro. Tudo muda quando um amigo, incapaz de quitar uma dívida de jogo, oferece a própria filha, a jovem mais bela da Itália, como pagamento. Maximiliano aceita o acordo para satisfazer sua linhagem e ter uma companhia, mas o plano ignora os desejos da moça. Será que essa união forçada resistirá à vontade da noiva?
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 2

MAXIMILIANO

Ganhei o título de duque devido ao parentesco do meu pai com o rei, todo título é doado ou herdado e com ele vem grandes fortunas, terras e, claro, cobranças familiares. Meu pai me cobra nos últimos anos um bom casamento e netos, isso chega a ser deveras irritante, tendo em vista que cuido do negócio da família há anos e não vejo a necessidade de uma esposa.

Mamãe é a típica mulher obediente ao marido que nunca elevou o tom de voz para defender o filho e sempre apoia o marido em tudo. Ela se casou nova demais e os dois se amavam. Tiveram dois filhos, minha irmã Giulia e eu, que é perfeita, a menina dos olhos do nosso pai, para ela eram mimos de todas as formas e tudo que desejava conquistava através dele, mas era uma boa menina. Recentemente, ela conseguiu um lugar na Corte francesa da rainha Henriqueta e isso é benéfico, caso um nobre venha a querer desposá-la.

Nossa última discussão foi extrema e suas ameaças pareceram reais demais, um ultimato foi feito e um prazo de um ano para arrumar uma esposa foi dado ou cortaria minha mesada quinzenal. O casamento tem um conceito diferente para muitos casais, não é uma união por amor, mas sim uma transação de herdeiros e política, ou até mesmo acordos entre duas famílias rivais tentando trazer paz aos reinos.

Gritamos um com o outro e saí muito irritado. Precisava relaxar e, de algum modo, jogar cartas e ter uma bela dama em minha cama seria o suficiente para me deixar calmo.

Ando pelas ruas em direção à "Casa da Madame Louise", um lugar onde os cavalheiros podem participar de mesas com jogo de cartas e aproveitar dos quartos, já que há belíssimas moças que oferecem bebidas e prazer.

Como sei que muitas moças dormem com vários homens, peço um mimo à dona da casa e ela me cede a inexperiente e doce Eloise. Ela chegou na casa após um escândalo em sua reputação, muito embora a culpa tenha sido do patife do tio que tirou sua pureza e ainda a culpou. No começo, apenas conversávamos, mas depois virou carnal, nunca sentimental muito menos amoroso, sempre deixamos claro um ao outro que é apenas prazer e nada mais, nisso ganhei a exclusividade.

Entro na casa após passar pelo segurança e apresentar as moedas, logo Eloise me recebe e vamos para as mesas de jogos, preciso ganhar algo esta noite, mas se não ganhar, ao menos a cama ficará bem quente.

Sento-me em uma mesa com alguns nobres e noto entre eles uma figura em particular, o conde Lorenzo Rovere, conhecido por seu vício em jogos e, claro, jogar alto, mas quem o sustenta são seus filhos, pois ele delapidou o patrimônio familiar. Sei que tem uma filha da mesma idade que minha irmã e se não me falha a memória, ela também está na Corte da rainha Henriqueta.

Após algumas partidas, já ganhei uma boa soma em ouro e o conde não se dá por vencido, mesmo já tendo perdido uma boa quantia.

— Uma última rodada, senhor!

— Acho que já ganhei demais por uma noite, deixemos para o próximo sábado! — argumento, tentando tirar esta ideia da sua mente.

— Vamos jogar uma última rodada e depois vou para casa — insiste e pelo rumo da conversa, se não for para mim, será para outro e há certos homens com caráter um tanto quanto duvidoso.

— Última rodada, senhor, e depois irá para casa!

O crupiê distribui em igual o número de cartas a cada jogador, enquanto Eloise busca vinho para nós. O jogo é composto de 25 cartas com cinco naipes, cada naipe é composto por figuras e nosso objetivo é pegar as cartas e obter o melhor jogo, somos cinco jogadores.

Quando pego as minhas cartas, constato um bom jogo, um ás, um Shah (Rei), um Bibi (Rainha) e dois Serbaz (Soldado), agora é a hora da barganha, em que mostraremos uma carta a cada rodada, valendo uma soma em moedas de ouro e, no final, restarão os melhores.

A aposta começa baixa, mas o conde resolve aumentar para um preço altíssimo, dois saem e ficam três com apenas duas cartas em mãos. Eu sei que minha mão é perfeita e não importa a carta que o conde tenha, eu ganharei. Quando o outro jogador desiste, eu ainda possuo um ás na mão e esse é o meu trunfo. Ele aposta mais alto, compro a aposta e venço.

No fim da noite, ele perde cinco mil moedas de ouro.

O conde jura pagar ao amanhecer, afinal, nenhum homem carrega essa soma, por isso permito. Ele pega um papel e assina com os dizeres o valor que deve a mim. Subo a escada com a minha doce Eloise, ganho uma bela massagem com direito à sua boca massageando meu pau de uma forma saborosa e é como se estivesse em sua intimidade, algo que aprendi a apreciar.

Chego em casa com o dia quase amanhecendo, meu pai me aguarda no sofá, esperando para ralhar por minha irresponsabilidade, mas para minha surpresa ele descobriu a grande soma que ganhei do conde e mandou que esquentassem a tina e que me dessem um longo banho.

Acho a atitude um tanto suspeita, estou cansado demais para discutir por pouca coisa, por isso obedeço.

Tomo o banho e depois o valete me ajuda a escolher uma boa roupa, assim como alguns anéis que afirmam nosso berço.

Quando desço a escada, mamãe entrega um suco para meu pai e em seguida a mim.

— Sabe, meu filho, às vezes age como um tolo, mas às vezes age pela bondade e não enxerga o óbvio.

Bebo o suco de uma vez e ele pega seu chapéu.

— Irei lhe ensinar uma boa lição hoje… Vamos até o seu devedor.

— Sim, meu pai!

Sigo-o até a carruagem e partimos em direção à casa do conde. Ao chegarmos lá, os irmãos não acreditam na soma por seu pai perdida, mostro a promissória e, nada surpresos, são categóricos:

— Não daremos uma moeda de ouro para sustentar o vício dele… A dívida é dele e não nossa.

Eles estão certo.

— Chamem vosso pai, diga que vim cobrar a dívida dele e não de seus herdeiros!

Uma das criadas sobe para chamá-lo e retorna algum tempo depois com uma aparência nada amigável.

— Meu senhor, seu pai não está em seu aposento e nem suas roupas… Temo que ele tenha fugido na calada da noite.

Reviro os olhos encarando em seguida meu pai, que apenas me observa e tenho certeza de que em seu íntimo diz: “eu sabia”.

— Eu tinha certeza, por isso, meu filho, avisei aos guardas que havia um fugitivo e ele em breve estará reunido conosco.

Papai já sabia de tudo, mas afirmar que fez algo, muito me preocupa.

— Agora, que tal nos oferecer um chá com biscoitos? — papai pede.

O rapaz mais velho, em resposta, pede para que sirvam algo para nós.

Se papai mandou os guardas irem atrás do patife que fugiu, me fazendo de bobo, é claro que haverá retaliação, e mesmo estando calmo, eu tenho consciência de que terei que fazer algo para cuidar desta situação.

Logo a criada, que mal havia saído, nos chama para comer, nos sentamos à mesa e somos bem tratados enquanto aguardamos o patife ser trazido.

Eles demoram, e quando estamos quase findando o café, batidas na porta anunciam que receberei algo pelo jogo de ontem. Enrico, o filho mais velho, abre a porta, e quando seu pai entra acompanhado pelos guardas, mostra sua vergonha com a situação.

— Fugir na calada da noite não é uma atitude de homem! — exclamo sem alterar o tom de voz e bom senso.

— Não tenho a quantia e meus filhos resolveram não pagar a dívida de seu velho pai!

Desta vez é o filho mais novo que toma a palavra.

— Dívida de jogo, pai? Isso é uma vergonha! — exclama demonstrando seu desgosto total.

— Como ousa falar assim comigo? — Ele tenta se erguer, mas é contido pelos guardas.

— Falo por ser verdade, tenho 18 anos e logo terei meu próprio canto, não dependerei do meu irmão e sua esposa para viver, tenho uma boa patente no exército francês, graças à nossa irmã.

Fico interessado, pois uma dama de companhia não tem esse poder para coerção e se ela o fez, deve ter caído nas graças de Sua Majestade.

— Depender da irmã para subir! — desdenha seu pai e me intrometo.

— Vergonha maior é jogar e não poder pagar, vim receber a quantia total ou irá para o calabouço real. — Mostro minha imponência e o poder do meu título.

O conde estremece.

— Não possuo bens, passei para os meus filhos em um momento sóbrio e nada possuo para pagar, a não ser…

Fico curioso com o que ele pode propor que valha tal soma em peso de ouro.

— A não ser o dinheiro?

Ele nega e olha para o meu pai.

Agora o negócio deve ser entre os patriarcas e não gosto disso.

— A não ser minha filha que mora na França e está nas graças de Sua Majestade, a rainha Henriqueta, e ela possui um bom dote…

— Um bom dote que conseguiu com seu próprio esforço e não ela não está à venda por tão baixo preço… Papai, quer ser motivo de vergonha para nossa irmã?

Olho, incrédulo.

Pelo jeito, ela não sabe de seu vício e isso não pode ser verdade.

— Sou o pai e decido o destino da sua irmã, além disso, ela será duquesa!

— Um título não deveria ser o valor da sua filha, muito menos por uma dívida de jogo! — exclama o irmão mais velho, que mesmo estando irritado, nada poderá fazer, a menos que eu me negue.

— Não disse que aceito! — exclamo e meu pai intervém.

— Mas irá! Se se casar em um ano e tiver um herdeiro, sua mãe e eu iremos para o castelo de verão, mas deverá ser um marido exemplar, como a moça merece.

Olho incrédulo, pois a proposta não é de todo ruim.

— Se não lhe conhecesse, diria que já tinha isso em mente, mas quero conhecer com quem irei me casar antes.

O pai pede que busquem algo e quando voltam, há uma pintura mediana que quando me entregam posso notar a beleza pintada na tela, ela é realmente belíssima e possui traços marcantes.

— Bom, minha irmã não irá aprovar!

— Ela deve apenas obediência ao seu pai e, depois ao seu marido, então, senhor Maximiliano, devo mandar um emissário buscar a condessa para se casarem?

Reflito um pouco e certamente isso me livrará das cobranças e brigas com meu pai, e valerá o sacrifício. Poderá aquecer minhas noites com uma moça inexperiente e ainda me vingar dela por seu pai ser um caloteiro.

— Pode chamá-la! — aceito e meu pai comemora. —E peço que não me engane, acredito que em dois meses a minha noiva estará pronta para se casar.

Você pode gostar

Capa do romance A Mentira Perfeita Dele, A Verdade Perversa Dela
9.7
Durante cinco anos, acreditei ser a esposa de Bruno Monteiro, enfrentando tratamentos de fertilidade dolorosos. Ele era meu porto seguro após um trauma universitário me deixar estéril. Contudo, descobri que nossa união era uma farsa jurídica. Bruno fez vasectomia e me enganou para proteger Bruna, a mulher que causou meu sofrimento. Quando ela feriu meu irmão, a devoção virou vingança. Agora, finjo ser a esposa dócil enquanto planejo destruir a vida deles.
Capa do romance A Sombra do Amor, As Lágrimas de um Bilionário
9.5
Após ser abandonada para se afogar em uma piscina enquanto seu amado salvava outra, Elisa vê seu amor morrer. A humilhação aumenta quando o bilionário a insulta publicamente em um jogo de pôquer, revelando que tudo era um plano cruel para despertar ciúmes. Ao descobrir que seu sofrimento era apenas um jogo para ele, ela decide não implorar. Sem gritos, ela se inscreve em uma universidade no Rio de Janeiro, enterrando o passado e partindo para sempre.
Capa do romance Casamento Por Vingança
9.3
Após perder sua esposa grávida em um trágico acidente, o poderoso empresário Dylan jura vingança contra o responsável. Ele identifica o culpado e decide puni-lo usando a própria filha do homem, Darla, como instrumento de seu plano. Dylan a força a um casamento por contrato, mas a convivência transforma o rancor em uma paixão avassaladora. Nesta trama de suspense e luxo, o ódio inicial dá lugar a um amor intenso que mudará o destino de ambos para sempre.
Capa do romance Contrato com o Diabo: Amor em Grilhões
9.6
Dante Moretti, o implacável subchefe da máfia, assinou sua própria anulação matrimonial sem notar, focado em sua ex-amante. Após três anos de desprezo e solidão, sua esposa fugiu para Florianópolis, deixando apenas cinzas e uma aliança para trás. No entanto, ao descobrir o engano, a negligência de Dante se transforma em uma obsessão perigosa. O Ceifador agora move céus e terra para recuperar a mulher que ele mesmo descartou, recusando-se a aceitar o fim.
Capa do romance Desejo Iminente
8.3
Melissa Lancaster vive assombrada por um passado cujas marcas são indeléveis, e Adam Leal é a prova viva disso. O que nasceu como uma amizade profunda tornou-se uma paixão avassaladora que o tempo não conseguiu curar. Separados por mágoas e um segredo guardado sob sigilo absoluto, eles se reencontram em meio a uma tensão explosiva. Agora, Melissa busca redimir erros antigos enquanto luta contra uma luxúria incontrolável e um desejo iminente que ameaça consumi-los.
Capa do romance Eva: O Renascer de Uma Mulher Traída
8.1
Após sobreviver a um desabamento onde foi abandonada pelo marido, Tiago, Eva desperta decidida a se divorciar. Ele finge ser o cônjuge perfeito, mas negligenciou o socorro dela para ajudar a ex-namorada. Diante da recusa dele e de falsas acusações profissionais que arruínam sua carreira, Eva se vê encurralada. Para derrotar o manipulador, ela seguirá um conselho ousado: transformar a amante de Tiago em sua maior aliada para destruir quem tentou aniquilá-la.