Seguir
Capítulos
Compartilhar
Capa do romance Proibidamente Sua

Proibidamente Sua

Após descobrir a traição do namorado em sua própria casa, Letícia vê sua vida ruir. No entanto, o destino a aproxima de Adrian Cortez, o poderoso pai de seu ex. O que antes era respeito e distância transforma-se em um desejo avassalador e proibido. Entre provocações e toques intensos, ela se envolve com esse homem experiente e magnético. Agora, Letícia deve decidir se cruzará todos os limites para viver essa paixão perigosa que ameaça reputações e segredos.
Capítulos
Compartilhar

Capítulo 2

ADRIAN CORTEZ

Eu já tinha visto muita coisa nessa vida.

Negócios sujos.

Homens mentindo olhando nos meus olhos.

Traições mascaradas de lealdade.

Mas aquilo...

Aquilo me fez apertar o volante com tanta força que meus dedos chegaram a doer.

A chuva caía pesada, quase violenta, batendo contra o para-brisa enquanto o limpador tentava inutilmente manter alguma visibilidade. E foi ali, no meio daquele cenário cinza e caótico, que eu a vi.

Letícia.

Sozinha.

Molhada.

Pequena demais diante de um mundo que, claramente, tinha acabado de desabar sobre ela.

Meu maxilar travou.

Que porra o meu filho fez dessa vez?

Porque não... não era normal. Não era só uma briga. Não era um desentendimento qualquer.

Eu conhecia aquela postura.

O jeito como ela andava sem direção.

Os ombros caídos.

O olhar perdido.

Aquilo era dor.

E não era pouca.

Pisei no freio antes mesmo de pensar duas vezes.

O carro parou ao lado dela, e por alguns segundos eu apenas observei.

A água escorrendo pelo rosto dela.

Os lábios trêmulos.

Os olhos... vermelhos.

Aquilo não era só chuva.

- Entra no carro, Letícia! - minha voz saiu firme, autoritária, sem espaço para discussão.

Ela virou o rosto devagar.

E quando nossos olhares se encontraram...

Algo estranho aconteceu.

Algo que eu não soube nomear na hora.

Mas eu senti.

Forte demais.

Os olhos dela estavam molhados, sim.

Mas não era só por causa da chuva.

Era tristeza.

Era raiva.

Era algo quebrado ali dentro.

E, por um instante, ela hesitou.

Claro que hesitou.

Letícia sempre foi orgulhosa demais pra aceitar ajuda fácil.

Principalmente de mim.

Eu abri a porta antes mesmo que ela tivesse tempo de recusar.

Saí do carro, sentindo a chuva pesada molhar meu terno em segundos.

Ela deu um passo pra trás.

- Não precisa, Adrian... eu-

- Chega. - cortei, firme.

Segurei o braço dela.

E foi aí que aconteceu.

Contato.

Simples.

Direto.

Mas intenso demais.

A pele dela estava fria por causa da chuva... mas, mesmo assim, eu senti.

E ela também.

Porque o corpo dela reagiu.

Sutil.

Mas eu percebi.

Sempre percebo.

- Você está tremendo. - falei, baixo, encarando ela.

- É só a chuva... - ela desviou o olhar, tentando se soltar.

Não deixei.

Abri a porta do carro e a conduzi pra dentro com cuidado, mas sem dar espaço pra discussão.

Ela protestou.

Claro que protestou.

- Eu não preciso disso, eu vou me virar, eu...

- Foda-se você se virar, Letícia. - fechei a porta com mais força do que o necessário e entrei no carro logo depois.

O silêncio que se seguiu foi pesado.

Carregado.

Denso.

Eu liguei o carro novamente, mas não arranquei.

Virei o rosto devagar pra ela.

Ela estava encolhida no banco.

Molhada.

Respiração descompassada.

E linda.

Perigosamente linda.

Meu olhar desceu por um segundo.

A roupa grudada no corpo dela por causa da chuva.

O contorno marcado.

A pele arrepiada.

Droga.

Eu fechei os olhos por um instante.

Controle, Adrian.

Controle.

- Eu gostaria de saber... - minha voz saiu mais baixa agora, mas ainda firme - ...por que você está debaixo de chuva, desse jeito e chorando.

Ela virou o rosto na minha direção.

E, por um segundo, parecia ofendida.

- Como você sabe que eu estou chorando?

Eu soltei um riso sem humor.

- É nítido.

Silêncio.

Ela desviou o olhar.

E foi aí que a ficha caiu de verdade.

Aquilo não era só uma discussão.

Era algo maior.

Muito maior.

Meu maxilar travou novamente.

- Quem fez isso com você?

Ela demorou a responder.

Respirou fundo.

E quando falou...

A voz saiu amarga.

Quebrada.

- Você não acreditaria.

Meu estômago revirou.

Mas eu já sabia.

Eu conhecia meu filho.

Conhecia as falhas dele.

Mas queria estar errado.

Por uma vez.

- Enzo? - falei o nome devagar, controlando a raiva que começava a crescer dentro de mim. - Foi aquele infeliz? O que ele fez?

Ela soltou uma risada fraca.

Sem humor.

Sem vida.

- Me traiu.

As palavras vieram secas.

Diretas.

Sem rodeio.

Eu fechei os olhos por um segundo.

Mas ela continuou.

- Com a secretária. - pausou. - E me expulsou do apartamento que eu paguei.

Silêncio.

Total.

Absoluto.

E então...

A raiva veio.

Forte.

Violenta.

Crua.

Minhas mãos apertaram o volante com força.

- Eu não posso acreditar numa putaria dessa... - minha voz saiu baixa, mas carregada de ódio. - Esse não é o homem que eu criei.

Mas talvez fosse.

Talvez eu tivesse ignorado sinais.

Talvez eu também tivesse fechado os olhos.

Droga.

- Mas ele vai me pagar. - continuei, olhando pra frente. - Ele vai aprender.

- Não precisa, Adrian. - ela cortou rápido. - Pelo amor de Deus.

Eu virei o rosto pra ela.

- Você está defendendo ele?

- Não. - ela respondeu firme. - Eu só... não quero mais confusão. Eu vou pra um hotel.

- Nem pensar.

A resposta saiu automática.

Sem filtro.

Sem espaço.

- Você vai pra minha casa.

Ela me encarou.

- Não precisa. Eu tenho meus pais.

- Seus pais estão em outro estado, Letícia. - falei com calma, mas firme. - E sua vida está aqui.

Ela desviou o olhar.

Insegura.

Vulnerável.

- Eu não quero incomodar.

Eu soltei um suspiro.

Inclinei levemente o corpo na direção dela.

Mais perto.

Perto demais.

- Não é incômodo nenhum.

Ela levantou o olhar.

E, por um segundo...

A gente ficou assim.

Próximos.

Demais.

O ar dentro do carro parecia mais pesado.

Mais quente.

Minha atenção caiu nos lábios dela.

Ainda levemente entreabertos.

Respiração irregular.

Droga.

- Felizmente... - comecei, mantendo o olhar preso ao dela. - ...você não é mais minha nora.

O silêncio caiu.

Pesado.

Carregado de algo que nenhum dos dois nomeou.

Mas estava ali.

Claro.

Presente.

Ela engoliu seco.

- Felizmente?

A pergunta veio baixa.

Mas cheia de significado.

Eu sustentei o olhar dela.

Sem recuar.

Sem desviar.

- Sim. - respondi, com a voz mais grave do que o normal.

Porque a verdade era simples.

Perigosa.

E eu já estava começando a perceber.

Letícia nunca foi só a namorada do meu filho.

E, naquele momento...

Ela definitivamente deixou de ser só isso.

E isso...

Isso era um problema.

Um grande problema.

Mas, estranhamente...

Eu não estava com vontade nenhuma de fugir disso.

Soltei o cinto.

Inclinei ainda mais o corpo.

Parei a poucos centímetros dela.

- Você vem comigo. - falei baixo, firme. - E dessa vez... não é um pedido.

Os olhos dela vacilaram.

A respiração falhou.

E, por um segundo...

Eu tive a impressão de que ela não ia dizer não.

{...}

Você pode gostar

Capa do romance Deixando Cinzas, Encontrando Seu Céu
8.9
Após doar um rim a Caio para salvá-lo, Eva acreditou que o casamento traria amor. Contudo, o bilionário a força a uma cirurgia fatal para ajudar Krystal, sua ex-amante. No leito de morte, Eva descobre a farsa da rival, mas sobrevive graças a Elias, um amigo de infância que forja seu óbito. Agora, despertando de um destino cruel, ela deixa as cinzas do passado para trás e busca justiça contra aqueles que a traíram sob o comando de seu próprio marido.
Capa do romance Meu Coração Moribundo, Seus Votos Cruéis
8.2
No quinto aniversário de casamento, a vida da Sra. Bastos desmorona. Convocada à delegacia por um escândalo do marido bilionário, Heitor, ela encontra uma sósia mais jovem sendo tratada com o afeto que lhe foi negado. Culpada injustamente pela morte da cunhada, ela suporta o desprezo de Heitor e a presença da réplica cruel. O que ele ignora é que sua vingança é desnecessária: com uma doença cardíaca terminal, restam-lhe apenas poucas semanas de vida.
Capa do romance Nosso pequeno cupido: o filho do magnata em meus braços
9.7
Expulsa de seu casamento por não poder engravidar, Allison busca refúgio no interior para curar sua dor. Sua vida muda ao adotar um bebê abandonado, criando-o com amor por quatro anos. O destino a surpreende quando um magnata surge em sua porta reivindicando a paternidade da criança. Diante de uma oferta milionária para entregar o menino, ela se recusa a perder sua família. O homem então propõe uma solução audaciosa: levar ambos para sua mansão.
Capa do romance O Leilão do Inferno Pessoal
9.4
Clara dedicou sete anos ao sucesso de Heitor, apenas para ser traída e humilhada publicamente. Grávida de outro, ele a descarta com violência e tenta vendê-la em um leilão cruel para homens ricos. Salva inesperadamente por seu tio Marcos, ela conquista a liberdade que parecia impossível. Agora, transformada e fortalecida, Clara planeja uma vingança implacável contra o homem que tentou destruí-la. O jogo mudou e Heitor pagará caro por cada lágrima derramada.
Capa do romance Paixão desencadeada: Carregando o filho do Presidente?!
8.2
Roselyn teve uma noite intensa com um desconhecido, recebendo apenas um cartão bancário como rastro. Pouco depois, ela acaba detida por roubo, mas sua prisão é interrompida pelo próprio homem misterioso. Portando o teste de gravidez dela, ele revela a paternidade e a leva para uma mansão luxuosa. Lá, a jovem descobre que o estranho é o líder mais influente do país. Agora, Roselyn deve lidar com as consequências de carregar o herdeiro do homem mais poderoso da nação.
Capa do romance Perdida para Sempre, Enlouquecido pelo Arrependimento
9.0
Após quatro anos de abusos injustos em uma reabilitação, Carter me libertou apenas para exigir o divórcio e me trocar por Elois. Ela confessou ter ordenado minhas torturas, mas Carter e meus pais adotivos me forçaram a implorar seu perdão. Com câncer terminal e sem dinheiro, fui humilhada por quem amava. Cansada de sofrer por crimes que nunca cometi, decidi que não vou mais implorar. Em meus últimos meses de vida, buscarei vingança contra todos.