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Capa do romance Proibidamente Sua

Proibidamente Sua

Após descobrir a traição do namorado em sua própria casa, Letícia vê sua vida ruir. No entanto, o destino a aproxima de Adrian Cortez, o poderoso pai de seu ex. O que antes era respeito e distância transforma-se em um desejo avassalador e proibido. Entre provocações e toques intensos, ela se envolve com esse homem experiente e magnético. Agora, Letícia deve decidir se cruzará todos os limites para viver essa paixão perigosa que ameaça reputações e segredos.
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Capítulo 3

ADRIAN CORTEZ

Estar tão perto dela estava acabando comigo.

Era simples assim.

Cruel.

Perigoso.

Insuportavelmente tentador.

O cheiro dela misturado com chuva invadia o carro inteiro, me deixando inquieto de uma forma que eu odiava admitir. Letícia estava encolhida no banco do passageiro, abraçando o próprio corpo enquanto tremia de frio, e mesmo daquele jeito - destruída, molhada, vulnerável - ela continuava absurdamente linda.

Talvez linda demais.

E isso era um problema.

Um maldito problema.

Porque eu conhecia aquele sentimento.

Conhecia há anos.

Desde o dia em que Enzo apareceu em casa dizendo que tinha conhecido alguém na faculdade.

Desde o primeiro jantar.

Desde o instante em que ela sorriu pra mim e estendeu a mão delicada enquanto dizia:

"Prazer, senhor Cortez."

Foi ali.

Naquele maldito instante.

Eu soube que estava fodido.

E passar todos esses anos fingindo normalidade foi uma tortura silenciosa.

Assistir ela ao lado do meu filho.

Ouvir ela rir com ele.

Ver os dois juntos em reuniões de família enquanto eu precisava me controlar pra não olhar tempo demais.

Pra não pensar demais.

Pra não desejar demais.

Porque desejar a noiva do meu filho era errado.

Doentio.

Imperdoável.

Mas eu desejava.

Desejava mais do que devia.

Muito mais.

E agora ela estava ali.

No meu carro.

Sem ele.

Vulnerável.

Machucada.

E aquilo despertava o pior em mim.

Ou talvez... o mais verdadeiro.

- Você me olhando desse jeito... parece que vai me devorar.

A voz dela me arrancou dos pensamentos.

Baixa.

Tensa.

Eu virei o rosto lentamente.

Ela ainda estava abraçada ao próprio corpo, os cabelos molhados grudando na pele, os lábios levemente arroxeados por causa do frio.

Mas eram os olhos dela que me prendiam.

Sempre os olhos.

Porque Letícia tinha aquele tipo de olhar perigoso.

Expressivo demais.

Honesto demais.

Ela sentia tudo intensamente.

E eu conseguia ver.

A dor.

A vergonha.

A insegurança.

E, no meio de tudo aquilo...

A tensão.

Ela também sentia.

Talvez não entendesse ainda.

Mas sentia.

Eu apoiei uma mão no volante.

Inclinei levemente o corpo na direção dela.

- Minha vontade era fazer outras coisas, Letícia. - falei devagar, sustentando seu olhar. - Não apenas te devorar.

O ar dentro do carro mudou.

Pesou.

Ela prendeu a respiração.

Eu vi.

Droga...

Aquela mulher tinha consciência do efeito que causava?

Porque eu estava perigosamente perto de perder o controle.

- Adrian...

Ela não terminou.

Porque um espirro interrompeu tudo.

- Atchim!

Eu fechei os olhos por um segundo e passei a mão pelo rosto.

Ótimo.

Perfeito.

- Droga! - rosnei baixo. - Meu filho inútil te fez pegar chuva desse jeito.

Ela tentou minimizar.

Claro que tentou.

- Não é pra tanto...

- Minha vontade é matar aquele moleque.

Ela soltou uma pequena risada sem humor.

Fraca.

Cansada.

E aquilo me irritou ainda mais.

Porque ela ainda tentava proteger o idiota que acabou de destruí-la.

Eu parei o carro na garagem da minha casa e saí imediatamente, caminhando até o lado dela antes mesmo que pudesse protestar.

Quando abri a porta, ela tentou descer sozinha.

Mas quase caiu.

Eu segurei sua cintura por reflexo.

Firme.

E o contato...

Merda.

O corpo dela estremeceu sob minhas mãos.

O meu também reagiu.

Silenciosamente.

Perigosamente.

Ela levantou o rosto devagar.

Próxima demais.

Bonita demais.

Os lábios entreabertos.

A respiração falhando.

Por um segundo inteiro...

Eu pensei em beijá-la.

Ali mesmo.

Na garagem.

Sem pensar nas consequências.

Sem pensar em Enzo.

Sem pensar em nada.

Mas então ela voltou a tremer de frio.

E a realidade voltou junto.

Sem dizer nada, passei um braço por trás das pernas dela e a peguei no colo.

Leve.

Quente mesmo molhada.

Perfeita demais encaixada em mim.

- Adrian! - ela protestou imediatamente, segurando meu ombro. - Não precisa disso!

- Fica quieta, Letícia. - comecei a andar em direção à entrada da casa. - Estou tentando me concentrar pra não ir agora mesmo quebrar a cara daquele moleque.

Ela soltou um suspiro frustrado.

Mas não tentou descer novamente.

E isso...

Isso mexeu comigo mais do que deveria.

O silêncio entre nós ficou estranho.

Intenso.

Eu conseguia sentir a respiração dela contra meu pescoço.

Conseguia sentir o perfume suave misturado à chuva.

Conseguia sentir tudo.

Cada detalhe.

Cada maldito detalhe.

Entrei em casa rapidamente.

Aquecimento ligado.

Luzes baixas.

Silêncio absoluto.

Apenas nós dois.

E aquilo parecia perigosamente íntimo.

Subi as escadas sem dificuldade, caminhando diretamente para meu quarto.

Porque o banheiro da suíte era maior.

Mais quente.

Melhor pra ela.

Quando entrei, coloquei Letícia cuidadosamente no chão.

Ela parecia um pouco zonza.

Exausta.

Eu imediatamente liguei a banheira, ajustando a temperatura morna da água.

Depois liguei o aquecedor do banheiro.

Só então voltei a olhar pra ela.

E me arrependi no mesmo instante.

Porque a roupa molhada estava praticamente transparente.

Marcando cada curva do corpo dela.

Cada detalhe.

Cada tentação.

Meu maxilar travou.

- Tome um banho quente. - minha voz saiu mais rouca do que o normal. - Senão você vai adoecer.

Ela abriu a boca pra responder.

Mas o corpo vacilou antes.

- Eu...

E então ela desabou.

Droga.

Eu a segurei antes que atingisse o chão, trazendo o corpo imediatamente contra o meu.

Ela estava gelada.

Tremendo.

Fraca.

A preocupação apagou qualquer outro pensamento da minha mente.

- Minha vontade de matar aquele inútil só aumenta. - rosnei.

Levei ela até a pia e a sentei cuidadosamente sobre o balcão.

Ela respirava rápido.

Os olhos meio perdidos.

E eu sabia.

Se ela continuasse naquela roupa molhada, acabaria doente.

Talvez pior.

Então fiz a única coisa possível.

Comecei a abrir os botões da blusa dela.

Devagar.

Controlado.

Tentando ignorar o caos dentro de mim.

Mas quando a peça deslizou pelos ombros dela...

Letícia segurou meus pulsos imediatamente.

- Adrian!

A vergonha tomou conta do rosto dela no mesmo instante.

As bochechas ficaram rosadas.

Ela tentou cobrir os seios com as mãos, claramente desconcertada.

E Deus...

Aquilo me destruiu.

Porque ela era linda até envergonhada.

Principalmente envergonhada.

Eu respirei fundo.

Precisava manter o controle.

Precisava.

- Não se preocupe, Letícia. - falei baixo, sustentando seu olhar. - Eu não vou tocar em você se não quiser.

Ela continuou me olhando.

Desconfiada.

Confusa.

Então completei:

- Por mais que isso seja tudo que eu queira.

O silêncio caiu entre nós imediatamente.

Pesado.

Quente.

Ela arregalou os olhos.

A respiração falhou.

E eu sabia que tinha ido longe demais.

Mas já era tarde.

Porque era verdade.

Crua.

Feia.

Perigosa.

Mas verdade.

Eu queria ela.

Há anos.

E esconder aquilo estava começando a ficar impossível.

Desviei o olhar antes que acabasse fazendo alguma loucura.

Terminei de tirar cuidadosamente a roupa molhada dela sem ultrapassar nenhum limite.

Sem tocar mais do que o necessário.

Mesmo que meu corpo inteiro implorasse pelo contrário.

Então a peguei no colo novamente.

Nua.

Quente agora por causa da proximidade.

E a levei até a banheira.

Quando a coloquei dentro da água morna, ela soltou um suspiro involuntário de alívio.

Eu observei por um segundo.

A água cobrindo parcialmente o corpo dela.

Os cabelos molhados.

Os olhos ainda presos em mim.

E senti algo perigoso crescer dentro do peito.

Algo que já estava fora de controle.

Eu precisava sair dali.

Agora.

Antes que esquecesse quem ela era.

Ou pior...

Quem eu era.

Então me virei lentamente em direção à porta.

- Quando terminar... me chama. - falei sem olhar diretamente pra ela. - Eu venho te ajudar.

E saí.

Porque ficar naquele banheiro por mais um minuto seria a pior decisão da minha vida.

Desci as escadas tentando controlar a própria respiração.

Mas não adiantava.

A imagem dela continuava na minha cabeça.

A pele.

Os olhos.

A voz.

Droga.

Passei a mão no rosto e fui direto pra cozinha.

Precisava ocupar a mente.

Precisava fazer qualquer coisa.

Abri os armários, peguei os ingredientes e comecei a preparar uma sopa quente pra ela.

Mas até ali...

Até cortando legumes...

Eu ainda conseguia sentir o toque do corpo dela nos meus braços.

E isso era um problema.

Um grande problema.

Porque, pela primeira vez em anos...

Eu não tinha certeza se ainda queria resistir.

{...}

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