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Capa do romance Pretexto Mais-Que-Perfeito

Pretexto Mais-Que-Perfeito

Após viver dezoito anos isolada em um convento por decisão materna, Elira, de vinte e dois anos, é forçada a encarar a realidade urbana de Nova York. Em sua jornada, ela cruza o caminho de Reynaud Scott e Devil Collins, uma dupla perigosa e libertina. Em um jogo de traição e desejo, um deles arquiteta um plano audacioso, criando a justificativa ideal para roubar a noiva de seu melhor amigo e levá-la ao altar sob um pretexto que beira a perfeição.
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Capítulo 2

Todos viraram o olhar para mim, mas eu mantive os olhos fixos nos gráficos sem ler os dados.  

- Aconteceu alguma coisa senhor Collins - Aline perguntou, baixo.  

- Aconteceu tudo! - murmurei. Finalmente levantei os olhos para todos, que me encararam com certo medo.  O silêncio da sala de reuniões era tão intenso que se podia ouvir o som das almas implorando redenção.- o que significa isso? - joguei os documentos por cima da mesa, alguns deram um curto pulo, outros travaram a respiração na garganta.  

Sabiam que qualquer passo em falso seria fatal.  

- O senhor poderia nos dizer o que falta senhor Devil .- falou uma das funcionárias. Ainda com a voz tremendo.  

- Ainda dizem que estudaram nas melhores universidades... nem conseguem notar um erro em um relatório- Sussurrei. Minha voz estava grave. Não suporto trabalhar mal.- Alguém aqui nessa sala, pode justificar o seu salário? Caso não, saiam daqui direito para o RH.  

O silêncio se estendeu. Ninguém ousou sequer pensar. Olharam uns para os outros.  

- Marquem a reunião para daqui a dez minutos, quando encontrarem o erro. - me levantei, e todos se levantaram junto.  

- Outra vez senhor? Já é a décima vez só hoje- reclamou um funcionário.  

- Se continuarem a trabalhar desse jeito como completos amadores, vamos todos fazer horas extras...olha que eu tenho tempo.  

Falei e saí. Ouvi o som das cadeiras sendo ocupadas novamente e as vozes deles reclamando.

Voltei para minha sala e encontrei uma caixa sobre a mesa, por cima, um bilhete com a letra de alguém indesejado.  

Amanhã é seu aniversário, vamos comemorar juntos.  

Kira.  

Depois de ler o bilhete, amassei e joguei no lixo.

Uma raiva imensa tomou conta de mim, fechou os punhos até não aguentar mais.

- Aline- gritei. A mulher nos seus saltos altos finos, entrou correndo.  

- Sim senhor Collins.  

- Eu já disse que não quero receber nenhuma encomenda, seja lá de quem for- minha voz estava carregada de raiva.  

- Senhor, eu não tenho ideia de quem pode ter feito isso, eu estava com o senhor na sala de reuniões.- Disse se justificando.  

Respirei fundo, e contei até três, ainda fervendo, mas decidido a não descarregar na mulher com lágrimas nos olhos me virei e baixei o tom.  

Jogue no lixo, e que isso não se repita.- falei, olhando para o nada no canto da sala.  

- Agora mesmo senhor.- Aline apressou os passos e tirou a caixa por cima da mesa e saiu na mesma velocidade.  

Aquele infeliz momento, me deixou instável, o jeito que tenho evitado ficar faz 4 anos. Mas eles, eles não me deixam.  

Devil , fica calmo por favor! Quem sabe repetir isso para mim mesmo vai resultar em algo.  

Mas a tentativa de esquecer o que veio à tona, não durou muito quando Bia entrou no meu escritório sem bater a porta.  

- Vejo que sexo não só transmite DST, mas falta de educação também.

- falei sem olhar para quem entrou, o cheiro de perfume já é bem conhecido.  

- Devil  Collins, olá!  

- Fala logo o que você quer e vai embora.- continuo de costas para ela, olhando para o teto.  

- Você não contou a sua família que terminamos?  

Suspirei.

- Desembucha.

- Sua irmã ligou para mim, dizendo que prepararam uma surpresa para os teus anos e contavam com a minha presença lá.

- Minha mãe só teve um filho, e esse morreu com ela. Se era só isso, sai daqui.  

A mulher de 1.82 andou devagar até onde eu estava. Passou as mãos pelo meu ombro e inclinou-se, tanto que consegui sentir o perfume.  

- Estás naqueles momentos? - perguntou, bem perto do meu ouvido.  

Por mais que não quisesse, ela sabia como deixar um homem querendo.  

- Não me provoca Bianca, estamos no escritório.

- Deixa eu te acalmar e depois posso ir embora. - falou, após uma leve mordida na orelha.  

Fechei os olhos sentindo um arrepio se estender pelo corpo.  

- Bianca! - me levantei e a coloquei por cima da secretária.- nós terminamos.

- Devil ! - ela me puxou pela gravata, estávamos tão próximos um do outro que podia sentir seu fogo.- Não nos despedimos como deveríamos- sussurrou.  

A beijei, com pressa, com vontade, e raiva, no fundo não queria aceitar que ela foi procurar o Ray.  

Abri o vestido dela e a coloquei de bruços sobre a mesa.  

- Estou a trabalhar, não faças barulho.

Ela assentiu já com a respiração descompassada.  

- Não vou. - antes de introduzir meu membro nela, deslizei a cabeça dele na intimidade molhada.- como eu gosto.  

- Para com isso Devil , coloque logo.  

- Shhh- introduzi de maneira brusca! - assim é mais prazeroso.  

Ela acabou soltando um gemido alto.  

- Seu ficante vai ficar sabendo disso - sussurrei.

Ela tampou a boca com as mãos, abafando os gemidos. Com as duas mãos levantei a bunda dela, para evitar aquele som de dois corpos se chocando e para melhor prazer dela e meu.  

Mas o som da porta a bater interrompeu por alguns minutos.  

- Senhor Collins- chamou Aline entrando sem eu mandar.  

A mulher ficou vermelha quando viu Bianca sobre a mesa e eu no meio de suas pernas. Eu arqueei uma sobrancelha, sem parar o que estava fazendo.  

- Desculpa senhor...o pessoal do marketing está esperando pelo senhor.- ela desviou o olhar, sua voz estava falha, mas não se retirou. Sabia que aquilo não era novidade pra ela.  

- Diz-lhes, que vou demorar duas horas aqui.

- Sim senhor- respondeu e saiu.  

Bianca soltou um gemido alto.  

- O que foi isso, ficou louco? - perguntou incrédula.  

- Fica quieta e baixa, quero a tua boca, agora.

Ela hesitou por alguns segundos e então abaixou. E fez um boquete como ela sabia bem.  

- Isso ruivinha- soltei um gemido.- a sua boca é perfeita pra isso.  

Por baixo da secretária ela fazia maravilha, e eu caí de braços sobre a mesa, sentindo o impacto. Gozei bem na cara dela.  

Depois de uma hora, Bia estava se recompondo.  

- Mas calmo agora?  

- Obrigada pela ajuda, quando eu voltar não quero te encontrar aqui.- falei e saí.  

Bia veio atrás de mim com os passos alargados.  

- Espera! - ela segurou-me nos braços.- não vais mesmo me dizer porquê terminou comigo?  

- Quer falar disso aqui? - os funcionários olharam para nós. E ela depois de notar os olhares, me soltou.  

Chegou mais perto e disse.  

- Não pode terminar um relacionamento assim do nada! - sussurrou.  

- Não só posso, como já o fiz.- falei e saí de perto dela, entrando na sala de reuniões onde todos se levantaram ao notar a minha presença.  

Espero que já resolveram tudo. Tenho outros departamentos para me reunir.

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