Capa do romance Pretexto Mais-Que-Perfeito

Pretexto Mais-Que-Perfeito

8.3 / 10.0
Após viver dezoito anos isolada em um convento por decisão materna, Elira, de vinte e dois anos, é forçada a encarar a realidade urbana de Nova York. Em sua jornada, ela cruza o caminho de Reynaud Scott e Devil Collins, uma dupla perigosa e libertina. Em um jogo de traição e desejo, um deles arquiteta um plano audacioso, criando a justificativa ideal para roubar a noiva de seu melhor amigo e levá-la ao altar sob um pretexto que beira a perfeição.

Pretexto Mais-Que-Perfeito Capítulo 1

Pov: Desculpas por vezes são necessárias e acontecem. Todos nós somos enganados ou enganamos alguém para termos o que queremos, mas até que ponto iríamos para manter a nossa mentira, por alguma causa que acreditamos ser por um BOM motivo

#Devil

- Quem é você? - ela olhou para Ray e depois para mim - onde estou?

Nós, olhamos um para o outro confusos.

- Você não se lembra de nós? Do que aconteceu? - perguntou Ray,

que se levantou da poltrona onde estava sentado.

- Não!

Ray olhou para mim com os olhos brilhando. Não conseguia entender o que queria.

- Sou Raynaud Scott, sou...- ele hesitou por alguns instantes, olhou para mim e fez um sinal com a cabeça- sou o melhor amigo do seu noivo.

Fiquei confuso, não consegui acompanhar o que ele estava fazendo. Ela é noiva dele, a mulher que ele tanto queria casar, como pode empurrá-la para mim dessa forma?

- Ray- seu nome saiu num sussurro.

Mas ele apenas olhou de relance para mim e voltou para a mulher deitada na cama confusa.

- O nome do seu noivo é Devil Collins. Não se lembra? - perguntou esperançoso.

Ela abanou lentamente a cabeça. Seus olhos estavam confusos parando em mim e no Ray. Fui até ele e o puxei para longe dela.

- O que pensa que está fazendo? - sussurrei, também confuso.

Parecia que ele estava me testando.

- Faz esse favor para mim! Quando ela recuperar a memória eu a reconquisto outra vez.

- Acha que é assim tão fácil? Você só pode estar brincando- falei indignado.

- Ainda não estou pronto para algo como o casamento, só de pensar nisso fico arrepiado, olha- falou mostrando os pelos do braço arrepiados.

- Então não deveria ter pedido ela em casamento- ralhei.

- Eu quero me casar com ela! Mas não agora. E não posso correr o risco de terminar e ela ficar com outro homem, pensar nisso me deixa atordoado. Só posso confiar em você. Faz isso por mim amigo.

- Você perdeu a cabeça.- murmurei.

- Acho que sim! Leva ela para tua casa, mas não durmam no mesmo quarto, ela é conservadora nunca vai achar estranho. Ela não é muito de toque físicos e a proximidades. Será apenas por um tempo. Depois eu vou pegar ela. Prometo.

- Raynaud, você está me entregando sua noiva? - minha voz saiu roca.

•••

Um ano antes.

-Trabalho, trabalho nada mais que isso? A vida não precisa ser sobre

isso o tempo todo- Meu melhor amigo falou entrando em meu escritório.

-Seja bem-vindo Ray, mesmo que tenha perdido os modos, ainda continua elegante- respondi sem olhar para ele.

-O que acha? Gostou?

-Da falta de educação encoberta por um terno de dez mil dólares? - respondi finalmente levantando a cabeça.- sim, achei um máximo.

-Que mal humor todo é esse? Precisa mesmo disso logo pela manhã? - Ray se sentou e abriu o seu paletó. O homem de preto com os cabelos pretos parcialmente desarrumados que acha que é tendência decidiu interromper o meu trabalho.

- Tem uma festa amanhã, topa ir comigo?

-Estamos no início da semana Senhor Scott.-Olhei no fundo dos seus olhos pretos.

-Nada de festas! Devo lhe lembrar que me pagas para fazer isso direito?

-E se eu te pagar para ir a festa comigo? Vá! Vamos, menos um dia de trabalho não vai levar a empresa a falência.

Ray é filho único, mimado pelos pais e sempre com a razão. Somos amigos desde que me lembro, trabalho com ele faz 4 anos, desde que deixei minha família e tudo ligado a eles.

-Eu posso recusar? -perguntei me levantando e servindo um copo com água para tomar.

-Não! Como Dono da empresa, eu lhe ordeno que vá a festa comigo.

- És o dono, mas sou seu chefe- retruquei.

- Tanto faz, diz que sim. Eu preciso pegar umas gatinhas.

-Eu também preciso- sussurrei, não esperando que ele me ouvisse.

- Viu, eu sabia, então vamos, que depois de amanhã o bicho vai pegar fogo cá na empresa.

- O seu pai outra vez?

- Sim, meu tio quer que meu primo seja o vice-presidente da empresa, e meu pai espera que eu lhe ensine tudo.

- Você? - falei com um tom de deboche.

- Sim eu- repetiu, dessa vez mais firme.

- Boa sorte com isso.

- E sobre a festa, vou levar a Bia se não te importas.

- Não mesmo. Faça o que quiser com ela- revirei os olhos.

- És o melhor amigo que um homem sacana como eu poderia ter.- Ray disse se levantando.

O nosso momento foi interrompido por Aline, minha secretária. Que de uma saia bege e blusa de seda preta entrou na sala, estava elegante, os cabelos ondulados caindo sobre os ombros com o lado esquerdo sutilmente colocado por trás da orelha, deixando os seus brincos de diamantes a mostra.

- Senhor Collins! A reunião com a equipa de marketing vai começar dentro de 23 minutos.

Ray olhou para Aline, com olhos de quem tinha fome, e estava sedento por mais.

- Tudo bem Aline, pode-se retirar.

- Sim senhor.

Aline saiu, deixando seu perfume leve, mas carregado de sensualidade no ar.

- Já disse para não olhar assim para minha secretária- minha voz saiu mais grave do que queria.

- Eu olhei com os olhos, como mais eu poderia ter olhado? - Ray mente muito mal, pelo menos para mim.

- Com os mesmos olhos que olhas para todas.

- Isso é por causa de Bia?

- Não!

- Eu sei que ela é tua ex, mas não fui eu quem a procurou quando terminou com ela sem nenhuma explicação - Ray se levantou, um homem de 1.91 de altura ficou a minha frente.

- Ela dormiu com você por minha causa, só juntou o útil ao agradável.

Ter esse tipo de conversa era desgastante. Tinha tudo para dar errado e Ray sabia disso.

- Até quando eu te traio, com sua namorada, precisa ser por tua causa?

- Eu sou o centro do mundo meu caro!

- Você é um grande idiota - murmurou Ray, olhando nos meus olhos.

"Eu sei, você nem imagina o quanto".

- Eu não presto meu amigo.- Dei duas palmadas em seu ombro e voltei para minha mesa.

Ray ficou parado no mesmo local por alguns segundos até se virar e dirigir-se até a porta.

- Prestando ou não! Vai a festa, estaremos todos esperando por ti.

Ray falou antes de finalmente sair. Nunca acaba bem quando falamos sobre esse tipo de assunto.

Na reunião, a equipa de marketing tentava me convencer com seus métodos arcaicos de divulgação. Enquanto eu fingia que lia seus relatórios forjados.

- Parem com essa palhaçada- falei, interrompendo a apresentação da mulher à frente do projeto

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