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Capa do romance Pretexto Mais-Que-Perfeito

Pretexto Mais-Que-Perfeito

Após viver dezoito anos isolada em um convento por decisão materna, Elira, de vinte e dois anos, é forçada a encarar a realidade urbana de Nova York. Em sua jornada, ela cruza o caminho de Reynaud Scott e Devil Collins, uma dupla perigosa e libertina. Em um jogo de traição e desejo, um deles arquiteta um plano audacioso, criando a justificativa ideal para roubar a noiva de seu melhor amigo e levá-la ao altar sob um pretexto que beira a perfeição.
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Capítulo 3

|DeVil|

Todos olharam para o chefe do departamento de Marketing, Finn.

- Senhor Collins, não encontramos erro algum em nosso relatório.- falou convicto.  

- Vocês acham que sou idiota? - meu olhar caiu sobre o homem de meia idade com leves tons de cabelos brancos. - Na semana passada tivemos muitos casos de reclamações, mas consta isso aqui? Ontem percebi uma queda drástica nos produtos que vieram de Boston, alguém falou com os fornecedores?  

Todos ficaram calados.  

- Amanhã quero uma reunião coletiva com a equipe de produção. Essa empresa está de mal a pior - me levantei, e antes de sair disse - o erro está na página 3, se vão usar relatórios antigos pelo menos se dão o trabalho de me enganar direito.  

Saí, Aline veio correndo logo atrás de mim.  

- Amanhã logo nas primeiras horas quero todos reunidos, na quintafeira temos uma reunião com o presidente - parei e me virei para ela- Quero que todos os departamentos comandados por mim têm êxito, se ao menos um só falhar, de noite tu pagas.  

O rosto da mulher ficou vermelho.

- Sim senhor Collins.  

Andei até ao elevador e todos os olhares estavam sobre mim, a minha aparência não ajuda eu sei, mas a minha personalidade eu sei que irrita muito, muita gente.  

Duas mulheres na recepção estavam a cochichar alguma coisa assim que viram sair do elevador. Meu terno impecável transmite a mensagem que sempre quis... não chegue perto demais.

Ser albino tem suas vantagens, principalmente se for apenas no cabelo.  

Cabelos brancos costumam chamar muita atenção, em jovens principalmente.  

- Senhor Collins! O seu carro.- falou o garagista.  

- Obrigado.- entrei em um Bugatti La Voiture Noire, um dos carros mais exclusivos e caros já produzidos no mundo.

Um design elegante, agressivo e totalmente preto, com linhas fluidas e aerodinâmicas. Seu nome significa "O Carro Preto" em francês.

Um motor W16 quadriturbo de 8.0 litros com 1.500 cv e 1.600 Nm de torque. Acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 2,4 segundos.

Interior é luxuoso, artesanal, feito com materiais nobres e tecnologia de ponta.

Unidade única. Apenas uma unidade foi fabricada, tornando-o um carro de coleção raríssimo.

Status extremo. Representa o auge do luxo, exclusividade e performance. Seu valor acima de US18 milhões.

Símbolo de poder. Mais do que um carro, é uma obra de arte automotiva, demonstrando que o dono está entre os mais ricos e seletos do planeta.

Ter esse carro é como ter um diamante negro sobre rodas, que tenho... sem pedir permissão a ninguém. 

Todas as tardes tenho uma obrigação a cumprir, a única condição para permanecer em liberdade é levar vida normal que tenho.  Não me agrada.

Não gosto

Mas estou aqui.  

- Senhor Collins, vejo que chegou cedo- falou Ayla, a minha psicóloga.  

- Podemos começar? Estou com pressa.  

- Tudo bem!  Vejo que não tem muita paciência como sempre- murmurou a mulher loira, de 28 anos.- podemos começar desde onde paramos da nossa última sessão?  

- Mudamos o assunto, não quero falar sobre isso- falei de forma séria.  

- Precisamos senhor Collins, afinal esse ainda é o motivo pelo qual te trás cá todas as segundas-feiras.  

- Na verdade não é esse o motivo- meus olhos vagueavam pelo corpo da mulher jovem a minha frente. - Tenho outros incentivos para estar aqui- minha voz saiu, o mais claro e transparente que podia.  

- Temos uma relação estreitamente profissional senhor Collins, agora não é o momento.- Ayla olhou para mim, e baixou os óculos até a ponta do nariz.  

- Sempre podemos abrir uma excessão, não?  

- Ainda temos 45 minutos, vamos falar do que interessa que tal? - desviou o olhar para o meu corte na mão esquerda.- vamos falar desse corte. Foi alguma nova tentativa de raiva?  

- Não!  

- Devil .  

- Não foi! Eu estava a tentar fazer alguma coisa e me cortei, não teve nada...

- E esse...- Ayla tentou puxar outro assunto de mais uma cicatriz visível em meu corpo. Mas eu logo a cortei.  

- Sempre começas assim, com as que podes ver e depois terminas com que sinto, não quero falar daquelas pessoas.  

- Mas é necessário!  

- Tão necessário quanto respirar aposto! Mas não é obrigatório.  

Não, nada é.  

- Podemos falar sobre qualquer outra coisa?  

- Do que quer falar? Conta-me tudo o que quiser, estarei aqui para o ajudar.

- Hoje a Bianca foi até ao meu escritório e... - Deixa-me adivinhar? Transaram?  

- Foi só um boquete.  

- Ainda conta como transar.

- Não teoricamente! Gozei na boca dela e não dentro. E tu sabes o que penso acerca disso- falei.  

- Uma vez cafajeste, sempre cafajeste.- murmurou ela. Enquanto anotava alguma coisa na minha ficha.

- Que um dia tu já amaste - retruquei.  

- Quer mesmo falar sobre o passado? Me conta sobre o passado que tanto te assombra.

Me calei, sabia que se abrisse a boca para responder, falaria mais do que fosse preciso.  

Ayla sabia o que tinha acontecido perfeitamente e mesmo assim queria me torturar com isso.  

- O que pensa que está fazendo ?  

- Quero te ajudar a se libertar disso, um dia vais precisar falar comigo ou qualquer outra pessoa.  

- Não se preocupa! Quando esse momento chegar, vai simplesmente acontecer sem precisar dessa toda burocracia.  

- Devil .  

- Te espero essa noite em casa, sabes a senha- me levantei.

- Ainda temos 40 min senhor Collins.

- Para mim terminou.

- Por que me fazes perder tempo se nunca vais te abrir comigo? - perguntou, parecia insatisfeita.

- Sou o teu melhor cliente, e ambos sabemos que se não fosse o pelo senhor Ricardo, eu não estaria aqui. - saí, deixando ela sentada.  

A raiva e os pensamentos possessivos são a minha única companhia, não conheço uma outra forma de pensar se mais com raiva, ou de viver se não obsessivo por alguma coisa, e nesse momento o meu trabalho é a minha maior obsessão, viciado talvez.  

Voltei para o escritório e entrei no elevador, quando chegue em minha sala, me deparei com uma pilha de Documentos para analisar e não só.  

Como diretor executivo a pedido de Ricardo, tenho mais trabalho do que deveria, tanto que nem percebi o tempo passar e já eram 22h, Aline bateu a porta e entrou logo em seguida. Caminhou até mim e sentou-se em meu colo.  

- Achei que já tinha ido embora.- disse, minha voz estava mais grave do que queria.  

- Depois do que eu vi hoje, também quis apagar o enorme fogo que há em mim.  

- Quer a minha ajuda?  

- Não conheço mais ninguém que possa fazer isso por mim, senhor Collins.- Aline é uma mulher muito atraente, seu corpo tem curvas que deixam todo homem desejando.  

- Agora estou trabalhando.- retruquei.  

- Assim eu não consigo dormir, e o senhor sabe como eu fico quando estou com insónia- seus lábios estavam muito próximos ao meu ouvido.  

- Sei, e eu adoro. - sussurrei antes de a beijar.  

Minhas mãos deslizam pelo seu corpo, minha ereção está aposto e entre suas pernas, minhas mãos estão em sua intimidade.  - Molhada...  

- A culpa é sua, chefinho. - falou dentro dos gemidos.  

- Eu amo ser o culpado, só me deixa com mais vontade de socar forte em ti e nessa  maravilha que tens entre as pernas.  

Rasguei as meias que ela usava, subi a sua saia tirei sua blusa, ela estava ofegante só com o beijo e sabia o que lhe esperava. Tirei-lhe o sutiã com mesma facilidade com que se respira, sua calcinha preta foi brutalmente rasgada, liberando a passagem de sua intimidade.  

- Victoria Secret não é? Depois eu compro outra para ti- sussurrei em seu ouvido já com o meu membro deslizando sua intimidade, seu peito arfava e para mim isso é a minha maior satisfação.  

- Pára com isso e me coma logo- suplicou ela.  

- Menina impaciente, agora vais esperar, e implorar mais um pouco.  

Deslizei o meu membro pela sua intimidade, mas não introduzi, querendo que suplicasse ou implorasse ainda mais por ele.  

- Senhor Collins, eu imploro, não faz isso comigo.  

Eu sorri no canto da boca.  

- Assim não princesa, ajoelha-te- falei no seu ouvido- já.  

Aline obedece, de joelhos ela passou os seus lábios pelo meu membro, se deliciando dele. De olhos fechados eu me permitia sentir tudo quanto fosse possível. Levantei ela e a coloquei de joelhos sobre a minha cadeira.  

Introduzi, sentindo o quão apertada ela estava. Quente, deliciosa.  

Foram duas horas de muito prazer até finalmente gozar em sua boca.  

Linda menina- sussurrei.  

Ela foi até ao banheiro se lavar e vestir. Estava sentado quando vi ela sair, com o típico olhar de inocente.  

- Está tarde senhor! Eu vou para casa.- falou se dirigindo até a porta.  

- O meu motorista está esperando por você lá embaixo- falei desviando o olhar para os documentos em minha mesa.  

Aline ficou parada como se quisesse dizer alguma coisa mas não disse nada.

- Sim senhor - respondeu e saiu.  

Parei de trabalhar e me joguei na cadeira, olhei para o teto, aquele dia tinha começado.

Olhei para o relógio e já era meia noite.

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