
O retorno do mestre oculto
Capítulo 2
Queimar não gostou do que acabara de ouvir.
"Por que tanto preconceito com a entrega de comida? Quero dizer, não é apenas um trabalho prático para ganhar a vida? Não deveria ser tão difícil sustentar uma criança."
Emily respondeu com um resmungo desdenhoso. "Sou da influente família Lewis de Enceridge, e você deveria estar bem ciente da posição da minha família nesta cidade."
Queimar deu de ombros sem se abalar. "A Família Lewis? Sim, estou ciente. Grande coisa, e daí? O que isso tem a ver comigo?"
"Por acaso, estou noiva do herdeiro do magnata mais rico de Enceridge," declarou Emily, com os dentes cerrados, enquanto seu pior pesadelo se materializava.
"O que diferencia o herdeiro do homem mais rico da cidade de qualquer outro homem? Tem duas cabeças?" Queimar questionou, indiferente à opulência de Enceridge.
Emily ficou irritada com a atitude despreocupada de Queimar, convencida de que ele não passava de um plebeu audacioso.
Parecia que confiar nele era inútil.
Logo, eles chegaram ao hospital.
Em vez de sair rapidamente do carro, Emily permaneceu perdida em contemplação, olhando pela janela.
Queimar soltou o cinto de segurança e incentivou: "Vamos lá, por que a hesitação?"
Emily retrucou, olhando diretamente nos olhos de Queimar. "Você está realmente pronto para assumir a responsabilidade?"
Quando Queimar abriu a porta do carro, afirmou: "Se a criança for mesmo minha, estou dentro. Mas não vou ser o bobo da corte que cria o filho de outra pessoa, se não for meu."
Emily enfatizou com convicção: "A criança é sua!"
Queimar sentiu uma pontada de irritação; a situação parecia boa demais para ser verdade. A probabilidade de um encontro de uma noite resultar em gravidez era extremamente baixa.
Para seu espanto, após uma série de procedimentos, Queimar logo percebeu que não era um exame comum para gestantes.
"Ei! Qual é o seu plano?" Queimar interveio.
Emily declarou friamente: "Aborto."
"Se é meu filho, quero que ele venha ao mundo!" Queimar respondeu sem hesitar.
Emily encarou Queimar, zombando em silêncio.
"Emily Lewis!" chamou uma enfermeira.
Emily olhou para cima com os olhos vazios, vermelhos de emoção. Levantou-se e se aproximou da enfermeira, mas após alguns passos, parou, virou-se e lançou um olhar para Queimar.
Por fim, entrou na sala de operações.
Emily deitou-se no ambiente estéril, e o médico, armado com um tubo longo, preparou-se para realizar a cirurgia.
De repente, Emily interveio, declarando: "Eu não vou fazer o aborto! Deixe-me ficar deitada aqui quieta por um momento!"
Respeitando a escolha de Emily, o médico deixou o equipamento de lado.
Enquanto isso, Queimar ocupava um assento no corredor.
Sentindo-se confinado no corredor, Queimar deu meia-volta e saiu para fumar.
Quando Emily saiu da sala de operações, sua decepção surgiu ao não avistar Queimar. Ela rapidamente deduziu que confiar em um homem desse tipo era um esforço inútil.
Com passos vacilantes, dirigiu-se à saída.
Surpreendentemente, assim que se aproximou da porta, Queimar retornou, apressado, enxaguando a boca enquanto corria de volta.
Ao avistar Emily, ele estendeu a mão para pegar a bolsa dela e segurou suavemente seu braço em um gesto de apoio.
Embora um pequeno ato, isso trouxe algum conforto ao coração de Emily.
"Estou me sentindo um pouco fraca. Você pode me levar para casa? Está disposto a isso?" Emily perguntou.
Queimar pegou as chaves do carro, deu um chute rápido na roda e exclamou: "Por que eu não conseguiria dirigir um carro? Já pilotei até jatos de combate!"
Emily balançou a cabeça, entre divertida e sem saber o que fazer, deslizando para o banco do passageiro.
Quando Queimar se acomodou atrás do volante, Emily começou: "Este carro não é um veículo comum; é--"
Antes que pudesse terminar a frase, Queimar ligou o motor habilmente, avançando com um forte pressionar do acelerador.
Emily permaneceu em silêncio atordoada por alguns instantes.
Pela primeira vez, ela olhou para o entregador com um pouco de espanto.
Dirigir um carro de luxo desse calibre estava a anos-luz do comum.
Naturalmente, alguém no ramo de entregas de comida precisaria trabalhar incansavelmente por uma vida para poder comprar tal opulência, quanto mais possuir a habilidade de dirigi-lo.
"Onde você mora?" Queimar perguntou.
"B19, Vilas Wyvern," Emily revelou, e então fechou os olhos por um momento.
O bolso de Queimar vibrou persistentemente, levando-o a pegar o telefone.
Uma chamada de seu pai piscava na tela, e ele atendeu prontamente.
"O que está acontecendo?" Queimar perguntou.
"Temos uma reunião de licitação hoje à noite no Edifício Elite. Garantir este projeto no novo distrito é crucial para nossa estratégia de negócios futura. Vou alocar um bilhão para isso. Compareça pessoalmente e garanta o sucesso," Clayton instruiu.
"Entendido," Queimar afirmou.
"A propósito, Archie Ward, o presidente da filial da Câmara de Comércio da Prosperidade em Enceridge, está no nosso círculo. Ele seguirá sua liderança," Clayton acrescentou.
"Entendi," Queimar respondeu.
O carro deslizou suavemente para Vilas Wyvern, o epítome do luxo em Enceridge.
Diziam que a vila mais cara da área havia sido comprada por um magnata enigmático por incríveis 170 milhões.
Considerando o status de Emily como herdeira da família Lewis, residir em um ambiente tão luxuoso parecia norma da casa.
Saindo do veículo, Emily parecia perdida em seus pensamentos durante todo o trajeto.
Queimar estendeu a mão, acenando na frente de Emily até que ela voltasse à realidade.
"Chegamos," ele disse.
Emily assentiu, antes de, do nada, sugerir: "Gostaria de entrar e tomar uma xícara de café ou algo assim?"
Queimar, brincando com seu isqueiro, respondeu: "Não tem medo de que eu apronte alguma coisa?"
Emily zombou. "Você me engravidou uma vez, lembra? O que mais aqui eu deveria ter medo? Que você me engravide de novo?"
Queimar saltou para fora do carro. "De jeito nenhum! Pare com isso! Adeus e espero que nossos caminhos nunca se cruzem novamente!"
Emily abriu a porta do carro e saiu. No entanto, sua mente esteve ocupada o dia todo, deixando-a menos que estável sobre os pés. Em um giro inesperado dos acontecimentos, ela caiu no chão, torcendo o tornozelo.
Queimar, prestes a acender um cigarro, testemunhou o acidente. Pondo de lado o isqueiro, ele se aproximou de Emily, oferecendo uma provocação brincalhona: "Você, minha cara, é um desastre ambulante!"
Emily franziu a testa, lançando um olhar feroz para Queimar.
"Tente dizer isso de novo!"
"Completamente desastrada! Ai! Droga!" Queimar exclamou.
Em uma explosão de frustração, pânico e desamparo, Emily cravou os dentes no ombro de Queimar.
Gritando de dor, a resposta de Queimar foi rápida-- um tapa ressonante nas nádegas empinadas de Emily.
Um som alto ecoou-- o impacto contra a saia justa acentuando o momento.
Um toque magistral.
Emily, finalmente liberando suas emoções reprimidas, soltou.
Queimar abriu a gola, revelando uma marca de mordida sangrenta no ombro.
"Oh, droga! Você é um cachorro?" ele exclamou.
Emily, com um olhar de vingança, mancou pela porta, comentando casualmente: "Tenho um kit de primeiros socorros em casa. Tem coragem de entrar?"
"Dane-se o medo!" Queimar retorquiu, prontamente seguindo-a.
Enquanto Queimar cuidava do seu ombro, ele observou Emily tentando desajeitadamente aplicar remédio no tornozelo.
Sem hesitar, ele pegou o tubo de creme e assumiu a tarefa.
Segurando o pé torcido de Emily, Queimar descobriu que os pés dela eram tão requintados quanto o resto de seu corpo. Delicados e suaves, seu pequeno pé capturou sua atenção.
Apesar da tentativa de Emily de retrair o pé, Queimar segurou firmemente, um rubor sutil tingindo suas bochechas.
Enquanto olhava para Queimar, Emily encontrou-se novamente perdida em pensamentos. O iminente casamento com a família mais rica da cidade, os Patels, pesava em sua mente.
Inesperadamente, a porta se abriu naquele exato momento.
A mãe de Emily, Dolores, e sua melhor amiga, Clara Ward, entraram juntas.
A cena que as saudou foi Emily e Queimar em estreita proximidade.
"Querida, o que está acontecendo?" Dolores inquiriu.
Emily prontamente se levantou, e Queimar, segurando um tubo, começou a explicar: "Ela torceu o..."
Antes que ele pudesse concluir a frase, Emily interveio: "Eu torci o tornozelo."
O que pegou Queimar de surpresa foi o comentário subsequente de Emily-- "Por isso meu namorado está aplicando o remédio para mim."
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