Capa do romance O Diário Que Nunca Foi Meu

O Diário Que Nunca Foi Meu

8.2 / 10.0
Éris encontra um diário no campus repleto de segredos intensos. O dono é Noah Hale, seu arrogante rival. Ao ler as confissões vulneráveis e brutais dele, ela se apaixona pelo homem que ele esconde. Contudo, Noah descobre a invasão de privacidade e decide confrontá-la, exigindo controle e respostas. Entre a hostilidade e o desejo, os dois mergulham em um jogo perigoso de tensão. Agora, Éris deve escolher entre proteger o segredo ou entregar seu coração.

O Diário Que Nunca Foi Meu Capítulo 1

Eu só queria chegar na sala sem levar advertência.

Mas, como sempre, minha vida decidiu complicar tudo.

O corredor estava vazio, exceto por um armário aberto - daqueles que ninguém usa faz meses - com uma pilha de coisas caindo pra fora.

Eu ia ignorar.

Juro que ia.

Mas quando passei rápido, algo caiu no chão bem na minha frente.

Um livrinho preto, pequeno, com a capa meio gasta.

Peguei no automático.

Não era meu.

Não tinha nome.

Não tinha nada.

Olhei pros lados.

Ninguém.

Nem sinal de quem largou ali.

- Ótimo... - murmurei. - Agora eu sou a idiota que coleta lixo perdido.

Guardei o livro na bolsa porque o professor já estava chamando os atrasados.

Só no intervalo eu abri.

E aí tudo começou a ficar estranho.

O diário estava cheio.

Páginas e páginas de letra bonita, organizada, mas... intensa.

A primeira frase que li me deixou estática:

"Eu passo o dia inteiro fingindo que estou bem.

Ninguém percebe.

Ninguém nunca percebe."

Engoli seco.

Virei outra página.

"Não sei o que é pior: me importar demais ou não conseguir dizer nada."

Aquilo não parecia de alguém que eu conhecia.

Mas ao mesmo tempo... parecia.

Continuei lendo.

Devagar.

Com medo de parar.

"Às vezes sinto tanta raiva que não sei o que fazer com as mãos."

"Hoje quase explodi. Ela nem percebeu."

Eu franzi a testa.

Ela quem?

Alguma namorada desesperada?

Alguma menina sem noção?

Ou só alguém que esse autor inventou?

Fechei o diário por um segundo.

Meu coração estava estranho - acelerado sem motivo.

Quando levantei a cabeça, vi ele.

Noah.

Entrando no corredor, fones no pescoço, expressão irritada, aquele jeito de que acordou brigando com o próprio reflexo.

Ele passou por mim sem olhar.

Mas quando passou, senti um arrepio idiota subir pela minha nuca.

O cheiro dele sempre vinha antes: quente, amadeirado, marcante.

Balancei a cabeça.

Nada a ver.

Eu estava só impressionada com o diário.

Noah nunca falaria daquele jeito.

Ele era frio demais.

Duro demais.

Ou eu achava que era.

Coloquei o diário na bolsa rápido, como se alguém pudesse me acusar de alguma coisa.

Mais tarde, na biblioteca, abri de novo.

E li um trecho que fez meu estômago virar:

"Se ela soubesse o que eu penso quando passa por mim...

se soubesse o que eu imagino...

ela nunca mais chegaria perto."

Eu encostei no encosto da cadeira.

Ok.

Isso já era informação demais.

O problema?

Eu queria saber mais.

Muito mais.

Fechei o diário devagar.

E antes de sair, sem querer, olhei pela janela.

Noah estava lá fora, encostado no muro, mexendo no celular, dando chutes numa pedra com expressão de quem estava irritado com o mundo inteiro.

Por um segundo, só um segundo, me ocorreu algo absurdo:

E se o diário fosse dele?

Mas eu sacudi a cabeça na mesma hora.

Ridículo.

Impossível.

Noah mal falava com alguém, muito menos escrevia sentimentos.

Guardei o diário na bolsa.

E mesmo sem saber por quê...

Eu fiquei com medo de abrir de novo.

E com muito mais medo do que eu iria sentir se eu abrisse.

________________________________________

Continue Lendo

O Diário Que Nunca Foi Meu de Conteúdos

Ch. 1 Ch. 2 Ch. 3
Ch. 4
Ch. 5
Ch. 6
Ch. 7
Ch. 8
Ch. 9
Ch. 10
Ch. 11
all

Você pode gostar

Romances Recém-Lançados

Capa do romance Casamento por Contrato: A Herdeira e o CEO
8.4
Ao retornar ao Maranhão, Isabela Almeida é surpreendida por uma cláusula no testamento da avó: ela deve se casar em um ano para não perder sua herança. Para salvar o legado familiar, ela propõe um matrimônio de fachada a João Pedro Santana, um CEO em crise financeira e antigo conhecido. Entre farsa e dever, manter as aparências na cidade pequena torna-se um desafio, enquanto a hostilidade mútua dá lugar a sentimentos reais e perigosos.
Capa do romance DECLÍNIO
8.3
Raul, o duque da aviação, aceita uma última missão sobre o Mediterrâneo antes de seu casamento. O que seria um voo simples torna-se um desastre devido a tempestades e à imperícia do copiloto. No avião está Maria Luíza, uma jovem obstinada em busca de seus sonhos. Após a queda, ambos lutam pela sobrevivência em uma ilha deserta. Isolados, a paixão desafia a lógica, mas a descoberta da identidade da noiva de Raul coloca tudo em risco.
Capa do romance Entre Cubículos e Corações: Um Romance Corporativo
7.9
Ana é uma analista de marketing ambiciosa cuja rotina muda ao conhecer Ricardo, o novo diretor de operações. No ambiente corporativo, reuniões e prazos tornam-se o cenário de uma paixão inesperada. O casal enfrenta os dilemas de um romance no escritório, lidando com segredos e amizades postas à prova. Entre as pressões do trabalho e reviravoltas emocionais, eles buscam a felicidade, provando que o amor pode surgir em meio aos cubículos e desafios profissionais.
Capa do romance Renascimento em Seus Braços
9.5
No fim da vida, João Carlos lamenta ter ignorado o amor puro de Maria Clara para viver um casamento amargo após ser traído pela noiva, Ana Lúcia. Ao morrer, ele desperta misteriosamente no dia do seu casamento, décadas antes. Diante da chance de mudar seu destino, ele interrompe a cerimônia e rejeita a mulher que o humilhou. Para o choque de todos, João se ajoelha perante Maria Clara, decidido a valorizar quem sempre o amou e recomeçar sua história.
Capa do romance Sete anos uma tola, um dia uma rainha
9.3
Kristine dedicou sete anos a Colton, ignorando que ele amava outra mulher, com quem teria um filho. Mesmo após aceitar casar-se com ela, ele a abandonou no cartório pelo antigo amor. Exausta, Kristine partiu para reconstruir sua vida. Quando ela retorna e surge casada com outro homem, o desespero atinge o orgulhoso CEO. Colton implora por perdão e uma nova chance, mas Kristine, agora firme e decidida, revela que seu coração já pertence a outro.
Capa do romance Toda sua
8.8
Eu sabia que um dia te encontraria vadia..., vagabunda! - Ahhh!!! - gritei alto quando ele agarrou meus cabelos, meu único pensamento era proteger minha barriga. - Então era aqui que estava esse tempo todo, maldita? - Me... solte... - Você está grávida, sua puta? - Pelo amor de Deus, me solte... Naquele momento algo escorreu pelas minhas pernas, meu marido veio correndo ao ouvir meu grito, ele se assustou ao me olhar e ver a arma apontada para meu ventre. Meu algoz o observou de uma maneira tão fria e cruel que se seu olhar pudesse matar alguém, meu marido já teria caído duro no chão. Os dois homens começaram a discutir e o pavor de que algo ruim acontecesse ao meu bebê me deixou paralisada. Eu mal conseguia respirar com medo de que minha barriga encostasse mais no cano da arma. O velho que estava me segurando olhava para meu marido com ódio e aos berros o acusou de traição. Meu marido tentava, através do olhar, me dizer que tudo iria dar certo, mas eu duvidava que aquilo fosse acontecer. O velho gritava tanto que eu não conseguia entender quase nada. - Você estava com ela esse tempo todo, garoto? Você mentiu para mim, caralho?! Onde a encontrou? Quando? De quem é esse bastardo? Meu marido deu um passo para mais perto e aquilo foi suficiente para meu algoz passar seu braço pelo meu pescoço e me empurrar mais para trás. Por azar, agarrei seu braço para o impedir de me sufocar, mas o aperto ficou pior quando ele viu minha aliança de casamento. - Que porra é essa, vadia? Você se casou?! - Solte minha esposa! - meu marido exigiu numa vã tentativa de me salvar. As contrações estavam começando a aparecer e temi que meu filho nascesse ali, no meio daquela disputa. - Sua esposa? Então é isso que você fez, seu maldito? Se casou com ela para tirar minha cadeira? Que traição mais vil! - Solte-a e poderemos conversar. - Dê mais um passo e acabo com a raça desse bastardo que ela carrega. Ou farei melhor, vou levá-la embora e o arrancarei com minhas próprias mãos, o que acha? Vejo meu marido tentar dar mais um passo. Eu conseguia sentir seu desespero, porquê era o que eu sentia também. - Nem mais um passo ou eu atiro! Uma dor atravessou minha barriga me fazendo uivar e mais líquido desceu por minhas coxas fazendo-me perder o foco da discussão. Os fatos se desenrolaram à minha frente em câmera lenta. Eu iria morrer e levar meu filho comigo, deixando o único homem que amei na vida sozinho. A dor daquela revelação foi tão forte quanto as contrações. Mesmo com dores horríveis consegui perceber que a pistola antes apontada para mim, naquele instante estava sendo apontada para meu marido e num último ato de coragem, empurrei meu algoz, que se desequilibrou e apertou o gatilho.
Capítulos
Leia agora
Compartilhar