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Capa do romance O desconhecido que me salvou

O desconhecido que me salvou

Song JaeMin, um pintor de 26 anos, vê o sonho da paternidade surgir com um teste positivo. Ao ser rejeitado pelo noivo, In LinHyun, que exige um aborto, JaeMin termina a relação para proteger o filho. Contudo, em um passeio, ele enfrenta uma emergência trágica que ameaça a vida do bebê. Quando tudo parece perdido e os desejos do ex-noivo quase se realizam, o destino intervém. No auge do desespero, JaeMin conhece Lee Junkoo, o homem que mudará seu futuro.
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Capítulo 1

!! Esse é apenas uma curiosidade sobre a história antes de seguirmos para o primeiro capítulo !!

Como notado no título, essa é uma história MPREG (Onde homens engravidam) e para não ficarem confusos e navegarem tranquilos na incrível história de superação e romance, leiam a explicação a seguir:

O Mundo passou por uma incrível mutação durante anos, e no mundo de "O desconhecido que me salvou", homens também podem engravidar.

Isso acontece devido à mutação natural onde todos os seres humanos têm um sistema reprodutor, mas os dos homens "cis" apenas se "ativam" durante relações sexuais e isso possibilita a fecundação do óvulo que liberam em todas às vezes.

Mas isso deve criar pensamentos do tipo: como o bebê pode nascer?

É simples! Como um mundo que passou por mutação, a forma em como o bebê pode nascer também teve mudanças.

Todas as pessoas humanas tem uma parte em seus corpos que é chamada de "períneo" ou "assoalho pélvico". Tanto existe em homens, quanto em mulheres. E popularmente falando, é a parte muscular que fica entre as intimidades traseiras e frontal.

Esse "local" citado, se transforma em uma "fenda" que dará passagem ao bebê caso seja um parto natural/normal.

Agora, boa leitura.

!! Essa é uma história que envolve cultura sul-coreana !!

Outra coisinha é sobre o dialeto usado no Livro!!

Existem termos que serão citados ao longo da leitura e deixarei neste capítulo para que não se percam.

A história é desenvolvida na cultura coreana como já foi dito, e desse modo, usaremos o dialeto coreano traduzido.

Alguns termos como: hyung, noona, oppa, unnie e Saeng serão vistos ao decorrer da leitura, mas explicarei brevemente o que significa cada um.

Hyung = é o termo usado de um homem para outro mais velho.

[Como JunKoo sempre chama JaeMin e seus amigos, por ele ser o mais novo entre todos]

Noona = é usado de um homem para uma mulher mais velha.

Oppa = usado de uma mulher para um homem mais velho.

[Mas lá no início JunKoo brincou e usou desse termo para chamar atenção de JaeMin, já que ele se recusava a ser chamado de Hyung por ser mais velho.]

Unnie = é usado de uma mulher para outra mais velha.

Saeng/Dongsaeng = É usado de uma pessoa mais velha para outra mais nova, podendo ser tanto homem quanto mulher.

Desse modo, espero que a leitura se torne mais facilitada e atrativa. Espero que curtam bastante o livro.

POV: JaeMin

Há alguns dias eu não vinha me sentindo bem.

Há exatas duas semanas, estou sentindo muito enjoo e tonturas.

Tive que ir ao médico e fiz vários exames. Meu noivo, LinHyun, ficou bastante preocupado comigo, mas não pôde fazer muita coisa porque estava em uma viagem a negócios no Japão.

O resultado dos exames veio no mesmo dia, e foi trabalho do doutor Kim me explicar o que estava acontecendo comigo, e principalmente me acalmar depois do meu surto logo após o resultado.

Estou grávido de 4 semanas, LinHyun ainda não sabe, deixei para contar quando ele retornasse de viagem.

Minha mãe, que mora na cidade de Busan, surtou quando soube e se ela pudesse me bater por ligação, teria batido, mas depois de muita reclamação e gritos, ela começou a chorar de felicidade com a realidade de que logo, logo seria vovó.

Decidi fazer uma surpresa. Comprei uma roupinha de bebê, com o nome papai bem grande na frente, e coloquei em uma caixinha vermelha, em cima da cama. Quando LinHyun chegou a nosso apartamento, o recebi com um abraço cheio de saudade e um beijo gostoso.

— Senti sua falta. — ele disse rindo, deixando a mala de lado, e me abraçando de volta. — Como você está? Melhorou?

Assenti ainda abraçado nele, sentindo uma necessidade absurda de carinho.

— Vou tomar um banho, e pedimos algo para comer em seguida, ok?

Ele me deu um beijo na testa, e seguiu para o quarto.

O segui, louco para ver qual seria a sua reação.

Possivelmente choraria. Nós nunca conversamos a respeito de termos um filho, mas acho que a ideia não parece nada ruim. Acho que ele ficará feliz.

Assim que entrou no quarto, parei na porta, o observando. Ele olhou para a caixa, e olhou para trás, sorrindo.

— O que é isso? — segurou a caixa nas mãos.

— Abre. — Cheguei mais perto, sentindo minhas mãos tremerem em antecipação. Estava muito nervoso.

— É alguma peça de renda? Você sabe como eu amo ver você com elas né? — me beijou e sorri, negando.

— Abre logo seu safado. — ele me olhou uma última vez, e abriu a caixa.

No primeiro momento a reação dele foi neutra. Ele olhou para dentro da caixa, parado, por muitos segundos e me olhou sério. Depois sentou na cama, retirou a roupinha de dentro dela, e colocou na cama. Eu estava tremendo demais, me aproximei tentando tocá-lo, mas ele levantou rápido e se afastou.

— O que é isso? — perguntou de costas para mim, eu estava sorrindo, mas meu sorriso morreu no mesmo segundo. — JaeMin, o que é isso?

O olhei assustado. Tentei o tocar novamente, mas ele segurou minhas mãos.

— JaeMin... Nós não podemos.

Me afastei. Ele me olhou sério novamente.

— E-Eu pensei q-que nós...

— Não, JaeMin, nós não podemos. Eu... não posso.

— LinHyun calma, eu…

— Não!

— E o que quer que eu faça? LinHyun, eu estou grávido. Estou com quatro semanas, amor.

— Quatro semanas? Mas como eu pude me descuidar assim... merda. JaeMin eu vou arrumar um jeito ok? Não vou deixar esse... essa coisa mudar tudo.

— Essa coisa? — senti meus olhos se encherem de lágrimas. — essa coisa é nosso filho!

— Não, não pode. E-Eu conheço um ótimo médico que... que consegue arrumar isso. Nós-

— Eu não estou acreditando que está falando isso LinHyun. — o interrompi sentindo minhas mãos trêmulas

— Eu estou! — começou a retirar as roupas para tomar banho. — Nós não podemos deixar isso acontecer. Amanhã mesmo nós iremos ao médico e resolveremos.

— Eu não irei a lugar algum. É meu filho.

— Eu não quero essa criança, Song! — falou mais alto, me dando um leve susto pelo tom de voz.

— Mas eu quero, Hyun! O corpo é meu, e nem você, nem médico algum irá tocar nessa criança! — gritei, estava tremendo muito, o que possivelmente não faria bem para o bebê.

Ele me olhou e sorriu de um modo completamente desconhecido por mim, vindo até onde eu estava e parando de frente.

— E como você irá criar essa criança sozinho? Esqueceu que você vive todo esse luxo graças a mim? Se quer que isso continue, será assim. Será assim até o fim.

As lágrimas começaram a descer pelo meu rosto. O homem no qual eu amo, e que estava pronto para formar uma família, estava me humilhando?

— Eu sou um artista e consigo viver com meus quadros. — disse em meio às lágrimas.

Ele riu negando. Meu sofrimento parecia o animar.

— Pare com esse choro, e eu já disse, eu não quero essa criança JaeMin. Está decidido.

— Eu não irei tirar! — gritei

— Então terá que me esquecer! — o olhei sem acreditar nas palavras. — ou fica comigo enquanto der, ou com esse... com esse bebê e sozinho no mundo.

Me levantei sentindo as lágrimas molharem todo meu rosto e parte do meu pescoço de forma desesperada e fui até o closet para buscar minha mala.

— Irá mesmo fazer isso? — LinHyun perguntou.

Ele estava bem atrás de mim. Abri a mala e coloquei em cima da cama. Voltando para o closet para buscar minhas roupas.

— JaeMin, olha o que você está fazendo! Irá mesmo estragar tudo, por causa de algo tão pequeno? Eu te amo, podemos viver bem pelo tempo que temos, só nós dois.

— Você quem está estragando tudo! Você só pensa em você! — Gritei jogando as roupas dentro da mala e olhei-o — Esse era para ser um momento lindo LinHyun. Sabe quantas vezes eu chorei em dois dias? Eu imaginei a sua melhor reação! Eu pensei que me amava, e que todas às vezes que disse que eu era a única família ao seu lado, fosse real! Mas não, para você eu sou apenas o namoradinho relaxado que vive do luxo que você proporciona.

— Eu não quis dizer isso, Minnie. Eu-

Passei as mãos pelo meu rosto, enxugando as lágrimas e olhando-o nos olhos.

— Eu tenho uma carreira também, pode não ser grande como a sua, mas é o meu orgulho. Eu estou indo, porque amo o meu filho. Eu o descobri a dois dias, mas já o amo muito e não desistirei de algo que quero por causa de você!

— Você está sendo tolo.

— Eu estou fazendo a coisa certa. Eu pensei que amava um homem, mas amo um covarde. Eu não fiz essa criança sozinho, LinHyun, mas irei cuidar dela, dessa forma.

— JaeMin, por favor. — ele segurou meu braço quando fechei a mala, e a coloquei no chão, calçando meus sapatos em seguida.

— Eu venho buscar o resto das minhas coisas depois. — Avisei antes de sair.

Estava chorando, deixando-o para trás e seguindo com apenas minhas roupas, e o meu bebê.

Tudo o que agora eu tinha.

Continua...

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