Capa do romance Contrato Obscuro II - Os irmãos de Alícia

Contrato Obscuro II - Os irmãos de Alícia

8.1 / 10.0
Após sobreviver a traumas brutais e salvar sua família, Alícia agora lidera a máfia francesa no Brasil e vive um trisal com Fernando e Yago. Enquanto cuida de sua irmã Paola e apoia Matheo, que reconstrói sua vida amorosa com Beatriz após ser mutilado, uma nova ameaça surge. Matheo descobre que o verdadeiro vilão é outro, forçando a união de todos os irmãos Costelli. Em meio a deveres com o Conselho, eles devem lutar juntos para garantir a sobrevivência do clã.

Contrato Obscuro II - Os irmãos de Alícia Capítulo 1

Yago estava de cabeça pra baixo, via seu sangue pingar em uma poça que percebia aumentar muito rapidamente. Sabia que ia morrer, e não queria se entregar ao amargor daquele momento. Forçou sua memória a voltar nos últimos oito anos que passou com Alícia, mas sua mente insistia em voltar a uma noite, quando tinha 23 anos e era recém casado:

Era aniversário de Michelle, sua esposa estava fazendo 27 anos, mas era linda…

Ela fazia exercícios, praticava tiros, sabia lutar, era uma mafiosa pra ninguém botar defeitos. Ela e Giselle eram gêmeas idênticas, mas Michelle tinha suas peculiaridades. A cintura era mais fina, os seios maiores, as coxas mais grossas, os olhos mais bondosos e os cabelos pareciam mais sedosos.

Ele tinha saído mais cedo do imenso jantar nos jardins da mansão que dividia com a cunhada e o marido dela, preparado uma taça com morangos frescos, chantilly, uma fita k7 estava preparada com uma música romântica de Elvis Presley e tinha cortado todos os pêlos das partes baixas. Michelle não falava, mas ela adorava quando ele limpava tudo e fazia sexo oral nele com mais gosto.

Quando ela entrou no quarto, sorrindo com o cenário que o marido montou, ele apertou o play e a voz melodiosa de Elvis Presley cantando can’t help falling in love tomou o ambiente.

Yago tirou a gravata enquanto a olhava nos olhos, se colocou por trás dela e a vendou. Percebeu ela abrir a boca de surpresa mas amarrou a gravata e a deixou sem esse sentido, enquanto tirava seu vestido. Quando se amontoou a seus pés, ele segurou sua mão a puxando e ela entendeu que era pra sair do vestido. Michelle estava surpresa e encantada com o tratamento e Yago fez o caminho de seu pescoço até o sulco entre seus seios e a beijou. Tão sensual e carinhoso que quando ela deu por si, ele já tinha tirado seu sutiã.

Depois a pegou no colo e depositou na cama, arrancando sua calcinha de renda branca sem a mesma delicadeza.

Beijou todo o seu corpo sem pressa, sugando seus seios. Depois a deixou se contorcendo na cama nua, levantou e tirou toda sua roupa e pegou a taça de morangos e o chantilly. Circulou um dos seios dela com o morango e depois mordeu.

— Você deixa a fruta muito mais gostosa…

Passou o morango mordido no outro seio, deixando um rastro do suco no corpo da mulher. Nesse momento, ela puxou a gravata dos olhos e sorriu pra ele, que se abaixou e lambeu todo o suco da fruta nos seios dela. E fez isso durante muito tempo, com todo o corpo dela. Na barriga, nas coxas do lado de dentro. Michelle estava molinha, inebriada com toda atenção que estava recebendo, quando surpreendentemente, ele enfiou a fruta inteira dentro dela e começou a friccionar seu pontinho de prazer e não demorou para ela gozar. Com o dedo, ele tirou a fruta de dentro dela, chupou todo o líquido que ela deixou nele e depois mordeu a metade, colocando de volta, mas aí começou a tentar tirar com a língua e na sequência ela se derramou na boca dele novamente. Sem resistir mais, Michelle levantou e se posicionou de quatro na cama, segurando na cabeceira com hastes de ferro e sem aviso, Yago a penetrou, se enterrando inteiro dentro dela. Michelle começou a rebolar ensandecida, e os dois explodiram juntos em um orgasmo enlouquecedor.

Yago quase sentiu uma ereção só se lembrar daquela noite. O pinga pinga de seu sangue o trouxe para a realidade daquele momento e ele se perguntava porque pensou em Michelle, aquela demônia que o obrigou a torturar uma menina que nem conhecia só para agradar a irmã que era mais demônia ainda! Se recriminou: deveria estar pensando na pele macia e escura de sua atual mulher, jovem, quente, insaciável, trinta anos mais jovem do que ele e que fazia Yago se sentir jovial, másculo. A inocência roubada não fazia falta para aquele furacão que era Alícia. E era nela que ele deveria pensar!

Ou em um dos seus filhos: Matheo, filho de Henrique que ele criou com Michelle, que ele tão egoísta tirou o direito de ser mãe! Sua mente teimava em voltar às lembranças que ele tinha de anos atrás, quando ficava observando Michelle com Matheo. Ele devia ter uns quatro anos e Yago achava Michelle uma mãe excelente e cuidadosa e ficava imaginando possíveis feições em um filho deles.

A câimbra no braço amarrado nas costas sabe-se lá a quanto tempo o fez perceber que sua mente traiçoeira o levou para Michelle novamente. Ouviu o ranger da porta e abriu os olhos, achando que sua mente estava lhe pregando uma peça novamente, porque estava vendo Michelle disforme se aproximando dele.

Ele sabia que ela estava disforme porque ele estava pendurado de ponta cabeça, mas tinha certeza que era Michelle tal e qual ele viu da última vez: careca, de calça jeans e rosto com uma expressão assustada.

— Você ainda não está tendo alucinações, marido. Sou eu mesma, viva. Eu vim te tirar dessa situação!

Dois seguranças entraram por trás de Michelle e o soltaram do tronco em que ele estava preso, o colocando sentado em posição normal, mesmo com braços e pernas amarrados.

Yago queria olhar para seu corpo e ver a extensão dos danos. Sabia que estava com pelo menos três costelas quebradas e Yanes enfiou uma adaga de uns cinco centímetros em sua barriga. Para fazê-lo sangrar sem saber que hora iria morrer. Giselle bateu com o cabo do revólver em sua nuca e também na testa. Seu supercílio esquerdo estava aberto com certeza e de tempos em tempos, eles entravam lá e exigiam que ele falasse qual era o segredo de alerta para os irmãos Costelli que conseguia manter Matheo afastado e deixava os irmãos sempre à frente deles, sabendo exatamente que o único que estava em perigo era Yago . Como ele não falava, o torturavam um pouco. Giselle tirou o couro da perna dele onde tatuou o rosto de Bruno. Yanes passou um cortador de pastel por toda suas costas diversas vezes, abrindo pequenos cortes rasos que ardiam muito. Na outra visita ele banhava Yago com vinagre, que era pior do que se o cortasse novamente.

Yago sabia que deveria se olhar e ter uma noção da extensão dos ferimentos, mas seus olhos traidores não conseguiam sair de Michelle…

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